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KATKI BELİRTME

Belgede TÜRKİYE JEOLOJİ BÜLTENİ (sayfa 57-62)

Mineralogy of volcaniclastic rocks of Eocene age around Ulaş (Sivas Basin) region

KATKI BELİRTME

De forma geral, podemos dizer que um sistema se constitui como um conjunto de pontos, unidades ou elementos que se relacionam em função de sua própria dinâmica. Habermas (2001) acredita que os sistemas são esferas de ações que têm finalidades pré-determinadas, usando meios próprios e finalistas, como o poder e o dinheiro, que se apresentam como sua própria linguagem, independentemente de entendimento mútuo, de consenso ou de emancipação.

Numa visão habermasiana, na perspectiva dos sistemas, a sociedade é compreendida como um sistema social, no qual os indivíduos fazem parte da comunidade social e a cultura é o elo entre os saberes práticos e teóricos, não podendo deixar de lado a sua interconexão como fator funcional e/ou material. O sistema é estruturado, pois, através de sua própria lógica e seu próprio ordenamento, mantido e desenvolvido com suas características próprias, influenciando ou se tornando micro/macro sistemas de controle social, como a família, o Estado, a economia e o direito.

[...] Medios como el dinero y el poder arrancan de vinculaciones motivadas empíricamente, mientras que las formas generalizadas de comunicación como son, por ejemplo, la reputación profesiona o el <<compromiso valorativo>>, es decir, el liderazgo práctico-moral, se basan em determinadas clases de confianza de motivación básicamente racional. (HABERMAS, 2001, p.258)

Para Habermas (2001), embora o mundo sistêmico é uma consequência do mundo vivido, aquele leva este à sua diminuição por meio de mecanismos de controle social. Nessa concepção, o mundo dos sistemas considera a linguagem como algo secundário, evidenciando a razão instrumental. Com isso, o mundo sistêmico, regido pela razão instrumental, não mantém outro compromisso a não ser com seus próprios imperativos que alimentam e são alimentados por ele mesmo: o dinheiro e o poder.

Em outras palavras, o mundo sistêmico é caracterizado por coordenação orientada aos fins da econômica e da política, hipervalorizando imperativos adversos à discussão/linguagem, levando as formas de produção do capitalismo mecânico e instrumental a ditar as regras da sociedade, da cultura e da personalidade.

Seguindo essa concepção, a educação, como esfera regida pelo sistema educacional e pelo Estado, compromete seus horizontes emancipatórios quando não consegue reapropriar práticas e processos educativos além das manobras do que interessa ao mundo sistêmico. O declínio dos ideais tem origem na ausência de uma fundamentação racional coerente, e de uma compreensão das possibilidades e limitações da própria racionalidade humana.

Assim, podemos dizer que o mundo sistêmico é decorrente do mundo vivido, e ao mesmo tempo em que se opõe a este também mantém dependência parasitária, já que investe no esgotamento de formas autônomas do pensamento que possam dificultar os seus mecanismos de controle social. Ademais, os mecanismos de controle usados no mundo sistêmico, como dinheiro e poder, vão substituindo a potencialidade comunicativa existente no mundo vivido, desestruturando o entendimento mútuo. À medida que vão aumentando a sua complexidade e se autoreproduzindo, dinheiro e poder possibilitam o ato de regulação do sistema político. O dinheiro fica sendo o principal vetor de permuta, na qual os valores de uso se transformam em valores de troca. As necessidades da sociedade vão ficando de lado em detrimento da proteção sistêmica.

Nesse caso, a educação, que é considerada sinônimo de emancipação social, passa a ser orientada pelo domínio da administração, nos moldes econômicos e políticos, valorizando os interesses individuais sobre os coletivos, tornando-se elitista, voltada predominantemente para a produtividade econômica e a eficiência do Estado.

Habermas (2001, p. 215) diz que:

[…] La evolución sistémica se mide por el aumento de la capacidad de control (Steuerungskapazität) de una sociedad, mientras que la separación de cultura, sociedad y personalidad constituye un indicador del estado evolutivo de un mundo de la vida cua estructura es una estructura simbólica.

O pensamento habermasiano (2001) sustenta que, à medida que o mundo sistêmico torna-se independente do mundo vivido, fica mais complexo e começa a se sobressair ao mundo vivido. Acredita que nas sociedades modernas há uma dissociação entre mundo vivido e mundo sistêmico, na qual diferentes formas dinâmicas são assumidas, uma vez que o sistema tem um poder maior sobre o mundo da vida, impondo um controle nas famílias e nos cidadãos por parte do Estado.

Em oposição ao mundo sistêmico, o pensamento habermasiano postula que a escola deve ser um lugar em que as ações estabelecidas por meio da comunicação prevaleçam. Assim, a legitimidade do agir pedagógico consolida-se no agir comunicativo em que a ação pedagógica deve ser desburocratizada e os currículos minimamente regulamentados pelos órgãos superiores do Estado; e consequentemente a interferência sistêmica deve ser reduzida.

A democratização da escola deve ser ponto imprescindível nessa nova estrutura, na qual as interferências sistêmicas sejam evitadas e os sujeitos aprendentes possam ter poder de decisão, com autonomia, no que diz respeito ao processo de formação.

Habermas (2001) chega a afirmar que as interferências do mundo sistêmico sobre o mundo vivido se fazem também por meio da racionalização das leis e do direito. Tal esfera sistêmica conduz o processo de regulação social sobre o mundo vivido, mediante a burocratização das relações de trabalho com o Estado e de sua organização.

Para Habermas (2001), mundo vivido e mundo sistêmico devem estar sempre em equilíbrio, pois um depende do outro e sociedade estrutura-se a partir dessas duas bases. As relações que os sujeitos desencadeiam com essas duas esferas sociais devem ser pautadas pelo diálogo, pois ao mesmo tempo em que se relaciona com o mundo da vida também se relaciona com a ideologia do mundo sistêmico.

Dentro desta relação dialética são desencadeadas características de um desgaste gradual entre os dois mundos, uma vez que as estruturas sistêmicas começam a (des)organizar o mundo vivido. Para Habermas, os sujeitos têm por finalidade emancipar-se ao falar da liberdade para discutir e transformar seu mundo social, havendo necessidade, pois, de desacoplar mundo sistêmico e mundo vivido, favorecendo o equilíbrio entre as duas plataformas de mundo.

Belgede TÜRKİYE JEOLOJİ BÜLTENİ (sayfa 57-62)

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