3. KURAMSAL ÇALIŞMA
4.3. Karar Ağacı Algoritmasının Veri Üzerinde Uygulanması
Não se pretende realizar nenhum estudo detalhado da legislação em matéria de imunidade de execução de cada um dos potenciais países em que se poderia requerer o reconhecimento e a execução de um laudo do CISDI, destacando-se apenas as principais leis sobre a matéria.
A Convenção Européia sobre Imunidade dos Estados de 1972 prevê que um Estado estrangeiro não pode ser submetido a medidas de execução, salvo no caso de expressa renúncia174.
A Foreing Sovereign Inmunity Act of 1976 (FSIA), por sua vez, estabelece o princípio geral da imunidade de execução dos bens do Estado estrangeiro com algumas exceções à penhora de bens utilizados em atividade comercial realizada nos Estados Unidos175.
No que se refere ao Reino Unido, a imunidade de execução encontra fundamento no United Kingdom State Inmunity Act of 1978 (SIA), que dispõe que os bens do Estado estrangeiro não estão sujeitos a atos executórios em sede de processo judicial ou arbitral176, salvo no caso de consentimento escrito e quando destinados para fins comerciais177.
Segundo Graciarena178:
La aplicabilidad de esta norma queda restringida em la seción 13 (5), en virtud de la cual el jefe de la misión diplomática extranjera o la persona que provisoriamente cumpla esas funciones debe expresar el consentimiento escrito y declarar que el bien que se pretende ejecutar no es de naturaleza comercial. Tal expresión está sujeta a prueba em contrario. No exige la conexión entre los bienes de naturaleza comercial que dieron origen a la disputa y los que constituyam matéria de ejecución.
174 Article 23. No measures of execution or preventive measures against the property of a Contracting
State may be taken in the territory of another Contracting State except where and to the extent that the State has expressly consented thereto in writing in any particular case.
175 Foreign Sovereign Immunity Act of 1976 (FSIA), 1976. 176 Ibid., 1976.
Seção 13. […]
(b) the property of a State shall not be subject to any process for the enforcement of a judgment or arbitration award or, in an action in rem, for its arrest, detention or sale.
177 SOARES, 1984, p. 214-215.
178 GRACIARENA, María Carolina. La inmunidad de ejecución del Estado frente a los laudos dictados por el Centro Internacional de Arreglo de Diferencias Relativas a Inversión. 1.ed. Buenos Aires: Lexis Nexis, Argentina, 2006, p. 86.
A Canadian State Inmunity Act of 1982 dispõe também sobre o princípio geral de imunidade, prevendo, no entanto, o instituto da renúncia e a possibilidade de execução de bens de uso comercial179.
A Australian Foreign State Inmunities Act of 1985, além da previsão de renúncia, permite a execução aos bens comerciais como exceção ao princípio da imunidade, sem exigir conexão entre os bens comerciais objetos da constrição e os que deram origem ao litígio180.
A Convenção das Nações Unidas sobre as Imunidades Jurisdicionais dos Estados e seus Bens prevê também o princípio geral de imunidade para as medidas coercitivas, vedando atos de penhora antes do julgamento181.
179 Seção 12. (1) Subject to subsections (2) and (3), property of a foreign state that is located in Canada is immune from attachment and execution and, in the case of an action in rem, from arrest, detention, seizure and forfeiture except where:
(a) the state has, either explicitly or by implication, waived its immunity from attachment, execution, arrest, detention, seizure or
forfeiture, unless the foreign state has withdrawn the waiver of immunity in accordance with any term thereof that permits such withdrawal;
(b) the property is used or is intended for a commercial activity; 180 Australian Foreign State Inmunities Act of 1985.
(1) Subject to the operation of any submission that is effective by reason of section 10, section 30 does not apply in relation to commercial property.
181 Convenção das Nações Unidas sobre as Imunidades Jurisdicionais dos Estados e seus Bens.
Article 18
State immunity from pre-judgment measures of constraint
No pre-judgment measures of constraint, such as attachment or arrest, against property of a State may be taken in connection with a proceeding before a court of another State unless and except to the extent that:
(a) the State has expressly consented to the taking of such measures as indicated: (i) by international agreement;
(ii) by an arbitration agreement or in a written contract; or
(iii) by a declaration before the court or by a written communication after a dispute between the parties has arisen; or
(b) the State has allocated or earmarked property for the satisfaction of the claim which is the object of that proceeding.
Article 19
State immunity from post-judgment measures of constraint
No post-judgment measures of constraint, such as attachment, arrest or execution, against property of a State may be taken in connection with a proceeding before a court of another State unless and except to the extent that:
(a) the State has expressly consented to the taking of such measures as indicated: (i) by international agreement;
(ii) by an arbitration agreement or in a written contract; or
(iii) by a declaration before the court or by a written communication after a dispute between the parties has arisen; or
(b) the State has allocated or earmarked property for the satisfaction of the claim which is the object of that proceeding; or
(c) it has been established that the property is specifically in use or intended for use by the State for other than government non-commercial purposes and is in the territory of the State of the forum, provided that post-judgment measures of constraint may only be taken against property that has a connection with the entity against which the proceeding was directed.
A Singapour State Immunity Act of 1979, da mesma forma, enumera as atividades empreendidas pelo Estado estrangeiro que não se beneficiam da imunidade182.
Esses diplomas legais, portanto, procuraram dispor taxativamente quais são as circunstâncias em que os Estados soberanos não gozam de imunidade, estabelecendo ainda algumas exceções a tais circunstâncias.
4 CONCLUSÃO
O sistema arbitral do CISDI constitui, sem dúvida, exemplo de via alternativa de composição de conflitos com celeridade a ser seguido, usufruindo, ademais, de grande prestígio junto ao mercado de investimentos.
Verificou-se que a CW remete a etapa de execução do laudo arbitral ao ordenamento interno onde a execução poderá ser iniciada em qualquer dos Estados signatários da CW, e não apenas no território das partes que intervêm na disputa perante o CISDI, facultando-se à parte beneficiada pelo laudo a opção quanto ao local mais conveniente aos seus interesses.
No entanto, vê-se que nenhuma de suas regras será interpretada como exceção ao direito vigente do Estado contratante, isto é, integrando o Estado receptor de investimento o pólo passivo da execução, haverá sempre a possibilidade de a execução ser rejeitada sob o fundamento da sua imunidade de execução, podendo impactar o desenvolvimento das relações econômicas internacionais.
Ou seja, a discussão sobre a imunidade de execução poderá ser ventilada durante a fase de execução do laudo do mesmo modo que seria durante a execução de qualquer outra sentença definitiva de um tribunal nacional em que qualquer Estado estrangeiro fosse parte, não interferindo a CW nas leis domésticas em matéria de imunidade de execução dos Estados estrangeiros.
182 Singapour State Immunity Act, 1979. Disponível em:
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39d3a51b7b70%22%20Status%3Ainforce%20Depth%3A0;rec=0#P1II-P4_4->. Acesso em: 11 fev. 2011.
Tal disposição evita que a execução dos laudos arbitrais ultrapasse os limites das sentenças definitivas do Estado-parte da Convenção escolhido para intentar a execução, garantindo-se que ocorra segundo as suas normas locais.
Assim, embora os Estados contratantes assumam o dever de bem executar as obrigações de natureza pecuniárias impostas nos laudos arbitrais, como se tratasse de uma sentença nacional transitada em julgado, o fato é que a alegação fundada na imunidade de execução, segundo a legislação vigente no local escolhido pela parte credora, não contraria a CW.
Por outro lado, a possibilidade de invocar a imunidade de execução não desnatura a coisa julgada do laudo do CISDI, o qual será executado segundo as leis locais vigentes, isto é, nas mesmas condições impostas para a execução de uma sentença doméstica definitiva, sem que a aplicação destas normas possa constituir uma instância de revisão.
A faculdade de ser suscitada a imunidade soberana em favor do Estado receptor de investimentos poderá retardar, inevitavelmente, o cumprimento das obrigações contidas na decisão do CISDI e, por conseguinte, desmotivar a apresentação de reclamações perante esta jurisdição, colocando-se sob dúvida a efetividade do seu sistema arbitral.
Assim, a efetividade da execução dos laudos arbitrais do CISDI fica transferida ao sistema legislativo do território do Estado signatário da CW escolhido para iniciá-la, podendo, a depender das regras sobre imunidade vigentes, configurar- se obstáculo intransponível à satisfação dos direitos do credor e afetar a credibilidade do seu procedimento de execução.
A escolha do local de execução do laudo deve, portanto, ser baseada, em razão do lugar onde se encontrem mais ativos disponíveis e no local onde a legislação seja mais benéfica à parte credora.
Na hipótese de o Estado receptor de investimento resolver não acatar espontaneamente o seu conteúdo, o investidor poderá requerer a proteção diplomática ao Estado da sua nacionalidade que, por sua vez, terá a faculdade de atuar perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), diante da responsabilidade internacional do Estado receptor de investimento pela prática de um ato internacionalmente ilícito.
No que diz respeito à execução, portanto, a CW deixa aos Estados signatários a liberdade de determinar se irão e como irão realizar a execução de
bens dos Estados estrangeiros. Consequentemente, o sucesso do procedimento executório de um laudo do CISDI depende da legislação do Estado onde a execução será intentada.
Em último caso, não se logrando êxito com os atos executórios, segundo as regras da legislação local, existem duas alternativas convencionais possíveis para esse problema, quais sejam, o exercício da proteção diplomática pelo Estado de nacionalidade do investidor estrangeiro e a apresentação de um pleito contra o Estado condenado perante a CIJ.
No caso de a reclamação ser levada ao conhecimento da CIJ, alegar-se-á a violação de suas obrigações convencionais, uma vez que o descumprimento do laudo do CISDI pelo Estado receptor de investimento condenado implica na violação da CW, sendo considerado um fato internacionalmente ilícito tendente a resultar na sua responsabilidade internacional.
A CW, apesar de não resolver completamente os problemas relativos à execução de sentenças arbitrais contra Estados estrangeiros, prevê inegavelmente condições bem mais favoráveis no tocante ao cumprimento dos laudos arbitrais do CISDI, representando sem dúvida um avanço para a arbitragem internacional, possibilitando que a parte vencedora possa realmente obter a realização do direito que lhe foi reconhecido.
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ANEXO
ANEXO A - CONVENÇÃO PARA A RESOLUÇÃO DE DIFERENDOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS ENTRE ESTADOS E NACIONAIS DE OUTROS ESTADOS.
CONVENÇÃO PARA A RESOLUÇÃO DE DIFERENDOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS ENTRE ESTADOS E NACIONAIS DE OUTROS ESTADOS.
Preâmbulo Os Estados Contratantes:
Considerando a necessidade de cooperação internacional para o desenvolvimento econômico e o papel desempenhado pelos investimentos privados internacionais; Tendo presente a possibilidade de surgirem em qualquer altura controvérsias relacionadas com esses investimentos entre os Estados Contratantes e os nacionais de outros Estados Contratantes;
Reconhecendo que, ainda que tais controvérsias possam normalmente ser levadas perante as instâncias nacionais, métodos internacionais de resolução poderão ser apropriados em certos casos;