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4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.1. Enjeksiyon deneylerinin sonuçları

4.1.1 Katkısız Ultrafin 12 süspansiyonu enjeksiyon deneyleri

O ponto central da “pesquisa” aqui apresentada consiste em verificar se as características dos blocos cerâmicos (blocos de vedação) produzidos no estado, efetivamente satisfazem determinados requisitos necessários que os habilitem para o uso. As referências para tal verificação são as normas técnicas da ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, das quais constam os critérios e as considerações a serem feitas.

A avaliação é centrada nos blocos de vedação já que este produto apresenta algumas particularidades tais como: alto índice de perdasno processo fabril, grande número de empresas atuando no setor, altas taxas de produção, assim como o uso de grandes volumes de matéria-prima, entre outros. Estas particularidades justificam, por si só, conhecer melhor, ver mais de perto e até precisar “o estado da arte” imperante no setor.

A continuação procede-se à descrição da metodologia e do procedimento experimental empregados.

3.1 Metodologia

A metodologia aplicada foi definida a critério do autor, procurando levar em consideração alguns fatores para manter o caráter não tendencioso e a imparcialidade dos resultados e da própria avaliação. Por exemplo, a coleta das amostras se fez em duas etapas. Na primeira, foram visitadas empresas de regiões diferentes, tais como: Açu (A, B, E, N e O), São Gonçalo (C e D), Parelhas (J) e Apodi (M). Foram colhidos blocos tanto queimados quanto à verde. Os queimados serviram para a realização dos ensaios no laboratório; enquanto os blocos à verde permitiram a elaboração das curvas de gresificação. Na segunda etapa, se procedeu à compra no comércio (casas e lojas de material de construção) de blocos de empresas que não foram contempladas na primeira etapa. Apenas se quis incluir na avaliação

45 blocos de diversa procedência (fábricas e regiões) e que atualmente circulam no mercado. Compraram- se blocos de empresas das regiões de Açu (I), São Gonçalo (F, G e H), São José do Mipibu (K) e Macaíba (L). Neste caso, não foi possível obter blocos à verde para a elaboração das respectivas curvas de gresificação. Quanto às empresas N e O, se deve esclarecer que ambas foram efetivamente visitadas coletando-se apenas blocos à verde nas duas. Por isso, não constam das tabelas de resultados, apenas suas curvas de gresificação.

As empresas escolhidas foram designadas por letras para sua devida identificação. Em ambos casos (escolha e identificação) se manteve a aleatoriedade como principal peculiaridade. Com isto, preservou-se a imparcialidade e não tendenciosidade dos resultados, tanto por questões éticas como pela integridade das empresas. É oportuno frisar e deixar bem claro que não foi seguido nenhum padrão ou critério predefinido, nem para a escolha das empresas a serem avaliadas, nem para a designação das letras para efeitos de identificação.

Quanto ao tamanho da amostra, na página 7, a norma NBR 7171/1992 estabelece que “para lotes de 1000 a 3000 blocos, a resistência à compressão e a absorção de água devem ser verificadas por dupla amostragem, sendo que tanto a primeira como a segunda amostra devem conter 13 elementos cada uma”. Ou seja, se coletou um total de 26 blocos nas empresas visitadas assim como se comprou igual número de blocos no comércio por cada empresa. Todos os blocos foram ensaiados, sempre procurando seguir, nos mínimos detalhes, as orientações da norma em relação à maneira de realizar cada ensaio.

O critério utilizado para definir a sequência em que seriam realizados os ensaios foi a facilidade de lidar com eles, portanto, do mais simples ao mais difícil. Em outras palavras, partiu-se da inspeção visual para a determinação das características visuais (identificação, cor, apresentação de trincas, quebras, superfícies irregulares e deformações). A seguir, se procedeu à medição dos blocos para a determinação das dimensões (altura - H, largura - L e comprimento - C). Feito isto, foram medidos o desvio em relação ao esquadro (D) e a planeza das faces (F) para cada bloco de cada amostra (composta por 26 blocos) e depois calculada a média. Os ensaios de absorção de água (AA) e resistência à compressão (RC), por serem os mais trabalhosos e por consumirem mais tempo para sua realização, foram os últimos e nessa mesma sequência (por ser o ensaio de resistência mecânica um ensaio destrutivo). Os resultados são apresentados no próximo capítulo na sequência em que foram realizados.

46 Outro aspecto a ser mencionado é quanto aos recursos estatísticos utilizados no cálculo dos parâmetros que caracterizaram os blocos das empresas, consequentemente, seus processos de fabricação e que permitiram e facilitaram a avaliação.

Eis a razão de tal afirmação. Sabe-se que as propriedades desejadas são cedidas aos blocos durante o processo de fabricação. Independentemente do que se espere dele, lhe é inerente uma determinada capacidade, além da qual, melhoras adicionais serão impossíveis de obter. Porém, a não ser que se façam os devidos ajustes, a capacidade não poderá ser melhorada nem ampliada. Por conseguinte, são as características ou propriedades apresentadas pelo produto, que irão refletir o que o processo é capaz de fazer. Assim mesmo, os valores dos parâmetros calculados, revelam uma situação bastante interessante, porém pouco conhecida.

Para entender melhor e de maneira clara, mesmo sendo uma primeira impressão da verdadeira situação existente, alguns recursos estatísticos foram utilizados como ferramentas na tentativa de descrever e explicar o que as empresas estão fazendo. Neste sentido, a Estatística Descritiva forneceu os elementos necessários à análise desenvolvida. Este ramo da estatística trata da maneira de apresentar um conjunto de dados em tabelas ou gráficos e do modo de resumir as informações contidas nesses dados, através de certas medidas como média, variância, desvio padrão, coeficiente de variação. Portanto, fornece informações sobre a tendência central e a dispersão dos dados da amostra ou distribuição em estudo.

A compreensão dos resultados obtidos é facilitada através da utilização de tabelas e gráficos tanto ao mostrar resumidamente o comportamento dos dados, como ao focalizar o desempenho de uma empresa em relação à outra. Os parâmetros adotados e que melhor refletiram a situação em cada empresa, foram os comumente utilizados para caracterizar uma série de dados: média, intervalo de variação, amplitude total e desvio padrão.

Para todos os efeitos, nossa população pode ser considerada como sendo os lotes dos quais foram retiradas as amostras. Os critérios de amostragem estão definidos na norma (dupla amostragem de 13 elementos cada, a partir de lotes contendo entre 1000 e 3000 blocos). A seguir se detalha cada um dos parâmetros, na intenção de justificar o porquê foram estes e não outros, os utilizados para a caracterização das amostras.

Medidas de dispersão

47 É definido pelos valores extremos de um conjunto de observações, ou seja, pelo menor e o maior valor observados. Já que considera apenas os valores extremos, não diz muito (ou nada) a respeito da distribuição, a não ser onde começa e onde termina. Indica, mais que nada, os valores entre os quais variam as observações de uma amostra. Mesmo assim, dá uma idéia preliminar quanto à dispersão dos dados. Logo,

IV = (me– ma)

Onde:

IV - intervalo de variação me - menor valor observado

ma - maior valor observado

 Amplitude total (A):

É outra medida de dispersão. Determina-se pela diferença entre o maior e o menor valor observado. Essa diferença permite ter uma idéia mais clara quanto à dispersão das observações da amostra, pois mostra quantas unidades distam os valores extremos um do outro, conseqüentemente, quêtão grande pode ser a variação. Portanto, dá uma precisão aproximada da dispersão dos dados. Portanto,

A = (ma– me)

Onde:

A - amplitude total

ma - maior valor observado

me - menor valor observado

Para alguns ensaios, tais como desvio em relação ao esquadro e planeza das faces, determinou-se a porcentagem de blocos que, de acordo à norma, foram considerados fora de especificação (Df e Ff,

respectivamente). Neste caso,

Df ou Ff = número de blocos fora da norma x 100 %

Número total de blocos da amostra

48 Df - porcentagem de blocos que apresentaram desvios em relação ao esquadro além da tolerância (valores superiores a 3,0 mm)

Ff - porcentagem de blocos que apresentaram flecha além da tolerância (valores superiores a 3,0 mm).

Quanto aos ensaios, foram realizados de acordo ao especificado nas normas. Estas estabelecem a maneira de realizar cada ensaio, os equipamentos requeridos, as características a serem avaliadas, as maneiras de preparar os corpos de prova, o tipo de amostragem, as tolerâncias admissíveis, o tamanho da amostra e os critérios de aceitação ou rejeição de lotes produzidos, entre outros. Os resultados obtidos permitiram identificar as causas de não conformidades assim como a situação do setor cerâmico quanto às condições dos produtos existentes no mercado.

Os ensaios visam a verificação dos blocos segundo as especificações contidas nas seguintes normas:

NBR 7171/1992 – Bloco cerâmico para alvenaria – Especificação.

NBR 6461/ 1983 – Bloco cerâmico para alvenaria – Verificação da resistência à compressão. NBR 8042/1992 – Bloco cerâmico para alvenaria – Formas e dimensões.

NBR 8947/1985 – Determinação da massa e da absorção de água.

Detalham-se, a seguir, os ensaios de acordo à maneira como foram realizados, procurando sempre seguir as determinações da norma.

Os itens a serem verificados são: características visuais (cor, trincas, quebras, superfícies irregulares e deformações), dimensões (largura, altura e comprimento), desvio em relação ao esquadro (perpendicularismo), planeza das faces, absorção de água e resistência à compressão.

É oportuno fazer referência ao fato de que as normas antes mencionadas estão em fase de revisão, porém, só estarão em vigência após a publicação pela ABNT, o que ainda não foi feito.

Espera-se que o presente trabalho ajude de alguma forma a esclarecer as possíveis dúvidas existentes no que à qualidade e conformidade dos blocos cerâmicos produzidos no estado se refere.

Todos os ensaios foram realizados no Laboratório de Materiais do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Detalham-se, a seguir, os ensaios de acordo à maneira como foram realizados, procurando sempre seguir as determinações das normas.

Benzer Belgeler