2.3. PARA POLĠTĠKASI OTORĠTESĠNE BAĞIMSIZLIĞIN KAZANDIRILMASI
3.2.1.9. Katılım Bankalarında Toplanan Fonları
Durante muito tempo os sistemas de produção foram desguarnecidos de um mecanismo formal de gerenciamento da mão de obra utilizada. Com o advento da revolução industrial a capacidade de produção foi sensivelmente incrementada, havendo também o aumento da contratação de mão de obra. Isso gerou uma demanda maior por mecanismos de gestão da cadeia de produção, aí se incluindo a mão de obra. Porém, um dos primeiros e mais importantes marcos do desenvolvimento da gestão de pessoas acontece com a introdução do modelo de produção taylorista-fordista no início do século XX, dando continuidade ao desenvolvimento dos movimentos da administração científica. Com a adoção desse modelo como paradigma para a organização da produção, as empresas deram um importante passo para a estruturação de um modelo sistematizado e estruturado para a gestão de pessoas, até então incipiente, e a partir do qual se iniciaram processos formais para tratar as relações entre empregados e patrões.
“A espinha dorsal desse modelo era a definição do cargo, ou seja, o conjunto de tarefas associadas ao desempenho em um posto de trabalho.” (FLEURY e FLEURY, 2000, p. 58). Para Taylor (1976), o modelo é baseado na busca da pessoa certa para ocupar o lugar certo, de modo que a organização criava um posto de trabalho, do qual se exigia a execução de tarefas específicas e predeterminadas e em determinado período de tempo; a partir daí, recrutava-se trabalhadores para preencher o posto criado no âmbito do sistema de produção. A capacitação se limitava a ensinar ao funcionário somente o que era necessário para o desempenho das tarefas inerentes ao seu posto de trabalho. Normalmente o treinamento era ministrado no próprio local de trabalho, por algum empregado mais experiente, que soubesse desempenhar as tarefas com desenvoltura. A gestão dos chamados recursos humanos tinha como foco o controle do funcionário e da correta execução das tarefas que lhe eram
conferidas. Fleury e Fleury (2000) nos dão um panorama de como era a gestão de pessoas nesse período, marcado pelo nascimento da linha de produção:
Nessa época, a função crítica da empresa industrial era a produção, e dos operários se demandava habilidade e algum conhecimento para executar as operações; dos chefes, supervisores, na maioria das vezes antigos operários, esperava-se o exercício do poder disciplinar, visando conseguir dos operários a máxima produtividade. (FLEURY e FLEURY, 2000, p. 58). Os programas de treinamento evoluíram e, nos anos 30 novas propostas surgiram, com o enfoque nos supervisores e com o objetivo de capacitá-los para treinar seus subordinados e motivá-los a procurar novos métodos de trabalho. Nos anos 50 iniciou-se uma fase onde se demandava habilidades no relacionamento interpessoal, para melhorar o clima nos ambientes de trabalho. Porém, ainda não se tratava de desenvolvimento de competências sociais que agregassem valor à organização.
Até então o que imperava tanto na organização da produção e do trabalho quanto na gestão de pessoas era uma abordagem mecanicista e instrumental, que não levava muito em conta as necessidades dos indivíduos e nem sua integração social. A função de gestão de Recursos Humanos (amplamente conhecido como RH, ou HR, do inglês Human Resources) era tratada como qualquer outra função administrativa da organização e o que se buscava era uma previsibilidade e um controle, como em qualquer outra função, formal e instrumental (FISCHER, 2001).
Um modelo que tentasse integrar as necessidades de uma abordagem social com as demandas e requisitos do sistema técnico vigente até então, só foi surgir nos anos 60, na Europa. Na visão dos muitos pensadores que se debruçaram sobre o tema, a otimização do sistema tecnológico se deu à custa do sistema social. Assim, esse ficou prejudicado, na medida em que o que prevalecia era o atendimento das necessidades impostas pelas organizações – e pelas demandas do posto de trabalho ocupado – em detrimento das necessidades das pessoas. Esse modelo, que tentava conjugar as duas necessidades, compunha o que ficou conhecido como abordagem sociotécnica. (FLEURY e FLEURY, 2000).
A linha de base dessa abordagem é a existência dos grupos semi-autônomos dentro do sistema produtivo. Os integrantes desses grupos são pessoas qualificadas profissionalmente, por meio de treinamento, para solucionar problemas. Outra característica é que nesses grupos há uma determinada autonomia para negociação e decisão; eles têm algum
poder de decisão sobre os métodos de produção. “Em vez do controle das tarefas, a gerência da empresa coloca em seu lugar um controle por objetivos/resultados: a equipe é responsável por objetivos que lhe são estabelecidos” (ZARIFIAN, 2001, p. 59). Nesse modelo, o foco de aprendizagem se desloca para o nível operacional, na busca de uma melhor qualificação dos componentes dos grupos, como mecanismo para se alcançar as metas e os objetivos das organizações.
Na perspectiva sociotécnica de organização da produção, observa-se a combinação dos conhecimentos e habilidades técnicas com as sociais, criando competências que podem agregar valor à organização. As empresas suecas que melhor desenvolveram o modelo sociotécnico focalizaram suas competências essenciais na produção; a necessidade de uma visão mais estratégica do mercado comprometeu muito a performance dessas empresas durante os anos 90. (FLEURY e FLEURY, 2000, p. 61)
A partir dos anos 80, as técnicas e métodos de produção das empresas japonesas despertaram a atenção do mundo ocidental, por sua eficiência e desempenho. O modelo de gestão japonês tem sua inspiração no modelo taylorista-fordista, onde a atenção à racionalização dos processos é elevada. Porém, as diferenças começam pela quase inexistência dos postos de trabalho, tão típicos daquele modelo. A responsabilidade pela produção é dos grupos de trabalho e há uma cultura de se utilizar muito do conhecimento dos próprios operários. Eles são ouvidos pelas instâncias gerenciais e estratégicas das organizações. Buscam-se associar esses conhecimentos à estratégia competitiva da empresa e os funcionários são incentivados a participar, sugerindo ideias de inovação baseadas em sua experiência. Essas características criam um “paradigma organizacional que propõe-se mobilizar os trabalhadores através de mais circulação de informação, participação coletiva, delegação de responsabilidade e de descentralização das decisões” (TENÓRIO, 2008, p. 72). Nesse modelo, o foco de aprendizagem não é concentrado em um único estrato; ele se espalha para todos os níveis da organização.
É interessante observar como, no caso japonês, habilidades, conhecimentos vão-se transformando em competências, pelos verbos mobilizar, participar aprender, comprometer; e a visão estratégica da empresa diz-se muito mais presente do que no [...] modelo sociotécnico. (FLEURY e FLEURY, 2000, p. 62).