1. GÜVENLİK
1.2. Ark Kaynağı ile ilgili uyarılar
3.3.1EMPRESA ARRENDATÁRIA
Os arrendatários devem reconhecer as operações de arrendamento mercantil financeiro como ativos e passivos nos seus balanços e apresentá-los por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao valor presente das contraprestações a pagar no início da operação de arrendamento mercantil.
A empresa arrendatária deverá registrar o bem arrendado em conta específica do ativo imobilizado, originando uma despesa de depreciação, que deverá ser calculada considerando as mesmas regras aplicadas aos demais ativos depreciáveis.
Caso não haja certeza de que haverá transferência de propriedade ao final do contrato ou pelo menos na data do início do contrato - muito provável de ocorrer - entende-se que o bem deverá ser depreciado com base na sua vida útil econômica estimada. Entretanto, se não for efetuada a transferência de propriedade ao final do contrato, ou se for pouco provável que isso ocorra, entende-se que o bem deverá ser depreciado conforme a duração prevista do contrato de arrendamento ou sua vida útil econômica, dos dois o menor.
As contraprestações a pagar devem ser segregadas entre encargo financeiro e redução da obrigação assumida no contrato. Segundo o regime de competência de exercícios, os encargos financeiros devem ser imputados a cada período durante o prazo do arrendamento mercantil, de forma a produzir uma taxa de juros periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo.
Por fim, cabe ressaltar que, com base no parágrafo 30 do Pronunciamento CPC sobre Operações de Arrendamento Mercantil, a empresa, no caso de identificar indícios de
desvalorização do ativo arrendado, deverá aplicar as regras do Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. A inclusão desse parágrafo é relevante, pois não deixará dúvidas aos usuários das demonstrações contábeis de que ativos decorrentes de contratos de arrendamento financeiro também são passíveis de análise de recuperação.
3.3.2EMPRESA ARRENDADORA
Os arrendadores devem reconhecer as operações de arrendamento mercantil financeiro como ativos nos seus balanços e apresentá-los como contas a receber, pelo valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. Investimento líquido em uma operação de arrendamento mercantil financeiro é entendido como o conjunto das contra- prestações a receber do arrendatário, adicionado ao valor residual não garantido (a cargo do arrendador), descontando a taxa de juros implícita no contrato de arrendamento.
Na operação de arrendamento mercantil financeiro, os riscos e benefícios inerentes à propriedade legal são substancialmente transferidos pelo arrendador ao arrendatário e, portanto, os recebimentos periódicos do arrendamento mercantil são tratados como amortização do grupo contábil de contas a receber (capital e receita financeira), para reembolsá-lo e recompensá-lo pelo investimento e serviços.
O arrendador tem como meta apropriar a receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil, em base sistemática e racional. Os recebimentos das operações de arrendamento mercantil no período, excluindo custos de serviços, são relacionados ao investimento bruto no arrendamento mercantil, para reduzir tanto o principal quanto as receitas financeiras não realizadas.
3.3.3ARRENDAMENTO MERCANTIL OPERACIONAL
Os pagamentos efetuados pelos arrendatários aos arrendadores, consoante uma operação de arrendamento mercantil operacional, devem ser reconhecidos, em base linear, como despesa do período em que ocorrer, durante o prazo do arrendamento mercantil. Os
arrendadores devem apresentar os ativos nos seus balanços conforme sua natureza. Os valores recebidos dos arrendatários devem ser reconhecidos, em base linear, como receita do período em que ocorrer, durante o prazo do arrendamento mercantil.
Além da depreciação do bem arrendado, todos os custos diretos iniciais referentes à negociação e estruturação da operação devem ser adicionados ao valor contábil do ativo arrendado, e reconhecidos como despesa durante o prazo do arrendamento mercantil na mesma base de reconhecimento da receita.
3.3.4DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
Até o advento da Lei nº 11.638/07, as taxas utilizadas para depreciação do ativo imobilizado seguiam a determinação da Secretaria da Receita Federal. Conforme o artigo 310 do Regulamento do IR - RIR/99, “a taxa anual de depreciação é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pela pessoa jurídica, na produção de seus rendimentos”. Entretanto, o RIR complementa que “compete à Secretaria da Receita Federal publicar, periodicamente, o prazo de vida útil admissível, em condições normais ou médias, para cada espécie de bem”.
No uso dessa competência, a IN SRF nº 162/98, alterada pela IN SRF nº 130/99, baixou uma relação de bens com os respectivos prazos de vida útil e as taxas de depreciação admissíveis, apresentados resumidamente:
TABELA 7 – Taxas fiscais de depreciação do ativo imobilizado
Descrição Taxa anual Anos de vida útil
Edifícios 4% 25
Máquinas e equipamentos 10% 10
Instalações 10% 10
Móveis e utensílios 10% 10
Veículos 20% 5
Sistemas de processamento de dados 20% 5
Fonte: Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (2007, p.222)
A Lei nº 11.638/07 não alterou os critérios de depreciação definidos originalmente na Lei nº 6.404/76, a qual determina que os bens classificados no ativo imobilizado das empresas deverão ser diminuídos pela perda de valor dos direitos, cujo objeto são bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Entretanto, para
efeito de análise de recuperação dos valores contabilizados, a empresa deverá revisar e ajustar, periodicamente, os critérios para determinação da vida útil econômica estimada do bem e, consequentemente, para o cálculo da depreciação, conforme o artigo 183, § 3º, item II da Lei nº 11.638/07.
O Pronunciamento Técnico - CPC 27 definiu que o valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada, sendo essa revisada pelo menos ao final de cada exercício. Ademais, para determinação da vida útil de um ativo, as empresas devem avaliar os seguintes fatores:
a) uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou produção física esperadas do ativo;
b) desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparos e manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;
c) obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado para o produto ou serviço derivado do ativo;
d) limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.
3.3.5REAVALIAÇÃO DE ATIVOS
O processo de reavaliação era permitido pela Lei nº 6.404/76 para os elementos do ativo, com o objetivo de apresentá-los mais próximos da realidade, considerando o preço de reposição. Com a promulgação da Lei nº 11.638/07, a reavaliação dos itens do ativo passou a ser proibida, como determina o artigo 6º: “Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor”.
Essa determinação serve também para os casos de empresas que estavam obrigadas a realizar o processo de reavaliação de seus bens tangíveis, com base na determinação da CVM. Caso as empresas não optassem pela baixa total dos bens reavaliados até o final do exercício de 2008, somente poderiam fazê-la conforme realização dos bens mediante venda, depreciação ou redução do valor recuperável até sua extinção.