2.3. İş Tatmini ve Motivasyon
2.3.1. Kapsam Kuramları
Em 2009, a empresa iniciou o faturamento com R$ 6.288,00 e após participação em uma feira no mês de março iniciou seu processo de crescimento, até a derrocada de seu faturamento em dezembro. Teve seu ponto alto em novembro com o faturamento de R$ 83.027,00.
Gráfico 77 - Taxa de crescimento do faturamento - AGWR 2009
Ao iniciar seu crescimento a empresa encontrou o primeiro obstáculo produtivo, para resolver o problema era necessário contratar mais pessoal, durante o ano a empresa foi incorporando mão de obra a sua operação. Entre janeiro e dezembro saltou de 9 funcionários para 31.
Gráfico 78 - Entrada de funcionários - 2009
No inicio de 2010 a empresa entrou em contato com o BNDES, que lhes mandou procurar o Banco do Brasil e lá solicitar crédito do BNDES. Enfim ofereceram o cartão BNDES, que até fevereiro ainda não tinha sido aprovado.
A empresa abriu conta no Banco do Brasil e solicitou empréstimo, mas não foi liberado pela instituição por saberem que a empresa já possuía outros empréstimos. Curiosamente os bancos privados foram mais acessíveis a empresa e realizaram os empréstimos, no entanto com taxas de juros bem superiores as linhas de crédito do Banco do Brasil.
Segundo os administradores da empresa e seus representantes, 2009 foi um ano terrível para o setor de moveis e decoração, o que de fato é possível notar com a queda da produção industrial de 7,41%. A produção do setor de moveis caiu 2,9%.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Brasil é um país constituído principalmente por pequenas e micro empresas. Este projeto procura mostrar um panorama, mais completo possível, condicionado a disponibilidade de dados, da situação atual em termos de desempenho macroeconômico, de estrutura empresarial e do emprego gerado por nosso tecido de empresas.
Em um contexto econômico geral, a economia mundial experimenta uma significativa deterioração de seu cenário econômico devido à crise financeira.
A atividade econômica em países tanto desenvolvidos como em desenvolvimento caiu intempestivamente no último trimestre de 2008 e no ano de 2009.
Além das dificuldades econômicas que dificultam a obtenção de empréstimos as micro e pequenas empresas possuem no Brasil um obstáculo a mais, é o “custo Brasil” termo utilizado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no País. O relatório Doing Busines 2010 do Banco mundial que classifica as economias no índice de facilidade em se fazer negócios, classificou o Brasil em 129º no ranking, o país perde para a Etiópia, Ruanda e Zâmbia três dos países mais pobres do mundo. Neste relatório é possível verificar que o Brasil piorou em praticamente todos os índices.
Entre as principais dificuldades para se fazer negócios no Brasil, se destaca a alta carga tributária, uma das maiores taxas de juros do mundo, alto spread bancário, altos índices de corrupção, e altos índices de processos trabalhistas.
Em 2007, antes da crise o Brasil tinha 4.420 milhões de empresas sendo que 4.346 milhões de micro e pequenas, o que representa 98,33% das empresas brasileiras. Já as grandes e médias apenas 73.906 mil. A taxa de crescimento das micro e pequenas empresas considerando o período de 2006 e 2007 (CNAE 2.0) mostra que tivemos um aumento de 2,58%, 109 mil empresas. A média do período de 1996 a 2006 (CNAE 1.0) mostra que a média anual de crescimento era de 6,62%, bem superior ao que ocorreu no período 2006 e 2007.
De 2000 a 2006 fizeram parte do cadastro central de empresas (CNAE 1.0) 8.597.315 milhões de empresas. Deste período até 2006 sobreviveram apenas
59,80%. Num período de apenas seis anos foram extintas 40,20%. Das empresas extintas neste período 99,42% eram micro e pequenas.
A taxa média de entrada de empresas no mercado entre 2000 e 2006 (CNAE 1.0) foi de 16,85%, enquanto a de saída foi de 10,60%, representando um crescimento médio anual de 6,25%. A maior taxa de mortalidade das empresas foi em 2006, 12,86%. Enquanto a menor taxa de entrada também foi em 2006, 13,95%. Em 2006 o aumento das saídas e a diminuição das entradas fizeram a taxa de crescimento ficar em apenas 0,90%.
A taxa de mortalidade das empresas (CNAE 1.0) mostra que as empresas com 1 ano de vida são as que mais sofrem os efeitos da extinção. Em 2004 as empresas extintas com apenas 1 ano foi de 43,85%, em 2005 45,98% e em 2006 41,23%.
Em 2007 as pequenas e micro empresas ocuparam 39%, as grandes e médias 43%, e a administração pública, defesa e seguridade social 18% de pessoas. Em relação à ocupação assalariada as MPES empregaram 29% as grandes e médias 49% e a administração pública, defesa e seguridade social 22%.
As taxas médias de crescimento das MPES do período que vai de 1996 a 2006 foram de 5,24% para ocupação 5,78% para assalariados, as grandes e médias 3,63% para ocupação e 3,64% para assalariados, as taxas para administração pública,defesa e seguridade social foram de 3,95% para ocupação e 3,95% para assalariados.
Estes dados indicam que no período de 2006 e 2007 houve uma inversão, as pequenas e micro empresas cresceram menos em geração de ocupação e ocupação assalariada que as grandes e médias empresas.
De 2000 a 2006, foram criadas 5.085.937 milhões de empresas que movimentaram cerca de 20.343.748 milhões de assalariados. Para cada empresa criada é calculada a média de quatro ocupações assalariadas.
No mesmo período foram extintas 3.456.365 empresas que movimentaram cerca de 13.825.460 milhões de assalariados.
A análise dos dados demográficos mostra que comemorar o saldo positivo entre empresas que entram e saem, na verdade é utilizando um jargão popular tapar o sol com a peneira, pois qual e para quem são o legado das 40,20% empresas extintas no período de 1996 a 2006? A resposta é simples, o principal legado são os abalos na confiança e os altos riscos em se operar com empresas que sejam deste
porte. O legado das extintas fica para as empresas que sobrevivem e para aquelas que virão.
A crise que eclodiu em 2008 reforçou a necessidade do Estado assumir o papel de regulador, fiscalizador, indutor e provocador do investimento. No total o Brasil possui mais de 100 programas de financiamento para pequenas e micro empresas. No entanto as dificuldades para se conseguir entrar em qualquer programa são enormes.
Não adianta a criação de programas, a abertura de linhas de crédito, se isto não for de fato disponibilizado para as empresas. Há um enorme abismo entre as ações do governo voltado para as médias e grandes e para as pequenas e micro, é o que pudemos constatar, por exemplo, nos desembolsos do BNDES no período analisado.
A partir da análise da gestão de uma pequena empresa pudemos concluir que uma boa gestão não é suficiente para o sucesso de um empreendimento. O mercado e o ambiente externo são também fatores decisivos para o sucesso. As pequenas e micro empresas sofrem muito mais as intempéries do mercado do que as grandes e médias, pois estas possuem mais facilidade em alavancar capital do que as pequenas e micro. Dos mais de 100 programas e projetos disponibilizados para pequenas e micro empresas, a empresa analisada não conseguiu participar de nenhum deles.
O presente trabalho procurou apontar os fatores internos e externos que podem afetar a performance de uma micro e pequena empresa, dentre elas se destacam o custo Brasil, as crises econômicas, a falta de projetos governamentais adequadas a realidade das MPES, o empreendedorismo por necessidade e a falta de gestão adequada. Estes são os pontos mais críticos destacados como maiores obstáculo para o sucesso das micro e pequenas empresas brasileiras.
Uma pequena e micro empresa é uma organização estabelecida que não luta com as mesmas armas que as grandes e médias empresas já estabelecidas. A lei do mercado favorece os mais fortes, o ideal seria que ela favorece o melhor. Para permitir o surgimento de novos atores, o Estado pode e deve desempenhar um papel regulador, fiscalizador e indutor do empreendedorismo. Na Alemanha esta ação do Estado é chamada de protecionismo educativo. E nos Estados Unidos Lei das Pequenas Empresas “Small Business Act”, que surgiu em 1950. Para desinibir o
mercado e para que ele se atreva a escolher novas soluções, novos negócios, devemos construir esta filosofia.
Há algum tempo hesitei se deveria iniciar este projeto pelo inicio ou pelo fim, se em primeiro lugar faria um relato sobre o nascimento ou sobre a morte de uma pequena empresa, se falaria antes do talento, criatividade e obstinação do empresário brasileiro, ou de seu vil destino e fama. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento ou falando bem, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que as estatísticas apontam que no Brasil um novo empreendimento morre quase que prematuramente, seja por circunstâncias endógenas ou exógenas. Ao fazer nascer uma empresa no Brasil, nosso obstinado empreendedor já deve antever o destino de seu empreendimento e se preparar para o seu triste fim, pois maior é a chance dele não prosperar. E a segunda consideração é que ser pequeno empresário no Brasil é viver entre a cruz e a espada, entre a vilania e o heroísmo e tudo isso carregando ainda sua má fama desde Marx. A literatura mundial possue dois personagens que retratam muito bem o pequeno empresário brasileiro, o insano e incompreendido Dom Quixote e o ingênuo Policarpo Quaresma. E a maior ironia desta comparação é que um tinha a triste figura e o outro teve um triste fim.
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Fundos e Programas Estaduais
FAPEM - Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão
FUNCET/SP - Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
, Funcitec- Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia / FUNCITEC/SC - Fundo Rotativo de Fomento à
Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina
1 FUNDECT/MS - Fundo de Apoio e de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul
4 FUNDET/RN - Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
5 FUNDETEG/GO - Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia
7 FUNTEC/PA - Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia do Pará
FUNTEC - Fundação de Desenvolvimento de Tecnópolis
Rede Goiana de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos
FAPEG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás
Fundos e Programas Municipais
1 FAPERP - Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto
! Incentivos Fiscais de Governos Estaduais
1 FUNDES – Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (RJ)
2 FUNDOPEM – Fundo Operação e Empresa (RS) 3 FUNMINERAL - Fundo de Fomento à Mineração
(GO)
4 GOIÁSFOMENTO - Agência de Fomento de Goiás S/A (GO)
5 Governo do Estado do Paraná
6 INFORMÁTICA - Programa de Informática, Eletrônica e Comunicação (BA)
7 PAEP - Programa de Apoio às Entidades de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro 8 Programa Fundo de Aval (SP)
Leis Específicas
9 Lei de Inovação 10 Lei do Bem
11 Tecnologia Industrial Básica e Serviços Tecnológicos