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Kestirilen ortalama etrafında güven Aralığı

3.6. Taguchi Deneysel Tasarım Metodunun Prosedürleri

3.6.11. Deneysel sonuçların yorumu

3.6.11.2. Kestirilen ortalama etrafında güven Aralığı

Um terreno comum entre os historiadores culturais seria, segundo Burke (2008, p.10 e p.38), a preocupação com o simbólico e suas interpretações. Mas dentro desse terreno comum, seria necessário responder ao seguinte problema: é possível estudar as culturas como um todo, sem fazer falsas suposições sobre a homogeneidade cultural? Essa pergunta levou-o a tratar algu s desafios, se do u deles a disti ção e tre ultura popular e ultura erudita , al da pr pria defi ição so re o ue ultura .

De acordo com o autor, especialistas sugeriram várias vezes que as muitas interações entre cultura erudita e popular seria uma razão para abandonar os dois adjetivos. No entanto, sem eles seria impossível descrever as múltiplas interações entre os diferentes âmbitos da produção e do consumo da cultura. Por isso, sugere que tal ez a melhor política seja empregar os dois termos sem tornar muito rígida a oposição binária, colocando tanto o erudito como o popular e u a estrutura ais a pla (BURKE, 2008, p.42).

Do ponto de vista de Falcon (2002, p.59-60), há certo otimismo quanto aos a trop logos, para os uais a pala ra ultura sus ita ais i dagaç es do ue ertezas.20

19 Observação realizada pelo Prof. Carlos Martins em vários momentos de orientação da pesquisa.

20 Falcon (2002, p.78) afirma que a História Cultural, em sentido amplo, compreende tanto a cultura

“e se to a o he i e to das últiplas sig ifi aç es asso iadas pala ra , pre iso re o he er ue ultura o stitui a erdade u o e apli el a u a po se ti o e, o o tal, e o tí uo pro esso de a pliação e o ple ifi ação . Seria necessário um instrumental adequado que capacitasse o historiador a assumir ou defender uma posição no contexto do debate antropológico sobre cultura. O autor ressalta, todavia, ue possí el reu ir os ha ados aspe tos ulturais e fu ção de duas odalidades ou o epç es si as: as pr ti as e as represe taç es ulturais .

Por pr ti as ulturais , e te de a ultura o jeti a , ou seja, o o ju to de o ras, realizações, instituições que conferem originalidade e/ou autenticidade à vida de um grupo humano, inclusive seus usos e costumes, nem sempre imediatamente dados. E ua to ue as represe taç es ulturais dize respeito à resultante de algum tipo de ação das práticas culturais sobre o respectivo grupo humano considerado (nas práticas), tanto em seus aspectos coletivos como em seus componentes culturais. Em outras palavras, ultura o o represe ta te oleti a e ta e pressão de algum tipo de fi alidade i ere te pr pria ultura (FALCON, 2002, p.60-61).

A fim de evitar certos reducionismos, Falcon (2002, p.101), aponta que é preciso le ar e o ta ue ão h u a ultura, as ulturas , es o e so iedades pou o evoluídas. Ele afir a ser fu da e tal ão tra alhar oç es o o po o e elite o o se fossem blocos homogêneos, pois há estratificações e combinações variadas em nível

ultural o i terior de ada u deles e, entre eles, deslizamentos e interferências. Williams (1992, p.13) defende que há uma convergência entre

i os se tidos a tropol gi o e so iol gi o de ultura o o odo de ida glo al disti to, de tro do ual per e e-se, hoje, u siste a de sig ifi aç es bem definido não só como essencial, mas como essencialmente envolvido em todas as formas de atividade social, e (ii) o sentido mais especializado, ainda ue ta ais o u , de ultura o o ati idades artísti as e i tele tuais , embora estas, devido à ênfase em um sistema de significações geral, sejam agora definidas de maneira muito mais ampla, de modo a incluir não apenas as artes e as formas de produção intelectual tradicionais, mas também todas as

pr ti as sig ifi ati as .

Bourdieu também apresenta uma proposta de abordagem para o termo:

ultura otidia a; a alta ultura i ias, filosofia, artes, literatura, ta ha ada de ultura do i a te ou das elites e a ultura otidia a ou do se so o u ou ultura do i ada , ta dita popular .

A cultura não é apenas um código comum nem mesmo um repertório comum de respostas a problemas recorrentes. Ela constitui um conjunto comum de esquemas fundamentais, previamente assimilados, e a partir dos quais se arti ula, segu do u a arte da i e ção a loga à da escrita musical, uma infinidade de esquemas particulares diretamente aplicados a situações particulares. (BOURDIEU, 1982, p.208-209, grifo nosso)

Na introdução que escreve para o livro de Bourdieu, Miceli (1982, p.viii-xiii) identifica dois sentidos para o ter o ultura : u pri eiro rela io ado ualidade de instrumento de comunicação e conhecimento responsável pelo consenso e outro sentido de instrumento de poder, de legiti ação da orde ige te . Nessa direção, afir a ue a ultura s e iste efetivamente sob a forma de símbolos, de um conjunto de sig ifi a tes/sig ifi ados, de o de pro sua efi ia pr pria e, esse se tido, a per epção de u a realidade si li a ue a ultura produz pare e i disso i el de sua função política .21

(...) o símbolo serve tanto para exprimir certas demandas por significados como também – o que não é de modo algum menos relevante – constitui tal expressão na medida em que lhes oferece os materiais significantes com que se veiculam as significações visadas pelos interesses e reivindicações dos diversos grupos sociais. (MICELI, 1982, p.lxi)

Bourdieu (1982, p.105) define o sistema de produção e circulação de bens si li os o o o siste a de relaç es o jeti as e tre difere tes i st ias defi idas pela função que cumprem na divisão do trabalho de produção, de reprodução e de difusão de e s si li os . Parti do desse o eito, prop e u a o pree são das relaç es e tre o a po de produção erudita e o ue ha a de gra de pú li o , as ta da represe tação ue os i tele tuais ou os artistas possue desta relação :

O campo de produção (...) que se estabelece entre, de um lado, o campo de produção erudita enquanto sistema que produz bens culturais (e os instrumentos de apropriação destes bens) objetivamente destinados (ao menos a curto prazo) a um público de produtores de bens culturais e, de outro, o campo da indústria cultural especificamente organizado com vistas à produção de e s ulturais o gra de pú li o ue pode ser re rutados ta to as frações não-intele tuais das lasses do i a tes o pú li o ulti ado o o nas demais classes sociais. Ao contrário do sistema da indústria cultural que obedece à lei da concorrência para a conquista do maior mercado possível, o campo da produção erudita tende a produzir ele mesmo suas normas de produção e os critérios de avaliação de seus produtos, e obedece à lei fundamental da concorrência pelo reconhecimento propriamente cultural

21 Falcon (2002, p.87) aponta como um dos exemplos mais conhecidos a importância que se atribui ao nível

simbólico na teoria da comunicação social, sobretudo com a linguagem dos discursos do poder ou com a que se identifica com a propaganda, na busca de manipular ou criar hábitos, atitudes, comportamentos e ideais coletivos em uma determinada audiência ou público receptor.

concedido pelo grupo de pares que são, ao mesmo tempo, clientes privilegiados e concorrentes. (BOURDIEU, 1982, p.105)

Por outro lado, o ue se refere ha ada ultura dia , e te dida o o fundamentalmente heterônoma, Bourdieu (1982, p.143) chama atenção para o fato de estar o de ada a defi ir-se em relação à cultura legítima, tanto no âmbito da produção o o o da re epção :

Ocupando na estrutura das relações de classe uma posição homóloga à dos intelectuais marginais no sistema de produção e circulação de bens simbólicos, as classes médias não podem apropriar-se completamente nem excluir inteiramente a cultura que as exclui pois, dentre outras razões, o re o he i e to da lei ue ualifi a de odo pejorati o o o la oriosos ou prete siosos seus esforços para ide tifi ar-se por antecipação com as classes dominantes através da apropriação da cultura legítima, encontra-se presente no próprio esforço para conformar-se a uma lei cultural que exige uma conformidade sem esforço. (BOURDIEU, 1982, p.156)

Nesse sentido, Bourdieu (1982, p.222) afirma que, em sua essência, a cultura popular define-se o o se esti esse pri ada da o jeti ação e at es o da i te ção de o jeti ação ue defi e a ultura erudita .

Na tentativa de mobilizar parte desses conceitos para uma compreensão mais próxima ao objeto de estudo, poder-se-ia tratar, então, o tema da ultura atra s de uma perspectiva ampla, incluindo tanto as práticas culturais como as representações

culturais, ou seja, a partir de u a isão de represe tação oleti a , ue i lui ta

as i teraç es e tre o erudito e o popular , ai da ue a ha ada ultura dia esteja obrigada a definir-se a partir da ultura legíti a . Pode-se adotar também o conjunto de esquemas fundamentais de Bourdieu, em que a cultura existe sob a forma de símbolos que carregam um conjunto de significantes/significados e que servem como instrumento de poder e de legitimação.

Cabe ressaltar, porém, a necessidade de se avaliar uma distinção existente entre o ue se poderia ha ar de ultura erudita e do í io de ofí io ou, e outros ter os, o que se poderia considerar o o ito erudito e ito profissio al da arquitetura.22 É verdade que até por volta da metade dos anos 1950, existiam poucos arquitetos atuando no país, um quadro que vai sendo modificado com a criação de novos

22

Observação que vem sendo levantada pelo Prof. Carlos Martins em discussões informais e que mereceria ser aprofundada.

cursos de arquitetura em outras cidades brasileiras. A partir de determinado momento, sobretudo com o processo de massificação da produção de arquitetura, é possível verificar uma quantidade maior de arquitetos que possuíam o domínio do ofício, mas que não necessariamente apresentavam uma produção que poderia ser chamada de

erudita .

No aso do fe e o da difusão/re epção pare e ão ha er justifi ati a para a oposição rígida e tre u a ar uitetura erudita e outra popular . É possí el, laro, realizar uma distinção entre aquelas obras projetadas por arquitetos e outra produção realizada fora do âmbito profissional da arquitetura (por engenheiros, projetistas, desenhistas etc.), o que, em última instância, auxilia na formalização de diferentes escalas do fenômeno, como será explicitado nos capítulos 3 e 4 desta tese.

1.3 “Cultura de massas” e “hegemonia”

“egu do Mori , p. ultura de assa refere-se a uma cultura produzida conforme as normas da fabricação industrial, oriunda da imprensa, do cinema, do rádio, da televisão, isto é, de propagandas pelas técnicas de difusão maciça e destinada a uma assa so ial, a um aglomerado gigantesco de indivíduos compreendidos aquém e além das estruturas i ter as da so iedade lasses, fa ília, et . .

Ele alerta, porém, que é preciso ter em mente que cultura de massa é também uma cultura: o stitui u orpo de sí olos, itos e i age s o er e tes ida pr ti a e ida i agi ria, u siste a de projeç es e de ide tifi aç es espe ífi as . Por outro lado, integra e se integra ao mesmo tempo numa realidade policultural própria das sociedades modernas. Por isso não é autônoma: ela pode e e er-se de cultura a io al, religiosa ou hu a ista , mas também pode embeber essas culturas (MORIN, 1969, p.17-18).23

Em outros termos, a cultura de massa também elabora modelos e normas, mas para essa cultura estruturada segundo a lei do mercado, não há prescrições impostas, as i age s ou pala ras ue faze apelo i itação, o selhos, i itaç es pu li it rias .

Os modelos propostos tornam-se eficazes pelo fato de orrespo dere s aspiraç es e necessidades que se desenvolvem realmente MO‘IN, , p. . O autor destaca que a ultura de assa apela para as disposições afetivas de um homem imaginário u i ersal e ue o seu os opolitis o ta , e ao esmo tempo, a promoção de um homem moderno que se universaliza, o homem que aspira a uma vida melhor, o ho e ue pro ura sua feli idade pessoal e ue afir a os alores da o a i ilização . Ou seja, a ultura de assa u e os dois u i ersais: o u i ersal da afeti idade ele e tar e o u i ersal da oder idade MO‘IN, , p. -168).

Os prestígios, convenções, hierarquias e reivindicações passam, pois, a diferenciar e dividir a grande camada assalariada que emerge no século XX. O que a homogeneíza, além do estatuto salarial é a identidade dos valores de consumo, e são esses valores comuns que veiculam as mass-media, é essa unidade que caracteriza a cultura de massa (MORIN, 1969, p.44).

A cultura de massa é imposta do exterior ao público (e lhe fabrica pseudo- necessidades, pseudo-interesses) ou reflete as necessidades do público? É evidente que o verdadeiro problema é a dialética entre o sistema de produção cultural e as necessidades culturais dos consumidores. Essa dialética é muito complexa, pois, por um lado, o que chamamos de público é uma resultante econômica abstrata da lei da oferta e da procura (...) e por outro lado, os constrangimentos, do Estado (censura) e as regras do sistema industrial capitalista pesam sobre o caráter mesmo desse diálogo.

A cultura de massa é, portanto, o produto de uma dialética produção- consumo, no centro de uma dialética global que é a da sociedade em sua totalidade. (MORIN, 1969, p.49, grifo nosso)

Morin (1969, p.169-170) afirma ainda que nos países latino-americanos os processos de desenvolvimento de uma burguesia enquanto classe dominante estavam profundamente debilitados e a cultura de massa apenas aumentava essa debilidade; ela seria o o o pio so iol gi o das lasses dias e da urguesia do ter eiro u do e como o l ool das assas populares . Também sobre a América Latina, Sevcenko (1992, p.217) aponta que o âmbito cultural era limitado, e que a extensão da exclusão social se traduzia em taxas massivas de analfabetismo. Havia uma inextricável imbricação entre elites culturais e elites políticas. E as viagens e a figura do viajante foram centrais no processo de renovação formal e temática.

O autor ressalta também que no início do século XX a indústria cinematográfica superou o teatro e adquiriu um papel proeminente como forma popular de lazer nas grandes cidades. Essa indústria contemplava demandas urgentes de massas urbanizadas. As novas formas de comunicação de massa (a fotografia, o cinema etc.) reiteravam a ênfase tecnológica sobre a ação e a velocidade, ressalta do o papel pri ilegiado o edido essa o a orde ultural i age , luz e isualidade (SEVCENKO, 1992, p.92, 95 e 163).

Alguns autores aproximam esse debate ao campo da arquitetura. Ainda que a ultura de assa ão seja o fo o, as tra sfor ações promovidas no século XX aparecem como decisivas em muitos processos relacionados à arquitetura. Sarlo (2010, p.45 e 51), por exemplo, afirma que a publicidade expressava mudanças que afetavam as práticas culturais no sentido mais amplo, inclusive as das elites, e que a casa familiar não se tornava apenas indicador do gosto, mas também dos hábitos.

Já Cohen (2012, p.9-10) declara que a produção em massa, da qual o Fordismo tornou-se o mais significativo sistema de organização, levou à criação de um mercado global que teria encorajado vários arquitetos a explorarem novas formas em consonância o a est ti a da ui a . Por outro lado, ressalta ue as uda ças a ar uitetura não estavam limitadas à invenção de programas que respondessem às novas demandas de produção e o su o. O seu a po e pa diu-se com o aparecimento de novos tipos e lasses de usu rios. Por isso defe de ue, para e te der a ha ada ultura ar uitet i a , o edifí io e si ão sufi ie te. “eria e ess rio o siderar ta os projetos que não foram construídos, os livros, jornais e manifestações públicas, assim como as ideias, narrativas, memórias de projetos passados etc. É nesse sentido que prop e pe sar a oção de a po a pliado 24 da arquitetura, uma vez que os edifícios

construídos também estão impregnados por essas ideias e narrativas.

Ao se referir à história da arquitetura do século XX, Cohen (2012, p.12-13) aponta que esta poderia ser escrita a partir dos consecutivos sistemas de hegemonia impostos às

24á oção de a po a pliado foi utilizada pri eira e te o ito da es ultura, o te to Sculpture in the expanded field de ‘osali d Krauss. E , á tho Vidler es re eu o te to Ar hite ture s expanded field , o ual foi pu li ado posterior e te o li ro orga izado por “ kes , Constructing a New Agenda .

culturas nacionais e regio ais. Para ele, os difere tes e rios a io ais de ar uitetura t sido o siderados porosos s estrat gias e aos de ates i ter a io ais e, para manter a posição de dominação no campo da arquitetura, determinados grupos tiveram que buscar consolidar seu pr prio apital si li o , o se tido do ter o proposto por Bourdieu.25

Hegemonia significava para Gramsci, segundo afirma Gruppi (2000, p.70), a

apa idade de u ifi ar atra s da ideologia26 e de conservar unido um bloco social que

não é hegemôni o, as si ar ado por profu das o tradiç es de lasse . á hegemonia não é apenas política, mas também de um fato cultural, de concepção de mundo. Em todo caso, a mediação entre as pessoas comuns e os intelectuais é operada pela política, daí Gruppi (2000, p.71- e afir ar ue a luta pela hege o ia de e envolver todos os níveis da sociedade: a base econômica, a superestrutura política e a superestrutura ideol gi a .

Gramsci utiliza o conceito de hegemonia como chave de leitura histórica para analisar vários processos. Ele o sidera os i tele tuais 27, enquanto quadros da classe econômica e politicamente dominante, os responsáveis por elaborar a ideologia. Para ele, cada grupo social forma intelectuais que se tornam técnicos da produção e que

25 Vale a pena citar um trecho do livro de Bourdieu que explica a importância da posição dos agentes na

estrutura do campo da produção erudita: E u processo de circulação e de consumo dominado pelas relações objetivas entre as instâncias e os agentes que nele estão envolvidos, constitui-se o sentido público da obra pelo qual o autor é definido e em relação ao qual está obrigado a definir-se. As relações sociais nas quais se realiza a produção deste sentido público, ou seja, deste conjunto de propriedades de recepção que a o ra re ela ape as o pro esso de pu li ação o se tido de tor ar-se pú li o , relaç es e tre o autor e o editor, entre o editor e o crítico, entre o autor e a crítica etc., são comandadas pela posição relativa que tais agentes ocupam na estrutura do campo da produção erudita BOU‘DIEU, , p. .

26 Gramsci (1966, p.62- opera u a disti ção e tre ideologias histori a e te org i as e ideologias

ar itr rias – ua do são histori a e te e ess rias, as ideologias t u a alidade psi ol gi a : elas orga iza as assas hu a as, for a o terre o so re o ual os ho e s se o i e ta , ad uire consciência de sua posição, lutam, et . Na edida e ue são ar itr rias , elas ão ria se ão o i e tos i di iduais, pol i os, et . e es o estas são o pleta e te i úteis, j ue fu io a o o o erro ue se o trap e erdade e a afir a .

27

Há uma distinção fundamental entre o ue Gra s i ha a de i tele tuais org i os e os i tele tuais tradi io ais . Os pri eiros são riados pela lasse o pro esso de sua for ação, e ua to os segu dos se formam a partir de uma camada que possui certa autonomia e continuidade histórica. Nessa perspectiva, ele afirma que cada classe cria os seus próprios intelectuais, que lutam pela hegemonia. Na acepção gra is ia a, os i tele tuais são respo s eis por dar ho oge eidade e o s i ia da pr pria fu ção, ão apenas no campo econômico, mas ta o so ial e políti o . U e e plo laro a figura do e pres rio capitalista, que já aparece caracterizada por um certa capacidade dirigente e técnica e, portanto, como i tele tual: ele de e ser u orga izador de assa de ho e s; de e ser u orga izador da o fia ça dos

e prestam à classe economicamente dominante a consciência de si mesma e de sua pr pria fu ção, ta to o a po so ial ua to o a po políti o G‘UPPI, , p. .

Tanto Gramsci como Chauí (1989) propõem a existência de uma relação entre a ideia do a io al-popular e o o eito de hege o ia. Para a segu da, hege o ia