MANNISH WOMEN TYPES IN REPUBLIC PERIOD OF WOMEN’S NOVELS BETWEEN 1923 AND 1940
3. Kendi Dünyası İçinde Kurgulanan Kadın
Analisando a carta geomorfológica (Anexo C), existem no 1° táxon três classes morfoestruturais, que são: os sedimentos quaternários, a cobertura sedimentar de plataforma (composta pelos sedimentos pós-Barreiras e pela Formação Barreiras) e a Bacia Pernambuco. O 2° táxon é composto basicamente por duas classes morfoescultural, que são: a baixada litorânea e os baixos planaltos costeiros (ou tabuleiros).
O 3º e o 4º táxon correspondem respectivamente aos padrões e aos tipos de forma de relevo, respectivamente. Para um melhor entendimento eles serão analisados conjuntamente. Podem-se observar seis formas de denudação, que são:
Dt 31: são formas de dissecação tabular com entalhamento médio do vale de intensidade média e com dimensão interfluvial média classificada como muito grande. Esse tipo de forma está localizado na margem oeste do riacho do Ipiranga, ocupando uma área de aproximadamente 4,16 km².
Dt 32: forma de dessecação do tipo tabular com entalhamento médio do vale classificada como do tipo média (40 e 30 m) e a dimensão interfluvial média
classificada como grande. Essa formação está localizada entre a bacia do rio Graú, ao sul, e a bacia do rio Bucatu no setor norte, abrangendo uma área de 13,88 km². Dt 41: tipo dissecação com formas tabulares, com entalhamento médio dos vales
forte (40 a 160 m) e dimensão interfluvial muito grande (> 1500 m). Esse tipo de forma pode ser encontrado em toda porção central da carta, em toda margem norte da bacia hidrográfica do rio Guruji e na margem norte do médio curso do rio Graú, ocupando uma área de aproximadamente 45,74 km².
Dt 42: representa uma unidade denudacional de formas com tipo tabular, entalhamento dos vales de índice 4 (40 a 160 m), classificado como forte e dimensão interfluvial de tamanho grande (1500 a 700 m), localizando-se na porção central da carta na margem sul da bacia hidrográfica do rio Guruji, passando pelo riacho Pau Ferro e riacho do Caboclo até a bacia do rio Bucatu, abrangendo uma área de 19,43 km².
Dsc 31 e Dsc 41: além das formas tabulares, também podem ser encontrados padrões do tipo semiconvexo na porção sul da carta Jacumã, na margem sul da bacia do rio Graú. O Dsc 31, com aproximadamente 11,28 km² de área, caracteriza-se por apresentar médio entalhamento dos vales e grande dimensão interfluvial. Já o Dsc 41 possui formas semiconvexas, porém com forte entalhamento médio dos vales e grande dimensão interfluvial entre 1500 e 700 m, ocupando uma área de aproximadamente 11,28 km².
As áreas de formas de acumulação são compostas basicamente por cinco tipos de formas: área de planície de interdial (Api), área de planície de acumulação fluvial (Apf), área de terraço e planície marinha (Atpm), área de colúvio, terraço e planície fluvial (Actpf) e área de colúvio e terraço fluvial (Actf).
A Api é composta de planícies de interdial (mangue) (Figura 34), ocupa uma área de aproximadamente 2,16 km² e caracteriza-se por ser uma área desenvolvida sobre a calha de um vale preenchido por terrenos aluvionares e que apresenta meandros fluviais divagantes, devido à baixa declividade do curso do rio que, em épocas de cheia, extravasa do canal fluvial e inunda a região. Esse tipo de planície ocorre normalmente no baixo curso do rio, onde o relevo é mais desbastado pela erosão do que na montante, apresenta pequeno gradiente topográfico. Em consequência, a energia fluvial é atenuada e não consegue carregar muito da carga sedimentar do rio que é depositada, colmatando o vale com sedimentos fluviais.
Figura 304 – Planície interdial da bacia hidrográfica do rio Guruji
Fonte: Google Earth (2012).
A área de planície de acumulação fluvial (Apf) ocupa uma área de 2,19 km² (Figura 35). Pode-se encontrar esse tipo de área de acumulação em praticamente todas as bacias hidrográficas que fazem parte da área de estudo. A planície fluvial caracteriza-se por ser formada pela deposição de material aluvial erodido em áreas mais elevadas (DNAEE, 1976). Segundo Guerra e Guerra (2006), são aquelas justapostas ao fluxo fluvial, com formas alongadas (quando de nível de base local) e são produzidas pelos depósitos deixados pelos rios.
Figura 315 – Planície fluvial da bacia do rio Bucatu
O terceiro tipo de forma de acumulação é o Atpm, uma área de terraço e planície marinha. Achou-se conveniente esse tipo essa junção de formas por causa da escala de estudo. As áreas de terraço de planície marinha são caracterizadas por serem depósitos sedimentares de origem marinha, situados acima do nível médio atual. Na área estudada essas formas encontra-se nas áreas de praia. Na área compreendida pela carta Jacumã esse tipo de forma ocupa 0,82 km² (Figura 36).
Figura 326 – Área de terraço e planície marinha na praia de Tabatinga
Fonte: Elaboração própria (2012).
O tipo Actpf equivale a áreas de colúvio, terraço e planície fluvial, onde as áreas de colúvio são porções de terra formadas pelo material transportado de uma local para o outro, principalmente pela gravidade (Figura 37). O material coluvial só aparece no sopé de vertentes ou em lugares muito afastados de declives que lhe estão acima (GUERRA; GUERRA, 2006). As áreas de terraço são uma superfície horizontal ou levemente inclinada, construída por depósitos sedimentares, ou superfície topográfica modelada pela erosão fluvial na área de estudo. Esse tipo de forma ocupa uma área de 5,25 km² e está localizado na área estudada nas cabeceiras de praticamente todos os cursos fluviais que fazem parte da carta Jacumã.
O último tipo de forma de acumulação é o Actf, que ocupa uma área de aproximadamente 0,017 km², a sigla quer dizer colúvio e terraço fluvial.
Figura 337 – Forte intervenção humana na área de Actpf na bacia hidrográfica do rio Graú
Fonte: Google Earth (2012).
O 5º táxon refere-se a setores das vertentes e será descrito na seção seguinte (perfis topográficos). O 6º táxon corresponde às pequenas formas de relevo, como aquelas resultantes de processos atuais, por exemplo: ravinas, voçorocas, bancos de assoreamento, falésias (ativas e inativas), além de formas produzidas pelo homem, como cortes e aterros, entre outras.
A primeira forma a ser identificada foram as falésias, que na área de estudo podem-se encontrar dois tipos: ativas e inativas.
As falésias ativas são aquelas em processo de erosão marinha (Figura 38). Na área de estudo foram identificados três trechos de falésias nessa situação, aproximadamente 641 m. As praias que possuem falésias em processo de erosão marinha na área da carta Jacumã são: praia do Amor, Carapibus, Coqueirinho e Tabatinga.
Já as falésias inativas somam aproximadamente 6,95 km, ou seja, a maior parte das falésias na área de estudo são do tipo inativas, mas, apesar de não apresentarem erosão marinha, os tipos de erosão predominante são pluvial e eólica, formando diversos trechos de movimento de massa. Um dos fatores determinantes para identificação das falésias inativas foi a vegetação encontrada no sopé da mesma (Figura 39).
Figura 348 – Falésias ativas na praia de Carapibus
Fonte: Elaboração própria (2011).
Figura 359 – Vegetação nativa no sopé das falésias inativas na praia de Tabatinga
Fonte: Elaboração própria (2011).
Outro tipo de forma muito comum na área de estudo são as voçorocas e ravinas. As voçorocas são escavações ou rasgão do solo ou de rocha decomposta, ocasionadas pela erosão do lençol de escoamento superficial. As voçorocas, quando em grande número e relativamente paralelas, dão aparecimento a verdadeiras áreas de badland1. Essas voçorocas são encontradas principalmente na praia de Coqueirinho e apenas uma na praia do Amor.
1 Segundo Guerra e Guerra (2006), são terras impróprias à agricultura, muito erodidas pela erosão pluvial, e cheias de sulcos ou valetas de profundidades variadas.
Ao todo foram mapeadas na área estudada ao todo 7 voçorocas (Anexo C), todas elas estão localizadas entre as praias de Tabatinga e Tambaba. Praticamente todas as voçorocas mapeadas estavam direcionadas no sentido W-L (continente-oceano) e algumas já apresentam evidências da formação de pequenos cursos, sendo essa uma evidência de que em um futuro próximo venham à forma pequenos córregos evoluindo para uma bacia hidrográfica (Figura 40).
Figura 40 – Visão de satélite de uma voçoroca na praia de Coqueirinho
Fonte: Google Earth (2012).
A voçoroca encontrada entre as coordenadas 301705,97 m E e 9189426,58 m S, na praia de Coqueirinho, foi a maior voçoroca encontrada na área estudada, possuindo comprimento de aproximadamente 668,64 m e largura de aproximadamente 160,23 m (Figuras 40 e 41), sendo essa a maior do estado da Paraíba. Essa voçoroca ainda apresenta outras peculiaridades, tais como: um grande sistema de falhas direcionadas em vários sentidos e conjuntamente algumas dobras também são identificadas in loco.
Porém, uma das voçorocas que se distingue das demais é a encontrada entre as coordenadas 300859 m E e 9190506 m S, localizada na praia de Tabatinga, essa voçoroca encontrada não segue o padrão W-L e sim está no sentido S-N, paralela à linha de praia (Figuras 42 e 43). O que se percebe in loco e analisando imagens orbitais é que essa voçoroca
está se ligando a um curso já existe. Essa voçoroca apresenta um comprimento de aproximadamente 145,04 m e largura de aproximadamente 29,68 m.
Figura 361 – Vista terrestre da voçoroca da praia de Coqueirinho
Nota: Essa voçoroca possui comprimento atual de aproximadamente 668,64 m e largura de 160,23 m
Fonte: Nóbrega (2011).
Figura 372 – Imagem orbital de voçoroca na praia de Tabatinga, paralela à linha de costa
Fonte: Google Earth (2012).
Figura 383 – Vista terrestre da voçoroca na praia de Tabatinga
Nota: (a) Vista terrestre da voçoroca mostrando a sua profundidade e o seu direcionamento para o córrego que se encontra à frente; (b) Vista da extensão da cabeceira da voçoroca.
Fonte: Elaboração própria (2012).
Além das áreas muito desenvolvidas das voçorocas, também se encontram algumas formações que ainda estão no estágio de ravinas, um exemplo é a ravina encontrada entre as coordenadas 299724 m E e 9191704 m S, nas proximidades do riacho Bucatu, sendo essa ravina distante da linha de costa (Figura 44). Uma peculiaridade dessa área é a presença de extração de área para construção, não se sabe ao certo se existe alguma correção entre a extração de areia nas proximidades ou se esse processo ocorre somente por causa dos fatores geológicos e pela erosão laminar predominante na área.
Figura 394 – Forte fluxo e deposição de material sedimentar da ravina próxima ao riacho Bucatu
Fonte: Elaboração própria (2012).
Segundo Guerra e Guerra (2006), ravinas são sulcos produzidos nos terrenos devido ao trabalho erosivo das águas de escoamento. Já o processo de ravinamento se dá pelo escoamento superficial da água, ao sofrer certas concentrações, passa a fazer incisões, passando do sheet erosion para o rill erosion, isto é, erosão de ravinamento e voçorocamento.