7. T/M UYGULAMA ALANLARI
7.11. Kaymalı Yataklar
Em 1998 foi a primeira vez que o BCBS emitiu uma publicação sobre garantidores de depósitos (BCBS, 1998). Na ocasião o BCBS manifestou que nunca antes havia tratado do tema por dois motivos: diferenças nas configurações de seus membros e pois esteve mais focado em criar condições para que a atividade de um garantidor fosse menos provável de ser necessária. Mesmo nesse trabalho, o BCBS se limitou a apresentar um breve levantamento sobre as características dos garantidores nos seus países membros, sequer afirmando que apoiava a existência dos garantidores de depósitos.
Conforme visto no capítulo 3 - no qual são descritos inclusive os seus antecedentes - a IADI foi criado em 2002, e desde então tem independência funcional e financeira do BIS, mas opera na sede desse, na Basileia. Desde de sua criação a IADI promove não só a agenda de que os garantidores de depósito são benéficos ao sistema financeiro, como procura promover estudos sobre de que forma os garantidores de depósitos podem se aperfeiçoar. Além de, como já dito anteriormente, auxiliar países que desejem implementar um garantidor de depósitos a fazê-lo.
Composta por garantidores de depósitos, mas com um contato próximo de especialistas - sobretudo acadêmicos - que compõe um painel consultivo, a associação produz
136 já há algum tempo trabalhos que esmiúçam as particularidades envolvendo a garantia de depósitos. Assim, apesar de ter funcionado primeiramente apenas como um fórum de compartilhamento de experiências, aos poucos alguns consensos sobre 'melhores práticas' foram constituídos. Em 2009, ao passo que a crise financeira de 2008 trouxe maior atenção para os componentes da rede de segurança do sistema financeiro, a IADI publicou em conjunto com o BCBS uma série de princípios para um sistema de garantia de depósitos efetivo. Tais princípios foram publicados sob a menção explícita de que procura ser adaptável às mais distintas circunstâncias no tocante à composição da rede de segurança. Descritos nesses princípios estão as recomendações de que os garantidores devem:
a. explicitar publicamente seus objetivos, sendo que os principais objetivos devem ser contribuir para a estabilidade do sistema financeiro e proteger os depositantes;
b. mitigar o risco moral através de designs adequados;
c. esclarecer seus mandatos e esses devem ser consistentes com seus objetivos;
d. ter todos os poderes necessários para cumprir seus mandatos;
e. ser operacionalmente independentes, transparentes, mas responsabilizáveis e insulados de influências indevidas advindas do poder político e da indústria;
f. ter uma relação formalizada de coordenação e compartilhamento de informações com os outros participantes da rede de segurança;
g. determinar qual garantidor é o responsável pelo desembolso no caso de organizações financeiras internacionais, bem como informações apropriadas devem ser trocadas entre garantidores de diferentes jurisdições; h. possuir adesão compulsória dos tomadores de depósitos;
i. ter uma cobertura limitada e bem definida, abarcando nesse limite a grande maioria dos depósitos da população;
j. caso tenham uma cobertura total e queiram adotar uma cobertura limitada, fazer a transferência para uma cobertura limitada o mais rápido possível, monitorando as atitudes do público, que pode vir a ter uma reação adversa; k. possuir funding necessário para compensar prontamente os depositantes
137 l. estipular que a responsabilidade pelo custeamento da garantia de depósitos
deve ser primariamente das organizações financeiras;
m. caso tenham contribuições ajustadas ao risco, os critérios devem ser transparentes;
n. informar o público continuamente acerca dos benefícios e limites da garantia de depósitos;
o. os administradores dos garantidores de depósitos devem ter proteção legal contra processos judiciais quando agindo em boa fé;
p. poder buscar compensações judiciais das partes culpadas pelas quebras bancárias, ou deve haver outra autoridade legal com essa faculdade;
q. estar inseridos em uma rede de segurança capaz de detectar antecipadamente e agir oportunamente na resolução de bancos em dificuldade;
r. estar inseridos em uma rede de segurança capaz de minimizar os custos de um processo de resolução bancária;
s. implementar um procedimento de compensação rápido e transparente; t. conferir aos depositantes direito exigível judicialmente sobre a cobertura
garantida;
u. buscar restituição dos ativos da organização financeira quebrada.
Conforme o sítio eletrônico da IADI afirma87, essas recomendações foram incluídas no compêndio de padrões do FSB (FSB Compendium of Standards) e o FMI passou a levá-las em conta na sua atividade de supervisão, de modo que os Core Principles se encontram bem inseridos no centro da regulação bancária internacional. Mas mais do que isso, conforme o ex- secretário geral da IADI relatou em uma entrevista feita para esta pesquisa, após a edição dos
Core Principles, os trabalhos da IADI ganharam reforçado ânimo.
Hoje a IADI tem como principal comitê o de pesquisa e guidance, sendo que a parte de guidance se subdivide em diversos subcomitês, cada um voltado para um aspecto específico da atividade de garantia de depósitos. Essa divisão permite uma produção aprofundada e tecnicamente rica, que resultou em trabalhos como os guidances de mitigação do risco moral (IADI, 2013a), de cobertura adequada (IADI, 2013b), de informação ao
138 público (IADI, 2012a), de processos e sistemas de compensação aos depositantes (IADI, 2012b), de pronta detecção e intervenção oportuna (IADI, 2013d) e até mesmo de inclusão social (IADI, 2013c). Além disso, após a visibilidade que os Core Principles conferiram à IADI e os aprofundamentos de pesquisas e teorizações sobre o assunto, conforme se pode averiguar em uma apresentação na Conferência Bianual de Pesquisa do IADI - à qual se compareceu para o aprofundamento desta pesquisa - hoje se estuda uma revisão desses princípios que, ao que tudo indica, será publicada em 2014. Quanto ao conteúdo, contudo, não há indicações prévias.