2. KURAMSAL BĠLGĠLER VE LĠTERATÜR TARAMASI
2.4. Kan Basıncı Becerisiyle Yapılan ÇalıĢmaların Literatür Özeti
Como foi indicado no DI da Figura 4.4, a magnitude da mudança climática
estabelecida em termos de mudanças na temperatura média superficial global, , é
representada por um nó de valor e depende da ação de abatimento, e do estado da natureza
concernente à resposta do Sistema do Clima às emissões de GEE.
∆T
O Sistema do Clima é extremamente complexo, e para fins políticos deve-se buscar
os fenômenos e variáveis que possam ter importantes repercussões sobre as decisões de
abatimento. Duas variáveis serão usadas aqui para sumarizar a incerteza sobre as respostas
do Sistema do Clima aos abatimentos de emissões: a Sensibilidade Climática, SC, e a
Difusividade Oceânica, DO. A sensibilidade climática representa a resposta do sistema da
Oceano Ela é uma medida da variação da temperatura por variação da concentração de
GEE na atmosfera, se o sistema do clima estivesse em equilíbrio térmico com o Oceano
(Ver Capítulo 1 para detalhes).
Assumiremos que as quantidades incertas da sensibilidade climática e difusividade
oceânica podem assumir um número finito de valores, que nós definimos como segue.
Segundo os três últimos relatórios do IPCC, (HOUGHTON ET TAL, 1992; HOUGHTON
ET TAL 1996; WATSON, 2001), a sensibilidade climática é um valor dentro do intervalo
1,5 oC – 4,5 oC. A difusividade oceânica, segundo vários estudos, é um valor que está no
intervalo 20 – 140 anos (SOKOLOV; STONE, 2001). Para fins de análise política é
interessante expressar esses parâmetros em termos qualitativos. Para isto, dividimos os
intervalos da SC em três categorias: SC baixa, de 1,5ºC a 2,5 oC, SC Média, de 2,5 ºC a
3,5oC e SC Alta, de 3,5oC a 4,5oC e um valor representativo para cada sub-intervalo: 2,0oC,
3,0o C e 4,0oC , respectivamente (Tabela 4.1). È possível refinar essa divisão, introduzindo,
Tabela 4.1: Categorias definidas para a Sensibilidade Climática e a Difusividade Oceânica em termos de valores representativos dentro dos intervalos de confiança de cada parâmetro.
Sensibilidade Climática Difusividade Oceânica
BAIXA 2,0 DO(1) 1/40 MÈDIA 3,0 DO(2) 1/80 ALTA 4,0 DO(3) 1/120 DO(4) 1/140 ) ( Co
(anos
−1)
por exemplo, subcategorias como Média Baixa e Média Alta. Ou ainda dividir o intervalo
da SC em vários pequenos sub-intervalos, por exemplo, de 0,1 oC cada um e definindo o
valor central como representativo. Como veremos essa divisão acarreta custo
computacional, e é questionável o que se ganha dividindo em muitas partes esses
intervalos, considerando que a finalidade da análise é informar a políticos, cientistas e não-
especialistas as possíveis conseqüências das decisões dos políticos de uma forma que lhes
seja transparente. A mesma observação vale para a difusividade oceânica. Dividimos a DO
em quatro valores possíveis que têm significado informativo para o tomador de decisões:
40, 80, 120 e 140 anos (Tabela 4.1). Outros valores podem ser escolhidos, se for
conveniente para a análise.
∆T(k+HP(k)) DO (k, 1) DO (k, 4) DO (k, 3) DO (k, 1) DO (k, 2) DO (k, 4) DO (k, 3) DO (k, 2) DO (k, 4) DO (k, 3) DO (k, 1) DO (k, 2) Difusividade Oceânica Difusividade Oceânica Difusividade Oceânica Média Baixa Alta Sensibilidade Climática SC(k)
Figure 4.7. Estrutura de Dados para o nó de valor da elevação da temperatura realizada ∆T(HP(k)), calculada para HP(k) anos à frente do momento de decisão k.
Os possíveis estados do sistema do clima, expressos em termos de elevações
realizadas de temperatura, podem ser representados por um diagrama de influências, onde
para cada par SC(k) e DO(k) podemos calcular o valor de ∆T, para qualquer ano t à frente de k, tal que. Mais exatamente, é possível, mediante um modelo climático, , obter a
trajetória de elevação de temperatura desde o momento k até o momento k+HP(k). Esses
fatos estão expressos no diagrama de influência da Figura 4.7 para o caso da elevação da
temperatura no momento k+HP(k). Como estamos ilustrando a metodologia com três
possibilidades para a SC e quatro para a DO, teremos doze estados climáticos possíveis e
conseqüentemente o mesmo número de trajetórias de elevação da temperatura no horizonte
HP(k) (Figura 4.8).
M
∆T
.
Figura 4.8: Ilustração da projeção de 12 estados climáticos correspondentes a valores da SC e da DO no diagrama de estados da Figura 4.7. No exemplo, os estados são as elevações de temperatura de equilíbrio, k = 1990, HP(1990) = 120 anos (Gráfico gerado no Proclin V 1.0)
As projeções dos doze estados climáticos devem ser calculadas para cada opção de
política de abatimento presentes na árvore de decisão do político no momento k, como
ilustrada na Figura 4.6. No exemplo daquela figura temos quatro opções a serem analisadas,
e portanto o decisor deve computar 48 projeções de elevações de temperaturas assumindo
um horizonte de antecipação HP(k). Em geral, se a árvore de decisões tem n opções de
abatimento, n=1,2,3,.., o decisor deverá analisar, para o diagrama da Figura 4.7, 12n
trajetórias de aquecimento dentro do horizonte de planejamento escolhido. Aqui fica claro
que se dividirmos o intervalo da SC em um número p de partes, p=1,2,3,.., e o intervalo da
DO em um número q de partes, q=1,2,3,4..., tomando os valores centrais desses intervalos
como representativos de cada intervalo, teremos pq estados climáticos possíveis, e com n
políticas a examinar teríamos npq trajetórias de aquecimento. Sem dúvida dependendo dos
valores de p, q e n, podemos chegar rapidamente a um carga computacional grande,
anulando a conveniência de se representar de forma simples e clara a estrutura de decisões
para abater emissões. Entretanto fazendo escolhas adequadas desses números podemos
obter bastante clareza sobre o que realmente importa no problema de abater emissões de
GEE, como mostraremos adiante.
A fim de que o tomador de decisões possa especificar numericamente a estrutura de
dados correspondente aos nós de valor ∆T, ele deve utilizar um modelo climático ∆TM que inclua os parâmetros SC e DO, e o valor ∆T de saída deste modelo dependerá destes parâmetros. Simbolicamente denotamos essa relação por ∆TM=∆TM(SC,DO). Para cada um dos 12 estados da natureza possíveis acima definidos, isto é para cada par (SC, DO), o
modelo produzirá 12 projeções da mudança de temperatura média superficial global, para
uma época k≤t≤k+HP(k) escolhida pelo decisor (Figura 4.8).