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– (1) Kanunun 25 inci maddesinin birinci fıkrasına göre malûl sayılan sigortalının Kanunun 4 üncü maddesinin birinci fıkrasının;

Como objeto de estudo, o Terceiro Setor é um fenômeno recente e a sua própria conceituação levou um tempo para ser formulada. Isso porque dentre inúmeras ações da sociedade civil, somente algumas podem ser consideradas do Terceiro Setor.

Segundo Alves (2002), a denominação Terceiro Setor foi utilizada inicialmente na década de 1970, nos Estados Unidos e depois nos anos 1980, por pesquisadores europeus. Mas, Montaño (2002) esclarece que o Terceiro Setor tem nacionalidade própria: norte- americana e contextualizada numa cultura em que o voluntariado e associativismo estão inseridos numa cultura política e cívica baseada no individualismo liberal. Por esse motivo Falconer (2000) confirma que o setor tem tradição nos Estados Unidos, porém, mesmo assim, os primeiros estudos remontam à década de 1960 e pouco foi escrito antes dos anos 1980, enquanto que os anos 1990 foram os que tiveram maior produção acadêmica no assunto.

Para Weisbrod (1998 apud TORRES, 2003) o termo foi recortado da economia clássica na qual a sociedade é dividida em setores, pelas suas finalidades econômicas dos agentes de natureza jurídica pública e privada. Assim, o Primeiro Setor é composto por agentes de natureza pública que praticam ações com fins públicos – Estado – (bens públicos), o Segundo Setor, por agentes de natureza privada com ações com fins privados – Mercado – (bens privados), por conseqüência, o Terceiro Setor é formado por agentes de natureza privada com ações visando fins públicos.

Montaño (2002) traz a reflexão de que o recorte em “setorização” distorce a realidade. Isso porque o político não se reduz à esfera estatal, nem o econômico ao mercado e muito menos o social apenas à sociedade civil – todos estão entrelaçados, se autocompletam e fazem parte do sistema no qual elegeram – o capitalismo. Mas se ainda necessita-se subdividir em setores, então, o Terceiro Setor – sociedade civil – na verdade, deveria ser o Primeiro Setor, pois “[...] é a sociedade que produz suas instituições, o Estado, o mercado etc”.

Contudo, este trabalho aceitará o termo Terceiro Setor por melhor identificá-lo, didaticamente falando, mas ao longo do texto se perceberá, como afirma Montaño (2002), que por fazerem parte de um sistema, os setores comportam-se como subsistemas.

Fernandes (1994 apud TORRES, 2003) explicita que o termo Terceiro Setor pode ser entendido como aquilo que é público, porém privado ou então, aquilo que é privado, porém público. Isso porque o Terceiro Setor assemelha-se ao Estado quando tem como objetivos e alvo o público, mas diferencia-se do Governo por ser iniciativa da sociedade e assemelha-se ao Segundo Setor, por não ser governamental, embora tenha como objetivo o

benefício social, diferenciando-se do mercado (Figura 4). Então, o Terceiro Setor “[...] rompe a dicotomia entre o público e o privado, na qual público é considerado sinônimo de estatal e privado de empresarial” (DOMENEGHETTI, 2001, p. 20). Isso tem levado à aceitação crescente da ampliação do conceito de público como não exclusivamente de estatal, além de demonstrar a participação da sociedade na esfera pública (FALCONER, 2000).

Figura 4: Setores sócio-econômicos Fonte: Teodósio (2001)

Salamon e Anheier (1992, p. 1) tentaram identificar melhor as organizações que fizessem parte do Terceiro Setor elaborando algumas características comuns. “So defined, the

nonprofit sector is a set of organizations that are: formally constitute; nongovernmental in basic structure; self-governing; non-profit-distributing; vonlutary to some meaningful extret.”

Ou seja, as organizações do Terceiro Setor devem ser:

b De fora do Estado, isto é, de natureza privada; b Estruturadas2 – alguma forma de institucionalização;

b Autogovernadas – sendo então capazes de controlar a gestão de suas atividades;

b Sem fins lucrativos – não distribuem lucros aos seus próprios proprietários; b Com a participação de voluntários em qualquer um de seus quadros.

Fernandes (1996 apud DOMENEGHETTI, 2001, p. 20) em seu conceito de Terceiro Setor se aproxima de Salamon e Anheier (1992):

2

Possuem um quadro pessoal responsável pelo desempenho de funções com rotinas padronizadas. Primeiro Setor (Estado) Segundo Setor (Mercado) Terceiro Setor (Socieda de Civil)

Terceiro Setor é o conjunto de organizações sem fins lucrativos, criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num âmbito não governamental, dando continuidade às práticas tradicionais da caridade, da filantropia e do mecenato3, expandindo o seu sentido para outro domínios, graças sobretudo à incorporação do conceito cidadania4 e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil.

Enquanto que para Hudson (1999) o Terceiro Setor contempla organizações cujos objetivos são sociais, em vez de econômicos, com um traço comum que une todas essas organizações, que são orientadas por valores, criadas e mantidas por pessoas que acreditam que mudanças são necessárias e que desejam elas mesmas tomarem providências nesse sentido. Entretanto, Hudson (1999) ainda afirma que entre tantas definições, basicamente no Brasil, o Terceiro Setor é mais conhecido por abrigar as ONGs – Organizações Não Governamentais – e que essas mesmas ONGs quase sempre não seguem as características de Salamon e Anheier (1999), pois, em geral, apenas não fazem parte do Governo e não possuem fins lucrativos. A questão do voluntariado muitas vezes não existe; alguns cargos, hoje, são remunerados, principalmente pela necessidade de estratégias na busca de recursos, necessitando assim de pessoas cada vez mais qualificadas.

Mais adiante se pode perceber que o voluntariado nem sempre está presente, sendo até uma característica determinante para que uma associação seja considerada uma ONG.

A identificação, o poder para tratar como igual com os demais setores é o Marco Legal do Terceiro Setor. Sua legislação e os fundamentos jurídicos que o regem foram somente fundamentados no Brasil na Constituição de 1988, art. 3°. Desse modo, legalmente, as entidades sem fins lucrativos e privadas estão todas num mesmo bloco, independente dos interesses que advogam:

Organizações que funcionam essencialmente para ajudar a seus próprios membros, tais como as associações profissionais e clubes sociais; igrejas, sinagogas, mesquitas e outras organizações religiosas sacramentadas; organizações, incluindo Fundações, United Way, e Federações religiosas como a Caridade Católica e a Federação Judaica; organizações que promovem caridade ou serviços educacionais destinados primeiramente a ajudar a qualquer pessoa e não simplesmente seus membros (SALAMON et al apud COELHO, 2000, p. 83).

3

Palavra utilizada na literatura anglo-saxônica, na época da Renascença, para definir o apoio generoso às artes e as ciências (DOMENEGHETTI, 2001).

4 É a condição de ser cidadão, isto é, indivíduo no gozo dos direitos civis de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este (FERREIRA, 1999).

Por esse motivo muitos autores têm dificuldades em selecionar corretamente as entidades do Terceiro Setor como ONGs, mesmo com a legislação brasileira tentando melhorar essa situação ao explicitar algumas características de cada componente do Terceiro Setor. Em 2004, o IBGE divulgou um mapa do Terceiro Setor no Brasil, que utilizou algumas características comuns definidas por Salamon e Anheier (apud COELHO, 2000) para diferenciar as inúmeras entidades dentro deste setor que tivessem fins realmente humanitários, beneficentes ou culturais visando o bem-estar coletivo e não o individual, ponto importante na definição de ONGs.

Essa mesma linha de raciocínio é utilizada durante toda a fundamentação teórica, pois o foco desse capítulo é, além de conhecer o Terceiro Setor, diferenciar as ONGs no mesmo. E isso pode ser visto no conceito abaixo, utilizado pelo IBGE, fecha mais o leque e explicita de fato quem pode ser conceituada como ONG no Brasil:

(i) privadas, não integrantes, portanto, do aparelho de Estado; (ii) sem fins lucrativos, isto é, organizações que não distribuem eventuais excedentes entre os proprietários ou diretores e que não possuem como razão primeira de existência a geração de lucros – podem até gerá-los desde que aplicados nas atividades afins, (iii) institucionalizadas, isto é, legalmente constituídas; (iv) auto-administradas ou capazes de gerenciar suas próprias atividades e; (v) voluntárias, na medida em que podem ser constituídas livremente por qualquer grupo de pessoas, isto é, a atividade de associação ou de fundação da entidade é livremente decidida pelos sócios ou fundadores (IBGE, 2004).

Desse modo, três entidades jurídicas fazem parte desse novo bloco no Terceiro Setor: as associações ou institutos, as fundações e as organizações religiosas.