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Kat Mülkiyetine Tabi Yapılarda Riskli Yapı Tespit Ġstemi

5. KENTSEL DÖNÜġÜM YÖNTEMLERĠ

1.2 Riskli Yapı Tespitini Ġsteme Konusunda Yapı Maliki Kavramındaki Belirsizlik

1.2.4 Kat Mülkiyetine Tabi Yapılarda Riskli Yapı Tespit Ġstemi

A experiência turística do consumidor compreende a contratação de diversos fornecedores como transporte, meio de hospedagem, passeios, seguro de viagens e refeições ou a aquisição de um pacote, elaborado por uma operadora turística, que inclui alguns destes itens. Isto implica em diversos processos de decisão a serem desenvolvidos pelo consumidor. De acordo com o que já foi justificado, para este estudo, o que importa é o processo de decisão do meio de hospedagem como produto turístico ou como componente do produto turístico, quando este integrar um pacote. Some-se a isso o fato de que a hospedagem ou acomodação ser o maior setor dentro da economia turística e também o mais presente (COOPER, et al., 2001). Por esses motivos, faz-se necessário dedicar um capítulo deste estudo para tratar dos meios de hospedagem, sua evolução histórica, seus conceitos, suas formas de gestão e o acesso destes aos canais de distribuição do turismo.

Assim, inicia-se o presente capítulo, apresentando um breve histórico dos serviços de hospedagem.

A necessidade dos viajantes encontrarem um lugar para descanso existe desde os primórdios da humanidade (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO, 2003).

A hospedagem tem sido uma necessidade de viagem desde que as primeiras rotas comerciais, missionárias e pioneiras foram estabelecidas na Ásia e na Europa em épocas anteriores ao Cristianismo. (COOPER et al., 2001, p. 361)

Existem registros históricos da existência de diversas estalagens dispostas ao longo das principais estradas que cortavam o Império Romano. Na Ásia, existiam pequenos albergues em localidades ao longo das rotas das caravanas e dos peregrinos que se dirigiam à Terra Santa (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO, 2003).

Os estabelecimentos comerciais de hospitalidade foram surgir somente no século XV na Europa. O precursor do “bed and breakfast”era a cama extra em moradias, oferecida aos viajantes por um preço baixo. Ao mesmo tempo, surgiram estalagens independentes, muitas vezes construídas por proprietários de terras afluentes e recebendo seu nome. [...] No final do século XVII e início do século XVIII surgiram os locais de hospedagem que podem ser considerados as primeiras versões de hotéis. Em 1774, o primeiro hotel foi inaugurado em Londres; [...] (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO, 2003, p. 58)

A hotelaria moderna nasceu no fim do século XIX e início do século XX, com grandes complexos hoteleiros nos balneários e palacetes nas principais cidades, destinados à burguesia. Em função disso, essas organizações caracterizavam-se pela verticalidade, hierarquia, organização em departamentos e luxo destinado aos seus ricos clientes (VALDÉS, 2003).

Após a Segunda Guerra Mundial, desenvolveu-se o modelo norte- americano de gerenciamento e operação de hospedagem com características como a padronização, a neutralização de riscos e a aplicação dos princípios fordistas de produção em massa. O modelo norte-americano criou a maioria das grandes redes hoteleiras que, cada vez mais, dominam o setor internacional de hospedagem. Empresas como Hilton, Hyatt, Sheraton, Marriot e InterContinental têm suas origens neste conceito de hotel (COOPER et al., 2001).

A partir da década de 70, com a crise econômica do petróleo e a instabilidade econômica da década de 80, os hotéis precisaram adequar processos e estratégias, além de reduzir custos e pessoal. A partir de então, as contínuas inovações tecnológicas que começaram a ser assimiladas pelo setor e as mudanças de expectativas e interesses dos clientes conduziram a transformações estruturais destas organizações (VALDÉS, 2003).

Em seguida, apresentam-se os conceitos de meios de hospedagem, de hotelaria e de hospitalidade. Primeiro apresentam-se os conceitos de meio de hospedagem, inclusive aqueles previstos na legislação brasileira.

O Regulamento Geral dos Meios de Hospedagem, anexo da Deliberação Normativa n.º 429 publicada em 23 de abril de 2002 pela EMBRATUR, Instituto

Brasileiro de Turismo, órgão atualmente ligado ao Ministério do Turismo do Brasil, prevê as condições para que um estabelecimento seja considerado um meio de hospedagem:

Art. 3º - Considera-se meio de hospedagem o estabelecimento que satisfaça, cumulativamente, às seguintes condições:

I - seja licenciado pelas autoridades competent es para prestar serviços de hospedagem;

II - seja administrado ou explorado comercialmente por empresa hoteleira e que adote, no relacionamento com os hóspedes, contrato de hospedagem, com as características definidas neste Regulamento e nas demais legislações aplicáveis;

Parágrafo único - Observadas as disposições do presente Regulamento, os meios de hospedagem oferecerão aos hóspedes, no mínimo:

I - alojamento, para uso temporário do hóspede, em Unidades Habitacionais (UH) específicas a essa finalidade;

II - serviços mínimos necessários ao hóspede, consistentes em:

a) Portaria/recepção para atendimento e controle permanentes de entrada e saída;

b) Guarda de bagagens e objetos de uso pessoal dos hóspedes, em local apropriado;

c) Conservação, manutenção, arrumação e limpeza das áreas, instalações e equipamentos.

III - padrões comuns estabelecidos no Art. 7º deste Regulamento.” (INSTITUTO BRASILEIRO DE TURISMO, 2002, p. 1)

O Art. 7º deste regulamento prevê os padrões comuns aos meios de hospedagem com relação às posturas legais; aspectos construtivos; equipamentos e instalações; além de serviços e gestão.

De forma mais simples, o Ministério do Turismo brasileiro, em seu Glossário do Turismo, conceitua meio de hospedagem da seguinte forma:

É um estabelecimento administrado comercialmente por empresa hoteleira, destinado a prestar serviços de alojamento a hóspedes temporários, em unidades habitacionais especificamente construídas com essa finalidade. (BRASIL, 2009).

Inserido neste conceito, encontra-se outro, o de empresa hoteleira. Segundo a Organização Mundial do Turismo (2001, p. 79), a hotelaria compõe a oferta turística, compreende fundamentalmente os setores de alojamento e restauração e pode ser definida como “o sistema comercial de bens materiais e intangíveis dispostos para satisfazer às necessidades básicas de descanso e alimentação dos usuários fora de seu domicílio”. Observa-se que, neste caso, o conceito de hotelaria se apresenta mais amplo que o de meio de hospedagem, pois o primeiro engloba o setor de alimentação.

De forma similar, “o termo hospitalidade costuma ser associado a hotéis e restaurantes. Hoje em dia, o setor de hospedagem (também chamado de hoteleiro) e o setor de alimentos e bebidas formam uma parte dinâmica do turismo global.” (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO, 2003, p. 57). Veja que a própria OMT conceitua no conceito apresentado no parágrafo anterior hotelaria abrangendo o setor de restauração e no último apresenta o setor hoteleiro como sinônimo de setor de hospedagem, não incluindo neste o setor de alimentos e bebidas.

Da perspectiva do marketing e das necessidades dos consumidores observa-se que o ser humano tem como necessidades básicas o abrigo e alimentação, independente de onde se encontre. Kotler et al. (2006, p. 30, tradução nossa) definem indústria da hospitalidade como aquela que “oferece um ou mais itens do que segue: prover acomodação, preparar serviço de alimentos e bebidas e/ou entretenimento para o viajante”. Aí está um conceito ainda mais abrangente.

Para o recorte deste estudo convém tratar apenas os meios de hospedagem como provedores de alojamento, satisfazendo as necessidades de abrigo dos consumidores, não incluindo, portanto, os serviços restauração ou alimentos e bebidas.

Tomando-se como modelo epistemológico referencial para o Turismo o Sistur, apresentado anteriormente, o setor de hospedagens está inserido tanto no subsistema de produção, como no subsistema de distribuição, neste último como um dos produtores de serviços turísticos (BENI, 2000).