BÖLÜM 2: KARGO TAŞIMACILIK HİZMETLERİ
2.3. Kargo Taşımacılığının Tarihçesi
A Figura 23 apresenta a participação das diversas categorias de entidades na organização gestora dos parques tecnológicos estudados, as quais foram agrupadas de acordo com a natureza de cada entidade participante, nos casos possíveis (a CERTI, por exemplo, não se encaixou em nenhum delas), a fim de facilitar a análise; as entidades estão detalhadas no capítulo 4 deste trabalho, dentro da segunda sessão em cada estudo de caso individual. A participação de cada categoria na organização gestora foi considerada da seguinte maneira: a) organizações que não possuem pessoa jurídica própria: no caso do Tecnopuc, foi considerada a sua vinculação à entidade principal, neste caso, 100 % à PUCRS; no caso do Pólo de Informática de São Leopoldo, administrado por um conselho, por meio da relação entre o número de entidades agrupadas em cada categoria e o total de entidades participantes do conselho (16 entidades), da seguinte maneira: Prefeitura Municipal de São Leopoldo (6,25%), UNISINOS (6,25%); Governo do Estado do Rio Grande do Sul (6,25%), Associações e entidades empresariais - ASSESPRO/RS, ACIS/SL, SEPRORGS- (25%); nove empresas (56,25%);
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Figura 23- Participação na Organização Gestora
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Tecnopuc PI SL Sapiens Biocant Taguspark P T Cartuja 93 Inst. de Ensino e/ou Pesquisa Empresas
Associação e entidades empresariais Governo Autônomo Governo Estadual Governo Provicial
Governo Municipal Entidades de apoio e fomento vinculadas ao Governo Estadual Entidades de apoio e fomento vinculadas ao Governo Federal Entidade de apoio ao desenvolvimento Local
FLAD Inst. Financeira
CERTI
b) organização configurada juridicamente como associação, por meio da relação entre o número de sócios agrupados em cada categoria e o total de associados, como no Biocant Park, que possui um total de 17 associados, da seguinte maneira: 35% de participação do Governo Municipal (Câmara Municipal de Catanhede, Câmara Municipal da Mealhada; Municipal Câmara Municipal de Anadia; Câmara Municipal de Sever do Vouga; Câmara Municipal de Vagos; Câmara Municipal de Mira); 29% de participação de institutos de ensino e pesquisa (Centro de Investigação em Biotecnologia, IPN - Instituto Pedro Nunes; Universidade de Aveiro; AIBILI - Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem e ETPC - Escola Técnico Profissional de Catanhede); 6% de participação da AD ELO, entidade
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de apoio ao desenvolvimento local; 18% de participação de Associações e entidades empresariais (Adega Cooperativa de Catanhede; ANE - Associação Nacional das Empresárias; AEC – Associação Empresarial de Catanhede); e 12% de instituições financeiras (Grupo Caixa Geral de Depósitos e Crédito Agrícola de Catanhede e Mira);
c) organizações configuradas juridicamente como sociedades privadas, como no caso do Sapiens Park e Taguspark: foi considerada a participação percentual no capital social da organização gestora de cada uma das entidades participantes, totalizada por categorias. No caso do Sapiens, a CODESC e a SC Parceiras foram categorizadas como entidades de apoio e fomento do Governo Estadual, possuindo 93% de participação; a Fundação CERTI, não classificada em nenhuma categoria, com 6%, e o Instituto Sapientia, classificado na categoria instituições de ensino e/ou pesquisa, com 6%. No caso do Taguspark, as participações estão distribuídas da seguinte maneira: 7% de entidades de apoio e fomento vinculadas ao governo federal (FCT e IAPMEI); 26% de participação de institutos de ensino e/ou pesquisa (IST, INESC, ULT e ISQ); 17% de Governos Municipais (Câmara de Oeiras e Câmara de Cascais); 36% de instituições financeiras (BPI S.A., CGD S.A., BCP S.A. e Sociedade Interbancária de Serviços); 1% de participação de Associações e entidades empresariais (AIP); e 1% da FLAD, não classificada em nenhuma categoria;
d) organização configurada juridicamente como sociedade pública: foi considerada a participação percentual no capital social da organização gestora de cada uma das entidades participantes, totalizada por categorias; no caso de Cartuja 93, a Junta de Andalucia (Governo Autônomo) possui 51% de participação; a AGESA, classificada como entidade de apoio e fomento vinculada ao Governo Federal, possui 34%; a Prefeitura de Sevilla, 10%; e a Diputacion de Sevilla, órgão do governo provincial, 5%.
As universidades e institutos de pesquisa aparecem como participantes em quatro dos seis empreendimentos estudados - Tecnopuc, Pólo de Informática de São Leopoldo, Biocant e Taguspark - e, mesmo naquelas em que não participam na organização gestora, possuem unidades implantadas no parque ou previstas no projeto de implantação do mesmo. Importa ressaltar que em todos os casos foi mencionada a importância da universidade em participar do empreendimento a fim de caracterizá-lo como parque tecnológico e, devido a esta importância estratégica, esta deveria estar envolvida desde a fase de planejamento do empreendimento. No caso do Tecnopuc, a PUCRS tem 100% de participação na organização gestora em função desta estar subordinada a um departamento da universidade; no Biocant, em função da organização gestora ser configurada como uma associação, o grupo de entidades de ensino e pesquisa, cinco instituições, atingem 29% de representatividade; no
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Taguspark, tais entidades possuem 26% do capital social, às quais se mantém o poder de representatividade nas decisões não menor que 25%, mesmo com o aumento de capital pelos outros sócios; no Pólo de Informática de São Leopoldo, a UNISINOS, alcança a representatividade de 7%.
O Conselho de Gestão do Pólo de Informática de São Leopoldo possui a maior representatividade de empresas e entidades que congregam empresas em sua composição, proporcionando-lhes maior potencial de influência no direcionamento estratégico do empreendimento como um todo. Importa mencionar que, neste caso, a organização gestora não possui entidade jurídica própria, nem pessoal dedicado exclusivamente à gestão do pólo, não havendo, portanto, custos de manutenção desta organização. Os dois outros empreendimentos onde verifica-se a participação destas categorias de entidades e também de instituições financeiras, são o Biocant Park e o Taguspark. O Biocant, que foi financiado basicamente pelos fundos comunitários europeus, é configurado juridicamente como associação, não possui a representatividade de empresas, mas de associações destas; além disso as instituições financeiras participantes são controladas pelo poder público. O Taguspark foi o único parque estudado onde as empresas privadas participam da organização gestora em função do capital que investiram; importa mencionar que tal investimento parece ter sido realizado mais em função da oportunidade imobiliária que se apresentava, pelo desconto na compra do terreno, do que pela intenção de retorno dos recursos investidos.
Tal evidência levanta um questionamento sobre a intenção das empresas em participar, sem receber benefícios em operações imobiliárias, de organizações gestoras de parques tecnológicos, institucionalizadas como entidades independentes e que necessitam de financiamento para a manutenção de sua operacionalização, visto que os serviços que esta presta nem sempre são percebidos pelas empresas como “remuneráveis”, por exemplo, a geração de sinergias entre as empresas e academia, o apoio na busca por parceiros de negócios e na confecção de projetos, em virtude destes gerarem externalidades nem sempre apropriáveis a uma ou outra empresa.
Outra natureza de entidade que pode ser observada em quatro dos seis parques estudados, é o poder público municipal, o que corrobora com a idéia de que o parque, enquanto impactante no desenvolvimento local da região onde se instala, deve ser articulado e promovido com a participação dos governos locais. Apesar de não ter a participação do município em sua composição acionária, a Sapiens S.A. tem grande participação da CODESC, empresa ligada vinculada ao poder público estadual, o que valida a idéia inicial.
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