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Kategorik Öznitelikler İçin Önerilen Olasılıksal Bir Yöntem

3. GENETİK ALGORİTMA YARDIMIYLA ÇOK AMAÇLI ÖBEKLEME

3.5. Kullanılan Uygunluk Fonksiyonları

3.5.5. Kategorik Öznitelikler İçin Önerilen Olasılıksal Bir Yöntem

De acordo com Bresser Pereira (1995), o Estado é uma estrutura política e organizacional que se sobrepõe à sociedade e ao mesmo tempo é parte dela. Com a produção de excedentes econômicos surge a divisão da sociedade em classes e uma delas, que surge como dominante, passa a necessitar de condições políticas para apropriar-se deste excedente. Assim, a institucionalização de um Estado resulta dessa necessidade e, a partir disso, aquela sociedade assume o caráter de país soberano constituído por uma sociedade civil e pelo Estado.

O Estado não é pois, de modo algum, um poder que se impôs à

sociedade de fora para dentro; tampouco é a „realidade da idéia

antes, um produto da sociedade quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento; é a confissão de que essa sociedade se enredou numa irremediável contradição com ela própria e está dividida por antagonismos irreconciliáveis que não consegue conjurar. Mas para que esses antagonismos, essas classes com interesses econômicos colidentes não se devorem e não consumam a sociedade em uma luta estéril, faz-se necessário um poder colocado acima da sociedade, chamado a amortecer o choque e a mantê-lo dentro dos limites da „ordem‟. Este poder, nascido da sociedade, mas posto acima dela, e dela se distanciando cada vez mais, é o Estado (ENGELS, 1884 apud BRESSER PEREIRA, 1995).

Teoricamente, o Estado é também o espaço da propriedade pública, sendo-o de fato somente se assegurado pela democracia. Esta definição é parcial, no sentido de que o Estado democrático existe quando a “coisa pública” é claramente distinguida da “coisa privada”, surgindo a partir disso o desafio da democracia, que se constitui sempre em um local de conflitos: a preservação do coletivo ou público em detrimento das ações que visem a obtenção de vantagens especiais em atendimento a interesses privados (ARATO; COHEN, 1994).

Neste sentido, pode-se entender o Estado como um poder organizado politicamente e que permite à classe economicamente dominante tornar-se também politicamente dirigente, garantindo para si a apropriação do excedente.

A constituição da estrutura estatal é formada por um governo, composto de membros da elite política, geralmente recrutados pela classe dominante; uma burocracia pública formada por um grupo de funcionários hierarquicamente organizados e ocupantes da administração; uma força policial e militar, que se destina a defender o país contra forças externas, assegurar a obediência às leis e manter a ordem interna; um ordenamento jurídico impositivo, pelo qual criam-se e controlam-se impostos, extravasando o aparelho do Estado e impactando sobre toda a sociedade (BRESSER PEREIRA, 1995).

Segundo Arato e Cohen (1994), o Estado é um aparelho burocrático que se diferencia, essencialmente, das demais organizações porque é a única que dispõe de um poder político que ultrapassa os seus próprios limites organizacionais, ou seja, as organizações burocráticas possuem normas apenas para sua regulação interna e o Estado constitui leis que regulam toda a sociedade.

Ao deter esse poder o Estado torna-se maior do que o simples aparelho do Estado. Este aparelho, regulado pelo direito administrativo, e dividido em três poderes (legislativo, executivo e judiciário), é uma organização burocrática. O poder do Estado se exerce sobre um território e uma população, os quais não são propriamente elementos constitutivos do Estado, mas do estado- nação. Na verdade são os objetos sobre o qual se exerce a soberania estatal, ao mesmo tempo em que a população, transformada em povo, de conjunto dos cidadãos, assume o papel de sujeito do próprio Estado (BRESSER PEREIRA, 1995).

A apropriação do excedente econômico pela classe dominante e o controle do Estado apresentam uma relação dialética, pois, determinada facção da sociedade é mais poderosa porque além de deter os meios de produção e de comunicação também controla o próprio Estado, o que reforça o seu controle sobre os fatores produtivos e vice-versa.

No entanto, o Estado não pode ser apontado apenas como um instrumento da classe dominante, pois, por um lado, à medida que as sociedades capitalistas se tornaram cada vez mais complexas e atribuíram um poder significativo para o conhecimento técnico e organizacional, uma nova classe média burocrática ou assalariada passou a deter. Por outro lado, a classe operária também se tecnificou e dividiu-se em estratos, aumentando sua influência através das organizações sindicais e do poder de voto. “Em consequência, as distinções de classe – particularmente a oposição entre uma classe operária e uma classe burguesa – perderam a nitidez no mundo contemporâneo” (POULANTZAS, 1978).

De acordo com Arato e Cohen (1994), o conceito de classe perdeu parte de sua força explicativa na atualidade, quando se fala de estratos sociais e distinções étnicas e raciais, de um lado e para as distinções religiosas e culturais de outro. Nesse contexto, o Estado passa a ter um papel decisivo não apenas na garantia estável dos direitos de propriedade, mas também na distribuição do excedente econômico. Assim, “as políticas do Estado deixaram de refletir simplesmente os interesses dos poderosos para se tornarem o resultado da condensação das lutas de classes (POULANTZAS, 1978).

Conforme Poulantzas (1978), o Estado representa, organiza e unifica os interesses políticos do bloco no poder, entendido como uma unidade contraditória das classes ou frações dominantes, unidade dominada pela classe ou fração hegemônica. Essa unidade do bloco no poder é constituída

sob a égide da classe ou fração, que polariza politicamente os interesses das outras classes ou frações que dele fazem parte. Assim, o Estado não pode ser encarado como algo homogêneo porque, ao contrário, há nele uma heterogeneidade na medida em que é formado por um conjunto de instituições diferenciadas.

Além disso, o Estado atua também como educador, pois, também produz ideologia por intermédio de seus aparelhos, de suas instituições escolares, etc.; e não se exclui das relações econômicas, pois, fomenta a reprodução ampliada do capital: existindo uma crise, o Estado intervém diretamente para socorrer o capital financeiro (ARATO; COHEN, 1994).

Outro aspecto relacionado ao Estado capitalista, destacado por Poulantzas (1978), é seu papel como mediador do conflito entre diversos setores e subsetores sociais, pois, ao incorporar as classes não-dominantes em seu espaço interno, concentra, além das relações de forças entre frações hegemônicas, a relação de forças entre estas e os grupos dominados.

O Estado não seria um bloco monolítico sem fissuras, mas, ao contrário, um campo de batalha estratégico, uma arena de lutas, porque, mesmo que haja uma mudança radical de governo, por intermédio de seus programas de políticas públicas, não quer dizer com isto que todos os aparelhos de Estado irão seguir rigorosamente as novas diretrizes. Quando um governo aplica uma política de direitos humanos, não significa que todos os agentes penitenciários e policiais vão se reconhecer nela e fazer convergir a sua nessa nova perspectiva. Distintamente disso, é possível que uma parcela significativa desses agentes do Estado venha a resistir e boicotar esse programa. Isso demonstra que o Estado é uma arena de conflitos não apenas entre as instituições, mas também internamente às mesmas. Isto significa dizer que as lutas não se reduzem apenas às travadas entre os distintos poderes (o judiciário, o legislativo e o executivo) ou entre os ministérios, secretarias e tribunais, de modo

concorrente – mas se dão, sobretudo, nas estruturas internas a cada

instituição e entre seus agentes (POULANTZAS, 1978).

Então, ao não excluir-se o Estado dos diversos setores que permeiam as relações sociais, pode-se defini-lo como um conjunto de relações que condensam as forças e frações de classe no interior de todos os setores estatais: militar, econômico, cultural, administrativo, jurídico, etc., consistindo o espaço estatal em um local onde se desencadeiam todas as divergências e convergências existentes na sociedade.

Benzer Belgeler