• Sonuç bulunamadı

Vaziyet Planı

Kasaba 4.Etap Kat Planları

1. KAT PLANI MERDİVEN

1) Os treinamentos e capacitações, como o Programa de Desenvolvimento de Equipes e

Programa de Desenvolvimento de Liderança;

2) Alfabetização de um grupo de servidores, coordenada pela professora aposentada Gilca

Rosas;

3) Incentivo ao ingresso de 16 servidores à Universidade Vale do Acaraú; 4) Atualização da avaliação de desempenho dos servidores;

5) Novo sistema de controle de ponto;

6) Nova estrutura organizacional, com a criação das gerências;

7) Convênio com a UFC, para contratação de estagiários em Jornalismo, permitindo a

produção de reportagens para o telejornal e programas;

Área Administrativa:

1) Unificação da sede da emissora, com a reforma e manutenção da antiga sede; 2) Modernização da TVC Vídeo;

3) Nova central telefônica, com a ampliação da rede, e implantação de novos ramais; 4) Informatização da redação;

5) Ampliação de novas receitas financeiras, com a realização de serviços e a inserção de apoio cultural e patrocínio de empresas privadas;

6) Organização da videoteca, onde estão catalogadas mais 9 mil fitas (Umatic, DVC pro e Betacam), com a criação de um programa (software) específico, permitindo que sejam identificados, com rapidez, programas ou imagens arquivadas;

7) Reforma e modernização da rede elétrica, com o racionamento do uso de aparelhos de ar- condicionado;

8) Absorção oficial das atividades do Instituto Dragão do Mar e das Vilas Olímpicas, para permitir a sua viabilidade como programas da secretaria da Cultura e Desporto;

9) Elaboração do novo Estatuto da Funtelc (na fase de conferência na Procuradoria Geral do Estado, para publicação no Diário Oficial);

10) Regularização da escritura do terreno onde está construída a sede da FUNTELC;

Área de Engenharia (investimento com receitas próprias de aproximadamente R$

650.000,00):

1) Nova antena de 13 painéis (a antiga tinha 8 painéis); 2) Três câmaras do estúdio

3) Novo sistema de iluminação 4) Novos cenários e vinhetas 5) Duas câmaras digitais externas 6) Uma mesa de corte

7) Duas ilhas de edição digital 8) 20 microfones

9) Sistema digimaster (computador para o controle das chamadas das faixas de intervalo); 10) Reforma e modernização do caminhão da unidade móvel;

11) Implantação do sistema de satélite, com a criação de 20 novas estações;

Área de Programação:

1) Ampliação do horário de programação, passando para 24 horas (a primeira emissora do Ceará a tomar essa iniciativa);

2) Criação de novos programas: Encontro Marcado, Falando Sério, Programa da Família, Conectando, Novos Conceitos;

3) Criação do programa Estação XXI, com a participação de alunos do Curso de Comunicação Social da UFC;

4) Filiação da TV Ceará, como fundadora, à Associação das Emissoras Públicas Educativas e Culturais – ABEPEC, que possibilitou à TV Ceará fazer parte da Rede Pública de

Televisão, gerando novas receitas financeiras referente às inserções de publicidade institucional do Governo Federal;

5) Criação do novo telejornal Revista, com novos quadros;

6) Ampliação do horário da educação formal, passando de 7 horas para 11 horas diárias, priorizando a Educação na programação da emissora, conforme as políticas públicas do Governo;

2. PROPOSTAS

Na condição de dirigente da Fundação de Teleducação do Ceará, nos últimos 7 anos (de outubro de 1995 a dezembro de 2002), coordenei os avanços registrados na programação da TV Ceará. Nos últimos sete anos, o aperfeiçoamento da grade de programação vinha sendo permanente, pois com freqüência novos programas eram lançados, com adaptação de antigos programas, renovação de quadros, vinhetas, cenários e de novos arranjos musicais para as trilhas sonoras.

A programação passou a ser difundida durante 24 horas, abrindo oportunidade para os telespectadores notívagos; o sinal passou a ser transmitido via satélite, cuja qualidade é incontestável; os valores e as raízes culturais ganharam novos espaços e a programação jornalística tem buscado se adequar aos novos conceitos de jornalismo de TV pública. Muito embora a produção de programas locais teve uma redução significativa, pela carência de investimentos, de contratação de pessoal e de equipamentos.

A sociedade cearense poderia ganhar mais espaços na TV Ceará, caso o Governo do Estado decidisse realizar a sua mudança institucional, qualificando uma Organização Social para gerenciar o serviço da TV pública do Estado. Um meio de comunicação social, como a TV Ceará, com sua relevante abrangência em todo o Estado do Ceará poderia oferecer à população uma programação de conteúdo de melhor qualidade, que tivesse maiores condições de enriquecer seu saber e a alma do seu telespectador. Por não ser uma emissora comercial e não se sujeitar às regras do mercado, a TV CEARÁ reúne condições peculiares de executar essa proposta no Estado. Institucionalmente, atua como uma TV estatal, embora busque indiretamente adequar-se aos objetivos de uma TV pública, voltada para a cidadania.

A mudança nos conteúdos programáticos poderia também contemplar a sua mudança institucional, deixando de ser uma emissora estatal para ser uma TV pública, com um modelo de gestão de uma Organização Social (OS), que presta serviços de interesse público, como atualmente atua o Centro Cultural Dragão do Mar, que é administrado por uma OS chamada Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC). O Governo do Ceará, que se rege por legislação específica, aprovada pela Assembléia Legislativa, em 1997, adotou outras duas organizações sociais - O Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) e o Instituto Centro de Desenvolvimento Tecnológico ( CENTEC).

O potencial educacional da emissora poderia ser melhor adequado às novas tecnologias que surgiram e estão surgindo, como a Internet de banda larga (de alta velocidade), que permitem uma maior interação com a televisão. Essas nova tecnologia teria menos grau de dificuldade em chegar às escolas públicas do Ceará, porque já começaram a ser interligadas à rede mundial de computadores.

A existência da TV Ceará, como emissora geradora, vem sendo condicionada ao longo dos últimos 28 anos pelo Governo do Estado ao seu papel educativo que atualmente

desempenha. O telensino tem se mantido nesse tempo, em que a emissora procurou aperfeiçoar, nos últimos anos, a sua infra-estrutura física adotada a partir de 1974, com estações de retransmissão nas sedes urbanas municipais e nos distritos mais numerosos da zona rural. O resultado foi a criação de uma rede de televisão, formada por 150 estações, espalhadas por todas as regiões do Estado, beneficiando mais de duas mil escolas das sedes e parte dos distritos de todos os 184 municípios cearenses.

O sinal da TV Ceará, o órgão de difusão da política pública do telensino, levado às 150 estações via terrestre até o final de 1999, passou a ser transmitido via satélite. Isso representou um investimento, no período de cinco anos, no valor aproximado de R$ 5 milhões. A decisão representou um passo importante do programa de telensino adotado pelo Governo do Estado. O Ceará e o Maranhão são os únicos Estados brasileiros – dos 18 que mantêm uma emissora educativa - a adotarem o sistema de teleducação para o ensino formal de seus alunos do ensino fundamental.

Para conquistar espaço, mostrando a sua missão institucional, as TVs educativas, cuja maioria tem vinculação com os Governos ou Universidades dos seus respectivos Estados, criaram a Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC), registrada oficialmente em cartório em 1998. Desde então, a ABEPEC vem difundindo o conceito de TV pública no País, que vem sendo construído com base na experiência das emissoras associadas da ABEPEC e da AITED (Associação Internacional de Televisões Educativas e de Desenvolvimento), com sede na França e integrada por emissoras americanas, alemãs, latino-americanas, asiáticas, indianas e africanas.

Com isso, a ABEPEC vem debatendo e construindo o conceito de TV pública no Brasil, onde a maioria das TVs educativas e culturais é de caráter estatal, pois sua estrutura e operação estão vinculadas diretamente ao Governo do Estado, sem que a sociedade tenha ingerência direta na sua programação. A TV Cultura de São Paulo e a TV Educativa do Rio Grande do Sul são dois exemplos formais isolados de TV Pública no Brasil, porque têm atuado nesse sentido, não deixando que o Governo do Estado, que destina verbas orçamentárias, interfira na sua administração e programação. As outras emissoras associadas têm buscado seguir, mesmo que informalmente, o modelo de TV Pública, muito embora tenha que haver mudanças institucionais radicais para formalmente agir como TV pública.

Benzer Belgeler