PROFISSÃO DE ECONOMISTA ECONOMIA UTILIZADOS CONHECIMENTOS DE
Banco do Nordeste Na opinião do Economista, o mercado para a profissão de economista é muito estreito, restrito a algumas atividades no setor público ou academia, mas, como trabalha com finanças, existe relação com a interpretação de conjuntura e análise setorial.
Análise macroeconômica, análise de conjuntura, análise setorial, estudos de viabilidade, finanças comportamentais.
Caixa Econômica Federal Pouca relação, mas existe. Nas análises diárias de resultado, previsões e projeções a economista utiliza algumas ferramentas utilizadas na Economia, principalmente a distribuição de pareto.
SEBRAE/CNPQ Trabalha como consultora em tecnologia e inovação e existe relação com a profissão de economista.
Essencialmente teoria da firma (microeconomia).
Escola Marieta Mota Góis Pouca relação, pois é professora de matemática e precisou fazer o curso de Formação Pedagógica na Uece para poder lecionar.
Como a economista trabalha com a matemática do dia a dia, sempre dar exemplos que seguem a sua linha como profissional graduada também em Economia.
Grupo Segurador Banco do Brasil Seguros e Mapfre
Pouca relação, mas existe. Nas suas análises diárias de resultado, previsões e projeções o economista acaba por utilizar algumas ferramentas utilizadas na economia, principalmente a distribuição de pareto.
Nufarm Indústria Química e
Farmacêutica S/A Pouca relação, mas existe. Análise de investimentos, custos e planejamento de demanda.
Indústria têxtil Pouca, apenas relacionado ao mercado
financeiro. Relacionados à área financeira e contabilidade, como mercado de capitais, matemática financeira e contabilidade.
UNICE Ensino Superior – Faculdade de Ciências Humanas de Fortaleza
Ministra a disciplina de “Gestão de Estoque e Logística e Abastecimento”, para o curso de Administração de Empresas, e dentro do conteúdo programático há uma série de problemas logísticos que incorrem em causas e consequências econômicas.
Macroeconomia, microeconomia e economia internacional.
Fonte: Elaboração própria baseada em questionário.
Durante o curso de graduação, os estudantes adquirem estímulos que os incentivam e que se tornam decisivos para a obtenção de um emprego. Foi o que aconteceu com os entrevistados desta pesquisa, independente de estar ou não seguindo a profissão de
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economista, estes profissionais reconhecem que a graduação no curso de ensino superior em economia influenciou de alguma forma na busca e aquisição de sua carreira atual. Entre as respostas colhidas, destaca-se:
a) para o entrevistado, o amor pela docência e pela ciências econômicas foi um grande estímulo. Hoje ele trabalha como professor de economia na Universidade Estadual Vale do Acaraú e relatou amar a profissão, independente do retorno financeiro. A graduação contribuiu para hoje estar empregado;
b) para o entrevistado, uma visita técnica organizada pela professora Sandra Santos na disciplina economia industrial durante a graduação foi um estímulo decisivo para hoje estar trabalhando como economista em um escritório de projetos da Esmaltec;
c) para o entrevistado, a graduação lhe proporcionou participar do Programa de Educação Tutorial (PET) que lhe incentivou a publicar artigos. Hoje, trabalha como economista na Prefeitura Municipal de Sobral;
d) para o entrevistado, o fato de ter sido bolsista de monitoria, extensionista e realizar pesquisas despertou o interesse pela docência. Esse estímulo dado pela graduação foi muito importante para hoje trabalhar na UNICE-Faculdade de Ciências Humanas de Fortaleza, lecionando na área de logística e pesquisa operacional. Mesmo não atuando como economista reconhece a importância e valor do curso para seu aprendizado;
e) para a entrevistada, a graduação lhe trouxe como um estímulo a oportunidade de estagiar em uma outra empresa do mesmo grupo econômico e após o término do contrato de estágio foi remanejada para a COPAN Agro Industrial Lida, onde trabalha como assistente administrativa.
Todo profissional, independentemente do seu emprego, possui dificuldades e limitações profissionais. A presente pesquisa procurou ver a seguinte evolução: os estímulos oferecidos pela graduação para a obtenção do emprego e depois de empregado que dificuldades são enfrentadas pelos entrevistados. Como é uma pergunta bastante subjetiva, os entrevistados ficaram à vontade nas suas respostas e desabafaram. O resultado foi satisfatório, pois apenas três pessoas que estão empregadas não quiseram responder e sete pessoas que não têm emprego desejaram dar sua resposta, cinco estão cursando apenas a pós-graduação em economia e uma está desempregada, estudando em casa para concursos públicos. Por esse motivo, a autora buscou manter as respostas na íntegra, preservando a liberdade de expressão do entrevistado, são elas:
a) “Embora concursado, espero tentar obter um emprego que me agrade mais, pois uma dificuldade que tenho é não gostar do órgão onde trabalho.”(concludente 2009)
b) “Acredito que uma grande dificuldade é o mau aproveitamento do profissional economista, sobretudo no desenvolver de políticas públicas para a sociedade que necessita... outra é atuar como economista no setor privado, o mercado de Fortaleza não oferece boas oportunidades. Por essa razão estou na docência, pois não tenho enfrentado dificuldades.” (concludente 2010)
c) “Conseguir trabalho na área de Economia em empresa privada, que não seja professor de faculdade. Colocar-me em empresa privada com o salário compatível à função de economista.” (concludente 2008)
d) “Minha dificuldade é a fraca base em finanças. A graduação não deu esse suporte.” (concludente 2011)
e) “Pouca, ou nenhuma, base financeira vinda da graduação.” (concludente 2009)
f) “Pouco reconhecimento da profissão no mercado, especialmente privado.” (concludente 2010)
g) “Graças a Deus não tive dificuldades porque conclui a faculdade com uma bagagem grande porque sempre trabalhei em grandes empresas, mas acredito que estamos sempre em busca de maiores desafios, logo, sempre queremos mais, a grande dificuldade dos recém formados é exatamente a falta de experiência, o mercado pede isso, logo, os estudantes devem procurar estágios ou mesmo empregos com baixo salário apenas para adquirir experiência, porque na hora de decidir o empregador vai pela experiência.” (concludente 2007)
h) “A falta de experiência, pois se trata de 1º emprego formal.” (concludente 2009)
i) “Tenho grande dificuldade em produção de textos, e no meu emprego preciso muito, o curso de Economia poderia ter alguma disciplina relacionada.” (concludente 2007) j) “Preciso buscar conhecimentos que não são ensinados na faculdade, mas que deveriam
ser.” (concludente 2011)
k) “Conhecimento em orçamento e gestão no setor e economia do setor público, falta esses conteúdos serem abordados na graduação.” (concludente 2008)
l) “Acho que a falta de um mestrado, uma maior qualificação.” (concludente 2011)
m) “Dificuldades em si, foi entender que a formação de economista aprendida em sala de aula tem pouca utilidade no mercado de trabalho. A UFC forma acadêmicos, infelizmente, não há emprego para todos os formados, nem concurso público, sendo assim, com o egresso do curso tem que se especializar em outros setores para poder se
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posicionar no mercado. Sofrendo a concorrência de outros profissionais, como administrador, engenheiros e contadores.”(concludente 2008)
n) “O mercado de trabalho local para as pessoas com formação em ciências econômicas é muito pequeno, dificultado recolocações.”(concludente 2007)
o) “Colocação em áreas de interesse.”(concludente 2011) p) “Lidar com o capital humano.”(concludente 2011)
q) “Acho que não é uma profissão tão valorizada, acho que atualmente as empresas privadas estão dando preferência para os profissionais de administração.”(concludente 2011)
r) “Como não exerço a função de economista, não tenho dificuldades, mas se exercesse talvez minha dificuldade seria a de por em prática o que aprendi na teoria, pois, em todo o curso, apenas 2 professores fizeram uso de aulas práticas.”(concludente 2010) s) “Trabalhar em uma área diferente da minha.”(concludente 2011)
t) “Dificilmente você encontrará empresas e/ou instituições buscando profissionais na área de economia e os concursos existentes são raros. Com relação à área do magistério, a qual estou inserida no momento, não encontro dificuldades.” (concludente 2007)
u) “Geralmente as vagas de trabalho são destinadas à profissionais dos cursos de administração, contabilidade e economia. Para atuar como economista exige-se mais formação, além da graduação. Falta técnicas de “como fazer”, pois o curso de economia é bem teórico.” (concludente 2010)
v) “Faltou participar de estágios durante o curso, como estava empregado não acumulei conhecimento pratico apenas teórico.” (concludente 2011)
w) “A rapidez com que as taxas mudam e o governo interfere diretamente no consumo, isso influencia muito no meu emprego.” (concludente 2008)
x) “A maior é não poder atuar essencialmente como economista, na previsão de cenários, estudos e pesquisas.” (concludente 2009)
y) “Possuo limitações ao meu crescimento profissional por conta da estrutura existente no serviço público e por conta de não ter formação na área jurídica.” (concludente 2011) z) “Concorrência desleal com profissionais com baixo conhecimento, sem experiência e
baratos.” (concludente 2007)
aa) “No meu local de trabalho não se valoriza muito o profissional para a ascendência de cargos, o fator pessoal e político são prioritários.” (concludente 2010)
economistas, e mesmo para profissionais de logística, tanto no ceará quanto na região nordeste.” (concludente 2009)
As respostas a seguir foram as seis dos economistas que estão apenas cursando uma pós- graduação na área e a do concludente em economia que está desempregado, respectivamente: cc) “Como reverter o conteúdo para a prática e conhecimento insuficiente de temas das
ciências econômicas que considero importantes (não tratados aprofundadamente na graduação).” (concludente 2011)
dd) “Os salários oferecidos no mercado de trabalho (tanto no setor público quanto no setor privado), em geral, são baixos (salvo os salários oferecidos em concursos muito concorridos, normalmente a nível nacional). As vagas oferecidas em concursos públicos específicos para economistas são muito reduzidas e o setor privado normalmente não demanda especificamente o profissional economista, ou seja, é comum haver concorrência com administradores, contadores e até mesmo pessoal de outras áreas (como, por exemplo, engenharia) pela mesma função. Há poucas oportunidades bem remuneradas para o economista fora da carreira acadêmica.” (concludente 2010)
ee) “Falta de professores qualificados/interessados em passar seu conhecimento de forma eficiente.” (concludente 2011)
ff) “As dificuldades encontradas são as empresas privadas aceitarem o profissional de Economia. Apenas o setor público utiliza esse profissional.” (concludente 2009) gg) “Falta de vagas para economistas.” (concludente 2009)
hh) “Falta de experiência.” (concludente 2011)
ii) “Infelizmente, durante o período em que cursei a faculdade não obtive nenhum estágio na área (na época não era tão fácil como hoje em dia). Então, quando comecei a trabalhar, exerci atividades administrativas e não consegui nada na área econômica. Não considero que tenha grandes dificuldades profissionais, mas o fato de o mercado ser bastante competitivo faz com que eu desenvolva meu conhecimento em determinada atividade.” (concludente 2011)
Como se pode ver existe uma grande diversidade de dificuldades, mas em resumo, é possível ver a insatisfação das pessoas quanto a não valorização do profissional em economia, que ás vezes torna-se um competidor dos administradores e contadores; as empresas privadas não demandam esse profissional e quando procuram pagam salários abaixo do piso salarial de um economista; o curso de graduação em economia, particularmente FEAAC-UFC é bastante teórico, não tendo aulas práticas, o que dificulta a entrada no mercado de trabalho; a grade
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curricular deixa a desejar quando não abrange disciplinas importantes para o emprego, como por exemplo, deveria ter disciplinas que focassem a área financeira. Essas dificuldades, como relatadas pelos sete últimos, são enfrentadas antes mesmo de conseguir entrada no mercado de trabalho, são visíveis, não precisa estar empregado para saber, por isso pode-se ver que os concludentes em economia tomam possíveis rumos ao sair da Universidade: aqueles que conseguem um emprego na área têm a opção de cursar ou não uma pós-graduação; aqueles que não conseguem obter esse emprego decidem cursar a pós-graduação em economia para aprimorar os conhecimentos e depois ir à busca do emprego e aqueles que não conseguem continuar na área vão atrás de outros rumos e se desviam completamente, podendo ter êxito ou não. Os que têm êxito, por sua vez, ou aperfeiçoam-se naquela área cursando um mestrado ou especialização ou, por não ter a mesma possibilidade, ficam apenas trabalhando. E os demais, que não logram êxito, ficam em casa estudando para concursos em busca de garantir assim um futuro melhor. Claro que existem exceções: para se ter uma ideia, pode se ter um profissional que recusa todas as ofertas de trabalho para se dedicar a concursos públicos e alcançar um padrão de vida melhor. Mas em geral, os caminhos são esses, como relatado salvo as exceções.
Os entrevistados relataram a insatisfação quanto aos baixos salários, deixando claro a baixa valorização do profissional em economia. Para verificar-se em que nível está a remuneração dos entrevistados foi perguntado da seguinte forma, a todos eles: de acordo com a sua qualificação, você considera sua remuneração alta, média ou baixa? para uma melhor análise dividiu-se os resultados entre os economistas que estão exercendo sua profissão e entre os que não estão(Gráficos 8 e 9).
Gráfico 8 – Níveis de remuneração dos entrevistados atuantes na área de economia (n=13).
A maioria está sendo bem remunerada; dez economistas dentre os treze que estão exercendo sua profissão, ainda não conseguiram uma alta remuneração, entretanto, consideram de acordo com a sua qualificação, a remuneração em um nível médio.
Gráfico 9 – Níveis de remuneração dos entrevistados atuantes em outras áreas (n=18).
Fonte: Elaboração própria baseada em questionário.
Os profissionais formados em economia, em geral, não estão contentes com suas remunerações em outras áreas. Pela sua formação e qualificação esperavam receber uma melhor remuneração. Os níveis enquadrados por eles estão entre o nível médio (44%) e baixo (39%). Três entrevistados consideram sua remuneração alta diante do conhecimento quetem. Outro resultado obtido curiosamente foi que: essas três pessoas que consideram sua remuneração alta estão fazendo uma pós-graduação na área que trabalha, para aperfeiçoar-se ainda mais. O que mostra que pelo retorno que estão obtendo nessa outra profissão, resolveram se dedicar cada vez mais.
Esse trabalho possui como objetivo avaliar a existência da satisfação dos economistas egressos do curso de economia da FEAAC-UFC com a profissão. Como exemplificado anteriormente, existem estímulos da graduação que levam os economistas a continuar na área e que ao concluir o curso contribuem para obterem o emprego de economista, tendo assim o estímulo reforçado, de acordo com, a teoria que adota essa pesquisa: teoria behaviorista. Em geral, a remuneração do economista é satisfatória e nas próximas análises de resultado observar-se-á que estão também satisfeitos com o investimento realizado e que se a maioria tivesse outra chance faria novamente o curso. As informações dos economistas que estão exercendo a sua profissão, para este trabalho, se tornam mais importantes que as informações daqueles que não estão que se desviaram para outras áreas ou que estão desempregadas, ou
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seja, pessoas que não tiveram os estímulos reforçados. Porém, essas mesmas questões foram feitas a todos os concludentes: você está satisfeito com o investimento realizado em seu ensino superior? Se você tivesse a chance de escolher novamente um curso superior você escolheria economia? Seria uma ignorância descartar as respostas desses profissionais, por não ser objeto de pesquisa para esse trabalho. Apresentar-se-á as considerações para mostrar a satisfação desses profissionais com o curso, independentemente de estarem ou não seguindo a profissão de economista. Fica o desejo de ampliar o campo de pesquisa para futuros trabalhos, buscando abranger esses resultados.
Por toda esta pesquisa, considerou-se estar seguindo a profissão de economista aqueles que: estão apenas empregados na área; estão empregados e cursando uma pós-graduação em economia; e, aqueles que estão somente cursando uma pós-graduação na área. Quanto à satisfação com o investimento realizado em seu ensino superior em economia, estão os resultados no Gráfico 10 abaixo.
Gráfico 10 – Satisfação com o investimento realizado pelos atuantes na área de economia (n=28).
Fonte: Elaboração própria baseada em questionário.
As pessoas que responderam estar satisfeitas, relataram se sentir realizadas profissionalmente e pessoalmente. Uma delas relatou que as ciências econômicas contribuem de forma relevante para a sociedade. Disse que ama a ciência e, sobretudo a economia política que através dela está trilhando o seu caminho acadêmico e seguindo a carreira docente. Outra disse estar muito satisfeita, pois é um curso muito amplo que permite “abrir a mente”
ampliando a visão de mundo e de pessoas. Ainda relatando a resposta de outra economista ela diz:
“Estou muito satisfeita com minha formação, pois apesar das dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, o egresso do curso de economia, quando bem formado, possui a capacidade de interpretar e interagir com o meio econômico, sabendo se posicionar de acordo com a necessidade.”
Como observado, cinco economistas disseram não estar satisfeito com o investimento, e cada um deles responderam dizendo o porquê, a autora considerou de suma importância colocar os relatos na íntegra, são eles:
a) “Não estou satisfeito. A grade não aborda temas importantes de Finanças, priorizando teorias econômicas ultrapassadas e viesadas, sem falar nos professores desmotivados e defasados.”
b) “Não estou tanto satisfeito. Algumas disciplinas deveriam ter sido mais bem trabalhadasdentro da faculdade, principalmente aquelas mais aplicáveis no mercado de trabalho, como análise de projetos e análise de investimento.”
c) “Não me considero satisfeito. Sempre quis trabalhar com finanças e por isso escolhi economia. Porém, por imaturidade, não pesquisei a grade curricular do curso antes de ingressar na faculdade. Se tivesse feito isso, teria escolhido administração ou economia em outra universidade.”
d) “Não. É compreensível que ao concluir um curso superior, o profissional não use todos os conhecimentos aprendidos e pertinentes a profissão na área de atuação, mas comprovei que muitas cargas horárias do curso simplesmente não me são úteis (e vejo isso também com colegas que atuam exatamente como economistas no setor público). Um paliativo pra isso pode ser uma nova grade curricular. Além do mais, na minha época, muitos tinham a impressão de que o curso era ótimo pra quem fizesse o seguinte percurso: bolsa de iniciação científica-mestrado-doutorado/concursos públicos. O conhecimento em economia agrega valor (seja no setor público/privado), mas esse valor agregado deve ser alinhado entre docentes e dicentes.”
e) “Não. Falta de aulas laboratoriais para termos uma noção melhor da aplicação do que foi ministrado.”
Em geral, 82% estão satisfeitos com o investimento. A razão da satisfação relatada por alguns, é que mesmo não sendo despendido dinheiro para pagar o curso, por ser realizada em uma Universidade Pública, o estudante despende tempo, dinheiro para xerox, lanches, passagens que são considerados esforços para a realização da graduação.
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Será que todos esses economistas que responderam estar satisfeitos com o curso de graduação, com o investimento feito, fariam novamente o curso se tivessem outra chance? Observe o Gráfico 11 e veja os resultados.
Gráfico 11 – Escolha dos atuantes na área em cursar novamente economia (n=28).
Fonte: Elaboração própria baseada em questionário.
Assim, pode-se ver que quatro economistas que disseram estar satisfeitos com o investimento, dado uma nova oportunidade de cursar um ensino superior não escolheriam economia. Dois deles relataram que não cursariam se fosse na FEAAC-UFC, mas sendo em outra Universidade cursaria novamente. Particularmente, após analisar os resultados, foi considerada esta última pergunta a mais difícil para ser respondida por quem está em início de carreira. Pois para estes economistas que estão enfrentando todas as dificuldades apontadas durante a pesquisa, é tentador dizer que se pudesse voltar no tempo escolheria um curso que lhe possibilitasse obter retornos mais imediatos. Contudo, o máximo de tempo de conclusão para os entrevistados foi no período de 2007, tendo assim 5 anos de conclusão, por essa razão, as recompensas poderão vir proporcionais ao esforço empregado neste início e, à medida que os estímulos vão sendo reforçados, o profissional se sentirá cada vez mais satisfeito com a área escolhida, no caso, economia.
Como relatado, o objeto de pesquisa deste trabalho são os economistas que estão exercendo a profissão e não aqueles que desviaram de sua área. Porém, como também dito não é eficaz descartar as informações obtidas com eles. Até mesmo pela razão que estes, que não exercem a profissão de economista, foram os que mais relataram nessas questões, fizeram do questionário um relato de experiência que a meu ver é fantástico para visualizar o que eles
pensam. Faz-se, portanto, a mesma análise para os atuantes em outras áreas e desempregados (Gráficos 12 e 13).
Gráfico 12 – Satisfação com o investimento realizado pelos atuantes em outras áreas e desempregados (n=23).
Fonte: Elaboração própria baseada em questionário.
As pessoas que responderam estar satisfeitas relataram, em geral, que apesar de não estar profissionalmente na área de Economia, a graduação contribui para se ter uma visão mais ampla das coisas, um entendimento melhor do funcionamento do país e das empresas e contribuiu para se ter uma visão diferente na tomada de decisões. Um entrevistado diz considerar o investimento satisfatório, pois permitiu que ele vislumbrasse novos horizontes e conseguisse um emprego razoável e tranquilo embora não como economista. Outra ainda