2.1. ERKEN ÇAĞ ORTA ASYA TÜRK ġAMANLIĞINDA HAYVANLAR
2.1.2. Avcılık ve Av Hayvanları
2.1.4.1. Kartal, Karga (Kuzgun)
É importante ressaltar que, no caso de crimes praticados por criança e adolescentes, a sistemática judiciária de difere dos crimes comuns. O Poder Judiciário através do Cartório da infância e da juventude não prende um adolescente, mas, de acordo com a terminologia do Estatuto da Criança e do Adolescente, se apreende. Ou seja, o adolescente pode ser apreendido pela polícia em um flagrante, ou em decorrência de investigações policiais. No entanto, sua detenção é estritamente técnica, pois, se o caso não é considerado grave, a autoridade policial faz um boletim de ocorrência e o entrega aos pais ou responsáveis, que têm um prazo para apresentá-lo ao promotor; se o caso é considerado grave, ele deve ser detido em unidades especiais12, ou, nas cidades que não possuam essas unidades, em dependência separada da destinada a adultos, até ser apresentado ao promotor, no prazo máximo de vinte e quatro horas. Essa determinações constam do Estatuto:
Art. 106 — Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. Parágrafo único — O adolescente tem o direito à identificação dos responsáveis pela sua apreensão, devendo ser informado acerca de seus direitos. Art. 107 — A apreensão de qualquer adolescente e o local onde
12 Na cidade de São Paulo existe a Unidade de Atendimento Imediato - UAI, sendo considerada a ante-sala da FEBEM. No
se encontra recolhido serão incontinente comunicados à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada. Parágrafo único — Examinar-se-á, desde logo e sob pena de responsabilidade, a possibilidade de liberação imediata. Art. 108 — A internação antes da sentença pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. Parágrafo único — A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida (Estatuto da Criança e do Adolescente, 1990, p. 25-26).
Não sendo o caso de internação provisória, a autoridade policial lavra o boletim de ocorrência e entrega o adolescente para a família ou responsável, sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público. O boletim de ocorrência é encaminhado ao Poder Judiciário, onde, na Vara da Infância e da Juventude, transforma-se num processo denominado Ato Infracional. O processo é encaminhado ao promotor de justiça, que deverá ouvir o adolescente infrator juntamente com seus pais ou responsáveis e, sendo o caso, da vítima e testemunhas. Após a oitiva, levando-se em conta os antecedentes do infrator e o ato praticado, o Ministério Público aplicará o artigo 180 do ECA:
Art. 180 — Adotadas as providências a que alude o artigo anterior, o representante do Ministério Público poderá: I — promover o arquivamento dos autos; II — conceder a remissão; III — representar à autoridade judiciária para aplicação da medida . (...) Art. 182 — Se, por qualquer razão, o representante do Ministério Público não promover o arquivamento ou conceder a remissão, oferecerá representação à autoridade judiciária, propondo a instauração de procedimento para a aplicação da medida que se afigurar mais adequada (Estatuto da Criança e do Adolescente, 1990, p. 41).
Conforme o artigo citado, de acordo com a gravidade do fato, o processo poderá ser arquivado, ou o infrator poderá ser representado. A primeira delas — e a mais branda de todas — é a advertência, pois constitui uma medida admoestatória, informativa, formativa e imediata. Tem caráter intimidatório, devendo envolver os pais ou responsáveis, que deverão assinar um termo lavrado, onde consta a advertência recebida. A segunda é a obrigação de reparar o dano, que se faz a partir da
restituição do bem, ressarcindo ou compensando a vítima. É caracterizada como uma medida coercitiva e educativa ao mesmo tempo, pois pretende que o adolescente reconheça o erro e o repare. A obrigação de reparar o dano é exclusivamente do adolescente infrator, sendo intransferível e personalíssima. A terceira medida é a prestação de serviços à comunidade, que tem forte apelo comunitário, visa a oportunizar e proporcionar ao infrator a experiência da vida em comunidade e a compreensão dos valores sociais. Na sua aplicação é recomendado o uso de programas de parcerias com órgãos públicos e não governamentais, os quais deverão acompanhar o adolescente na execução da medida. A quarta medida é a de liberdade assistida, que tem como forma de aplicação o acompanhamento da vida social do adolescente e de sua família. O acompanhamento é realizado por meio de contatos periódicos do técnico (pedagogo) com o adolescente e sua família, de tal forma que os dados são rigorosamente atualizados. A quinta medida é a de semiliberdade, que afasta o adolescente do convívio familiar e da comunidade de origem, mas sem privá-lo totalmente de sua liberdade. A última medida na hierarquia do Estatuto, que vai da menos grave para a mais grave, e a de coerção mais visível, é a de internação. Deve ser destinada aos adolescentes que cometeram atos infracionais graves.
A medida de Liberdade Assistida é a quarta em ordem de gravidade, ou seja, quando se toma as medidas como uma hierarquia de gravidade, partindo da advertência à reclusão, conclui-se que essa medida é a quarta na relação delito/punição. Dessa maneira, pode-se concluir que ela deva ser aplicada aos adolescentes que cometeram infrações consideradas graves. A reincidência é o principal critério13 de aplicação, tornando-se a medida mais aplicada no Estado.
Ao adolescente que recebeu como medida a aplicação da Liberdade Assistida caberá comparecer frente ao Promotor de Justiça a fim de assinar o termo de sua medida e cientificar-se de
13 Conforme informa o jornal “Tribuna Judiciária” nº 24, ano 16 (dez-1999/jan-2000), páginas 6-7, em 1998 a medida de
Liberdade Assistida representou 24,9% das aplicadas em todo o Estado. O mesmo jornal informa que, em 1998, as demais medidas foram assim distribuídas: advertência, 8,8%; obrigação de reparar o dano, 0,2%; prestação de serviços à
como se dará sua aplicação. A partir desse momento, já deverá acontecer a coleta de dados psicossociais sobre o adolescente e sua família. Formalmente, inicia-se aí o acompanhamento periódico do adolescente e de sua família, pelos técnicos judiciais (Psicólogo, Monitor, Assistente Social). Esse acompanhamento tem por finalidade a atualização de dados sobre a situação do adolescente e encaminhamento para a escola, trabalho, profissionalização, serviços de saúde ou outros, dependendo do desenvolvimento da avaliação.