1.2 Öncel Çalışmalar
2.2.4 Neojen örtü kayaçları
O setor farmacêutico brasileiro segmento saúde humana, neste estudo, é definido como o conjunto de empresas que tem como atividade o desenvolvimento e/ou produção de produtos farmoquímicos, de medicamentos (alopáticos, homeopáticos e fitoterápicos) e de soluções parentais. Nesta definição estão incluídos, desde empresas dedicadas à pesquisa de novos princípios ativos, inclusive a partir de biotecnologia, fabricantes nacionais de pequeno, médio e grande porte, até os grandes fabricantes de medicamentos multinacionais.
O setor farmacêutico brasileiro, segmento saúde humana, foi escolhido considerando a relevância do setor na economia brasileira, que em 2008 registrou vendas totais de R$ 31 bilhões (fonte: GRUPEMEF2), e suas características particulares quanto à ocorrência recente de mudanças no ambiente competitivo, exógenas às empresas
Dentre as mudanças no ambiente competitivo destacam-se as de ordem regulatória, como o reconhecimento de patentes (a aprovação da lei de propriedade intelectual em 1997), a autorização para fabricação de genéricos (Lei no. 9.787/1999), e a implementação de uma política industrial específica para o desenvolvimento do setor (PTICE, em 2004), com a implementação de programas de financiamento e incentivo à modernização e a pesquisa e desenvolvimento. Tais mudanças podem ter estimulado alterações no posicionamento estratégico das empresas, pois permitiram a ampliação do seu escopo de atuação, ao permitir a introdução de medicamentos genéricos e também estimularam a modernização dos processos de pesquisa, a expansão de plantas industriais e o desenvolvimento de pesquisa, possibilitando a penetração em novos mercados e a introdução de novos produtos..
Ressalta-se ainda os estudos científicos desenvolvidos recentemente no Brasil por Pinho e Silva (2000), Cohen (2004) e Dias (2005) que identificaram a existência de grupos estratégicos no setor.
3.2.1.1 Características do Setor Farmacêutico
Pelas características inerentes à produção de medicamentos, pode-se identificar quatro estágios da cadeia farmacêutica, conforme Pinto (2004):
“(1) P&D de novos princípios ativos ou fármacos; (2) produção em escala dos fármacos;
(3) produção de medicamentos, fase em que os fármacos são misturados com seus adjuvantes e embalados, e
(4) introdução dos medicamentos no mercado”. (p. 4)
Para os dois primeiros estágios são necessários pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento e testes clínicos de novos produtos e em ativos industriais para sua produção em escala. Para execução dos 3º e 4º estágios, há a necessidade de interação da indústria com os segmentos de embalagens, equipamentos especializados, marketing e distribuição.
Os medicamentos são comercializados de acordo com a sua classe terapêutica e podem ser classificados basicamente em três tipos: os de referência, também chamados de marca, os similares e os genéricos. Os medicamentos de referência são aqueles que quando introduzidos no mercado representaram uma novidade, do ponto de vista químico ou por pertencerem a uma nova classe terapêutica, e possuem uma marca específica. Os medicamentos similares trazem a marca do seu fabricante e são comercializados como medicamentos que são substitutos quase-perfeitos de outros medicamentos de marcas já comercializados. Os medicamentos genéricos são iguais ou compatíveis a medicamentos de marca, em quantidade de princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, modo de administração e qualidade e são produzidos após a expiração ou renúncia da patente e de direitos de exclusividade dos medicamentos que lhe servem como referência. Eles são comercializados pela denominação genérica do fármaco e não possuem marca própria (ROSENBERG, DERENGOWSKI E D‟AVIA, 2008).
Considerando ainda as exigências regulatórias e médicas quanto a indicação de uso dos medicamentos, estes ainda podem ser classificados como: 1) éticos, cuja venda exige prescrição médica, ou MIP ou OTC3, cuja venda pode ser feita sem que se tenha uma prescrição médica; 2) de uso crônico (contínuo) ou agudo e; 3) com venda no varejo ou para hospitais e unidades prestadoras de serviços de saúde.
Conforme Gadelha, Quental e Fialho (2003), a competição na indústria farmacêutica se baseia preponderantemente na diferenciação de produto, apoiada em investimento
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continuado e de grande porte em atividades de P&D e de Marketing, sendo que as empresas líderes do setor destinam entre 10% a 20% de seu faturamento em atividades de P&D e quase 40% em atividade de marketing.
As atividades de P&D envolvem investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, além da realização de diversas fases de teste clínicos e pré-clínicos que requerem capacitação técnica e uma estrutura adequada à sua execução. As atividades de marketing destinam-se ao estabelecimento da identidade das marcas e divulgação da ação terapêutica dos medicamentos e envolvem desde mobilização de mídia voltada ao consumidor final, no caso de medicamentos MIP, até a montagem de uma ampla rede de propagandistas destinada a divulgar o seu produto junto a profissionais de medicina, no caso de medicamentos éticos.
Cabe comentar ainda que para o segmento de produtos genéricos, a competição deixa de se dar via diferenciação de produtos e passa a ser via preços e custos de produtos, com foco em escala de produção e rede de distribuição.
Com relação ao ambiente competitivo do setor, observa-se, a ocorrência recente de mudanças, exógenas às empresas, tanto no contexto global como no nacional. Durante os últimos 25 anos, o setor farmacêutico mundial vem passando por profundas mudanças em: 1) tecnologia, com o desenvolvimento da biotecnologia e da revolução da biologia molecular; 2) na demanda, afetada por políticas de contenção de custos pelos principais consumidores (os planos de saúde e sistemas governamentais de saúde) e, 3) nas instituições em especial na legislação sobre direitos de propriedade (McKELVY; ORSENIGO; PAMMOLLI, 2004; MALERBA, 2004).
No Brasil, além das mudanças tecnológicas que estão ocorrendo mundialmente, esta indústria também vem sendo influenciada, particularmente desde o final da década de 90, por mudanças relevantes no seu marco regulatório. Estas mudanças ocorreram notadamente pela aprovação da Lei de Propriedade Intelectual (1997), da Lei dos Genéricos (1999) e a implementação de uma política industrial específica para o desenvolvimento do setor (PTICE, em 2004), com a implementação de programas de financiamento e incentivo à modernização e a pesquisa e desenvolvimento.
Tais mudanças estão resultando em um aumento do escopo de atuação desta indústria. Dentre as principais mudanças destacamos a oportunidade da produção de medicamentos genéricos, cujo menor custo de produção (sem custo de licenciamento de patentes), permitiu a prática de preço mais acessível ampliando o mercado de medicamentos no país; e o
surgimento de empresas dedicadas ao desenvolvimento de pesquisa e novos produtos com base na biotecnologia, fronteira mais avançada de expansão desta indústria no mundo.