5. Vergi Hukukunda İspat Araçları
5.4. Yargı Kesiminde Oluşan Delil Türleri
5.4.2. Keşif
O IASB aborda que o objetivo das demonstrações financeiras é o de fornecer informações sobre a posição financeira, o desempenho e mudanças na posição financeira de uma empresa que seja útil a uma vasta gama de usuários na tomada de decisões econômicas. Do mesmo modo, para os propósitos dos relatórios ambientais, comumente é dado ênfase nas necessidades dos usuários para a tomada de decisões econômicas.
Nos países em que são adotadas ou permitidas a utilização do conjunto de normas e pronunciamentos internacionais de contabilidade as empresas podem ser obrigadas a acumular mais responsabilidades ambientais e por isso vir a fornecer mais informações em seu disclosure.
As políticas contábeis adotadas para as demonstrações financeiras podem ser aplicadas para o disclosure das políticas contábeis relativas a provisões, passivos, perdas e custos ambientais, assim, mesmo não se identificando um
pronunciamento no conjunto de normas internacionais do IASB que trate diretamente e com uma ampla abordagem para as questões ambientais, o reconhecimento, a mensuração e o disclosure separado de gastos ambientais e passivos é determinado pelo conceito contábil da materialidade.
Do mesmo modo, normas aplicáveis para ativos imobilizados, ativos não correntes mantidos para venda e operações descontinuadas, intangíveis, contratos de construção, impairment de ativos, subvenções governamentais, entre outras, também podem vir a gerar mais informações para o disclosure ambiental pela empresa.
Neste sentido, pode-se mencionar que o mais próximo que o IASB tem chego para lidar diretamente com relação às questões ambientais se dá na IAS 37 sobre Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes cujos apêndices previstos na norma recorrem a exemplos de eventos ambientais para ilustrar o tratamento contábil destes itens.
Desse modo, mesmo que não se identifique uma menção explícita nas normas internacionais de contabilidade quanto ao disclosure de informações ambientais, o fato da aplicabilidade de normas que versem sobre a questão de reconhecimento dos elementos mencionados acima pode levar a um maior
disclosure deste tipo de informação nas demonstrações financeiras quando
relacionados com questões ambientais.
O IASB (2010) aborda por meio da IAS 1 – Apresentação de Demonstrações Financeiras que algumas empresas apresentam fora das Demonstrações Financeiras relatórios e demonstrações ambientais particularmente em setores em que atuam onde os fatores ambientais são significativos, desse modo, tais relatórios e demonstrações apresentados fora das demonstrações financeiras não estão ao alcance das IFRS’s.
Algumas interpretações emitidas pelo IASB sob a sigla de IFRIC’s –
International Financial Reporting Interpretations Committee fazem menção à
mensuração e reconhecimento nas demonstrações financeiras para alguns fatos contábeis que estão relacionados às questões ambientais tais como: (i) IFRIC 1 – Mudanças em Passivos Existentes por Desativação, Restauração e Passivos Similares; (ii) IFRIC 5 – Direitos a Participações decorrentes de Fundos de Desativação, Restauração e Reabilitação Ambiental; e (iii) IFRIC 6 – Passivos
decorrentes da Participação em um Mercado Específico – Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
No que diz respeito à abordagem do disclosure ambiental pelas IFRIC’s mencionadas, apenas a IFRIC 5 traz recomendações para o disclosure de informações assim, de acordo com o IASB (2010) um contribuinte de Fundos de Desativação e Reabilitação Ambiental deverá divulgar a natureza de sua participação em um fundo e as restrições para o acesso aos ativos do fundo.
Ademais, quando o contribuinte tiver obrigação de fazer contribuições adicionais potenciais que possam caracterizar-se como passivos contingentes (em face à falência de outro contribuinte ou diminuição dos valores dos ativos de investimento mantidos pelo fundo a um nível que seja insuficiente para cumprir as obrigações de reembolso), deverá divulgar na data do balanço, a menos que seja remota a possibilidade de ocorrer um desembolso para liquidação, uma descrição da natureza desse passivo contingente, e quando praticável uma estimativa de seu efeito financeiro, a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída e a possibilidade de qualquer reembolso.
Já para os casos em que a empresa não tiver o controle, controle conjunto ou influência significativa sobre o fundo e realizar a contabilização de sua participação como sendo um direito de receber reembolso proveniente do fundo como reembolso, deverá realizar a divulgação do valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido por conta desse reembolso esperado.
Um esforço por parte do IASB que cabe ser mencionado, muito embora não esteja mais em vigência, trata-se da IFRIC 3 – Emission Rights emitida em Dezembro de 2004 a qual vinha discutindo a forma mais adequada para contabilização dos direitos de emissões (emission rights) e que supriu por um determinado período de tempo a ausência de orientações abordando a contabilização deste evento.
No entanto, em Maio de 2005 o órgão consultivo da União Europeia European
Financial Reporting Advisory Group - EFRAG responsável pelas recomendações em
matéria de adoção das IAS, IFRS e IFRIC’s, deu parecer desfavorável quanto a adoção da IFRIC 3 na União Europeia, por entender, entre diversos argumentos, que a aplicação desta interpretação nem sempre resultaria em informação financeira relevante, tendo em vista que em determinados casos não representaria
fidedignamente a realidade econômica, tendo-se disponibilizado para cooperar com o IFRIC para as melhorias necessárias neste tema. (CNC, 2006)
Em decorrência deste fato, o IASB retirou o IFRIC 3 em Julho de 2005, não sendo emitido até o momento qualquer outra norma ou interpretação acerca do assunto. Segundo o IASB (2010) um projeto em conjunto com o FASB encontra-se em andamento para desenvolvimento de uma orientação completa sobre a contabilização dos direitos e obrigações de emission trading schemes, que se trata de um regime de comércio de licenças de emissão de gases de efeito estufa sendo projetada para se atingir uma redução de emissão destes gases por meio de licenças de emissões negociáveis.
A teoria por trás deste comércio de licenças de emissões de gases de efeito estufa baseia-se na criação de valor através da atribuição de um direito de emitir poluentes à uma outra parte interessada em sua aquisição.
Em função de uma crescente utilização internacional e previsão de projetos desenvolvidos para se alcançar a redução de gases de feito estufa mediante a utilização de licenças negociáveis e o risco de diversas práticas contábeis adotadas após a retirada da IFRIC 3, o que de certa forma prejudicaria a comparabilidade e a utilidade das informações das demonstrações financeiras, o IASB em conjunto com o FASB têm direcionados esforços sobre algumas das questões principais do projeto, incluindo o reconhecimento de Ativos e Passivos, como por exemplo, quando a empresa recebe licenças de emissão de um administrador de emissões sem qualquer retribuição monetária, além da questão de reconhecimento de um passivo por emissões em excesso da alocação inicial e a mensuração de passivos e subsídios adquiridos, entre outras questões que ainda estão para ser discutidas dentro deste trabalho que integra a agenda de discussões do IASB em conjunto com o FASB.
Outra iniciativa realizada pelo IASB que cabe ser abordada trata-se do IFRS
Practice Statement – Management Commentary: A framework for presentation que
tem por finalidade fornecer um framework para a apresentação dos comentários da Administração que se relacionam com as demonstrações financeiras que tenham sido preparadas de acordo com as normas em IFRS. Convém comentar que essa iniciativa do IASB não trata-se de uma norma IFRS de modo que, as entidades não são obrigadas a cumpri-la, ao menos que especificamente requerido para sua jurisdição.
O IASB (2010) aborda que o relatório da administração trata-se de um relatório narrativo que fornece um contexto dentro qual seja possível interpretar a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa de uma entidade, possibilitando ainda à Administração da entidade uma oportunidade para explicar seus objetivos e suas estratégias para alcançar tais objetivos, o que vem a auxiliar aos usuários que utilizam esse tipo de informação para avaliar as perspectivas de uma entidade, seus riscos em geral e o sucesso das estratégias da Administração para atingir os objetivos declarados. Pelo exposto, percebe-se que para muitas entidades trata-se de um importante elemento para a comunicação com o mercado de capitais e complementando as demonstrações financeiras elaboradas pela entidade.
A IFRS Practice Statement – Management Commentary define princípios, características qualitativas e elementos para a elaboração de comentários pela Administração, os quais são necessários para fornecer aos usuários dos relatórios financeiros informações úteis. Considerando-se o fato de que os comentários elaborados pela administração podem variar de acordo com cada entidade, estes princípios possibilitam às entidades adaptar as informações que elas fornecem às circunstâncias específicas de seu negócio, incluindo as circunstâncias legais e econômicas de cada jurisdição individual, possibilitando desta forma a geração de um disclosure mais significativo incentivando as entidades a discutirem assuntos que sejam considerados mais relevantes para as suas circunstâncias individuais.
Os comentários elaborados pela Administração deverão complementar as demonstrações financeiras com explicações sobre os valores nela apresentados e as condições e eventos que formaram aquela informação, devendo ainda incluir informações sobre a entidade e seu desempenho que não é apresentado nas demonstrações financeiras, mas que são consideradas importantes para a gestão da entidade. Neste sentido, por meio da IFRS Practice Statement – Management
Commentary pode-se aplicar os conceitos nela apresentados para a realização do disclosure de informações ambientais.
Assim, recomenda-se a inclusão de informações essenciais para seu entendimento, tais como: (i) a natureza dos negócios; (ii) os objetivos da administração e suas estratégias para atender à esses objetivos; (iii) os recursos mais importantes da entidade, riscos e relacionamentos; (iv) os resultados das operações e perspectivas; e (v) as medidas de desempenho críticas e indicadores
que a administração usa para avaliar o desempenho da entidade diante dos objetivos declarados.
Pode-ser perceber que embora seja dada uma abordagem pelo IASB no que diz respeito ao tratamento de determinados fatos contábeis que se relacionam com as questões ambientais e também com relação às características e conteúdos de informações que devem ser incluídos no Relatório da Administração elaborado por uma entidade, não se identifica a partir da pesquisa realizada uma ampla abordagem e tampouco menções direta ao disclosure de informações ambientais por parte deste órgão.