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4. KAVRAMSAL TASARIM

4.1. Mühendislik Tasarımı

4.1.2. Kavramsal Tasarım

Este tópico evidencia que, não se exime aqui, a responsabilidade da universidade brasileira, que sofreu uma significativa influência dos modelos europeu e americano, como bem aponta Síveres (2006). O modelo europeu tem como corrente o estudo das civilizações e a capacitação profissional; já o modelo americano tem como principal característica a formação de instituição de ensino capaz de responder às indagações e anseios da sociedade.

Portanto, de forma objetiva, a educação superior brasileira foi calcada na somatória de escolas estabelecidas individualmente, gerando uma federação de instituições de educação, que tinham como principal objetivo atender, inicialmente, às expectativas de uma elite dominante e, mais recentemente, às demandas de uma sociedade globalizada.

A instituição universitária, na concepção de Síveres (2006), ainda está presa a alguns conceitos do passado, apesar de estar inserida num novo cenário de negócios, de manifestações culturais cada vez mais frequentes e localizadas, de inovações tecnológicas, de acompanhamento mais rigoroso sobre o progresso e, principalmente, pela fragmentação das ciências e busca pelo conhecimento.

O autor entende que para que uma instituição de ensino contribua definitivamente com a sociedade, esta precisa dominar a evolução histórica e propor um novo conceito de obtenção de conhecimento, pela filosofia ou pela prática do pensamento complexo, e não mais por meio de uma simples transferência tecnicista. Portanto, objetivando atender às atuais expectativas e anseios da sociedade, a Universidade é desafiada a abandonar o modelo tradicional, ou seja, disciplinar e implementar inovações representadas por um “paradigma interdisciplinar”.

A partir dessa proposta, é possível se estabelecer uma nova relação entre universidade e sociedade, sem a arrogância de definir como esta atuará perante a sociedade e sim, indagando como ela poderá ser útil e importante para a sociedade. Neste ponto, igualmente se pode observar, o quanto é importante identificar o problema que a sociedade está enfrentando, evidenciando claramente neste exemplo, o ato de filosofar, a identificação de soluções para os mais diversos problemas, tendo como base a produção de conhecimento criativo, e a contribuição através de propostas e possíveis soluções para uma sociedade sustentável.

Frente a esse desafio, a universidade precisa se ajustar às exigências de mutação, principalmente, diante da alteração de valores, de atitudes, e de comportamentos. As mudanças mais significativas não são possíveis a partir (...) da certeza e da previsibilidade, mas é oportuno que se fortaleça um paradigma que seja capaz de proporcionar um constante entrelaçamento e interligação de saberes, pensamentos, e conhecimentos. (SÍVERES, 2006, p.5).

Para Síveres (2006), estas são algumas condições que, se plenamente atendidas, poderão auxiliar a universidade a transformar-se em uma instituição importante para a sociedade contemporânea, sempre acompanhada pela geração de conhecimento e da renovação do seu compromisso com a presente realidade.

Compreende, ainda, o autor que a realidade atual está marcada por transformações históricas, culturais e sociais cada vez mais velozes. No último século, foram observados inúmeros movimentos produtos de tendências do passado, por meio da qual a humanidade deseja voltar àqueles que foram dando segurança no decorrer da história, mas, que, simultaneamente, impulsionaram a civilização humana para projetos futuristas.

A universidade precisa se posicionar claramente com qual sociedade no presente se identifica, isto, para não ser confundida e superar as tendências do passado, bem como as tendências futuristas. Esse posicionamento pode ser feito com a formalização de projetos político-pedagógicos com bons fundamentos e significado, por meio dos quais a instituição intenciona se inserir na sociedade, mostrando estar integrada com essa sociedade. E, considerando que a universidade é uma fonte de conhecimento, torna-se ainda mais relevante o resultado da avaliação desses projetos e o direcionamento dessas ações, focando os objetivos pelos quais a universidade fez opção.

Síveres (2006) conclui que cabe à universidade o papel de um pensamento consolidado e simultâneo, entre o filosófico, o científico e o tecnológico, desenvolvendo conhecimento através da prática multidisciplinar e, assim, contribuindo com uma educação inspirada no contexto histórico brasileiro.

Na concepção de Litto (2003, p.5) as universidades de hoje não têm o preparo para as mudanças necessárias para a sociedade, ou seja:

Não são versáteis ou adaptáveis. Desde a fundação do modelo europeu de universidade, quase mil anos atrás, essas instituições mudaram pouco; hoje são seculares, complexas e não-elitistas, mas continuam

prendendo alunos numa sala de aula com um professor à sua frente, quando sabemos que a melhor aprendizagem vem da experiência prática, baseada na solução de problemas, no pensamento crítico e na interatividade entre os alunos.

Inúmeras instituições de ensino superior não observam ou não querem reconhecer essa nova realidade, diariamente modificada e influenciada pelas tecnologias de informação que, por sua vez, também modificam completamente a função da instituição no processo de ensino e aprendizagem. As instituições que decidirem pelo “repouso em berço esplendido” ou que postergarem demasiadamente as mudanças nos seus respectivos modelos de ensino, poderão produzir uma percepção sobre a sua falta de efetividade ou de sucateamento do seu respectivo sistema, trazendo naturalmente consequências financeiras negativas e, por fim, observarão a substituição das suas tecnologias e, principalmente, a redução da pesquisa e participação no processo de formação de opinião.

Por essa razão, conclui Litto (2003), que num curto ou médio prazo há poucas possibilidades de as universidades introduzirem novos programas de ensino e aprendizagem focados na formação de profissionais mais bem preparados para assumir papéis de liderança e enfrentar os problemas do planeta. Certamente, será possível testemunhar a criação de um ou outro centro de ensino e estudo mais adequado, estabelecido por alguma instituição, entretanto, a tendência será um distanciamento entre os centros de ensino e as respectivas instituições, mais especificamente, nas suas rotinas operacionais e filosóficas.

Benzer Belgeler