• Sonuç bulunamadı

participar da Terapia Comunitária eu não tinha ajuda de ninguém [...] muitas vezes saía correndo nas pistas desesperada, chorando e agoniada [...] mas depois que comecei a tomar meus medicamentos certinho e comecei a participar da Terapia Comunitária, me sinto realizada! Estou muito feliz!

Depois que comecei a participar da Terapia Comunitária percebi que melhorei muito [...] porque antes eu andava de rua em rua, tomava muito remédio pra dormir, não queria nem viver! Melhorei porque só vivia andando pelo meio do mundo [...] saía de cinco horas da manhã pra ir pra casa dos outros [...] e agora não. Fico dentro de casa, tomo meu café, faço minhas coisinhas, procuro ir ao colégio direitinho à noite. Estou completamente mudada! Eu gosto muito da Terapia Comunitária e adoro o CAPS! Queria ter conhecido a Terapia antes pra eu ter adquirido minha saúde de volta há mais tempo.

A Terapia Comunitária significa uma melhoria na minha vida [...] uma forma de me comunicar com as pessoas e de ouvir respostas certas para os meus problemas e aprender através das falas das outras pessoas [...] e isso eu não tinha [...] não tinha respostas para os meus problemas [...] não tinha com quem conversar, porque as pessoas não querem conversa com pessoas “doentes” e pensam que não sei de nada. Elas dizem que não sabem do que estou falando porque não passam pelo que eu passo [...] então eu não tinha chance de receber respostas nem orientação, e agora estou recebendo e me sentindo feliz, realizada!

Com a Terapia Comunitária, aprendi a ter mais paciência com minha irmã, sou mais meiga [...] apesar de muitas vezes ela ter tentado me dar surras e me internar no Juliano Moreira. Minha vida era um sacrifício. Muitas vezes, eu saía correndo no meio da rua pedindo socorro e não tinha ninguém pra me ajudar. Já sofri muito! E nesse grupo da Terapia Comunitária tenho todo o apoio e força que preciso pra viver que não tenho e não encontro em nenhum outro lugar.

A Terapia Comunitária é importante pra mim, porque, através dela, a gente explica nosso sofrimento, as pessoas fazem perguntas e dão as respostas [...] e com ela aprendi a entender melhor as pessoas, me tornei muito paciente. Não preciso ser agressiva com as pessoas [...] sou até muito

“mole”! Com a Terapia criei coragem para trabalhar e estudar que antes eu não tinha, passava o

dia todo dentro de casa, sem fazer nada, só de pensar em sair para procurar emprego já tremia toda, chorava muito de medo [...] e sinto que agora estou podendo. Já deixei meu currículo em um supermercado, em escolas e em algumas lojas. Saía de casa para entregar meu currículo nas agências, mas não tinha coragem nem de falar. Tinha medo de ir pra longe [...] só entregava em lugares perto de minha casa, mas minha vontade maior é de ter meu salão de beleza, trabalhar fazendo unha, maquiagem e arrumando cabelo.

Hoje faço bijuterias para vender e vendo também lingeries e cosméticos de revistas. Depois da Terapia Comunitária criei mais coragem pra enfrentar o preconceito das pessoas [...] fiz até um curso de beleza, mas ainda tenho um pouco de medo de mexer no cabelo dos outros, tenho medo de fazer besteira [...] mas quando abrir meu salão de beleza vou ficar responsável por fazer prancha, escova, sobrancelha, manicure, pedicure e maquiagem [...] quem vai pintar e aplicar as químicas será outra pessoa.

Hoje sou outra pessoa [...] estudo, faço meus cursos, compro minhas coisinhas pra usar nos cursos [...] e antes não tinha paciência, a minha vida era chorar e dizer a todo mundo que eu era

“doente”. As pessoas me discriminavam e não gostavam daquilo. Eu era tão fraca que pedia

desculpas às pessoas por ser daquele jeito [...] e elas me mandavam ir embora, me diziam pra ir pro Juliano Moreira porque eu era acompanhada no CAPS. As pessoas me viam como alguém que fingia ser louca. Era muito perturbada e agora eu não aperreio ninguém, é só de casa pro CAPS. E vou trabalhar na rua, se Deus quiser! Já me sinto pronta, melhor! Antes eu nem pensava nisso [...] e a Terapia Comunitária me ajudou a criar essa força. Hoje melhorei [...] o povo até fala lá na rua:

“Maria José como você está diferente! Nem parece aquela de antes”.

Gosto muito da Terapia Comunitária porque lá as pessoas entendem a gente [...] os terapeutas comunitários e os participantes nos dão o apoio que não temos lá fora. Gosto muito dos terapeutas comunitários! Não quero faltar nunca!

Alegre e sorridente, Ivanildo está sempre bem-humorado e antenado nos encontros de TCI. Embora demonstre uma grande timidez, relaciona-se bem com os usuários e com a equipe e se esforça para interagir com os demais. Participante da Terapia Comunitária há, aproximadamente, um ano, fala com objetividade sobre as mudanças ocorridas em sua vida a partir de sua inserção nas rodas.

Tom vital: Nunca mais entrei em crise!

Participar da Terapia Comunitária tem sido muito bom pra mim. Antes eu só fazia dormir e comer [...] às vezes nem acordava pra tomar meu remédio, passava direto e não me importava [...] e depois que comecei a participar das rodas, estou me sentindo muito melhor, eu gosto muito de participar, é muito bom! (Silêncio) Eu era muito calado, não conversava muito [...] em casa não dava atenção à minha mãe [...] hoje eu já dou mais carinho a ela e a toda minha família , sem falar das amizades que fiz na Terapia Comunitária e antes não tinha nenhuma, era todo fechado, muito tímido [...] mas depois me soltei mais.

A Terapia Comunitária me ajudou a fazer amizades [...] eu não tinha nenhum amigo. Na minha rua, falava com as pessoas, mas não ficava conversando, não queria saber de ninguém. Hoje não! Hoje já converso. Só falava com os vizinhos por educação e não queria conversar, queria logo entrar em casa pra dormir ou ficar trancado no quarto [...] e se minha mãe fosse me acordar, brigava com ela. Agora já tenho amizades principalmente aqui no CAPS, na minha rua [...] e ouvindo minha amiga Josineide que também é usuária do CAPS e que sempre vem pra Terapia Comunitária, comecei a dar mais importância a essa roda e a mudar minha vida. Quando minha mãe pedia pra eu fazer alguma coisa, não fazia [...] e hoje faço. Aprendi a nunca mais parar de tomar o remédio [...] acho que isso foi importante também [...] e a dar mais atenção à minha mãe e a meu pai, isso foi o que eu aprendi de mais importante na Terapia Comunitária que levo pra minha vida. Passei seis anos sem tomar meus medicamentos, então tive umas três crises e precisei voltar a tomar à força e faz quatro anos que entrei na Terapia Comunitária e não parei mais e nem quero par ar! Junto com a Terapia Comunitária, os remédios têm me ajudado e nunca mais entrei em crise [...] porque antes eu via umas coisas que não existiam, ouvia vozes, e só fazia chorar. Minha mãe também tem me ajudado muito me

Benzer Belgeler