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Kendini düzenleyen yürütücü işlevler modeli (The self-regulatory executive

2.1. Kuramsal Çerçeve

2.1.2. Üstbiliş

2.1.2.2. Kendini düzenleyen yürütücü işlevler modeli (The self-regulatory executive

O objetivo 2 tem como base as análises qualitativas e é discutido adiante. As análises qualitativas tiveram como base 43 entrevistas e buscaram compreender, nas palavras do

cotidiano, como líderes e liderados entendem o tema confiança no cotidiano. Os 43 casos entrevistados foram classificados conforme as seguintes categorias (tabela 12, pág. 76) e apresentaram as frequências a seguir.

Tabela 60. Frequência por categorias nas entrevistas – questionários ‘eu como gestor’ e ‘meu gestor’.

Tabela 61. Categorias presentes vs. trípode.

Ótima Rígida Difusa Ótim/ríg Ótim/dif Óti/rig/dif Rig/dif

Poucas vazias* 17 2 1 3 1

Muitas vazias** 1 1 2 1

*Poucas vazias: máximo três categorias ausentes. **Muitas vazias: seis ou mais.

Comentários:

A tabela 60 mostra que as categorias T1 e T2 predominam no conjunto das entrevistas. A categoria T1 envolve os vértices responsabilização e confiança, com o tema interno julgamento da trípode do trabalho. A categoria T2 envolve os vértices vigilância, confiança e o tema interno coerência da trípode do trabalho. Essas duas categorias mais valorizadas fortalecem a hipótese 3 deste trabalho.

• Objetivo 2: explorar o significado de confiança na experiência prática de líderes de liderados.

Os temas envolvidos na categoria T1 estão relacionados à delegação, envolvimento e mais responsabilidades, autonomia, confiança na capacidade, sentir-se seguro, contar com, transmitir confiança na capacidade, sentir-se seguro em atingir as expectativas. Os temas envolvidos na categoria T2 envolvem, ainda, manter o que foi combinado, consistência, aceitar erros, mostrar erros sem condenar, compartilhar ideais, dificuldades e problemas, dar e receber contextos, receber orientação, receber informação. Confiança é entendida como a ‘crença’ na capacidade das pessoas, passar confiança para o bom uso do julgamento. Essas são as práticas da confiança vigilante inerente à hipótese.

A tabela 8 mostra o número de categorias abordadas nas entrevistas entre as dez previstas. Interessante notar como pessoas com trípode ótima discorrem sobre a maioria das categorias, se comparadas com as pessoas com trípodes de outras qualidades. Isso sugere que há uma compreensão de uma dinâmica mais ampla da prática da liderança com base na confiança vigilante.

Não foi verificada relação entre flow e não flow e a presença de um número maior ou menor de categorias presentes nas entrevistas. Aparentemente, a condição de estar ou não em

flow não influencia o entendimento da prática da confiança vigilante, embora, como já apontado acima, quando líderes e liderados mutuamente em flow também se encontram numa

relação de confiança mútua. Isto é, pessoas com trípode ótima (seja na perspectiva do ‘eu como gestor’ ou ‘meu gestor’) mostram um claro entendimento implícito da trípode do trabalho, isto é, confiança vigilante.

É interessante notar na Tabela 61 que uma das dimensões menos presentes nos textos das entrevistas é a categoria T3. Essa categoria envolve os temas complementares à T2 que são acompanhar o trabalho, revisar sem controlar, estar perto, sentir que a liderança está perto e, aparentemente, a categoria T2, a mais valorizada ou presente nas entrevistas, pode estar sendo subentendida dentro da T3, já que compartilhar em seus vértices a ação vigilante da trípode do trabalho. Ainda assim, a categoria C2b envolve o tema confiança em quê? Isto é, quando se confia, qual o objeto da confiança? Na categoria C2b o objeto da confiança é o relacionamento, personalidade, traços de caráter. Isso parece ter menor relevância no conjunto produzido pelos participantes, o que pode levantar hipóteses de alguma questão cultural afetando os resultados e abrindo perspectivas para futuros estudos também.

Demais conclusões das entrevistas.

As entrevistas propuseram algumas questões: • O que é confiar?

• Confiança é em relação a quê? • Qual a importância da confiança? • Como se desenvolve a confiança?

Discussão

O que é confiar?

Essa é uma pergunta muito direta e não se esperava muitas variações ou frequências de comentários. Há um claro entendimento de que confiança refere-se a ‘acreditar que se é capaz’, ‘capaz de fazer algo’, em ‘dar autonomia’ confiando nas decisões. Isto vem ao encontro da definição de confiança vigilante de Stamp.Confiança em relação a quê?

Há também um claro entendimento de que o objeto da confiança é a capacidade das pessoas, do uso do julgamento, em assumir responsabilidades. O tema relacionamento não aparece tão significativamente intenso quanto o primeiro.

Importância da confiança

Quase em igualdade, a importância da confiança tem a ver com a qualidade dos relacionamentos, com o clima de trabalho, de um lado, e com produtividade, resultados e disposição para fazer, de outro.

Como se desenvolve a confiança?

Os participantes parecem ter uma compreensão de que confiança é construída ao longo do relacionamento, vai sendo conquistada com resultados. Contudo, 32% das pessoas abordam a questão do ‘voto de confiança a priori’. É interessante destacar que esse tema de como se desenvolve a confiança está coerente com a questão do que é a confiança e seu objeto, isto é, capacidade, julgamento e autonomia das pessoas. O entendimento das pessoas é que a confiança se desenvolve no sentido de que vai se reforçando ao longo do relacionamento, mas que confiança é inerente ao papel gerencial. Isso se sustenta pelas categorias T2 e também C3a, que envolvem relações e, principalmente, a sustentação dos relacionamentos.

Aspectos culturais

Essas análises qualitativas levantam algumas questões a mais e para as quais este projeto não se propôs investigar, e que se refere a questões culturais envolvidas no tema confiança. Essas questões culturais podem variar desde dificuldades dos entrevistados em se expressarem de maneira fluente ou mesmo com mais conceitos em torno do tema até questões do momento da empresa, da atividade profissional dos participantes. Por exemplo, sendo a empresa H do segmento saúde, e boa parte dos entrevistados sendo parte do corpo clínico, o tema confiança pode sofrer interferências específicas relativas às práticas profissionais específicas, bem como das contingências a que estão submetidos os profissionais. Igualmente, de outro lado, com a empresa SA que, por ser uma cultura de empresa pública poderia exercer alguma influência nos participantes em torno do próprio entendimento do assunto. Esses assuntos culturais seriam temas para futuros estudos e, provavelmente, de grande relevância para o desenvolvimento do tema.