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Q1 - É mais fácil compreender, visualizar e discutir a segurança de um sistema com um modelo feito com a DSL CALV3.

Gráfico 1 – Resultado quantitativo da questão 1

Análise qualitativa: As informações coletadas demonstraram que a opinião dos participantes é de que a DSL CALV3 supera fortemente a solução atual nos quesitos compreensão, visualização e discussão dos modelos de segurança. Muitos participantes indicaram que o Console CA, solução atual, possui muitas telas e opções e entender a infra- estrutura de segurança de um sistema é muito complicado. Já com a DSL os conceitos ficam organizados de forma mais clara, tornando simples, tanto fazer, quanto entender o modelo gerado, visto que a DSL é auto-documentada. Uma ressalva feita por alguns participantes é que em modelos mais complexos, com muitos elementos, a DSL pode ficar muito “poluída” visualmente, portanto sugeriram como melhoria a possibilidade de agrupamento dos conceitos em áreas de interesse (subject areas)

Q2 - É possível reusar o modelo de segurança de um sistema feito na DSL CALV3 em outro sistema de informação.

Gráfico 2 - Resultado quantitativo da questão 2

Análise qualitativa: A grande maioria dos participantes consegue enxergar forte possibilidade de reuso de um modelo CALV3 na concepção da segurança de um novo sistema. A opinião mais geral foi de que partes do modelo certamente podem ser aproveitadas. Contudo, como na solução atual a possibilidade de reuso é limitada a cadastrar novamente todos os conceitos de um sistema no outro sistema, a promoção do reuso com a CALV3 foi um avanço claramente percebido. Recursos intrínsecos dos designers visuais da IDE, como copiar e colar (copy-and-paste) e zoom, facilitam naturalmente a criação de modelos baseados em outros pré-existentes.

Q3 - A carga de dados feita com o script gerado pela CALV3 é mais rápida do que o processo de cadastrar os dados no console do CA.

Gráfico 3 - Resultado quantitativo da questão 3

Análise qualitativa: Este quesito foi o único unânime entre os participantes. A velocidade com que o modelo cadastrado é transferido para o banco de dados do CA V3 foi um dos itens que mais impressionou os participantes. Inclusive gerando interesse de alguns em criar alguns modelos somente para gerar cargas, sem passar pelo console, finalidade para a qual a DSL não foi idealizada. Contudo, um de seus componentes, o CaMiniFramework certamente pode ser utilizado para este fim.

Q4 - Confio que a carga de dados do script gerado pela CALV3 gerará menos erros do que o processo de cadastrar os dados no console do CA.

Gráfico 4 - Resultado quantitativo da questão 4

Análise qualitativa: A opinião mais geral dos participantes é de a possibilidade de erros com o uso da DSL CALV3 é muito menor do que utilizando-se o Console CA. Os erros possíveis só podem ser provocados devido à modelagem errada, mas, no console, a quantidade de telas e opções abrem margem a alguns erros de operação e a duplicação de dados desnecessários. A DSL CALV3 foi muito bem comentada entre os participantes com menor conhecimento no framework do CA, devido a clareza e facilidade de entendimento da segurança que ela trouxe e a menor margem de erro na hora do cadastro através da carga automática.

Q5 - O fato da DSL CALV3 estar integrada à IDE Visual Studio facilita o uso e entendimento da mesma.

Gráfico 5 - Resultado quantitativo da questão 5

Análise qualitativa: Este item foi um dos que gerou maior diversidade de respostas entre os participantes. Os mais entusiastas na IDE Visual Studio demonstraram de forma efusiva sua satisfação na integração, devido a familiaridade com as outras atividades realizadas cotidianamente na ferramenta. Aqueles que não trabalham com a ferramenta, como os desenvolvedores Java, ou os que não conhecem a ferramenta mais a fundo, não demonstraram maior interesse nesta integração. Foi sugerido por alguns participantes a criação de um aplicativo à parte, sem a necessidade do Visual Studio estar instalado na máquina, para a criação de modelos e geração da carga. Outra possibilidade levantada foi a integração da CALV3 com a IDE Eclipse e a geração do código da carga em linguagem Java. Itens a serem analisados para trabalhos futuros.

Contudo, apesar das ressalvas, nenhum participante respondeu negativamente a esta questão, pois avaliaram que, devido aos benefícios apresentados pela DSL CALV3, valeria a pena utilizar o Visual Studio, mesmo em outras máquinas que não a própria, para modelar a segurança e gerar a carga do modelo automaticamente.

Q6 - Pretendo usar a DSL CALV3 para modelar a segurança dos sistemas em que trabalho atualmente.

Gráfico 6 - Resultado quantitativo da questão 6

Análise qualitativa: Este foi o outro item que gerou grande diversidade de respostas. Apenas 50% dos participantes demonstraram interesse em utilizar a DSL em seus projetos atuais. O motivo principal apontado foi que a segurança dos projetos atuais já está cadastrada no Console Ca e o retrabalho para gerar o modelo na DSL será muito grande. Os analistas mais experientes no CA prontamente sugeriram a construção de um mecanismo que leia as informações da base de dados do CA e gere um modelo CALV3, servindo este de base para visualização da segurança e evoluções futuras. Seria um mecanismo de engenharia reversa. Este item está anotado para trabalhos futuros. Mas, mesmo sem essa funcionalidade, boa parte dos participantes acredita que é possível utilizar a CALV3 para modelar parte da segurança de seus projetos atuais.

Alguns participantes foram observados durante a análise qualitativa utilizando a DSL em projetos atuais. A implantação da DSL na máquina e o início de seu uso transcorreram de forma adequada, sem maiores problemas. Algumas questões de usabilidade foram percebidas nos diagramas gerados com muitos itens, onde o desenvolvedor perdia algum tempo organizando a disposição dos elementos na tela de modo a deixar o modelo mais fácil de entender.

Q7 - Pretendo usar a DSL CALV3 para modelar a segurança em futuros projetos de sistemas.

Gráfico 7 - Resultado quantitativo da questão 7

Análise qualitativa: Para o uso em projetos futuros a grande maioria demonstrou interesse no uso da DSL. A sugestão de engenharia reversa também foi lembrada neste quesito, pois a reversa de um sistema existente poderia servir como um modelo base para a criação de um diagrama de segurança de outro sistema.

Os participantes que não concordaram ou que discordaram com o uso da DSL em futuros projetos estão em dois grupos. No primeiro grupo estão aqueles que não trabalham diretamente com a parte de segurança dos sistemas, como inspetores e testadores. No segundo grupo estão aqueles que lembraram que muitos projetos futuros vão utilizar a versão 4 do CA. Esta versão já está em produção, mas com menos funcionalidades do que a versão 3, pois foi re-desenvolvido totalmente em uma nova linguagem e arquitetura e ainda está em fase de evolução para contemplar todos os recursos da versão anterior. Apesar disto, há uma recomendação para uso do CA V4 em projetos de novos sistemas, devido à arquitetura desta versão ser mais moderna e adequada para as tecnologias de desenvolvimento atual. Um trabalho futuro necessário para contemplar o CA V4 seria a geração de uma nova DSL a CALV4. A criação de uma nova DSL pode ser necessária, visto que haverá mudanças nos

conceitos, e portanto no meta-modelo da DSL, e também nas APIs de geração de código, sendo necessário ajustar o componente CaMiniframework e o template de geração de código. Apesar da existência do CA versão 4 para novos sistemas, na média, 80% dos projetos das equipes são manutenções evolutivas em sistemas existentes, portanto a janela de uso do CALV3 para projetos futuros ainda é muito grande.

Q8 - O uso de modelos CALV3 e a carga com o script gerado constituem uma solução mais eficiente e produtiva do que o processo manual utilizado atualmente.

Gráfico 8 - Resultado quantitativo da questão 8

Análise qualitativa: De forma geral, os participantes avaliaram que a DSL CALV3 é mais eficiente e produtiva que a solução atual, com 92 % de concordância. Não houve nenhum participante que avaliou a solução atual como superior a CALV3, contudo alguns respondentes salientaram a impossibilidade do uso da CALV3 para diagramas com muitos elementos (dezenas ou centenas de itens). Nestes casos julgaram que uma solução orientada a cadastro de dados, como o Console CA, seria mais adequada.

Ficou claro para os participantes que o objetivo da DSL CALV3 é modelar a estrutura de segurança e que a carga do modelo na base do CA é uma funcionalidade complementar. Contudo a existência das informações modeladas na base do CA é necessária para a

integração do futuro sistema e, portanto, ter um modelo que modele apenas parte dos itens de segurança, enquanto outra parte seja cadastrada através do console, não foi uma solução avaliada como atrativa. Sendo assim, a equipe, de forma geral, quer ter a possibilidade de cadastrar tudo através da carga do modelo, o que traz muito peso a questões como sincronismo entre modelo e banco e a já citada engenharia reversa.

Benzer Belgeler