Düzenli fiziksel aktivite yapma durumu YapanYapmayan
5.7 Katılımcıların Enerji ve Besin Ögesi Tüketim Durumlarına ĠliĢkin Değerlendirme
O licenciamento e a revisão das atividades, efetiva ou potencialmente poluidoras, constituem instrumentos da PNMA, segundo o art. 9 , inciso IV, da Lei n 6.938, de 1981. (BRASIL, 1999).
O art. 10, do mesmo diploma legal, determina que a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento de órgão ambiental estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças.
Veja-se que o advento da Constituição Federal, todos os entes federados são agentes capazes de proceder ao licenciamento, por conta da competência comum do art. 23.
A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente criou o SISNAMA e, conforme o art. 6 os seguintes órgãos e entidades compõem o sistema:
(1) órgão superior: formado pelo Conselho de Governo com a função de assessorar o presidente da República na formulação da PNMA;
(2) órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor, ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e recursos naturais, e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida;
(3) órgão central: Ministério do Meio Ambiente (MMA), com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente;
(4) órgão executor: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), com a finalidade de executar e fazer executar, como órgão federal, a política nacional e diretriz governamental fixada para o meio ambiente;
(5) órgãos setoriais: os órgãos ou entidades integrantes da administração federal direta ou indireta, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, cujas atividades estejam associadas às de proteção da qualidade ambiental, ou aquelas de disciplinamento de uso dos recursos ambientais;
(6) órgãos seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental; e
(7) órgãos locais: os órgãos e entidades municipais responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições.
Uma questão que se interpõe é saber quais os órgãos e entidades fazem parte dos órgãos setoriais, pois estes receberão incumbências em torno da transversalidade de ações e gestão ambiental.
O recente parecer da Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente – Parecer n 317/CONJUR/MMA/2005, esclareceu se a Agência Nacional de Águas pertence ao SISNAMA.
Desta forma, a Agência Nacional de Águas – ANA, criada pela Lei n 9.984/2000, como entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e integrante do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, faz parte do SISNAMA (grifo nosso) para exercer suas competências legais de forma integrada com os demais órgãos ou entidades que atuam de forma direta ou indireta na gestão das águas. (BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2005).
Nestes termos, seriam os órgãos e entidades atrelados ao setor elétrico componentes também do SISNAMA? Estariam comprometidos com a transversalidade do art. 23 da CF?
Veja que o art. 4 da Resolução do CONAMA n 001, de 23 de janeiro de 1986, determina que:
Art. 4 . Os órgãos ambientais competentes e os órgãos setoriais do SISNAMA deverão compatibilizar os processos de licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, respeitados os critérios e diretrizes estabelecidas por esta Resolução e tendo por base a natureza, o porte e as peculiaridades de cada atividade. (BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. CONAMA, 1986, art. 4).
Considerando, entre outros aportes, a necessidade de estabelecer critérios para exercício da competência para o licenciamento e integrar os órgãos do SISNAMA, o CONAMA deliberou, por meio da Resolução n 237, de 19 de dezembro de 1997, procedimentos e critérios para o licenciamento ambiental37.
Tratando do que concerne ao objeto de estudo – a transversalidade –, destacamos alguns aspectos afetos ao tema escolhido.
A Resolução CONAMA n 237, de 1997, no art. 2 , § 1 , nomeia as atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental. Essas atividades e empreendimentos estão relacionados no ANEXO 1 da citada resolução, entre as quais destacamos: barragens e diques.
Os procedimentos e critérios para geração elétrica estão relacionados na Resolução do CONAMA n 6, de 16 de setembro de 1987. O art. 3o desta resolução determina que os órgãos ambientais estaduais e os demais integrantes
do SISNAMA, envolvidos no processo de licenciamento, estabeleçam etapas e especificações adequadas às características dos empreendimentos. O art. 8 , § 2 , por sua vez, da Resolução diz que a emissão da licença prévia somente será concedida (se for o caso) após análise do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
A Resolução CONAMA n 279, de 27 de junho de 2001, trata de procedimentos simplificados de licenciamento para empreendimentos elétricos de pequeno porte. O art. 2 , § 2 , dispõe que a licença prévia somente será concedida, mediante a apresentação, se for o caso, da outorga de direito de recursos hídricos ou da reserva de disponibilidade hídrica. O enquadramento do empreendimento no procedimento do licenciamento simplificado será dado, segundo o art. 4 pelo órgão ambiental competente, após decisão fundamentada do órgão técnico 38.
O art. 10 traz uma interessante determinação e responsabilidade legal para os técnicos que conduzem os estudos ambientais: “as exigências e as condicionantes estritamente técnicas das licenças ambientais constituem obrigação de relevante interesse ambiental”.
Voltando para a regra básica do licenciamento ambiental, o § 2 do art. 2 , da Resolução CONAMA n 237, de 1997, dá liberdade aos órgãos gestores competentes definirem critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do ANEXO 1 da referida Resolução, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento. Trata-se de ato administrativo discricionário, ou seja, as atividades não relacionadas ficam à mercê deste critério último. É mister observar que estamos falando de normas gerais e, nesse contexto, os Estados e Municípios podem determinar normas jurídicas mais restritivas. (CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988, art. 24 e art. 30).
Segundo as regras do art. 3 da Resolução n 237, de 1997, a licença ambiental dependerá da análise e aprovação do Estudo Prévio de Impacto
38 A Resolução da ANEEL n 394, de 4 de dezembro de 1998, considera aproveitamentos com
características de pequenas hidrelétricas os empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1 kW e igual ou inferior a 30.000 kW, com área total do reservatório igual ou inferior a 3,0 km2.
Ambiental (EPIA), para empreendimentos e atividades considerados efetiva ou potencialmente causadores de significativo impacto ambiental.
É este documento que dará subsídio para o deferimento ou não da licença prévia. Será aqui onde serão apresentadas, avaliadas e discutidos os diversos aspectos ligados ao trato dos bens ambientais, em seus diferentes vieses: meio ambiente natural, artificial, cultural e do trabalho, considerando sempre as determinações do equilíbrio ecológico e sadia qualidade de vida para as gerações presente e as futuras.
De forma alienada da Constituição Federal, o EPIA está atrelado a Licença Ambiental, ou seja, nossa Carta Magna, no art. 225, § 1 , IV, determina como incumbência do Poder Público: “exigir, na forma da lei (grifo nosso), para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, Estudo Prévio de Impacto Ambiental, a que se dará publicidade”.
Alguns fatores advêm do texto constitucional que não se coadunam com as práticas atuais: (1) o EPIA é um instituto independente, segundo o texto constitucional para atividades que causem significativa degradação do meio ambiente; (2) somente pode ser exigido conforme determinar a lei. Como se mencionou anteriormente, o instituto é regulado por uma resolução do CONAMA n 001, de 1986. A não ser que os Estados, o DF ou os Municípios que irão realizar os estudos tenham uma lei própria, o procedimento atual está subsidiado por um documento jurídico (resolução) frágil.
Em todo caso, ficou a cargo da Resolução n 001, de 23 de janeiro de 1986, ditar os procedimentos do estudo de impacto ambiental, no escopo da licença ambiental.
Inicialmente o EPIA deve atender aos princípios normativos e objetivos da Constituição Federal e da lei da Política ambiental brasileira. É o que preceitua o art. 5 , caput, da Resolução n 001, de 1986 do CONAMA. Neste sentido reforçamos a guarida constitucional aos princípios da prevenção, do desenvolvimento sustentável, da participação pública e da informação. A PNMA em seu art. 4 , VII, acrescenta os princípios do poluidor-pagador e usuário- pagador. Estes dois últimos subsidiam o instituto da cobrança pelo uso da água, já declinado anteriormente.
Dentre as diretrizes da Resolução n 001, de 1986, do CONAMA, destacamos: (1) contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-o com a hipótese de sua não-execução; (2) identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade; (3) definir os limites da área geográfica a ser, direta ou indiretamente, afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza; e (4) considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade. O parágrafo único dá permissão aos Estados e Município envolvidos de agregarem solicitações por conta das peculiaridades regionais ou locais.
Veja-se o caso referente aos empreendimentos AHE Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, no Estado de Rondônia, o Parecer da PGE/ANA destacou:
Aproveitamos a oportunidade para chamar a atenção para outros pontos que determinam arranjos jurídicos: o rio Madeira pertence à bacia hidrográfica transfronteriça, envolvendo o Brasil, a Bolívia e Peru. Alguns documentos juntados aos autos destacam a importância da observação do empreendimento no âmbito da bacia hidrográfica. (BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS, 2006).
Assim, também se preocupa a imprensa verde:
Revisando minhas anotações colhidas durante a pesquisa dos vários documentos que integram o processo de licenciamento dos aproveitamentos hidrelétricos Santo Antônio e Jirau do Complexo do Madeira, em Rondônia, como o Estudo de Viabilidade e o Estudo de Impacto Ambiental – EIA, acabei me deparando com muitas afirmações que nos levam a questionar a legitimidade desses empreendimentos. Os técnicos das empresas contratadas pelo Consórcio Furnas / Odebrecht para fazer os estudos e que pesquisaram os dados que lá estão registrados, me parecem, defendem a tese de “impactos teleguiados”, qual seja: as áreas de influência do aproveitamento hidrelétrico Jirau iriam até a fronteira com a Bolívia e dali não passariam. (MONTEIRO, 2007).
O estudo deverá contemplar várias atividades técnicas, segundo o art. 6º da resolução mencionada: o diagnóstico da área de influência, considerando o meio físico, biológico e socioeconômico; a análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas e identificação da magnitude dos impactos diretos e indiretos, sua sinergias, etc; a definição das medidas mitigadoras e elaboração
do programa de monitoramento. O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), por sua vez, também tem exigências mínimas legais.
Este documento é muito importante no âmbito da participação pública, pois é por meio de sua leitura que as pessoas tomarão conhecimento da atividade proposta. Assim, o parágrafo único do art. 9º da Resolução CONAMA n 001, de 1986, determina que ele seja apresentado de forma objetiva e adequado à sua compreensão.
Nestes termos, destacamos a importância dos dispositivos trazidos pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (o art. 2º, X, da Lei nº 6.938, de 1981 – PNMA, determina dentre seus objetivos a educação ambiental a todos os níveis do ensino, assim, também o art.225, VI, da CF).
Uma das características marcantes nos procedimento de licenciamento ambiental é a realização de audiência pública para discussão do documento (RIMA). Nesse aspecto, é preciso destacar que sua não-realização, quando convocada conforme a Resolução CONAMA n 9, de 198739, inviabilizará a licença ambiental.
Cabe frisar que para os entes federados exercerem suas competências licenciatórias, deverão ser implementados os Conselhos de Meio Ambiente, dotados de caráter deliberativo e consultivo. Estes deverão contar com participação social e possuir, em seus quadros ou à disposição, profissionais legalmente habilitados, conforme reza o art. 20 da Resolução do CONAMA.
O art. 7 da Resolução CONAMA n 237, de 1997, determina que as atividades e empreendimentos sejam licenciados em único nível de competência. O art. 8 , por sua vez, determina que os órgãos ambientais expeçam as seguintes licenças: (1) prévia (LP): concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; (2) instalação (LI): autoriza a instalação do empreendimento ou atividades, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos e
39 É obrigatória quando for solicitada pelo MPF, a pedido de uma organização não-governamental ou
mais condicionantes, da qual constituem motivos determinantes; e (3) operação (LO): autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados na operação.
O art. 10 da Resolução n 237, de 1997, enuncia as etapas do licenciamento. O ponto mais importante deste procedimento está no inciso I, quando o órgão ambiental competente define, em conjunto com o empreendedor, os documentos e estudos que se farão necessários para a análise no escopo da licença ambiental. Trata-se do Termo de Referência (TERMO..., 2004):
Veja a respeito:
Ministério Público do Pará (MPF/PA) ajuizou ontem uma ação civil pública contra a Eletrobrás. O objetivo é impedir a apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já que o termo de referência, que orienta qualquer estudo
ambiental, ainda não foi consolidado pelo Ibama (grifo nosso). Os
procuradores da República Marco Antonio Delfino de Almeida e Felício Pontes Jr. enviaram a ação à Vara Federal de Altamira, em caráter de urgência. Eles solicitam que a Eletrobrás paralise os estudos de viabilidade até a edição do termo de referência pelo Ibama e pedem a suspensão do envio de qualquer parcela do estudo a Aneel e de qualquer exposição dos mesmos à população afetada pelo projeto até que o referido termo seja finalizado. Por fim, solicita uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento pela Eletrobrás. De acordo com os procuradores, a sentença judicial, que autorizava a elaboração do EIA-Rima, foi enviada ao Ibama no dia 29 de março deste ano. Na ação, eles afirmam que não é crível que no espaço de tempo de cerca de dez dias tenham sido efetivadas as inspeções no local, realizadas reuniões com as comunidades afetadas e concluído o termo de referência de uma obra de tal magnitude. ( GASPAR, 2007).
O art. 19 da Resolução n 237, de 1997, enumera os casos passíveis de cancelamento ou suspensão da licença: violação ou inadequação das condicionantes ou normas legais, omissão ou falsa descrição de informações relevantes e a superveniência de graves riscos e de saúde.