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KART TARİFESİ:

Belgede TCDD YOLCU TARİFESİ (sayfa 23-27)

SEKİZİNCİ BÖLÜM

8 KART TARİFESİ:

O levantamento inicial de leitura de textos acadêmicos, livros, palestras e eventos apresentados no Curso de Pedagogia da PUC-SP, nos possibilitaram ter uma visão preliminar de que os problemas socioeconômicos gerados por problemas ambientais só serão identificados e aceitos na perspectiva enquanto ciência. Para compreensão das questões ambientais complexas, fomos buscar embasamento teórico nos princípios da teoria da administração científica ou clássica, inseridas por Taylor e posteriormente Fayol, que introduziram o chamado processo administrativo.

Defendiam como proposta fundamental a ênfase na produtividade, deixando em segundo plano a devida consideração ao comportamento humano, ou seja, às relações humanas. A partir de então, outros estudos se seguiram: Weber criou o conceito de burocracia propondo uma estrutura de poder e autoridade; Mayo apresentaram a abordagem das relações humanas e do comportamento.

Uma das conseqüências foi um tratamento “mais amenizado” e “menos mecanicista” dado à administração, pelos clássicos, embora o próprio Mayo tenha mostrado mais, o que não era verdadeiro a respeito do comportamento humano na organização, do que na realidade representava de fato.

Entendemos que a administração é uma atividade específica do ser humano, pois somente o homem é capaz de estabelecer objetivos livremente e utilizar-se dos recursos de modo racional. Nesta perspectiva, a administração é um processo de planejar, organizar, dirigir e controlar recursos humanos, materiais, financeiros e informacionais visando à realização dos objetivos.

Em função do progresso, verificado nas práticas adotadas na Administração de empresas, esse modelo de processo administrativo clássico foi assimilado muito lentamente pela administração escolar, mesmo apresentando certa resistência de classes tradicionalistas.

Porém, essa proposta de assimilação do modelo empresarial para o escolar, exige um cuidado específico no que tange à consideração que deve observar, em se tratando de educação, pois, esse processo desenvolve-se na esfera das dimensões humana, técnica e político-social.

Embora a administração escolar tenha algumas características semelhantes da administração em geral, diante das funções burocráticas de escrituração e registros escolares, até a função catalisadora das interações humanas que convivem numa organização escolar, devemos considerá-la divergente em muitos outros aspectos. Por exemplo, os professores não podem ser comparados ou assemelhados à operários qualificados e nem tampouco os alunos à matéria-prima que deve ser trabalhado na obtenção de um produto.

Atualmente, o termo gestão democrática é disseminado em vários âmbitos educacionais e o Ministério da Educação investe em projetos de gestão democrática divulgando-os, para priorizar o princípio constitucional da democratização escolar, estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 e embasados no artigo:

Art.3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:

I – Participação dos profissionais em educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes;

O sistema educacional brasileiro tem como prioridade a idéia de autonomia escolar, no entanto, “limita” esta prática autônoma por meio de normas, impondo regras, regulamentações, decretos para nomeação de cargos de confiança, concede verbas para auto-gestão e não prioriza a qualidade do ensino e os resultados. Em conseqüência desse círculo vicioso, o gestor é caracterizado por suas práticas individualistas, dificuldades de implementar o projeto pedagógico, desenvolver uma gestão autoritária, pela falta de diálogo e a não transparência dos resultados da gestão à sociedade, ocorrendo uma desvalorização do conceito de gestão democrática participativa que é tão divulgado.

No entanto, o gestor tem o respaldo da lei federal no. 9.394/96 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e em seu Título IV – da Organização da Educação Nacional – as seguintes cláusulas:

Artigo 8º. “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração os respectivos sistemas de ensino”.

Parágrafo 2º. Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta lei.

Artigo 12º. “Os estabelecimentos de ensino respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino terão a incumbência de:

I - Elaborar e executar a sua proposta pedagógica; II - Administrar o seu pessoal e os recursos financeiros:

III – Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas aulas estabelecidas; IV – Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;

V – Prover meios para recuperação dos alunos de menor rendimento;

VI – Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;

VII – Informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e rendimentos dos alunos, bem como sob a execução de sua proposta pedagógica;

VIII – Notificar ao Conselho Titular do município, ao Juíz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 50% do percentual permitido em Lei;

Artigo 15º. “Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público”.

A gestão democrática também está assegurada na Lei no. 11.229, de 26 de junho de 1992 que dispõe sobre o Estatuto do Magistério Público Municipal em seu: Título I – Das Disposições Preliminares, Capítulo I Princípios Norteadores.

Artigo 1º. “Esta Lei dispõe sobre o estatuto do Magistério Público Municipal que tem como princípios:”

I – A gestão democrática da educação;

II – O aprimoramento da qualidade do ensino público municipal; III – A valorização dos profissionais da educação;

Artigo 2º. “A gestão democrática da educação consistirá na participação da comunidade internas e externas, na forma colegiada e representativa observada a legislação federal pertinente.”

A autonomia não se resume à questão financeira, mas também implica na dimensão política isto é, refere-se à capacidade de tomar decisões compartilhadas e comprometidas, usando o talento e a competência coletivamente organizada e articulada para a resolução dos problemas e desafios educacionais, assumindo a responsabilidade por estes resultados e ações. Contudo, a descentralização é um meio para formação democrática dos alunos e, não um fim da construção da autonomia.

Os problemas relacionados com a educação estão no âmbito da coletividade e, não exclusivamente do governo. Portanto, as conseqüências e soluções devem ser decididas em conjunto, governo, comunidade local e escolar e a reflexão, a negociação e o convencimento devem ser coletivos e praticados em espaços onde se há a autonomia.

Partindo do pressuposto de que o modelo de gestão democrática participativo é uma variável na articulação da ação educacional dentro da escola, todos os indivíduos que participam são coadjuvantes do processo da construção em um ambiente educativo e, responsáveis pelo trabalho compartilhado e coletivo.

A participação é o instrumento para assegurar a gestão democrática na escola pública. Somente por meio da participação da comunidade é que podemos conseguir um excelente relacionamento entre direção, professores e alunos. A gestão da escola tem que ter um compromisso com a educação e aprendizagem.

O princípio da participação valoriza a autonomia: capacidade das pessoas governarem-se por suas próprias normas e dirigir-se por vontade própria, opondo- se as formas autoritárias.

Segundo Libâneo (1989), existem dois sentidos de participação:

1º. Caráter mais interno: professores e alunos exercem uma prática formativa de aprendizagem, ou seja, existe um relacionamento ético, afetivo, social, intelectual, estético para uma participação na vida social, econômica e cultural;

2º. Caráter mais externo: pais e alunos participam do processo de direção da escola por meio dos conselhos de escola, associação de pais e mestres e grêmio estudantil e etc.

O princípio e o atributo da gestão democrática exigem mais do que a participação, exigem a responsabilidade, pois todos serão responsáveis diretamente ou indiretamente pelo sucesso ou fracasso do Projeto Político Pedagógico da escola.

A direção da escola além de organizar, planejar, orientar e dinamizar as relações do processo de ensino aprendizagem fornece dados e diretrizes de trabalho que se difere de uma direção empresarial, pois ela é responsável pela mobilização da comunidade influenciando socialmente e politicamente para construírem um Projeto Pedagógico. Portanto, cabe ao gestor aglutinar as pessoas, transformar-se em líder cooperativo não podendo simplesmente cuidar somente das questões administrativas e burocráticas, rompendo com a concepção de gestão autoritária que existe nas escolas brasileiras atualmente.

O progresso e a manutenção de uma sociedade, ou seja, a sua continuidade e o desenvolvimento dependem da transmissão de culturas acumuladas, assim como da produção de bens culturais por ela repassada às futuras gerações.

A escola tem nesse contexto, papel relevante como transmissora e produtora desses conhecimentos e saberes, pois se caracteriza acima de tudo como lócus privilegiado para aquisição da educação, que inclui conhecimentos, atitudes, habilidades, fatores cooperativos na formação e construção de seres com pensamento crítico, aptos para questionar, agir, criar e tomar decisões, que favoreçam o crescimento desses indivíduos, como cidadãos conscientes e competentes para exercer sua cidadania.

Assim, a escola transformar-se-á em um ambiente educativo com o envolvimento e a participação de todos em sua gestão, tomando as decisões que direcionarão seu rumo.

Segundo Albuquerque (2005),

“Administração exige querer, saber e fazer. Não se aprende gestão democrática. Ela tem de ser exercida. Os momentos de trabalho compartilhados para elaboração do projeto pedagógico, para o diagnóstico das dificuldades, das expectativas dos diferentes segmentos, do rumo que se quer imprimir na escola,

as horas de trabalho coletivo são potencialmente ricos, pois propiciam a aplicação o aperfeiçoamento de teorias e a criação da cultura escolar de participação e co-responsabilidade.” (ALBUQUERQUE; ROSSETTI; 2005, p. 86)

Cada escola precisa ter autonomia para elaborar seu projeto institucional e pedagógico, visando à melhoria da qualidade de ensino com equidade.

Para tanto é necessário um esforço integrado e compartilhado entre todas as esferas e agentes do processo educativo, ou seja, a União, o Estado e Município são também responsáveis. Os professores, os dirigentes escolares, as famílias, os alunos e a sociedade civil devem fazer parte da participação da gestão, na luta pela recuperação dessa qualidade da educação pública do país.

A gestão democrática tem objetivos e por isso ela procurou estratégias básicas de trabalho que pudessem concretizar esses objetivos que só terá resultados, com a mudança de paradigmas, por meio de tratamento com as pessoas, com respeito, com inteligência e perspicácia, atitudes difíceis, mas não impossíveis.

O estabelecimento de relações igualitárias, de respeito cooperativo, de diálogo, de liberdade de pensamento, de expressão, criatividade e criticidade são atitudes fundamentais para uma gestão democrática, com autonomia, propiciando uma concepção de educação democrática, levando a um processo educativo e o desenvolvimento de todos como seres humanos.

A introdução da Educação Ambiental no sistema educacional provoca a necessidade de um novo modelo de formação de gestor e professor, bem como uma nova organização curricular.

Essa necessidade ocorre porque a Educação Ambiental é um processo que afeta a totalidade da pessoa, possibilitando a formação de atitudes e competências como, por exemplo, consciência, conhecimentos contextualizados e a capacidade de avaliação crítica no mundo.

Na visão de Medina e Santos (1999),

“não se trata tão somente de ensinar sobre a natureza, mas de educar “para” e “com” a natureza, para compreender e agir corretamente ante os grandes problemas das relações do homem com o ambiente; trata-se de ensinar sobre o papel do ser humano na biosfera para a compreensão das

complexas relações entre a sociedade e natureza e dos processos históricos que condicionam os modelos de desenvolvimento adotados pelos diferentes grupos sociais.” (Medina e Santos, 1999, pg. 25).

Com essa perspectiva, a Educação Ambiental não pode ser confundida com a Ecologia; ela se utilizará dos conhecimentos ecológicos de diferentes áreas como a Geografia, a História, a Psicologia, a Sociologia, a Biologia e a Pedagogia entre outras, tendo como base a Educação na identificação dos métodos de trabalho, sempre que for preciso, para formar cidadãos que tenham uma ação social corretiva e/ou transformadora de realidade.

Cabe à Educação Ambiental promover as mudanças de paradigmas que apresentem uma visão extremamente reducionista e conservadora da sociedade, do desenvolvimento e da realidade à ser transformada.

Reafirmamos que a Educação Ambiental é um processo de educação política que desenvolve a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências, bem como a formação de atitudes que se transformam em práticas de cidadania que garantam uma sociedade sustentável.

No entanto, sabe-se que a consciência ambiental não garante uma ação transformadora, mas sim ajuda a manter a sociedade tal qual se encontra. A Educação Ambiental somente se efetivará se os conhecimentos e habilidades forem incorporados, e que as atitudes formadas a partir de valores éticos e de justiça social sejam predispostas à ação.

Em razão da complexidade da questão ambiental, surge a necessidade de processos educativos que dê condições para os seres humanos adquirirem conhecimentos, habilidades e atitudes que tenham um poder de intervenção nos processos decisórios de forma democrática e participativa.

Em nossa pesquisa observamos que os gestores utilizam poucas estratégias para formar a consciência ambiental na comunidade escolar. O desenvolvimento e interesses em Educação Ambiental ainda se encontram no âmbito das datas comemorativas, incentivos sazonais promovidos pela mídia e projetos incentivados pela Secretaria da Educação Municipal e Estadual. O gestor ainda não tem uma autonomia para exercer a prática democrática. É na Educação Ambiental que se prepara os educandos ao exercício da cidadania por

meio de participação ativa individual e coletiva. Assim, educar no caminho da cidadania exige novas estratégias de fortalecimento de consciência crítica a fim de preparar homens e mulheres que possam exigir seus direitos e cumprir seus deveres, obter uma participação social e uma representatividade expressiva, de modo a contribuir e influenciar a formulação de políticas públicas e a construção de uma cultura democrática participativa.

Evidentemente, trata-se de um ponto de partida, que deverá prosseguir com outros estudos após a graduação do curso de Pedagogia. Assim, estimular as pesquisas científicas, incentivar uma visão crítica perante aos fatos, compreender e relacionar as causas e conseqüências como, por exemplo, as mudanças climáticas que estão ocorrendo, o cultivo e distribuição de alimentos transgênicos, a reciclagem do lixo e o armazenamento de matérias tóxicos na superfície terrestre, não podem deixar por conta de interesses de ordem econômica, política ou cultural que interfiram na tomada de decisões.

Acreditamos que por meio da Educação Ambiental, estruturada a partir de bases políticas, conceituais, filosóficas e ideológicas, é que poderemos agregar novas e positivas formas de abordagem e de planejamento para o processo de desenvolvimento local, nacional e mundial com sustentabilidade.

Enfim, apesar dos avanços, do empenho e das experiências existentes, ainda há uma grande distância entre o conhecimento e a prática da maioria dos professores e gestores, e as novas concepções sobre o trabalho e a escola que esses movimentos vêm produzindo. Desse modo, deixamos uma questão para os próximos estudos. Sabemos que os alunos precisam vivenciar a teoria e a prática, enfrentando situações concretas de aprendizagem, construindo e ampliando seus conhecimentos de forma participativa e democrática

Se o caminho aponta que por meio de programas de capacitação, mudanças de estratégias e planejamento metodológicos, a reestruturação dos conteúdos curriculares, nos orientam nos processos formativos como construir pontes entre a realidade das práticas educativas e o que se pretende realizar?

Belgede TCDD YOLCU TARİFESİ (sayfa 23-27)

Benzer Belgeler