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Yabancılaşma ve İşletmeler Arasındaki Farklılıklar

3. Kendine yabancılaşma (Self estrangement).

O Jogo, como modelo estrutural, precisará ser considerado um método de conhecer e pensar. “O conceito de jogo se torna o fio condutor da explicação ontológica sobre a tarefa teórico prática da hermenêutica” (ALMEIDA, 2002, p.184).

Através do jogo, pode se prever a centralidade da filosofia de Gadamer, que reivindica o seu caráter universal pela via da linguagem que se efetiva no diálogo.

Quando se observam crianças jogando, percebe se que, para haver o jogo, há a necessidade de, pelo menos, duas pessoas, pois com uma apenas não acontece o jogo. Logo, o jogo não acontece sem os jogadores. Jogar é uma possibilidade de vivenciar determinada situação que acontece sob determinadas condições e num certo espaço de tempo (ROHDEN, 2005).

O termo jogo em alemão corresponde a . Esse termo, quando associado ao espanhol, aproxima se de ) (peça) teatral que também é , jogo;

são os atores, jogadores; ou seja, a obra não se interpreta se não se jogar. Daí sugere se, em alemão, a associação entre as idéias de “jogo” e “representação” (GADAMER, 1977, p.143). O termo representação adquire o sentido de identificação, enquanto participação (ROHDEN, 2005). A ordenação e a configuração do movimento do jogo consistem no seu verdadeiro objetivo, que se cumpre ao se representar o jogo. Representar não é imitar, representar significa mostrar.

Os jogadores entram no jogo, mas, enquanto sujeito, o jogo submete os jogadores, pois eles não têm autonomia, há um movimento que é próprio do jogo, um vai e vem que não está fixado a nenhum objeto, senão o que se renova em cada movimento. O modo de ser do jogo: “Pues éste posee una esencia propia, independiente de la conciencia de los que juegan”3 (GADAMER, 1997, p.145).

O jogo apresenta traços, características que lhe são comuns como o espaço, as regras, o risco, as condições. No jogo cultual, sua dimensão se constitui das formas originárias do homem de se expressar, relacionar se, de compreender o mundo. O culto é um lugar especial, alto, separado, iluminado, dedicado a uma divindade, a base de rituais, regras, processos. Através do culto, o crente supõe que a divindade possa se revelar. A partir de tudo isso, cria se um espaço, um campo específico, no qual o fiel pensa que, talvez, possa revelar se algo do divino. =El juego humano requiere su propio espacio de juego”4 (GADAMER, 1997, p.150).

Dessa maneira, a origem das normas sociais, da ética, é encontrada no movimento histórico que vai do jogo ao jogo cultual, até a construção cultual. O jogo cultual [...] “é um dos elementos fundadores da cultura e da racionalização da vida” (ROHDEN, 2005, p.117).

A interpretação dos sentidos é feita pelo culto, enquanto jogo. Por isso através do jogo cultual, conforme Rohden (2005, p.120):

[...] encontramos a explicitação exemplar da experiência do sentido da vida humana. Nele a humanidade, desde seus primórdios – antes que a filosofia se erigisse em forma sistêmico racional, vivencia a experiência de sentido, de segurança, de orientação, de instauração de uma nova ordem, que extrapole toda tentativa técnico instrumental de conceituação. Enquanto referencia a explicitação de uma totalidade de sentido, afirmamos que se trata de uma metafísica em que o ser experiência a própria totalidade sem poder esgotá la conceitualmente.

Assim o sentido da vida se dá na experiência do jogo, mas o jogo não se esgota num conceito, pois este varia segundo as exigências de cada

jogo e a vivência da pura liberdade de jogar. Só há jogo, quando o jogador entrega se a ele.

Outra característica do jogo é o reconhecimento das regras. Todos os participantes devem aderir. As regras são a base da não instrumentalidade de um jogador sobre o outro.

Ele é uma atividade voluntária, embora sujeito a ordens rígidas, deixando de ser jogo se não for livremente jogado. Só joga quem deseja jogar. Assim se pode afirmar que é uma característica fundamental do jogo poder ser livre (ROHDEN, 2005, p.122).

Mesmo tendo suas regras, o jogo tolera que o jogador deixe se levar pelo jogo, livrando o do dever de tomar iniciativas. O vai e vem do jogo se constitui de regras, e os jogadores devem se comportar ao jogar.

Assim sendo, as funções atribuídas aos jogadores originam se da ordem do jogo. “Dentro da ordem estrutural do jogo, os próprios participantes são elementos do jogo e, como tais, inteiramente por ele determinado” (GADAMER, 2006, p.41).

O Jogo, segundo Gadamer, apresenta [...] “un rasgo general en la manera como la esencia del juego se refleja en el comportamiento lúdico: todo

.” (GADAMER, 1977, p.149)5. Portanto, “[...] jogar é imitar o próprio movimento da vida” (ALMEIDA, 2002, p.187). O embricamento, a fascinação que o jogo exerce sobre o jogador incide no fato de que o sujeito do jogo é o próprio jogo, passando este a dominar o jogador.

5 “um traço geral é a maneira como o jogo se reflete no comportamento lúdico: todo jogar é um ser

O respeito às regras faz parte do jogo, por outro lado, a natureza do espírito lúdico faz correr riscos, ousar, deixar se levar, suportar o imprevisível, o acaso, a tensão.

O risco é outra característica do jogo. O jogador, ao decidir de participar, entrega se à sua sorte e se joga no imprevisível, no indeterminado, por isso, o jogo é sempre um risco. O risco de perder, o risco de ganhar, e ter que esperar até o final para saber como foi o jogo. No entanto, o que está em jogo é mais do que isso, pois o risco consiste na perda da segurança. Não se é mais o mesmo depois que se entra no jogo, porque não se consegue mais sair dele da mesma maneira que se entrou. O jogo faz o jogador perder suas bases seguras.

No jogo, ocorre um dispositivo, um conjunto de condicionamentos, a partir do qual aparece algo não previsível. O jogador precisa dispor se ao que está por vir e deve entregar se ao movimento do vai e vem que não apresenta um rumo definido, muito menos, um fim programado. Como modelo estrutural, o jogo, ao mesmo tempo, é lógico e ontológico. O jogo é lógico, porque cada jogo possui suas regras fixas, suas exigências que são reconhecidas e válidas universalmente. O jogo é ontológico, porque o jogador, ao entrar nele, realiza uma experiência, na qual é envolvido como um todo e revela o seu ser (ROHDEN, 20005).

Benzer Belgeler