4. HİSARDERE KÖYÜ’NDE KIRSAL MİMARİ
4.3 Köy Evleri
4.3.5 Kapılar
Para analisar a dimensão de Desempenho Financeiro, três medidas foram empregadas: lucro líquido, retorno sobre ativos e crescimento de vendas nos últimos anos.
Com relação ao lucro líquido e retorno sobre ativos, todos os grupos (AT, MT e BT) apresentaram um desempenho relativo igual ou superior à média da indústria em que estão inseridos nos mesmo período. A exceção é uma empresa do grupo BT que durante o mesmo período analisado, possui margens inferiores à média da indústria e “foi necessário fazer um saneamento de postos de trabalho e atividades,
focando no que fazemos melhor, no nosso diferencial, originado a partir de uma inovação radical que nos trouxe até aqui”, segundo aponta o estudo de caso.
Particularmente em relação ao crescimento de vendas, todas as empresas – sem exceção, apresentaram índices superiores à média de crescimento de suas respectivas indústrias. Uma nota explicativa em relação à empresa do grupo BT, citada no parágrafo anterior, faz-se necessário porque “a inovação que promovemos
a crescer muito, a empresa praticamente triplicou de tamanho, mas foi um crescimento desordenado e, mesmo com o aumento do faturamento nesse período, a eficiência e as margens foram sacrificadas, sendo necessário uma ação de ajuste”,
das palavras de um dos entrevistados do caso.
De outro modo, para analisar o desempenho inovativo, medidas relacionadas à geração de novidades e inovações foram consideradas em cada empresa do estudo.
Todos os três grupos apresentaram algum tipo de controle e acompanhamento das iniciativas de melhoria e inovações promovidas nas diversas áreas das empresas, sendo possível a promoção de avaliações para levantamento do impacto financeiro destas novidades.
Dessa maneira, quando se analisa o percentual do faturamento atual das empresas relativo à inovações ou melhorias implementadas nos últimos 3 anos, observa-se um comportamento distinto nos três grupos analisados. Tal comportamento está ilustrado no gráfico 10, a seguir.
0% 20% 40% 60%
AT MT BT
Gráfico 10: Percentual do faturamento relativo à inovações ou melhorias. Fonte: Elaborado pelo autor a partir dos estudos de caso
Em média, as empresas do grupo AT apresentaram percentual de faturamento relativo à inovações ou melhorias implementadas nos últimos 3 anos na faixa entre 40% e 60%. Enquanto as empresas do grupo MT apresentaram este percentual na
faixa de 20% até 40%. Já nas empresas do grupo BT observou-se, em média, que as inovações ou melhorias implementadas nos últimos 3 anos representavam até 20% do faturamento atual da empresa.
Tal informação, ilustrada anteriormente, por si só já é relevante, entretanto para uma análise completa é interessante comparar os mecanismos de acompanhamento e mensuração do impacto financeiro de melhorias e inovações nas empresas dos grupos AT, MT e BT. Observou-se que nos grupos AT e MT, há mais mecanismos e procedimentos de acompanhamento e avaliações do impacto das inovações e melhorias promovidas pelas empresas comparativamente ao grupo BT. “Aqui tudo é
medido, pois precisa ser justificado não apenas internamente, mas também para os clientes”, segundo um entrevistado do grupo AT. De outro modo, “temos muitas iniciativas, mas nem sempre é possível acompanhar e avaliar cada de perto” é a
reflexão de outro entrevistado do grupo BT.
Com relação ao tipo de inovação, observa-se que todos os grupos promoveram inovações e melhorias em produtos e processos nos últimos anos. Particularmente em todo o grupo MT e em duas empresas do grupo BT, observou-se algum tipo de inovação que afetou de maneira mais significativa seus negócios, sendo classificada como inovação no modelo de negócios destas empresas.
Por fim, com respeito ao tempo, as empresas dos três grupos têm promovido inovações de toda a monta desde há pelo menos 5 anos. Isso implica dizer que as empresas da amostra carregam um histórico de inovações há alguns anos em seus setores, sendo consideradas todas inovadoras em suas respectivas indústrias, apesar de alguns destes setores serem mais tradicionais e conservadores.
A partir das análises individuais dos constructos, detalhados nos tópicos anteriores (tópicos 16.1 até 16.4), já é possível vislumbrar algumas das características das relações propostas no modelo teórico desta tese. Com o objetivo de enriquecer as discussões deste tópico e contribuir com o desenvolvimento das conclusões na seção V, a seguir são apresentados, de maneira individual, cada uma das relações propostas no modelo teórico desta pesquisa a partir das pesquisas empíricas.
17 Relações Propostas entre os Constructos
Para ilustrar as relações observadas entre os constructos, utilizou-se uma legenda apresentada na tabela 22.
Tabela 22: Legenda para as Relações Propostas
Influência P os itiva
Influência Neg ativa
P ouca ou Nenhuma Influência
L E G E NDA S IG NIF IC A DO
Fonte: Elaborado pelo autor
Três são as relações de pesquisa propostas nesta tese.
A primeira é a relação Organizational Slack – Organizational Innovativeness. Para essa relação, a partir das evidências dos estudos de caso – apresentadas no tópico 16 – observa-se que o tipo de folga organizacional (absorvida ou não-absorvida) têm efeito diverso na capacidade de inovação organizacional nos três grupos de estudo, conforme tabela 23 apresentada a seguir.
Tabela 23: Relação Organizational Slack – Organizational Innovativeness. A T MT B T E s tímulo/ R ecompens a para Inovar G eração e S eleção de Idéias A proveitamento/ T ratamento/ Implementação de Idéias E s tímulo/ R ecompens a para Inovar G eração e S eleção de Idéias A proveitamento/ T ratamento/ Implementação de Idéias G R UP O A bs orvida
Não Abs orvida
F OL G A OR G A NIZ A C IONA L
C A P A C IDA DE DE INOVA Ç Ã O OR G A NIZ A C IONA L
Fonte: Elaborado pelo autor
A partir da tabela 23 nota-se que a folga do tipo absorvida tem pouca ou nenhuma influência sobre as diferentes dimensões da capacidade de inovação organizacional. De outro modo, a influência da folga do tipo não-absorvida é positiva em todas as dimensões da capacidade de inovação organizacional, exceto para os grupos AT e MT. Nestes grupos, as condições do ambiente que proporcionam e facilitam o surgimento de novidades é pouco influenciada por uma maior disponibilidade de folga desse último tipo.
De outro modo, a segunda relação de pesquisa proposta nesta tese é a relação
Cooperation – Organizational Innovativeness. Para essa relação, observa-se que o
tipo de cooperação (na cadeia ou para inovação) têm efeito relativamente homogêneo, quando comparado, nos três grupos de estudo, conforme tabela 24 apresentada a seguir.
Tabela 24: Relação Cooperation – Organizational Innovativeness. A T MT B T E s tímulo/ R ecompens a para Inovar G eração e S eleção de Idéias A proveitamento/ T ratamento/ Implementação de Idéias E s tímulo/ R ecompens a para Inovar G eração e S eleção de Idéias A proveitamento/ T ratamento/ Implementação de Idéias G R UP O C ooperação na C adeia C ooperação para Inovação C A P A C IDA DE DE INO VA Ç Ã O O R G A NIZ A C IO NA L C O O P E R A Ç Ã O
Fonte: Elaborado pelo autor
A partir da tabela 24 nota-se que tanto a cooperação na cadeia quanto a cooperação para inovação têm efeito semelhante em relação às dimensões de geração e seleção de idéias, e à dimensão de estímulo e recompensa para inovar. Contudo, a influência da cooperação na cadeia é pequena ou inexistente em relação ao aproveitamento, tratamento e implementação de idéias. Tais observações foram semelhantes tanto na relação fornecedor-empresa, quanto na relação empresa- cliente. Entretanto, face à análise da Cadeia proposta e executada nesta tese, é necessário um detalhamento maior do efeito da cooperação, nas duas relações de maneira individual.
A partir dos estudos de caso observa-se que a cooperação fornecedor-empresa proporciona, nos grupos MT e BT analisados, uma quantidade maior de novidades e sugestões em processos, do que em produtos. Diferentemente do que ocorre na cooperação empresa-cliente, onde, comparativamente, as sugestões e novidades em produtos superam as de processo nos mesmos grupos MT e BT. Com relação à
análise tanto da cooperação fornecedor-empresa, quanto da cooperação empresa- cliente no grupo AT, observa-se uma quantidade maior de novidades e sugestões em produtos e serviços do que – comparativamente – em processos. Ambos os aspectos já explorados no tópico anterior.
Adicionalmente observou-se, nos estudos de caso, que o sucesso das inovações influencia positivamente a cooperação, que por sua vez fomenta mais troca de informações e compartilhamento de conhecimento, de onde podem surgir novidades/melhorias – em uma espiral crescente – conforme ilustra a frase a seguir “no começo foi bastante dolorido para nosso atual fornecedor todo esse processo de
inovação porque é uma indústria tradicional que vem de um conceito familiar, está há 30 anos no mercado, ou seja, foi difícil para eles, porém, conforme nós fomos avançando, quebrando as barreiras e mostrando que o mercado estava assimilando aquela nova idéia, e eu vi que eles melhoraram muito, e nós melhoramos juntos”.
Por fim, a terceira relação de pesquisa proposta nesta tese é a relação
Organizational Innovativeness – Performance. Nesta última relação observa-se que,
de alguma maneira, a capacidade de inovação organizacional (e suas dimensões) têm influência no desempenho das organizações estudadas, conforme tabela 25 apresentada a seguir.
A tabela 25 ilustra a influência de duas dimensões associadas à capacidade de inovação organizacional (a dimensão de geração e seleção de idéias, e a dimensão de estímulo e recompensa para inovar) sobre o desempenho inovativo das empresas. Os estudos também apontam, porém com a presença de menos evidências empíricas do que as demais análises, para essa mesma influência sobre o desempenho financeiro/econômico nestas mesmas organizações do estudo de campo.
Adicionalmente, a partir das evidências coletadas, observa-se que tanto o aproveitamento, tratamento e especialmente a implementação de idéias influência diretamente tanto o desempenho financeiro/econômico, quanto o desempenho inovativo das organizações nos três grupos (AT. MT e BT).
Tabela 25: Relação Organizational Innovativeness – Performance. A T MT B T F inanceiro/ E conômico * * * Inovativo F inanceiro/ E conômico * * * Inovativo F inanceiro/ E conômico Inovativo
* E xpectativa de comportamento, porém há menos dados dis poníveis nas pes quis as empríricas , comparativamente às outras relações .
C A P A C IDA DE DE INOVA Ç Ã O OR G A NIZ A C IONA L DE S E MP E NHO G R UP O Aproveitamento/ T ratamento/ Implementação de Idéias G eração e S eleção de Idéias E s tímulo/ R ecompens a para Inovar
Fonte: Elaborado pelo autor
De maneira geral os estudos empíricos demonstraram influências nas três relações propostas nesta tese, conforme discussões e análises nos tópicos anteriores 15 e 16, além do presente tópico 17.