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2.GENEL BİLGİLER 2.1 Karpal Mekanizma

4. Adaptif Karpal Yaralanma: Distal radiusun yanlış kaynama veya

2.4. Karpal hareketin dinamik kontrolü

O passeio pelo gradiente epistemológico aqui empreendido permite ao autor desta tese proceder como Hunt (2001), no sentido de explicitar sua postura no debate a respeito das credenciais das ciências humanas para tratar o comportamento humano como passível de previsibilidade. Por outro lado, esse esforço se reveste de relevância no contexto desta tese por permitir ao seu autor mostrar a coerência entre a sua postura epistemológica e a utilização da teoria do comportamento planejado, que pressupõe exatamente a previsibilidade do comportamento humano. Adicionalmente, a postura epistemológica, liminarmente assumida e declarada, também contribui para tornar coerente a combinação de metodologias quantitativas e qualitativas utilizada.

Por último, e em termos mais gerais, fica ainda mais clara a relevância de um exercício como este ao levar-se em conta a sua importância para a área de marketing, colocada por Hunt nos seguintes termos:

Alguma estrutura ou posição filosófica subjaz a toda simples controvérsia, em todo simples tema em toda simples área de teoria e pesquisa de marketing. A questão não é se deve-se ou não fazer filosofia em marketing, é se devemos fazê-lo pobremente ou fazê-lo bem. (HUNT, 2003, p. 308).16

A idéia de toda a análise anterior foi a de nos municiarmos de conceitos chaves para a explicitação da nossa postura para o tratamento do comportamento humano, que, por seu turno, encontra-se subjacente ao modelo aqui adotado, e a de assumirmos abertamente o ônus que tal postura acarreta.

Em primeiro lugar, como já discutido anteriormente, evitamos aceitar a idéia de que a dicotomia entre as abordagens qualitativa e quantitativa é necessária. Pelo contrário, nós a consideramos um posicionamento não apenas analiticamente desnecessário como também prejudicial a uma busca correta da realidade. Em segundo lugar, defendemos a necessidade de evitarmos cair em um relativismo inconseqüente decorrente de alguns excessos do pós- modernismo, entre os quais se inclui a negação peremptória ao positivismo do mérito de várias de suas contribuições ao desenvolvimento das próprias ciências do comportamento. Como destaca Domingues, não vale “tomar o positivismo como uma espécie de diabo que deve ser exorcizado” nem “fazer do positivismo uma caricatura com o intuito de mais facilmente descartá-lo”.

Finalmente, deixamos totalmente explícita a nossa postura de acreditar que a aplicação do tratamento científico, com todos os seus vieses, ainda é um procedimento mais adequado à

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Some philosophical position or framework underlies every single controversy on every single issue in every single area of marketing theory and research. The issue is not whether marketing should do philosophy, it is whether we shall do it poorly, or do it well.

apreensão da realidade do que qualquer outro arranjo extracognitivo. Conforme nos adverte Demo (2000):

A idéia de que podemos agora, em pleno pós-modernismo, discursar livremente sobre qualquer assunto representa uma das faces mais negativas dessa discussão, porque tende a produzir iconoclastas inconseqüentes, que assim se comportam muitas vezes por que se eximem de reconstruir conhecimento com mão própria, conhecendo ademais pouca teoria e metodologia (DEMO, 2000, p. 71).

Particularmente, não acreditamos que a intuição ou a imaginação sem qualquer regramento metodológico possa levar necessariamente à criatividade e à geração de conhecimento. Como colocado por Oliva,

[...] a criatividade sem as instruções da razão pode ficar sem rumo, perambulando a esmo pela floresta dos fatos, sem capacidade para atingir o mais simples objetivo cognitivo (OLIVA, 2005, p. 25).

Somos francamente favoráveis à idéia da existência de uma hierarquização epistêmica entre os saberes. Não os colocamos todos em um mesmo plano e acreditamos que tentar negar este fato implica uma inconclusividade na escolha do método e, por via de conseqüência, um relativismo anárquico.

Tal postura não deve ser entendida como crença em um método científico puro, isento de qualquer influência do contexto sócioeconômico para a formação dos conceitos e dos procedimentos. Uma coisa é reconhecer que todo conhecimento deve ser contextualizado socioeconomicamente e outra, bem diferente, é negar à ciência sua especificidade ou sua singularidade, que a distingue de outro saberes, a saber, sua tessitura lógico-empírica. Um exemplo fabuloso da primeira postura é encontrado na belíssima obra de Bento de Jesus Caraça (1963), intitulada Os conceitos fundamentais da matemática, e da segunda, no controverso, Contra o método, de Paulo Feyerabend (1977).

Cabe, evidentemente, a observação de Demo (2002 a) que chama a atenção para o fato de que toda pesquisa não apenas “descobre” mas também “encobre” a realidade, porque:

a) é olhar seletivo segundo os seus métodos;

b) sua hipótese de trabalho privilegia caminhos em detrimento de outros; c) todo dado é teoricamente predeterminado;

d) a presença do sujeito jamais pode ser gratuita.

O autor completa o seu raciocínio afirmando que “produzir dados é sempre, ao mesmo tempo, uma maneira de revelar e de mentir, não por má vontade, mas por limite cientifico natural no contexto da base empírica” (DEMO 2002, p. 112).

É evidente que a criação e a determinação dos instrumentos e técnicas de pesquisa, assim como os parâmetros que interferem na interpretação dos dados, são todos decorrentes do quadro teórico utilizado (KOCHE, 2002, p. 74), mas os argumentos destes autores não são nem de longe suficientes para justificar a iconoclastia metodológica anárquica proposta por Feyerabend, para quem a ciência pede uma epistemologia anárquica. Atender aos apelos do autor de Contra o método para que as ciências se tornem mais anárquicas e mais subjetivas é voltar ao extremo esquerdo do nosso gradiente epistemológico e adotar um perspectivismo radical, como fez Nietzsche. Ademais, conforme lembra Oliva, não existe qualquer evidência a favor da tese de que a existência de alguma regulamentação iniba a criatividade. Mais adiante, o autor enfatiza que Feyrabend acaba por propor que a insegurança metodológica seja compensada pela livre e variada interpretação decorrente de uma multiplicidade de óticas (OLIVA, 2005, p.15).

Boaventura Santos (2003), contudo adverte:

O pluralismo metodológico não deve ser confundido nem com o anarquismo metodológico nem com o ecletismo metodológico, porque, ao contrário do primeiro, parte de uma lógica de investigação que prescreve normas para a seleção e utilização dos métodos e porque ao contrario do segundo, a mesma lógica de investigação limita a diversidade e entre os métodos utilizados e estabelece hierarquias entre eles (Santos, 2003, p. 74-75).

Concordamos com Edgar Morin, o conhecido estudioso do “pensamento complexo”, quando afirma ter sido o conhecimento dos limites do conhecimento a maior contribuição de conhecimento do século XX (MORIN, 2004, p. 55). Porém, entendemos ser também importante não nos esquecermos de que “a escalada do anarquismo começa com o ataque ao método, depois se volta para a ciência e, por fim, desanca a própria razão” (OLIVA, 2005, p. 18). Em suma, a crítica construtiva tanto ao positivismo quanto ao perspectivismo deve se pautar por imenso cuidado de não jogar fora a criança junto com a água suja da banheira.

Na seqüência, apresentam-se os elementos necessários para levarmos a cabo a nossa investigação de comportamento humano, conforme sugerido por Domingues:

a) Nosso princípio ordenador do discurso – teoria – teoria do comportamento planejado; b) Nosso objeto sobre o qual vai recair a investigação – o comportamento do consumidor

em relação ao consumo de medicamentos genéricos.

c) Nosso método de análise e as categorias com que operar em função da natureza do objeto de investigação – conjugação de análise qualitativa (entrevistas semi- estruturada) e modelagem por equações estruturais, com os dados obtidos em uma survey.

Benzer Belgeler