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Kaza Beyan Formu KAZA BEYAN FORMU

1.2.1. Cisplatina

Na avaliação da toxicidade do protocolo, foi verificado que a avaliação diária do peso corpóreo, no grupo de animais que recebeu 5 doses de 0,5 mg/kg não apresentou perda de peso com significância estatística após a primeira (203,8 ± 3,0g) e terceira dose (201,8 ± 5,2g), porém após a quinta dose (184,1 ± 3,8g) de cisplatina apresentou perda de peso quando comparado ao peso basal pré-tratamento (200,6 ± 3,0g), (p<0,05).

Dentre os animais tratados com 5 doses de 1 mg/kg, não houve redução significante do peso após a primeira (194,3 ± 6,1g) e a terceira dose (191,7 ± 4,7g) (p>0,05) de cisplatina acontecendo perda de peso significativa após a quinta dose (178,2 ± 6,5g) quando comparado com o peso basal (202,8 ± 3,5g) (p<0,05).

Nos ratos tratados com 5 doses de 2 mg/kg, houve perda de peso significativa após a terceira (214,0 ± 5,3g) e quinta (206,1 ± 7,1g) dose de cisplatina (p<0,05), não havendo diferença estatística entre o peso basal (235,8 ± 3,6 g) e após a primeira dose (222,1 ± 4,0g) (p>0,05).

No subgrupo de animais controle, o peso dos animais após a primeira (208,0 ± 3,2g), terceira (212,7 ± 3,8g) e quinta dose (210,7 ± 8,3g) de solução salina não diferiram estatisticamente do peso pré-tratamento (207,3 ± 4,3g) (p>0,05).

Todos os resultados acima citados estão ilustrados no gráfico 17.

A avaliação do peso corporal após uma e duas semanas de interrupção do tratamento diário com 5 doses de 1 mg/kg cisplatina intravenosa revelou que houve perda de peso significativa após 24 h após a quinta dose (não houve perda ponderal nos animais tratados (200,6 ± 4,6 g e 197,1 ± 8,4g) (p>0,05), quando comparado aos valores basais (204,2 ± 1,3) (p>0,05). Estes resultados estão ilustrados no gráfico 18.

Quanto a outros parâmetros associados à toxicidade, foi verificada a incidência de neuropatia periférica com paralisia da pata traseira em um rato tratado com 5 doses de 2 mg/kg de cisplatina (N=5) e piloereção em dois animais deste mesmo subgrupo, como ilustrado pela figura 16.

Gráfico 17. Peso corporal em ratos avaliados 24 h após a 1ª, 3ª e 5ª dose de 0,5 mg/kg, 1 mg/kg e 2 mg/kg de cisplatina ou salina intravenosa em ratos acordados.

Peso corporal em ratos acordados submetidos ao tratamento com 5 doses de 0,5 mg/kg (N=8) ( ), 5 doses de 1 mg/kg (N=8) ( ), 5 doses de 2 mg/kg de cisplatina (N=6) ( ) ou de solução salina (N=7) ( ) intravenosa em dias consecutivos. Os animais foram estudados antes do tratamento (basal), 24 h após a primeira, terceira e quinta dose de cisplatina. As barras representam as médias dos pesos corpóreo dos animais e as linhas verticais indicam o erro padrão da média. *, p<0,05 vs. pré-tratamento (basal) ao Teste One-Way ANOVA com Medidas Repetidas e Teste de Holm-Sidak.

Gráfico 18. Efeito do tratamento crônico intravenoso com 5 doses de 1 mg/kg de cisplatina sobre o peso corporal em ratos acordados um dia, uma e duas semanas após a última dose.

Peso corporal em ratos acordados submetidos ao tratamento com 5 doses de 1 mg/kg de cisplatina (N=16) intravenosa em dias consecutivos. Os animais foram estudados antes do tratamento (basal) ( ), um dia, uma semana e duas semanas após a última dose de cisplatina ( ). *, p<0,05 vs. pré-tratamento (basal) ao Teste One-Way ANOVA e Teste de Holm-Sidak.

Figura 16. Parâmetros associados à toxicidade em ratos acordados tratados com 5 doses de 2 mg/kg de cisplatina intravenosa. (A) Paralisia da pata traseira. (B) Piloereção.

1.2.2. Vincristina

Durante a avaliação diária do peso corpóreo, o grupo de animais que recebeu 5 doses de 50 µg/kg não apresentou perda de peso com significância estatística após a primeira (221,0 ± 11,4 g) e terceira dose (221,8 ± 11,8 g) de vincristina (p>0,05). Entretanto, o peso dos animais após a quinta dose (207,6 ± 12,3 g) foi significativamente menor que o peso basal pré-tratamento (216,8 ± 11,1 g) (p<0,05).

Dentre os animais tratados com 5 doses de 100 µg/kg, não houve redução significante do peso após primeira (211,2 ± 3,5 g) e terceira dose (207,2 ± 2,7 g) (p>0,05), acontecendo perda de peso significativa após a quinta dose (194,6 ± 4,1 g) quando comparado com o peso basal (211,0 ± 3,8 g) (p<0,05).

Nos ratos tratados com 5 doses de 150 µg/kg, houve perda de peso significativa após a terceira (199,2 ± 6,1 g) e quinta (175,4 ± 7,1 g) dose de vincristina (p<0,05), não havendo diferença estatística entre o peso basal (215,4 ± 4,9 g) e após a primeira dose (210,4 ± 5,1 g) (p>0,05).

No subgrupo de animais controle, o peso dos animais após a primeira (208,0 ± 3,2g), terceira (212,0 ± 3,8g) e quinta (210,7 ± 8,3g) doses de solução salina não diferiu estatisticamente do peso pré-tratamento (207,3 ± 4,3g) (p>0,05).

No momento do sacrifício para o estudo do esvaziamento gástrico e trânsito intestinal de líquidos, o peso dos animais tratados com 5 doses de 100 µg/kg (194,6 ± 4,1 g) e 150 µg/kg (175,4 ± 7,1 g) de vincristina eram estatisticamente inferiores ao peso do subgrupo controle (238,0 ± 3,9 g) (p<0,05). Entretanto nos animais do subgrupo tratado com 5 doses de 50 µg/kg, não houve diferença estatística do peso corpóreo quando comparado com o subgrupo controle (207,6 ± 12,3 g vs. 238,0 ± 3,9 g) (p>0,05).

Todos os resultados acima citados estão ilustrados no gráfico 19.

A avaliação do peso corporal mensurado diariamente revelou que a perda ponderal nos animais tratados com 5 doses de 150 µg/kg de vincristina intravenosa persistiu após uma semana (215,4 ± 4,9 g vs. 194,2 ± 9,4 g) (p<0,05), porém foi revertida duas semanas após a última dose (215,4 ± 4,9 g vs. 208,1 ± 11,5 g) quando comparado aos valores basais (p>0,05). Estes resultados estão ilustrados no gráfico 20.

Quanto a outros parâmetros associados à toxicidade, foi verificada a incidência de dorso arqueado em dois ratos tratados com 5 doses de 150 µg/kgde vincristina (N=7) e

piloereção em três animais deste mesmo subgrupo, como ilustrado na figura 17. Não houve diarréia ou piloereção no subgrupo de ratos tratados com solução salina.

Marcha neuropática tipo Toe-walking gait (Gottschalk et al., 1968) foi identificada em 5 animais tratados com 5 doses de vincristina 150 µg/kg (N=7), não havendo nenhum caso no subgrupo controle. A marcha está ilustrada na figura 17.

Gráfico 19. Peso corporal em ratos avaliados 24 h após a 1ª, 3ª e 5ª dose de 50 µg/kg, 100 µg/kg e 150 µg/kg de vincristina ou salina intravenosa em ratos acordados.

Peso corporal em ratos acordados submetidos ao tratamento com 5 doses de 50 µg/kg (N=5) ( ), 5 doses de 100 µg/kg (N=9) ( ), 5 doses de 150 µg/kg de vincristina (N=7) ( ) ou de solução salina (N=5) ( ) intravenosa em dias alternados. Os animais foram estudados antes do tratamento (basal), 24 h após a primeira, terceira e quinta dose de vincristina. As barras representam as médias dos pesos corpóreo dos animais e as linhas verticais indicam o erro padrão da média. *, p<0,05 vs. pré-tratamento (basal) ao Teste One-Way ANOVA com Medidas Repetidas e Teste de Holm-Sidak.

Gráfico 20. Efeito do tratamento crônico intravenoso com 5 doses de 150 µg/kg de vincristina sobre o peso corporal em ratos acordados um dia, uma e duas semanas após a última dose.

Peso corporal em ratos acordados submetidos ao tratamento com 5 doses de 150 µg/kg de vincristina (N=7) intravenosa em dias alternados. Os animais foram estudados antes do tratamento (basal) ( ), um dia, uma semana e duas semanas após a última dose de vincristina ( ). As barras representam as médias dos pesos corpóreo dos animais e as linhas verticais indicam o erro padrão da média. *, p<0,05 vs. pré-tratamento (basal) ao Teste One-Way ANOVA com Medidas Repetidas e Teste de Holm-Sidak.

Figura 17. Parâmetros associados à toxicidade em ratos acordados tratados com 5 doses de 150 µg/kg de vincristina intravenosa. (A) Dorso arqueado. (B) Piloereção. (C) Marcha neuropática tipo toe-walking gait.

Protocolo 2

2.1. Estudo da inibição farmacológica (com guanetidina) do sistema nervoso simpático

Benzer Belgeler