2. DOKUNMATİK EKRAN
2.4. Dokunmatik Ekran Fonksiyonlarının Uygulaması
2.4.5. Katlama ( Üst Üste Bindirme – Overlay ) Fonksiyonu
A globalização e o neoliberalismo são, desta forma, tentativas do grande capital em crise para tentar dar mais um fôlego a um sistema econômico que apresenta rachaduras em toda a sua estrutura mundial, propondo uma nova forma de dominação para as grandes economias mundiais em crise, em especial a norte-americana.
Nos dias de hoje, a economia americana é uma das mais sensíveis às oscilações do mercado mundial, isto porque o gigante americano depende, mais do que nunca, do funcionamento global do capitalismo mundial para continuar existindo.
Segundo o relatório fiscal do FMI, o déficit federal dos Estados Unidos atingiu o montante sem precedentes de US$ 477 bilhões de dólares em 2004 e deverá piorar ainda mais se forem efetuados os cortes previstos nos impostos ou aumentadas as despesas. O gabinete responsável pelos orçamentos no Congresso norte-americano estimou que o total dos déficits na década que terminará em 2013 poderia chegar a US$ 2,4 x 10 12. Se o financiamento do déficit orçamental assim como o seu gêmeo, o déficit da balança de pagamentos fosse feito mediante a emissão de papel-moeda, isso desencadearia a inflação e a depreciação do dólar.
Os observadores consideram duvidoso que a maioria dos bancos centrais do mundo continue a comprar títulos do Tesouro dos EUA a fim de cobrir déficits tão monstruosos (muitos deles já começaram, discretamente, a aplicar em títulos com resgates em euros ou, então, no metal amarelo). O endividamento interno que se verifica nos EUA (grande parte das habitações está hipotecada) torna o panorama mais sombrio.
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Além disso, a economia global apresenta índices abaixo daqueles esperados pelos elaboradores da política neoliberal. Enquanto as taxas de crescimento global nos anos 50 e 60 permaneceram em torno de 3,5% e nos críticos anos 70 caíram para cerca de 2,4%, nos anos 80 baixaram para cerca de 1,4%. Com o neoliberalismo em sua força máxima nos anos 90, caíram ainda mais, chegando a 1,2% em média; desde 2000, têm-se mantido pouco acima de 1%.
O déficit norte-americano é o calcanhar de Aquiles para os mentores do grande capital internacional, visto que este determinará a política externa norte-americana para a primeira década deste século.
Novamente em 2004, colocam-se como questões fundamentais para todos os países do globo a elevação da taxa de juros do FED(Banco Central norte-americano), a cotação do dólar no mercado internacional e a conseqüente aplicação de grandes investimentos estrangeiros nas Bolsas de Valores em todo o mundo.
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Alguns analistas manifestam-se também, com freqüência, em relação à preocupação com os déficits em conta corrente do balanço de pagamentos dos EUA. Um exemplo disto foi um estudo apresentado por Maurice Obstfeld, da Universidade da Califórnia, e Kenneth Rogoff, de Harvard, durante um simpósio organizado pelo Federal Reserve Bank de Kansas City. Segundo eles, em 1999, o déficit corrente norte- americano alcançou US$ 316 bilhões, ou seja, 3,7% do PIB, depois de uma média de 1,7% durante 1992-98.
Os mesmos autores sugeriram, à época, projeções de 4,3% para o ano de 2000 e 4,4% em 2001. Segundo Obstfeld e Rogoff, mantendo-se um déficit de 4,4% do PIB e um crescimento nominal deste em torno de 5% ao ano, o passivo externo líquido norte- americano saltaria dos atuais 20% do PIB para algo próximo de 45% em 2009.
Cabe, então, perguntar sobre a capacidade ou a vontade - das finanças globais sustentarem tamanha sucção de capitais, bem como quais seriam as implicações, em termos de choque cambial, de uma eventual reversão súbita em tais fluxos maciços de capital.
Não é nenhuma novidade que o déficit fiscal norte-americano cresce a uma velocidade surpreendente. Os dados disponíveis mostram que as contas públicas dos Estados Unidos passaram, entre os anos de 2000 e 2003, de um superávit fiscal de 237 bilhões de dólares para um déficit de 455 bilhões de dólares. Uma quantia astronômica, equivalente a 7% do PIB da maior potência do globo, em apenas três anos.
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O déficit fiscal atual do país mais avançado do planeta está na ordem dos 600 bilhões de dólares, impulsionado, dentre outros fatores, pelos gastos militares, pela redução do poder de compra da classe média norte-americana e, também, pela redução da carga tributária à parcela mais rica da população. Este déficit, de aproximadamente 5,8% do PIB, é o maior da história dos Estados Unidos.
Segundo o economista Fred Bergsten, em artigo publicado no jornal Financial Times, em 15/12/2004, os riscos mais agudos são representados pelos grandes e
crescentes déficits de conta corrente dos Estados Unidos. Eles superam 6% do Produto Interno Bruto e estão numa trajetória que poderá levá-los a 10% - mais de US$ 1 trilhão anuais - nos próximos anos. Os Estados Unidos já precisam emprestar US$ 5 bilhões
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do resto do mundo a cada dia útil (para financiar os investimentos estrangeiros do país, assim como o desequilíbrio comercial) .
Mas, as inúmeras discussões e publicações sobre o déficit fiscal norte-americano e o seu conseqüente financiamento são, na maioria das vezes, apresentações superficiais, que nos dão uma vaga idéia sobre a potencial crise fiscal dos Estados Unidos. Isto porque, junto com a dívida que já faz parte das contas correntes nacionais, existe outra, ainda mais impressionante pelos números que a compõem, e que não faz parte de nenhum registro oficial, que é a chamada dívida implícita . Trata-se da conseqüência das obrigações que o Estado tem com os pagamentos futuros das aposentadorias e dos serviços de saúde, em particular para os aposentados.
Um estudo encomendado pelo presidente George W. Bush, que não foi divulgado publicamente devido ao desastre de seus resultados, estima que essa dívida implícita está em torno de 44 trilhões de dólares, o que é equivalente a sete vezes ao valor da dívida norte-americana, ou ainda, ao Produto Interno Bruto do país em cinco anos (dados do jornal Financial Times, de 19/7/2003).
No final de 2004, o futuro do dólar e a taxa de juros dos Estados Unidos são novamente o fiel da balança para o mercado mundial, para as principais Bolsas de Valores em todo o mundo e, principalmente, para os países atrasados que dependem fundamentalmente dos investimentos estrangeiros para a sustentação das suas frágeis economias.
No último período, a economia norte-americana cresceu, em média, 0,7% ao ano. Ao mesmo tempo, os investimentos industriais caem aproximadamente 14%.
Esta queda, entre outras coisas, revela um enorme excesso de capitais e uma queda de seus lucros.
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EUA: UMA ECONOMIA COM PÉS DE BARRO
Os analistas internacionais, como o economista Lester Thurow, do jornal inglês Financial Times, alerta que a queda do consumo familiar, juntamente com os milhares
de desempregados das indústrias tecnológicas e de comunicações, dará lugar a uma recessão prolongada (23/7/2004). Com uma demanda de compra menor, caem as importações e, ao mesmo tempo, as exportações e o gasto público dos estados e municípios continuam em queda. A crise só não é maior ainda devido ao brutal aumento do déficit público, principalmente dos estados e dos municípios.
O capitalismo do século XXI também intensificou os altos e baixos nas economias nacionais, e os interlocutores do sistema sempre esquecem a bola da vez e enaltecem os que, no momento, estão desfrutando de algum crescimento. Mas tudo isso é muito instável. Nos anos 80, Japão e Alemanha lideraram o grupo dos bens sucedidos. Já na década posterior, nos anos 90, o Japão amargou uma das maiores recessões de toda a sua história. Nesta mesma década, os Estados Unidos e a Grã-
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Bretanha lideraram os bem sucedidos e ainda foram seguidos de perto pelos emergentes Tigres Asiáticos. Mas, já no final da década de 90, em 1997, os Tigres tombaram (e, com eles, a maior parte da economia asiática) e a chamada nova economia norte-americana também apresentou sinais de declínio, o que vigora até hoje.
Neste momento, os integrantes do topo são a China e a Índia e uma nova mudança neste volátil grupo de bem sucedidos está a caminho.
Juntamente com toda esta instabilidade mundial, cristalizou-se um dado impressionante de concentração de renda no mercado mundial.
Os grupos com rendimentos mais elevados tornaram-se infinitamente mais ricos sob o neoliberalismo. A desigualdade social aumentou em vez de diminuir. Nos EUA, por exemplo, o 1% do topo da pirâmide de rendimentos detinha 16% da renda nacional antes da Segunda Guerra Mundial, mas durante os anos 50 e 60 essa fatia caiu para 8% e os fracassos dos anos 70 ameaçavam o seu poder ainda mais. Em 2000, este grupo voltou a deter 15% da renda nacional e isto pode disparar até 20% num futuro próximo se os cortes nos impostos se mantiverem. (O Estado de S. Paulo, 5/9/00)
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