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3.5 UYGULAMA FİRMASININ TANITIMI

3.6.4 ÇİSG Yönetim Sistemi Şartları

3.6.4.5 Kontrol

3.6.4.5.3 Kazalar, Olaylar, Uygunsuzluklar, Düzeltici ve Önleyic

Chandler (1977) demonstra o processo de crescimento das empresas americanas no início do Século XX e qual a trajetória que as levaram a se tornar grandes corporações. Algumas pequenas unidades empresariais progrediram construindo sua própria rede no mercado nacional e global, adquirindo extensivamente outras organizações, verticalizando suas atividades de forma a dominar todo o processo, da produção de matéria-prima à distribuição, sendo responsáveis também pelo serviço de transporte. Para outras, o processo de crescimento ocorreu por meio de fusões, em que pequenas empresas familiares fundiram-se para formarem grandes empresas nacionais. As novas empresas consolidadas centralizavam a administração de sua produção, seguindo também o processo de verticalização de suas atividades.

Chandler (1977) observou que as fusões ocorreram com sucesso apenas para empresas que estavam em indústrias onde a produção em massa pudesse ser integrada à distribuição em massa, de forma que seus organizadores criassem uma hierarquia gerencial necessária para assegurar a efetiva supervisão administrativa e coordenação dos processos de produção e distribuição.

Os trabalhos que apontam para os efeitos positivos ou potenciais benefícios da diversificação destacam a maior eficiência operacional, menores possibilidades de perder projetos com valor presente líquido positivo, maior capacidade para se alavancar financeiramente e pagamento de menos tributos. As teorias desenvolvidas por volta dos anos 60 e 70, em consonância com a busca da diversificação dos negócios, apontavam para os benefícios da diversificação (Berger e Ofek, 1995).

Em seu trabalho, Chandler (1977) declara que firmas com múltiplas divisões lucram mais com suas divisões pertencentes a uma mesma empresa, do que se fossem empresas individuais, pelo fato de as empresas diversificadas criarem níveis de gerência específicos para cada unidade de negócio, aproveitando-se da sinergia das partes que trabalham em conjunto. A integração da produção com a distribuição em massa ofereceu a oportunidade para as fábricas diminuírem os custos e aumentarem a produtividade, por meio da

administração mais eficiente dos processos de produção, distribuição e coordenação do fluxo de produtos.

O trabalho de Chandler (1977) analisa a eficiência das empresas que passaram por processo de fusão. Na visão desse autor, a existência das atuais grandes indústrias é resultado da integração dos processos de produção em massa com os de distribuição em massa, em firma única. Este processo Chandler denominou de “a mão visível”, chamando a atenção para a existência de competências gerenciais, necessárias para administrar os grandes conglomerados em formação que, segundo a visão deste mesmo autor, substituiu a mão invisível das forças de mercado, no sentido de coordenar um fluxo de bens de fornecedores de matéria-prima e produtos semi-elaborados para os distribuidores finais do varejo e para o consumidor final. A internalização das transações que ocorrem entre as empresas reduziu os custos de transação e de informação, provocada pelo efeito da sinergia entre as partes, atuando integradamente. Também, o alto volume processado e o giro do estoque geraram um fluxo de caixa que reduziu os custos de capital de giro e capital fixo.

Seguindo a linha de evidenciar as vantagens da diversificação, Weston (1970) e Stulz (1990) argumentam que as empresas diversificadas são mais eficientes na alocação de recursos, pois este tipo de organização cria um grande mercado de capitais internamente, que possibilita maior retorno do que se fossem investidos no mercado de capitais, reduzindo os problemas de subinvestimento. Este tipo de firma consegue maior valor presente nos investimentos realizados.

Este argumento vai contra grande parte das teorias vigentes, que enfatizam que o poder de diversificação está nas mãos do investidor, não sendo necessária a diversificação por parte das empresas, pois o investidor teria melhores condições de abandonar ativos não rentáveis com muito mais facilidade do que as empresas (Berger e Ofek 1995).

Assim, algumas características ligadas à diversificação, observadas como elementos que contribuem para a diferença no valor das empresas, seriam o efeito nas características operacionais e financeiras dessas. Em termos operacionais, pode-se considerar como possíveis vantagens da diversificação: 1) as oportunidades de economia de escala; 2) aumento do poder de competitividade nas vendas, em razão do surgimento de uma linha de produtos mais completa; 3) o complemento na expertise, em termos de atividades de pesquisa e tecnologia relacionados a novos produtos; 4) melhor ajuste dos talentos gerenciais escassos, levando a

uma maior eficiência da gestão. Na visão de Lewellen (1971), cujo modelo está representado no apêndice I, dificilmente uma empresa que reúna pelo menos um desses benefícios em uma junção não venha a se beneficiar da valorização no mercado.

Lewellen (1971) demonstra em seu trabalho que, mesmo a empresa não tendo qualquer destas vantagens operacionais anteriormente citadas, ela teria vantagens financeiras na diversificação. As empresas diversificadas teriam, conforme trabalho desse autor, maior capacidade de se alavancar a um custo menor do que as empresas que atuam em apenas um segmento. Isso ocorre devido à combinação de unidades de negócios com correlação de receitas imperfeitas, o que diminui a probabilidade de falta de recursos para honrar os compromissos.

Segundo Lewellen (1971), a vantagem de diversificação está na junção em uma mesma firma do caixa de duas firmas consideradas separadamente. Esta junção reduz a variabilidade relativa destes caixas, induzindo os credores a estabelecer um limite maior de recursos que exceda a soma original de recursos das duas empresas, consideradas individualmente. Assim, com a possibilidade de aumento das dívidas, haveria um maior aproveitamento do efeito das vantagens tributárias do endividamento, o que teria reflexos positivos no valor de mercado da empresa.

Benzer Belgeler