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4. SEMİNERİN İÇ DÜZENİ

4.3. Metin Kısmında Ana Başlıklar

4.3.3. Sonuçlar ve Öneriler

Para a efetivação da modelagem do DSV apresentada na metodologia proposta faz-se necessário, primeiramente, a consolidação da base de dados georreferenciadas utilizando Sistemas de Informações Geográficas (SIG) como ferramenta básica para a sua manipulação e tratamento. Portanto, é imprescindível a existência de uma base viária consistente e adequada para o georreferenciamento eficiente dos dados e a obtenção de atributos físicos e operacionais os quais deverão ser utilizados no processo de desenvolvimento e análise dos MPA das entidades da rede (nós e arcos). Esses dados constituem as variáveis dependentes e independentes dos modelos. As bases de dados, normalmente, estão separadas, sendo necessário um esforço de incorporação delas com a base viária atualizada.

4.1.1Base geográfica de vias do município de Fortaleza

A partir dos critérios descritos na metodologia escolheu-se a base viária existente na Divisão de Engenharia da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania - AMC, que possuía 36.663 links, para ser atualizada. Além da inserção de novos atributos e variáveis, a base sofreu correção de conectividades dos nós e atualização das topologias dos arcos e dos códigos, nomes e numeração das edificações dos logradouros. As atividades de atualização/consolidação da base de viária de Fortaleza se apoiou no trabalho desenvolvido por Lima (2015) que seguiram as etapas apresentadas na Figura 10.

Figura 10 - Fluxograma do método utilizado para atualização da base viária.

Fonte: Lima et al. (2015)

O teste de avaliação desse método comparou as bases de vias “antes” e “depois” das atualizações. Para verificar a melhoria na taxa de sucesso do georreferenciamento dos acidentes de trânsito em interseções e em segmentos, utilizando o banco de dados de acidentes do período de 2004 a 2011, aplicando o processo de geocodificação de endereço/interseções, que associa os endereços dos acidentes com as informações da numeração da primeira e última edificação do lado direito e esquerdo do banco de dados do logradouro. Neste método, é possível determinar, por um processo de interpolação, a posição geográfica correspondente a cada endereço.

Após as edições na base, houve um aumento de 7,9% e 34, 4% na taxa de sucesso do georreferenciamento dos acidentes em interseções e em segmentos, respectivamente (FIGURA 11). Verificou-se, também, melhorias no nível de precisão do georreferenciamento dos acidentes em segmentos e obteve-se um percentual de aproximadamente 94% dos dados localizados de forma adequada. De acordo com Lima et al. (2015), o baixo percentual do

georreferenciamento dos acidentes em segmentos na base viária “antes”, comprometeria

qualquer análise ou modelagem do DSV. Esse esforço de atualização da base viária resultou no banco de dados geográfico que foi utilizado para realizar os georreferencimento das variáveis que serão utilizados nessa pesquisa.

Escolha da base geográfica de logradouros e da ferramenta de atualização Atualização da numeração das edificações Testes de avaliação da qualidade da atualização Inclusão de atributos físicos das vias

Verificação de conectividade e topologia dos arcos

Figura 11 - Distribuição espacial dos acidentes georreferenciados usando a base “antes” e "depois" da atualização.

Fonte: Lima et al. (2015)

Os dados de acidentes em seu formato mais desagregado foram coletados pelo Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito de Fortaleza (SIAT-FOR). Trata-se de um banco de dados informatizado e georreferenciável que compila os acidentes de trânsito registrado por 12 órgãos responsáveis pelo atendimento às ocorrências de trânsito do município de Fortaleza. Dentre as informações disponíveis no SIAT-FOR, destacam-se: data, hora, local da ocorrência (nome da via e número/referência), tipo do acidente, veículos envolvidos, severidade do acidente (sem vítimas, com vítimas feridas e com vítimas fatais), além de informações sobre as vítimas como gênero, idade, tipo (condutor, passageiro, pedestre, ciclista, etc). As informações consolidadas são referentes aos anos de 2004 a 2011, como mostra a Tabela 3.

Tabela 3- Número de acidente georreferenciados de 2004 a 2011 # Acidentes Georreferenciados % de Sucesso do Georreferenciamento Acidentes em segmentos 66.507 82,4% Acidentes em interseções 70.257 99,2% Fonte: O autor

A investigação dos atributos geométricos da base viária foi realizada com o uso do software Google Earth ®, tais como: o número de faixas e pistas de rolamento, a existência de separadores centrais e sentidos das vias. Foi atualizada, no total, uma amostra de 12.169 links, os quais foram priorizados em função da classificação viária, considerando inicialmente todas

as vias expressas, arteriais, coletoras e as vias locais com existência de semáforos, como também vias com quantidade observada de acidentes de trânsito. Esses critérios englobam a maioria das vias necessárias à representação macro e mesoscópica de rede viária para fins de análises que envolvam a modelagem do sistema. Foi também corrigida a topologia de 7.092 links. Essas informações foram adicionadas/atualizadas ao banco de dados ainda como parte do esforço de atualização da base de Fortaleza, realizado por Lima et al. (2015). A Figura 12 apresenta a base dados georreferenciada que será utilizada nessa pesquisa.

Figura 12 - Base de dados georreferenciada e consolidada

Fonte: O autor

4.1.2Banco de dados de volume de tráfego motorizado

As variáveis relacionadas aos atributos operacionais e de demanda da malha viária de Fortaleza foram disponibilizas pelo órgão gestor de trânsito da cidade, a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Foram fornecidas informações de localização e dados coletados dos dispositivos de fiscalização eletrônica, de contagens manuais e do Sistema Centralizado de Controle de Tráfego em Área de Fortaleza (CTAFOR) para variadas datas. Os dados fornecidos foram refinados e analisados para a criação do banco de dados integrado de volume de tráfego veicular, elemento básico à elaboração de praticamente todos os estudos de planejamento de transportes, principalmente os ligados ao desempenho da fluidez e segurança viária.

O município de Fortaleza ainda não dispõe de um banco de dados de volume de tráfego veicular único que integre todas essas fontes e assegure a utilização de dados válidos para o cálculo do VDMA e fatores de expansão para a sua rede viária. Assim, nessa pesquisa utilizou-se o relatório de Modelagem no Apoio à Decisão no Planejamento, Operação e Gestão dos Sistemas de Transporte Público e de Circulação Viária de Fortaleza (ASTEF/UFC, 2015), desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Prefeitura de Fortaleza (PMF).

Esse relatório desenvolveu a construção de um banco de dados de volume de tráfego que integrasse as contagens contínuas de fiscalização eletrônica e detectores do CTAFOR, bem como contagens manuais realizadas para estudos da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF). Esse banco, além de reunir todas essas informações, enfatiza a qualidade dos dados através da sequência de atividades que identifica, controla e filtra possíveis inconsistências, reconhecendo valores errôneos e/ou perdidos. A Figura 13 mostra a distribuição espacial das observações dos dados disponíveis de volume de tráfego utilizados nessa pesquisa.

Figura 13 - Localização dos dados disponíveis de volume de tráfego

Fonte: O autor

O banco de dados, integrado com a base georreferenciada de vias do município de Fortaleza, permitiu ainda a estimação de fatores de expansão (horário, diário, semanal, mensal

e anual) e obtenção do Volume Diário Médio Anual (VDMA) para os segmentos de vias e interseções com contagens disponíveis (ASTEF/UFC, 2015). No Anexo A são apresentados os fatores e as fórmulas para cálculo do VDMA, propostos no relatório.

Benzer Belgeler