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2.1 Hannon ve Periplus’u Özelinde Periplus Yazım Geleneği

2.1.2 Kartacalı Hannon ve Eserine Genel Bakış

O minério de ferro é a principal matéria-prima utilizada na produção de aço, que é um dos materiais básicos utilizados por todos os setores industriais. O consumo de aço é altamente correlacionado com a atividade econômica e é um ingrediente vital necessário para o crescimento e desenvolvimento econômico. O exemplo mais apropriado para esta correlação é a China. Segunda maior potência econômica e maior produtora de aço do mundo, a China (através de suas importações) domina o mercado spot global de minério de ferro1. Ela é responsável por mais de 50% da demanda global de minério de ferro e mais de 70% da demanda transoceânica de minério de ferro. Desempenhando o papel de grande personagem do mercado siderúrgico e da mineração, a economia chinesa tem impactado continuamente na oferta e na demanda de commodities como o minério de ferro.

A dinâmica do mercado de minério de ferro sofreu mudanças drásticas nos últimos tempos. Por muitos anos, o minério de ferro teve precificação em base anual, resultando em enormes oscilações dos preços anuais. De 2004 a 2008, os preços dos contratos de venda de minério de ferro aumentaram em quase 400%. Com os eventos subsequentes à crise financeira de 2008, desenvolveu- se um mercado spot de minério de ferro que deu início a uma grande variabilidade nos preços deste commodity. Junto das fortes oscilações de preços, as incertezas quanto à demanda tem tornado o preço do minério de ferro praticamente imprevisível. O que existem são expectativas em consenso de que estes preços irão sofrer queda eminente e permanente.

A Figura 4 apresenta a evolução do índice de precificação de minério de ferro IODEX desde 2008, evidenciando a forte variabilidade dos preços. O IODEX é

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Também chamado de mercado físico, onde são realizadas transações comerciais instantâneas, a preços à vista, diferentemente das transações contratuais.

a avaliação diária do valor das transações de venda de minério de ferro no mercado spot. A avaliação é baseada em uma especificação padrão de finos de minério de ferro com um teor de ferro de 62%. Desde o colapso dos preços anuais negociados em 2010, o IODEX tem sido a referência de precificação para o minério de ferro entregue na China. Diariamente, milhões de toneladas de materiais destinados à entrega na China são negociados com base no IODEX.

Figura 4: Evolução do IODEX Fonte: O Autor (2014)

A instabilidade do preço do minério de ferro não é novidade para as empresas de mineração. Porém, os fortes impactos sofridos nos períodos anteriores têm exigido mudanças radicais dentro das empresas. Deloitte (2014) destaca que em um ambiente de volatilidade nos preços das commodities e alteração dos fundamentos da demanda, as empresas de mineração estão entrando em um período de mudança estrutural.

Dentre as principais mudanças envolvidas no processo de renovação das empresas mineradoras, destaca-se o comprometimento com a redução de custos. Com a fragilidade dos preços, a pressão sobre os custos é grande. E na mineração, a realidade traz um histórico de custos desenfreados. Na Austrália, por exemplo, o custo para construir uma nova operação de minério

50 100 150 200 ja n- 08 fe v- 08 abr -08 ju n- 08 ago -08 out -08 dez -08 ja n- 09 m ar -09 m ai -09 ju l-09 se t- 09 nov -09 ja n- 10 m ar -10 m ai -10 ju n- 10 ago -10 out -10 dez -10 fe v- 11 abr -11 ju n- 11 ago -11 out -11 dez -11 fe v- 12 abr -12 m ai -12 ju l-12 se t- 12 nov -12 ja n- 13 m ar -13 m ai -13 ju l-13 se t- 13 nov -13 ja n- 14 m ar -14 abr -14 ju n- 14 $/ d m t Índice IODEX

de ferro aumentou de US$ 100 por tonelada em 2007 para US$ 195 por tonelada em 2012 (Deloitte, 2014).

7.1.1 Competição entre as mineradoras

O minério de ferro é extraído em cerca de 50 países. Os sete maiores destes países produtores são responsáveis por cerca de três quartos da produção mundial total. Austrália e Brasil juntos dominam as exportações de minério de ferro do mundo, cada um com cerca de um terço do total das exportações. A Austrália figura como maior produtor de minério do mundo enquanto o Brasil possui a maior empresa produtora de minério de ferro.

O recente crescimento no setor de minério de ferro da Austrália foi impulsionado pela rápida industrialização da economia chinesa. Nos últimos anos a China importou, em média, mais de 70% da produção australiana. Rio Tinto e BHP Billiton são de longe as duas maiores produtoras de minério de ferro no país. As duas mineradoras juntas foram responsáveis por aproximadamente 450 dos 530 milhões de toneladas métricas de minério de ferro produzido no país em 2013. Ambas se destacam em toda a mineração devido à larga escala produtiva, baixo custo operacional, potencial de crescimento significativo, baixo risco geopolítico e baixo risco operacional. A FMG (Fortescue Metals Group) também se tornou um grande produtor de minério de ferro nos últimos anos e está prestes a completar uma grande expansão de sua capacidade de produção de minério, partindo de 55 Mtpa para 155 Mtpa. No entanto, a FMG produz minérios de qualidade mais baixa do que a Rio Tinto ou BHP.

No Brasil, atualmente, o minério de ferro é um dos produtos mais importantes, representando mais de 80% das exportações minerais. Em 2013, foram produzidos cerca de 400 milhões de toneladas métricas no país. Cerca de 80% do minério de ferro brasileiro é produzido pela empresa Vale SA, segunda maior mineradora do mundo e maior produtora global de minério de ferro. A

empresa produziu mais de 300 milhões de toneladas de minério de ferro em 2013. Ela possui a maior mina de minério de ferro do mundo (localizada no estado do Pará) onde extrai o minério de mais alta qualidade do mercado, com teor de ferro superior a 66%.

Ao contrário dos produtores de minério de ferro australianos, que na sua maioria exportam para siderúrgicas asiáticas, no Brasil, os produtores de minério de ferro têm sido historicamente os principais fornecedores para os clientes na Europa, bem como da Ásia. Antes da crise financeira global que começou em 2008, 31% das exportações de minério de ferro do Brasil foram para a União Européia, enquanto que 35% foram para a China. Atualmente, no entanto, como a produção de aço na Europa caiu mais de 20% em relação aos níveis pré-crise financeira, cerca de 60% das exportações de minério de ferro do Brasil vão para a China e menos de 20% vão para a Europa. Se a economia na zona do euro se recuperar, seria de se esperar que algumas exportações brasileiras de minério de ferro migrassem da Ásia de volta à Europa. As taxas de frete do Brasil para a Europa são muito mais baixas do que para a Ásia. Com base em taxas relativas de frete, a Austrália é o fornecedor natural de minério de ferro para a indústria siderúrgica asiática.

Neste atual cenário, a larga escala de produção e a alta qualidade do minério de ferro brasileiro não representam forças suficientes para que o país entre nessa competição em vantagem. As exportações brasileiras se tornaram excessivamente dependentes da China e, neste caso, a desvantagem geográfica se torna uma preocupação ainda maior. A grande vantagem da Austrália na venda de minério de ferro para China tem sido sempre a sua proximidade e subseqüente baixo custo de entrega. Isto mais do que compensa a inferioridade na qualidade do minério. O frete marítimo da Austrália para China custa cerca de US $7 por tonelada utilizando navios do tipo Capezise (carga de 180 mil toneladas) que com origem do Brasil custa US $10 a mais por tonelada.

Para mitigar essa desvantagem competitiva, as empresas brasileiras exportadoras de minério de ferro têm buscado alternativas com base na

redução de custo. No caso da mineradora Vale SA, foram construídos navios gigantescos para entrega de minério de ferro na China. Conhecidos como Valemax, estes são os maiores navios de carga a granel seca utilizados no transporte transoceânico. Eles carregam 400 mil toneladas de minério de ferro (mais do que o dobro carregado nos navios australianos) a um custo aproximado de US $10 por tonelada. Basicamente, o objetivo da empresa é equilibrar a desvantagem geográfica e pressionar o preço do minério de ferro australiano. Ainda assim, existe o argumento de que, inversamente, a redução de preço do minério de ferro brasileiro poderia ser favorável a comercialização do minério australiano. Com as siderúrgicas chinesas cada vez mais preferindo uma mistura de minérios com teor de 64%, o minério australiano (com aproximadamente 58% de ferro) acabaria sempre sendo viabilizado junto à venda do minério brasileiro de alta qualidade.

Benzer Belgeler