3.4. VERĐLERĐN ANALĐZĐ
3.4.2. Katılımcıların Mesleğe Genel Bakışları Đle Đlgili Bulgular
A memória coletiva pode ser observada em pelo menos cinco períodos: o da transmissão oral, da transmissão escrita, das fichas, da mecanografia e o da seriação eletrônica que originou arquivos e banco de dados, tendo por missão a informação e a comunicação.
A comunicação no e do museu apresenta outras faces em sua complexidade, fato que nos motiva a pensar o museu como suporte de signos e agente de comunicação. Portanto, um espaço semiótico, onde se desenvolve a batalha de significados, signos e interpretações.
Entretanto, o museu nem sempre é compreendido, porque nem sempre se faz compreender. Veja-se o encapsulamento que se autoconfere, bloqueando canais importantes de comunicação. Ainda assim, é idéia corrente que o museu é espaço consagrado à História e à Memória, o que implica em dizer que sublinarmente é tido como espaço de comunicação, divulgação e educação não formal. Nesta direção, a comunicação torna-se uma de suas importantes áreas de ação, dividindo responsabilidades com a preservação e a investigação.
Para fins de encadeamento do fluxo das considerações a serem feitas, conceituo a seguir a comunicação, a semiótica e o signo, para então, discutir nos interstícios da comunicação museal, a incomunicação e a antropofagia museal, que se constituem em problemas ao acesso as fontes, no trabalho do historiador.
Comunicar provém do infinitivo latino communicare e communicatìo, ónis como ação de comunicar, de partilhar, de dividir. E comunicação43, como define Aurélio Buarque de Holanda é o “... processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados”.
43
Comunicação - 1. Ato ou efeito de comunicar (se). 2. Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados. 3. Mensagens recebidas por esses meios. 4. A capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar, de conversar, com vistas ao bom entendimento entre pessoas. (HOLANDA, Aurélio Buarque, 1993, p. 134).
Entre os humanos, exercer a comunicação requer método ou sistemas tendo como base a linguagem. Esta se constitui por diferentes processos e recursos, a começar pela linguagem corporal, que incluiu e evoluiu para a oralidade, cuja compreensão se dá pela conjugação da visão, audição e fatores sinestésicos.
... Se for inegável que o corpo está na base de toda comunicação, também é inegável que o corpo enquanto mídia se altera a cada alteração da cultura e da sociedade da qual faz parte. Porque falar em corpo é falar em uma complexa intersecção entre natureza biofísica, natureza social e cultura. Assim, muito além de ser uma mídia, o corpo é também um texto que tem registrado em si uma enorme quantidade de informações, desde a história da vida no universo até a história cultural do homem, do homo faber, do homo sapiens, do homo
ludense do homo demens. (BAITELLO JR, N. 1999, p.4).
A intersecção entre natureza biofísica, natureza social e cultural é estudada por diferentes áreas do conhecimento, tendo como foco principal a capacidade comunicacional do humano. Dentre tantas, vemos o caso da semiótica, que se detem em observar a criatividade e inquietude capaz de ampliar o alcance da mídia comunicacional do corpo, para a escrita e imagens e, dessas para a recepção vinculada a aparelhos e tecnologias. Nas palavras de Baitello Júnior, mídia primária, secundária e terciária, respectivamente:
... o homem procura aumentar sua capacidade comunicativa, criando aparatos que amplifiquem o raio de alcance de sua "mídia primária". Inventa a máscara, que lhe acentue não apenas traços faciais, mas também lhe amplifique a voz; as pinturas corporais, as roupas, os adereços [...] os aparatos prolongadores e/ou substitutos do próprio corpo inauguram um quadro de mediação mais complexo, o da "mídia secundária". Aí não podemos nos esquecer da escrita e todos os seus desenvolvimentos, carta, imprensa, livro, jornal; tampouco se podem deixar de fora as técnicas de reprodução da imagem.
A "mídia secundária" requer um transportador extracorpóreo para a mensagem, vale dizer, precisa de um aparato que aumente o raio de ação temporal ou espacial do corpo que diz algo, que transmite uma mensagem ou que deixa suas marcas para que outro corpo, em outro espaço ou em outro tempo, receba os sinais.
Já a "mídia terciária" requer não apenas um aparato para quem emite, mas também um aparato para quem recebe uma mensagem. Para que se possa alcançar alguém e enviar uma mensagem é preciso que os dois lados possuam os respectivos aparelhos: telefone, rádio, fax, disco, vídeo, televisão, correio eletrônico são os exemplos evidentes. (BAITELLO JR, N. Idem, ibidem, p. 3-4).
Temos assim o quadro complexo da comunicação e suas tecnologias a desvendar, onde se apresenta uma intrincada rede entre o tempo e o espaço, que formam o paradoxo entre passado, presente e futuro; antigo e moderno, velho e novo. Nesse sentido, trago como já está anunciado, para o centro da reflexão, o museu como o cronotopo da pesquisa, como fez Bakhtin (1988) em seus estudos sobre o tempo-lugar no romance. Refiro-me àquela “dobra da contemporaneidade” onde as linhas do tempo se cruzam, os encontros e os fatos acontecem, onde se constroem e descontroem significados temáticos, de representações, imaginários e dialógicos.
Os museus são, por excelência, um desses espaços de comunicação social, e como tal, sua comunicação se dá por meio de signos portadores de ideologias que levam à tomada de consciência individual e coletiva ou às esferas de dominação e poder. A exemplo disso observo as tendências ideológicas nas composições dos acervos e organizações de exposições, como tratou Myrian Sepúlveda dos Santos (2006) ao identificar três tipos de museus históricos, definidos como museu-memória, museu- narrativa e o museu-espetáculo.
As palavras-chaves mencionadas atribuem conceitos diferenciados para cada situação histórica. E então, me reporto, uma vez mais a Bakhtin que se detém na problemática das propriedades das palavras enquanto signos da comunicação social e ideológica:
Todas as propriedades das palavras [...] sua pureza semiótica, sua neutralidade ideológica, sua implicação na comunicação humana ordinária, sua possibilidade de interiorização e, finalmente, sua presença obrigatória, como fenômeno acompanhante, em todo ato consciente [...] fazem dela o objeto fundamental do estudo das ideologias (BAKHTIN, 1981, p.38).
A comunicação no museu, em geral e em especial nos museus localizados nas universidades, proporciona o sistema de trocas, de veiculação, de circulação de informações, de mensagens e discursos de bens materiais e imateriais que constituem o fenômeno museológico e retroalimentam a museologia, conforme se refere Bruno:
... à museologia cabe a experimentação e análise da relação museal, entendida como o eixo de um processo de comunicação entre o Homem / Objeto / Cenário. [...] este fenômeno de comunicação, para sua experimentação, necessita de uma série de procedimentos curatoriais (salvaguarda) ligados à conservação e documentação. (BRUNO, 1997, p.18)
Os procedimentos curatoriais se modificam ao longo da história, assim como, observa Bakhtin, que a palavra escrita ou verbalizada é indicadora das transformações. São muitas as palavras dos museus, vistas em cartazes, pronunciadas e metaforizadas pela expografia e apresentadas ao público. Tornando-se um indicativo das transformações dos discursos ideológicos operados no universo museal, quer resultem de condicionantes internos aos museus, (projetos, pesquisas para composição dos acervos, coleções, exposições, ações educativas, avaliações, etc.; eventos, visitas, atividades técnicas, de gestão administrativa e outras) ou paradigmas construídos culturalmente em esferas externas a tais organizações (como os conflitos que geraram as guerras mundiais, as políticas públicas internas das nações, a ordem econômica mundial, os avanços tecnológicos e inovadores, inclusive nos sistemas comunicacionais, como se observa na atualidade). Portanto, a palavra, em qualquer das situações, por mais díspares e variados que sejam os fatos que retroalimentam as mudanças no campo museológico, é sempre, indicadora das transformações.
Nesse sentido, Bakhtin ressalta que:
As palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios. É, portanto claro que a palavra será sempre o indicador mais sensível de todas as transformações sociais, mesmo daquelas que apenas despontam que ainda não tomaram forma, que ainda não abriram caminho para sistemas ideológicos estruturados e bem formados. A palavra constitui o meio no qual se produzem lentas acumulações quantitativas de mudanças que ainda não tiveram tempo de adquirir uma nova qualidade ideológica, que ainda não tiveram tempo de engendrar uma forma ideológica nova e acabada. “A palavra é capaz de registrar as fases transitórias mais íntimas, efêmeras das mudanças sociais”. (BAKHTIN, 1981, p.41)
Pode se observar uma coadunância no pensamento de Mikhail Bakhtin e Maria Cristina de Oliveira Bruno, no que diz respeito à idéia de que a sociedade seleciona grupos de objetos, tornando-os particulares e dignos de atenção em diferentes momentos e, por diferentes motivos, tornando-os referências culturais e signos. Horta afirma que,
....na abordagem semiótica dos museus é possível ver os objetos como meios de comunicação inseridos no processo cultural tendo por base sistemas de significações, ou códigos culturais, que regulam e coordenam essas trocas significativas e simbólicas, com linguagem própria a cada cultura, resultantes e determinantes dessa própria cultura. (HORTA, 1994, p.10)
Bakhtin, por sua vez, explica que os objetos que dão origem aos signos tornam- se elementos de comunicação e entram no domínio semiótico-ideológico somente ao adquirirem valor social:
... Para que o objeto, pertencente a qualquer esfera da realidade, entre no horizonte social do grupo e desencadeie uma reação semiótico- ideológica, é indispensável que ele esteja ligado as condições socioeconômicas essenciais do referido grupo, que concerne de alguma maneira as bases de sua existência material. [“...] Em outras palavras, não pode entrar no domínio da ideologia, tomar forma e aí deitar raízes senão aquilo que adquiriu um valor social” (BAKHTIN, 1981, p.44-45).
O conceito de referências culturais alarga a área de ação cultural da museologia e de sua relação com o museu e deste com a sociedade. Bruno, assim se refere aos signos indicadores de memória:
Através dos objetos, coleções e acervos estas instituições têm assumido a responsabilidade em relação à proteção das referências culturais e, mediante inúmeros procedimentos ao longo de tempo, estabeleceram critérios para organização, estudo, guarda e comunicação dos signos indicadores da memória. Estes procedimentos, por sua vez, têm valorizado de forma singular, os objetos e artefatos no âmbito das distintas sociedades. (BRUNO, 1997, p.40).
Os estudos sobre o signo, ou semeion em grego, foram perscrutados por pensadores e filósofos, desde Platão, Aristóteles, os Estóicos, os Epicuristas e outros da antiguidade como apresenta Winfried Nöth (2003); sendo seguidos pelos escritos sobre o signum e o signatum, signo e o significado realizado por Santo Agostinho, que distingue “coisa de signo” e acentuou a interferência mental no processo de semiose: “o signo é, portanto, uma coisa que além da impressão que produz sentidos, faz com que outra coisa venha à mente como consequência de si mesmo” (De Doctrina Christiana, II, 1, 1, apud. NÖTH, Winfried. 2003, p.32).
Com escrita performática, Horta (1994) usa a razão para explicar o nascimento do signo na mente humana:
No universo da mente humana, as fronteiras da Lógica e da Poesia se fundem irremediavelmente [...] Podemos afirmar que, no momento em que esses dois polos, aparentemente opostos se encontram em nossa mente, nasce um signo [...] Os mecanismos lógicos da inteligência e
da racionalização vão organizar essas unidades de sistemas, por comparação, dedução, inferência, sintetização [...] Desafia esses mecanismos com a força desorganizada e intuitiva: a imaginação. É quando a Poesia entra em ação nesse processo, brincando com os dados da memória e do pensamento, e extraindo deles, por invenção, criação, extrapolação um mundo inesgotável de imagens e sensações, que a própria razão desconhece e que as palavras criadas nem sempre são capazes de exprimir. Esse fenômeno, essa batalha interna de imagens e significados, é uma ‘guerrilha semiótica’ [...] é o fenômeno da Arte, da criação, da invenção, da Poesia, da Comunicação. Se não podemos determiná-lo ou mantê-lo sob controle em nossas relações com os outros, é importante conhecê-lo em toda a sua complexidade para podermos, ao menos, ter consciência das condições e dos limites de nossos atos de comunicação e de expressão. (HORTA, 1994, p.16- 17)
Conhecê-lo em sua complexidade se propuseram na Idade Média e no Renascimento, sendo a teoria geral dos signos tema dos Escolásticos. Tais estudos são considerados com cuidado e reapropriados por semiologistas contemporâneos como Charles Peirce e Umberto Eco.
Observa-se nos séculos XVII e XVIII que a semiótica se desenvolveu nas correntes filosóficas que se convencionou chamar de racionalismo, na França; o empirismo britânico e o iluminismo, em especial na Alemanha. No século seguinte, os símbolos e as imagens são as noções centrais do período, nas palavras de Nöth:
Hegel (1770-1831) foi um dos que definiram as fronteiras semióticas introduzindo distinções entre signos e símbolos: por baixo do limiar hegeliano do signo temos meras percepções, ‘a matéria dos quais é imediatamente presente (como a cor do cocar)’ [...] acreditava que como uso dos signos, a percepção não é ‘avaliada positivamente e por si mesma, mas como representação de outra coisa. O signo, portanto, ‘uma percepção imediata que representa um conteúdo bem diferente daquele que tem em si mesmo’. (NÖTH, 2003, p.55).
Mas foi o linguista suíço Ferdinand de Saussure44 que propôs a criação de uma disciplina com nome de Semiologia, visando explicar a estrutura dos signos, ou seja, “... o estudo dos signos, como base de qualquer linguagem, de qualquer sistema de significação e de comunicação. A semiologia deveria tornar-se uma ciência-mãe,
44
As idéias de Saussure foram base para os estudos de sucessivas gerações, como os membros do Círculo Linguístico de Praga, a Escola Soviética de Tartu, o Círculo Linguístico de Moscou e Copenhague, destacando-se Roman Jakobson, Iuri Lotman, Ivanov e Todorov, Louis Hjelmslev.
incorporando todos os estudos da linguagem, inclusive o da linguagem verbal, objeto da Linguística propriamente dita”. (HORTA, 1994, p.11).
A referida pesquisadora, Horta, na mesma obra ressalta ainda, que Roland Barthes sugere a Semiologia ou Semiótica como o estudo das linguagens não verbais, inclusive da moda, abarcando todas as linguagens como parte integrante da linguística geral. E ainda, contextualiza as mudanças de Semiologia para Semiótica, onde chama a atenção para os estudos do americano Charles Peirce (1839-1914), fundamentados na Lógica e na Matemática, sobre os mecanismos dos signos, a estrutura das relações mentais, dos processos lógicos e abstratos que governam o pensamento e a linguagem como base para a comunicação. Ou seja, como explica Horta (idem, p.13) “... o processo de trocas mentais de idéias abstratas através de sinais concretos, que ele denomina o processo infinito de semiose, ou da geração de sentido, no processo de comunicação entre indivíduos, ou entre indivíduos e a realidade concreta”.
No lastro pierciano, a pesquisadora informa, que se destaca o trabalho de aproximação dos campos de estudos e disciplinas propostos por Umberto Eco com a Zoo-Semiótica, a Semiótica Médica e ainda as linguagens artificiais, de sinais e artísticas.
... As linguagens artificiais ou científicas e seus sistemas de sinais lógicos e convencionais, como a Matemática, a Álgebra, a Química, a Física, ou as linguagens dos computadores e seus sistemas de operação em códigos binários, o código Morse, o alfabeto dos surdos- mudos, os sinais de trânsito, ou os códigos de bandeiras e apitos usados na navegação. As linguagens não verbais, como a mímica, o gesto, a ‘proxêmica’, a música, a dança, as artes plásticas, que articulam signos e comunicam mensagens em sistemas mais ou menos convencionais e sistematizados. (HORTA, 1994, p.13)
Todas estas linguagens e, ainda outras, por serem gestadas historicamente nas sociedades e culturas, estão presentes nos museus com destaque pela tradicional presença dos objetos, que é tema de interesse do sociólogo Jean Baudrillard, conforme já mencionei, na perspectiva de Sistema dos objetos. E, ainda, reportando aos Sistemas de Parentesco e da Culinária sobre o qual se dedicou o etnólogo, também francês, Claude Lévi-Strauss.
Em resumo, as ciências em geral utilizam-se das abordagens semióticas na atualidade, o que há em comum entre elas são as linguagens com presenças de signos, cuja definição Horta assim se refere:
...signo – um conceito complexo e muito discutido – mas que poderia se definir como instrumento do sentido. Os signos são instrumentos mentais necessários ao homem, do mesmo modo que os instrumentos físicos e concretos que ele produz que permite aos indivíduos representar e transmitir idéias e conceitos abstratos, ou referir-se à realidade, na interrelação social (HORTA, 1994, p.14).
Nesse sentido, a semiótica pode ser considerada um ponto de encontro entre diferentes áreas e saberes, na qual se pode situar a Museologia. Assim, também propôs a mencionada museóloga como “... o estudo dos signos culturais, de seus significados e relações no processo e na vida social, com objetivo de sua preservação e comunicação, como base da memória e da ação da sociedade”. (HORTA, Idem, Ibidem). Portanto, as palavras, imagens, luzes, sons, gestos, objetos são signos em relações de trocas simbólicas.
Ainda assim, na atualidade, se pensa, se fala, se escreve, se visita e se cobra dos museus diferentes papéis: o museu como agente econômico, como instituições que devem ser integradas ao desenvolvimento cultural do país, e, se conferem e eles, também, funções sociais (educativas, de lazer, de ampliação das pesquisas cientificas e outras) e políticas.
Carina Martins Costa (2010, p.101) afirma que no Brasil, os museus “... entraram na pauta da agenda pública, mobilizando diferentes agentes sociais que reconhecem cada vez mais seu potencial político. O Estado encampou, recentemente, a necessidade de pluralizar o acesso e as linguagens dos museus brasileiros, e definiu, por meio da Política Nacional de Museus (2003), os principais eixos de ação...”
Mundialmente, o museu é um fenômeno social de mais de dois séculos e, consequentemente uma enunciação de natureza social, como a própria fala sobre ele. Consideração que nos remete outra vez a Bakhtin (1981, p.109) “... o ato da fala, ou mais exatamente o seu produto, a enunciação, não pode de forma alguma ser considerada como individual no sentido estrito do termo: não pode ser explicado a partir das condições psicofisiológicas do sujeito falante. A enunciação é de natureza social”.
Na história dos museus, observa-se que, desde o século XVIII, quando surgiram os primeiros na Europa, como gabinetes de curiosidades, e no século XIX, quando começaram a ser criados no Brasil, esses fazem a guarda de objetos com valor social. Portanto, a essa instituição foi atribuída à competência e o poder ideológico de, por
meio da comunicação museológica (palavra, imagem, objeto, etc.), interligar e exteriorizar a compreensão e interpretação individual e coletiva dos signos e seus significados. Vemos que “... a palavra, como signo, é extraída pelo locutor de um estoque social de signos disponíveis, a própria realização deste signo social na enunciação concreta é inteiramente determinada pelas relações sociais” (Bakhtin, ibidem, p.113).
Enfim, diante do exposto, a teoria semiótica é um desafio aos profissionais da Museologia, pois esta é uma área de estudos indispensável, enquanto instrumento de trabalho para o aprimoramento das percepções das micro e macro estruturas do cotidiano.