A análise, bem como as reflexões propostas ao longo deste projeto, trazem como um de seus fundamentos desvendar as imbricações provenientes da dialética entre globalização e glocalização, além de suas repercussões para no âmbito das organizações e na atuação do profissional de Relações Públicas diante dessas perspectivas.
Nesse cenário, vimos alguns dos efeitos e impactos que emergem da globalização, proporcionando um contexto de glocalização, no qual muitas vezes pode ser paradoxal; o mesmo mundo globalizado que minimiza as fronteiras entre países/localidades, também pode distanciar povos e indivíduos de diferentes culturas envolvidas nesse processo. Vimos também, como as repercussões de uma cultura dita como “global” podem interferir em uma cultura “local”, podendo gerar conflitos e desintegrações.
Diante dessa conjuntura, exige-se das organizações e dos profissionais de comunicação, em especial do relações públicas, um olhar diferenciado desse cenário, com novos paradigmas para enfrentar essa diversidade, ao mesmo tempo que busque o respeito e a integração entre os indivíduos no contexto da diversidade cultural.
Para tanto, aposta-se em uma comunicação que prime pelo diálogo e busque o entendimento mútuo entre indivíduos de raízes culturais distintas, buscando algumas dessas respostas na comunicação intercultural. Entretanto, trabalhar com diferentes atores sociais, das mais distintas culturas é um desafio para qualquer profissional, e tentamos evidenciar novas perspectivas de atuação do Relações Públicas, aliando a comunicação organizacional e cultura, ao mesmo tempo, trabalhando a comunicação simétrica e intercultural.
Nesse sentido, procuraram-se novas perspectivas para a atuação desse profissional, bem como se demonstrou a necessidade de um novo olhar a ser adotado pelas organizações diante desse cenário. A teoria da excelência na comunicação organizacional possibilita que as organizações tenham uma cultura mais participativa para com seus públicos, no intuito de respeitar as individualidades,
as diferentes culturas e valorizar essas diferenças, buscando sua integração e a viabilização de uma nova filosofia corporativa que busque atender e alcançar as necessidades desses diferentes públicos.
Contudo, sabe-se que essa não é uma tarefa fácil, além do apoio da organização para tanto, exige-se do profissional de Relações Públicas que irá atuar nessas brechas, conhecimentos que vão além das técnicas e práticas da sua profissão, mas que também contemplem as ciências humanas e sociais, que fornecerão os subsídios necessários para sua atuação como ‘integrador cultural’, na esfera de diversidade cultural, entre os diferentes públicos de uma organização.
Dessa maneira, o projeto proporcionou uma chance de pesquisar e enxergar essa nova frente de atuação para as Relações Públicas, apontando para possibilidades de um trabalho de mediação da comunicação entre diferentes culturas. Além disso, verificou-se que a profissão que vai além da gestão da comunicação organizacional. Para tanto é necessário um profissional que alie os conhecimentos acerca da cultura a essa prática e que enxergue novas perspectivas para os diferentes públicos, primando pelo respeito e integração em meio às diferenças.
É importante ressaltar a complexidade humana e como as relações entre os homens são a todo o momento passíveis de mudanças, ainda mais diante das turbulências do atual cenário globalizado. Por isso, esse é apenas um caminho diversificado para a atuação das Relações Públicas e essas discussões não se encerram, pois se acredita que as dialéticas acerca dos imbricamentos do homem nunca estarão concluídas, mas sempre abertas a novas indagações, questionamentos e reflexões.
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ANEXOS
A- Declaração Universal da UNESCO
CLT.2002/WS/9