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CENTRO DE PLANEJAMENTO E PROJETOS DI VI SÃO DE OPERAÇÕES DI VI SÃO TÉCNI CA CENTRO DE ANÁLI SE DOCUMENTAL CSCF CCTA6 COORDENAÇOES REGI ONAI S, SENDO 2 NO PONTAL
4 ESCRI TÓRI OS REGI ONAI S, SENDO 1 NO PONTAL
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gent e que t inha at é um cer t o r eceio quando falava: Hoj e nós vam os ver um líder dos sem - t er r a, fulano de t al. A gent e t inha at é um cer t o r eceio daquilo lá. ( Agrônom o do I TESP desde 1994, 25/ 5/ 05)
Mas, em bor a t enha r ealizado invest im ent os em est rut ura e inovações adm inist r at ivas no ór gão de t er r as, o Gover no Fleur y não alt erou significat iv am ent e a for m a de at uação de seu ant ecessor na ár ea agr ár ia, sendo vist o com o um a cont inuação negat iva, m ant endo a subor dinação polít ica aos int er esses dos grandes fazendeir os.
Nesses 8 anos, a base de sust ent ação, t ant o no Quér cia com o na sucessão do Quér cia, os aliados er am os gr andes fazendeir os. Ent ão não t em com o... o car a não t inha int er esse! At é por um a conv icção dele m esm o, que a coisa do desenvolvim ent o do país ou do Est ado não passava por essa quest ão. ( Agr ônom o da SEAF/ I TESP desde 1986, 31/ 05/ 05)
Ao m esm o t em po, o Gover no gar ant ia o at endim ent o pont ual das dem andas da liderança do MST no Pont al e dos polít icos locais, independent em ent e da posição dos t écnicos do I TESP, que nem sem pr e concor davam com elas. I sso causava um est rem ecim ent o na base das relações ent re MST e I TESP, sent ida m ais pr ofundam ent e na r egional do Pont al.
Em 1994, er a m uit o difícil por que... eu não sei se devido a pr essão social que t inha na época, m uit o acam pam ent o, m uit a coisa, e o m ovim ent o social t r abalhava dir et am ent e com os acam pados, né? Ent ão exist ia assim um a... um a... não er a um a br iga, m as um a coisa, par ece um t ipo de um a r ivalidade, sabe? Er a m ais difícil. Pr incipalm ent e pr a nós que est ávam os aqui na fr ent e, t r abalhando no cam po, aqui a gent e sofr ia m uit o com isso. Eu digo principalm ent e pra nós por que, quando se t r at ava, por exem plo, com a Dir et or ia do I TESP aí o cont at o er a m ais na base polít ica, t al, ou com as pr incipais lider anças do Movim ent o e er a m ais fácil de t r abalhar . Agor a pr a quem enfr ent ava aqui no dia a dia, er a com os m ilit ant es do MST, né? Os m ilit ant es. Er a sem pr e m uit o difícil. ( Agr ônom o do I TESP desde 1994, 25/ 5/ 05)
Mas, apesar de t oda essa dificuldade que vinha desde o seu início e se acent uava nos Gover nos m enos com pr om et idos com a causa da t erra – ou t alvez em decor r ência dela – e apesar das inúm er as t r ansfor m ações que sofr eu, o I nst it ut o desenvolveu dinâm ica pr ópr ia, que se t or nar ia um a de suas m ar cas m ais im por t ant es.
Mesm o com dir eções que não er am ex at am ent e com pr om et idas com isso, ele t inha um a dinâm ica pr ópr ia, que não é só a dinâm ica daquela m áquina bur ocr át ica, das r egr as adm inist r at ivas que vão andar independent e de quem sej a o dir et or adm inist r at ivo. Ela t inha um a dinâm ica t écnica
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t am bém e um a dinâm ica polít ica que funcionava quase que independent e de quem assum ia a dir eção naquela época. Ele t inha um a dinâm ica m uit o int er essant e que cont r ibuiu um pouco pr a que o Est ado assum isse a diant eir a na quest ão dos assent am ent os. ( Agr ônom o do I AF/ I TESP desde 1984, 11/ 11/ 05)
Assim , por um lado, dur ant e os Gover nos Quércia e Fleur y, havia um a post ur a inst it ucional t radicional no Gov erno do Est ado, especialm ent e nas inst âncias decisór ias m ais elev adas na hierarquia polít ica. Os int eresses dos gr andes ( fazendeiros, polít icos, lideranças) encont ravam eco par a suas r eivindicações, com acor dos fir m ados pont ualm ent e, ao sabor da sua vont ade e at endendo às suas conveniências. Por out r o lado, no I TESP se encont r ava um a post ur a absolut am ent e não t radicional, especialm ent e na ár ea t écnica ligada aos assent am ent os, onde a m issão de 1984 ainda r ever ber ava, onde a defesa dos pequenos ( posseir os, assent ados, acam pados) t inha pr im azia sobr e quaisquer out r os int er esses.
Talvez por essa r azão, quando Már io Covas vence as eleições, sem um a palavr a em seu pr ogr am a a r espeit o do Pont al e sem qualquer m et a definida par a o set or de j ust iça e cidadania r elat iva aos assent am ent os ou à r egular ização fundiár ia84, o pessoal do I TESP se art icula e pr ocur a a equipe do candidat o eleit o par a expor seus ar gum ent os e convicções. No final de 1994, um a com issão de funcionár ios pr ocura o responsável pela área de j ust iça e cidadania – cogit ado, m as ainda não confirm ado – par a ser o novo Secr et ár io e lhe apr esent a o problem a e um a per spect iva de at uação.
Eu t ive um a noção de que havia dois pólos de at uação, que er am DRF e DAF, er a por essas expr essões que chegava, por essa canalização. DRF er a algo que vinha do Vale do Ribeir a, DAF er a algo do Pont al. Depois nós fom os ver que não er a bem assim . Um a coisa que foi int er essant e: no pr im eir o cont at o for am pessoas, que falavam de acam pam ent os no Pont al e assent am ent os. A pr im eir a coisa que eu per gunt ei a eles foi: Mas por que isso? E a r espost a eu não lem br o bem , m as a m inha int uição er a que o diálogo não est ava est abelecido em bases boas ent r e Gover no e m ovim ent o social. Não quer dizer que o diálogo não fosse bom , é que não est ava est abelecido em boas est r ut ur as, est ava est abelecido em base a um a r elação pela qual o Gover no cede no m ínim o o que é necessár io pr a
84 Na v er dade, no pr ogr am a de gov er no, it em “ D ir e it os” , subit em “ Ju st iça ” não havia nenhum a palavr a par a o
t em a, apenas no it em “ D e se n volv im e n t o” , subit em “ Ag r icu lt u r a ” , lia- se: “ O Gover no Már io Covas t em o
fir m e pr opósit o de cor r igir as at uais defor m ações do pr ogr am a de assent am ent os agr ícolas, v ir t ualm ent e par alisado desde 1986 e hoj e em sit uação pr ecár ia. As m ais de 4 m il fam ílias assent adas r eceber ão capacit ação e assist ência t écnica par a não m ais depender da t ut ela est at al. Em colabor ação com o Gov er no Feder al, o Est ado im plant ar á novos pr ogr am as de assent am ent o, com a cr iação de agr ov ilas onde os assent ados possam se or ganizar e t er acesso aos ser v iços e equipam ent os sociais. Um assent am ent o dev e conquist ar a aut onom ia no m áxim o em cinco anos, a cont ar de sua com plet a inst alação.” ( PSDB, 1994: 41)
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que o Movim ent o cont inue e o Movim ent o não se abor r ece com isso. ( Belisário, Secret ário da SJDC de 1995 a 2000, 30/ 5/ 05)
Dessa for m a, abr ia- se par a 1995 a hipót ese de um a nova for m a de r elação ent r e o I TESP e a SJDC, com o Secr et ár io sendo apr esent ado à quest ão fundiár ia paulist a pela voz dos funcionár ios do pr ópr io ór gão – e não at r avés de dem andas ou j ogos de influência, não at r avés dos m ovim ent os sociais, dos polít icos ou dos dir igent es.
Foi m uit o posit iv a aquela v isit a pr év ia que eu r ecebi no m eu escr it ório. Foi posit iva, no sent ido que a im agem que se passou é: nós quer em os saber se t em os espaço pr a at uar . Foi posit iva, por que er am pessoas de um ór gão, isso m e passou m uit o clar o, er a um ór gão volunt ar ioso ali que vai per gunt ar se t em espaço pr a at uar . Ent ão m e passou um a excelent e idéia, naquele m om ent o: er am pessoas pr eocupadas com um t em a. Eles não est avam pr eocupados com os em pr egos, eles est avam pr eocupados com um a inst it uição e com um t em a. Foi m uit o int er essant e isso. E nós quase enfar t am os! Não acham os que t inha pr oblem a agr ár io em São Paulo. Ent ão isso foi im pact ant e pr a m im , at é, quando eles saír am , eu disse pr o Edson: Nossa! Achei que aí não... Não dedicam os um a palav r a pr a isso no pr ogr am a! ( Belisário, Secret ário da SJDC de 1995 a 2000, 30/ 7/ 05)
Esse pr ovavelm ent e foi o pont o de par t ida par a o est abelecim ent o de um a conexão dir et a ent r e a Secr et aria e a pr ópr ia base da inst it uição, seus t écnicos m ilit ant es.
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Pontal A extensão da terra quase assusta E mais que ela, o vazio...Sensação de desesperança. Nada ali parece ter vida. O pasto ralo de um verde seco, Os bois tristonhos a ruminar E ora aqui, ora lá longe, A chaga aberta de uma ferida Que sangra a terra com violência, Rasgo feio de erosão.
Cerca, cerca, cerca... Quilômetros de estrada E cerca.
De quando em quando uma cidade – Cidadezinha, melhor dizer – Modorrenta e esquecida
Dorme o sono de uma velhice precoce Aonde foi a juventude?
Porque não está mais aqui? Aonde seus braços fortes? Quem sugou a sua força? O eco somente responde: Força, força, força...
Não há mais nada, nem há ninguém. Até quando?
Os bramidos do inconformismo Ressurgindo, são rumores, Vão crescendo num allegro E explodem de repente, Incendeiam corações. A massa exangue se levanta. Ergue os olhos, rompe a cerca, Planta os pés, finca no chão... De onde vieram tantos? Que subterrâneo os alimentou? Quem gerou toda essa garra? Tanta semente de esperança, Quem lhes disse pra sonhar? E a terra redescoberta Vira a terra prometida Lentamente é dividida Com a força da multidão. E uma nova poesia
Já se encontra em gestação.
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Um a analogia com “ bifur cações” , est udadas na física do não equilíbr io, sur ge im ediat am ent e. Essas bifur cações apar ecem em pont os especiais nos quais a t r aj et ór ia seguida por um sist em a se subdivide em r am os. Todos os r am os são possíveis, m as só um deles ser á seguido. No ger al não se vê apenas um a bifur cação. Elas t endem a sur gir em sucessão. I sso significa que at é m esm o nas ciências fundam ent ais há um elem ent o t em por al, nar r at ivo, e isso const it ui o " fim da cer t eza” , o t ít ulo do m eu últ im o livr o. O m undo est á em const r ução e t odos podem os par t icipar dela. ( I lya Pr igogine. Cader no Mais! FSP, 30/ 1/ 2000)
A pr im eir a gest ão Már io Covas ( 1995- 1998) com eçou em 1º de j aneir o de 1995. E logo se descobr iu que, longe de est ar r esolv ido, o conflit o no Pont al j á se gener alizava em t odas as suas dim ensões.
Par a a Secr et ar ia da Just iça e da Defesa da Cidadania ( SJDC) foi nom eado Belisár io dos Sant os Júnior85, r espeit ado advogado de Dir eit os Hum anos. FERNANDES
85 Adv ogado for m ado pela Faculdade de Dir eit o da Univ er sidade de São Paulo, em 1970, com Cur so de
m est r ado em Legislação Penal Especial ( pela USP) ; Cur so de Especialização em Dir eit o Adm inist r at iv o pela Pont ifícia Univ er sidade Cat ólica –SP e Cur so I nt er disciplinar em Dir eit os Hum anos ( I nst it ut o I nt er am er icano de Dir eit os Hum anos – Cost a Rica) . Adv ogado de pr esos e per seguidos polít icos; pr ocur ador de Aut ar quia Assist ent e ( I nst it ut o de Pr ev idência do Est ado de São Paulo, I PESP) . Mem br o da Com issão Just iça e Paz da Ar quidiocese de São Paulo, desde 1982. Mem br o do Conselho Penit enciár io do Est ado, r epr esent ando a Or dem dos Adv ogados do Br asil, de 1990 a 1994. Mem br o da Com issão de Dir eit os Hum anos da Secção de São Paulo da Or dem dos Adv ogados do Br asil ent r e 1985 e 1990. Ex - Mem br o da Com issão de Dir eit os Hum anos do Conselho Feder al da Or dem dos Adv ogados do Br asil at é 1994. Ex - Pr esident e da Associação de Adv ogados Lat ino- Am er icanos pela Defesa dos Dir eit os Hum anos, desde 1980. Mem br o do I nst it ut o Br asileir o de Adv ocacia Pública. Foi Secr et ár io da Adm inist r ação Penit enciár ia ent r e 1º de j aneir o e 15 de j ulho de 1995 e Secr et ár io da Just iça e da Defesa da Cidadania ent r e 1º de j aneir o de 1995 e 6 de j ulho de 2000. ( I n:
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( 1996: 190) assim se r efer e ao novo Secr et ár io: “ Na sua t r aj et ór ia pr ofissional, o
advogado t rabalhou na Com issão de Just iça e Paz de São Paulo, ligada à Ar quidiocese de São Paulo. Com essa nom eação, em cer t a m edida, a aliança hist ór ica ent r e os gr ileir os e o est ado est ava abalada” .
Seu Adj unt o foi Edson Luiz Vism ona86, t am bém advogado da ár ea em pr esar ial. Tinham se conhecido na for m at ação do Pr ogr am a de Gover no de Már io Covas, quando for am responsáveis um pelo Gr upo Set or ial de Just iça e out r o pelo Grupo de Defesa do Cont r ibuint e. No ent ant o, som ent e às vésper as de sua indicação par a a Secr et ar ia, t inham t om ado conhecim ent o da exist ência de um a quest ão agr ár ia est adual.
Aliás, desde o final de dezem br o de 1994 nós est ávam os m uit o im pact ados com essa quest ão agr ár ia, por que a gent e não t inha idéia, não apar ecia isso. A gent e não t inha idéia da dim ensão. Essa dim ensão apar eceu pr a gent e naquela pr im eira r eunião com o pessoal do I TESP, quando eu ainda er a Secr et ár io indicado, aliás, nem indicado eu er a ainda. ( Belisár io, Secr et ário da SJDC de 1995 a 2000, 30/ 5/ 05)
A nova equipe de Gover no87 t om ava pé da sit uação, ao m esm o t em po em que se defront av a com um problem a adicional de ordem inst it ucional.
Em fev er eir o, eu fui ao Vale do Ribeir a com o Vice- Gov er nador Alck m in e o t em a foi o I TESP. O que ia acont ecer com o I TESP, se o I TESP ia acabar . Ent ão eu sent i que de fat o os prefeit os t inham um a pr eocupação com o I TESP, que o I TESP er a im por t ant e. O Movim ent o Sem Ter r a dizia a m esm a coisa. ( Belisár io, Secr et ár io da SJDC de 1995 a 2000, 30/ 7/ 05)
Desde 1991, os t écnicos do I TESP er am cont r at ados pela BANESER. A inst abilidade inst it ucional que m arcav a a hist ória do I nst it ut o e a inex ist ência de quadro de funcionár ios pr ópr io er am fat or es de pr eocupação per m anent e de t odos que se relacionavam com a quest ão agrária paulist a e, em especial, dos ser vidor es do I nst it ut o.
“ Sem pr e nas m udanças de Gover no a gent e m or r ia de m edo. A gent e ficava m or rendo de
86 Adv ogado for m ado pela Faculdade de Dir eit o da Univ er sidade de São Paulo em 1981. Pós- gr aduado em
Dir eit o I nt er nacional pela USP em 1986. Cur sou a Academ ia I nt er nacional de Dir eit o de Haia, Holanda, em 1988. Pr ofessor de Dir eit o I nt er nacional da UNI VAP de 1986 at é 1991; Adv ogado de em pr esas, par t icipou da elabor ação do Código de Defesa do Consum idor com o r epr esent ant e da indúst r ia elét r ica e elet r ônica j unt o ao Congr esso Nacional; Om busm an da Associação Br asileir a da I ndúst r ia Elét r ica e Elet r ônica ( ABI NEE) , de 1990 at é 1994; At uou nas negociações em pr esar iais na est r ut ur ação do Mer cosul; Coor denou o Pr ogr am a da Qualidade do Ser v iço Público do Est ado de São Paulo de 1995 at é 2002; Foi Secr et ár io Adj unt o da Just iça e da Defesa da Cidadania de 1º j aneir o de 1995 at é 6 de j ulho de 2000; quando assum iu a Secr et ar ia da Past a, per m anecendo at é 24 de j aneir o de 2002. ( I n: ht t p: / / w w w .j ust ica.sp.gov.br / Modulo.asp?Modulo= 236)
87 Foi nesse m om ent o que r e- ingr essei no I TESP, na posição de Dir et or a do DAF, em fev er eir o de 1995, a
conv it e de Jonas Villas Boas, adv ogado, r ecém nom eado com o Coor denador do I TESP. Jonas j á hav ia sido Dir et or do DRF nos Gover nos Quér cia e Fleur y, e assum ido por alguns m eses a Coor denação do I TESP, ent r e set em br o de 1993 e j aneir o de 1994. O nov o Dir et or do DRF e os dois out r os dir igent es da m inha equipe no DAF ( Quadr o 2.8) er am agr ônom os, ant igos funcionár ios ( v ist os com o t écnicos- m ilit ant es) , que at uav am no I nst it ut o desde o I AF.
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m edo, m as er a com os salár ios, com a est abilidade...” ( Técnico em Agr im ensur a do
DRF/ I TESP desde 1986, 28/ 05/ 05)
Naquela t r ansição havia um m ot ivo adicional de preocupação: Covas hav ia decidido ext inguir os cont r at os com a BANESER, alvo de denúncias de fr audes, especialm ent e em r elação à cont r at ação de fant asm as polít icos e à ausência de pr ocessos licit at ór ios par a t erceir ização de m ão- de- obra. Por m ais ver dadeiro que isso pudesse ser par a out r os ór gãos, o fat o é que no I TESP as pessoas t r abalhavam r egular m ent e e a m áquina do I nst it ut o t inha 90% dos ser vidor es cont r at ados pela BANESER. Mas esse cont r at o ser ia r om pido: o I TESP ia par ar .
Ent ão, a pr im eir a gr ande pr eocupação, que foi im ediat am ent e assim ilada, er a a necessidade de m ant er o I TESP e por um a decisão do gover no ant er ior o I TESP dependia de um cont r at o que se ext inguia no dia 31 de j aneir o de 1995. A ur gência er a essa.
A ur gência foi r ev elada t am bém na pr im eir a visit a que nós r ecebem os aqui na Secret ar ia da Just iça, que foi exat am ent e um gr upo de Sem - t er r a e, par a m eu espant o, ali na pr im eir a r eunião com os Sem - t er r a, com o na pr im eir a r eunião com pr efeit os, a pr im eir a r eivindicação não foi algo par a o Movim ent o e nem foi algo par a os m unicípios, m as foi par a que se m ant iv esse o I TESP. ( Belisár io, Secr et ário da SJDC de 1995 a 2000, 14/ 01/ 98) .
Não obst ant e, no início de abril, os serv idores do I TESP foram t odos dem it idos e a condição m ilit ant e de seus t écnicos foi novam ent e t est ada: dur ant e os t r ês m eses