2. KIRIMIN FETHİNE KADAR
2.3. Karadeniz’de Ceneviz-Selçuklu Çekişmesi ve Kırım
3.3.1 Extração da areia de rio
Os agregados minerais – minerais mais consumidas no m extrativo, cita-se como exemplo pavimentada, ou seja, cerca de 9.
A construção civil conso brita) no Brasil. Em 2010 a prod sendo que a de areia foi de 267 m em 2022 (IBRAM, 2010). Além ambientais e apresenta problemas
(a
plorada por essa mineradora. Observa-se que es e aumenta ainda mais a necessidade de utilizar e s produtos.
eposição de resíduos da mineração: (a) barragem e
io para construção civil - Impactos
– basicamente areia e pedra britada – são a mundo. Para se ter uma ideia da magnitude d lo o consumo necessário para construir cada k 9.800 toneladas de agregado (IBRAM, 2010). some anualmente milhões de toneladas de agreg odução de agregado no Brasil foi de 451 milhões milhões de toneladas e há previsão que ela pratic m do mais, extração da areia de rio provoca mu
as relacionados com a informalidade.
(a)
(b)
10 essas áreas são r esses resíduos e (b) mina. as substâncias deste processo km de estrada egados (areia e es de toneladas, ticamente dobre uitos impactos
11 Conforme Leles et al. (2005) , a extração da areia de rio causa impactos positivos e negativos, sendo que esses últimos são praticamente quatro vezes maiores. Como impactos positivos citam-se: criação de emprego, contribuição para o desenvolvimento regional, diminuição do assoreamento dos cursos d’água e da proliferação de vetores de doenças, já que a vazão dos rios aumenta, e a crescente oferta de areia e da receita dos governos estaduais e municipais em virtude da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
Os impactos negativos causados no solo, na fauna, na água e no ar são inúmeros (LELES et al., 2005). Com relação ao solo e a fauna, citam-se:
• diminuição da infiltração de água devido à compactação ocasionada pelo uso de máquinas pesadas;
• depreciação de sua qualidade decorrente da diminuição da fertilidade;
• diminuição da plasticidade e aeração também promovida pela sua compactação; • incidência de processos erosivos,
• danos à microbiota do solo em virtude da maior exposição deste às intempéries decorrentes da retirada da vegetação;
• estresse da fauna silvestre e aquática provocado pelo ruído;
• aumento da possibilidade de ocorrer acidentes nos ambientes onde houve instabilidade do solo, ocasionadas pela concentração de operações para extração de areia, além do risco de acidentes para os banhistas, devido à formação de “panelões” pela ação das dragas
Alguns impactos causados na água e no ar são:
• problemas relacionados à contaminação provenientes de maquinarias utilizadas nas operações;
• aumento da concentração de partículas em suspensão na água (turbidez); • depreciação da qualidade do ar;
• interferência na velocidade e direção do curso d’água, e
• diminuição da possibilidade de usos múltiplos da água, tendo em vista o aumento da sua turbidez e a possibilidade da sua contaminação.
Podem-se citar, ainda, outros pontos negativos como os impactos visuais, associados às instalações das estruturas, ao processo de retirada da vegetação, à estocagem da areia e à
12 descaracterização da paisagem natural; a probabilidade de ocorrência de acidentes automobilísticos causados pela queda de areia nas estradas durante seu transporte e a depreciação do patrimônio público, em virtude das trepidações ocorridas com o uso de máquinas pesadas, podendo provocar avarias em pontes, estradas e construções próximas ao local.
Portanto, a substituição da areia de rio pela areia resultante da exploração do itabirito também é interessante para atenuar todos os impactos negativos citados e, ainda, os outros decorrentes dos armazenamentos abusivos das barragens de resíduo resultantes da mineração. A reutilização e a reciclagem dos resíduos podem ajudar a diminuir parte deste problema.
Portanto, esta substituição é algo que pode interessar tanto às mineradoras quanto aos órgãos ambientais e ao governo.
3.3.2 A extração da areia de rio em Belo Horizonte
Estima-se que o consumo de areia de rio na Região Metropolitana de Belo Horizonte é da ordem de 7 a 10 mil toneladas por dia. Essa estimativa é feita com base no consumo de cimento na cidade (LAMEIRAS, 2008). Desta forma, esse grande consumo é algo que pode interessar às mineradoras, pois atenuará o problema da estocagem do resíduo em barragens.
A extração de areia para suprir a Região Metropolitana de Belo Horizonte é feita principalmente nos municípios de Fortuna de Minas, Cachoeira da Prata e Esmeraldas. As fotos de satélite mostram os locais dessas atividades. Pode-se ver o tamanho do impacto ambiental. O fluxo do Rio Macacos (Fortuna de Minas, Figura 3-4) está bastante prejudicado. As áreas brancas nas suas margens são causadas pela extração de areia. Vê-se que já foram formadas represas ao longo do seu percurso. Deve-se também levar em conta que esse terreno é cárstico1 , onde a gestão dos recursos hídricos deve ser ainda mais cuidadosa.
1 Cárstico: região que se caracteriza pela dissolução química (corrosão) das rochas, que leva ao aparecimento de
uma série de características físicas, tais como cavernas, dolinas, vales secos, rios subterrâneos e paredões rochosos expostos. O relevo cárstico ocorre predominantemente em terrenos constituídos de rocha calcária, mas também pode ocorrer em outros tipos de rochas carbonáticas, como o mármore e rochas dolomíticas (IGUAL, 2009).
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FONTE: http://maps.google.com.br/maps Figura 3-4 - Foto satélite mostrando o local e o impacto ambiental onde se extrai areia ao
longo do Rio Macacos, no município de Fortuna de Minas.
A pista direita da BR-040 no sentido Sete Lagoas – Belo Horizonte encontra-se danificada com muitas ondulações provocadas pelo excesso de peso dos caminhões de areia que circulam em horários quando não há fiscalização (LAMEIRAS, 2008).
A Figura 3-5 mostra que as áreas onde se encontram as extrações de areia (quadrados em vermelho) estão a uma distância pouco menor da Região Metropolitana de Belo Horizonte do que a distância da barragem da Samarco (círculo amarelo). Como até 2/3 do preço da areia de rio é devido ao transporte (LELES, SILVA, et al., 2005), espera-se que o transporte do resíduo até a Região Metropolitana de Belo Horizonte não seja um impedimento para o seu emprego em substituição à areia de rio. Deve-se considerar também que há ligação ferroviária entre a barragem e Belo Horizonte. Além disso, como a Samarco domina tecnologia de transporte por mineroduto, a construção de um duto para transportar a areia até Belo Horizonte seria algo a se considerar (LAMEIRAS, 2008).
RioMacacos
Cachoeira da Prata Fortuna
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FONTE: www.aondefica.com.br Figura 3-5 - Comparação das distâncias entre Belo Horizonte, as áreas extratoras de areia de
rio (retângulos) e a barragem da Samarco (círculo).