3. KOOPERATİFÇİLİK TANIMI, ÜLKEMİZDE KONUT
3.3. Ülkemizdeki Konut Üretim Metotları
3.3.1 Kamu yoluyla
No âmbito do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, é no Ato Regimental nº 01/1999 (publicado no Diário da Justiça n.º 1.537, em 20/01/99) que consta a referência normativa a respeito do gabinete do desembargador. Está no Anexo36 do referido ato o seguinte:
DO GABINETE DO DESEMBARGADOR
Art. 12 - O Gabinete do Desembargador é o órgão incumbido de prestar colaboração e assistência jurisdicional e administrativa ao Desembargador, cabendo-lhe: providenciar nas pesquisas da legislação, jurisprudência e doutrina; auxiliar na elaboração de minutas.
Parágrafo único - Integram o Gabinete do Desembargador o Secretário e os Assessores de Desembargador.
Na prática, os gabinetes dos desembargadores lotados nas Câmaras Cíveis são constituídos por um secretário e por três assessores. A respeito dos critérios para provimento, são cargos em comissão, de livre escolha e indicação dos magistrados. Por evidente, devem ser observados os impedimentos constitucionais e legais quanto à contratação de parentes, matéria inclusive regrada pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal.
Oportuno mencionar que nada impede o provimento dos cargos por funcionários efetivos do Tribunal de Justiça, aprovados em concurso público para cargos do tribunal. Porém, não existe um concurso público específico para o preenchimento de tais vagas. Assim, funcionários do quadro que atuam em funções administrativas podem ser aproveitados para a tarefa, passando a receber a remuneração correspondente a título de função gratificada.
Ademais, consta da deliberação tomada em ata de reunião com os presidentes dos órgãos julgadores, ocorrida em 30/10/1998, que ao menos um dos assessores dos
36 RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça. Anexo do Ato Regimental nº 01/99, de 13 de janeiro de 1999. Disponível em: <http://www.tj.rs.gov.br/legisla/manual_de_organizacao_consolidado.doc>. Acesso em: 10 dez. 2008.
desembargadores deve ser escolhido entre os funcionários concursados. Essa orientação não se aplicava aos setenta e três desembargadores mais antigos, mas, sim, do 74º até ao 125º desembargador.
A partir de 15/12/2008, a Corte passou a contar com 140 desembargadores, estendendo-se a liberação agora até o 88º desembargador. É que com a criação de mais quinze cargos de desembargador, houve também a criação (na maioria por conversão de cargos vinculados à Presidência) dos respectivos cargos para os gabinetes, o que permitiu esse remanejamento.
Essa regra administrativa procurou valorizar os funcionários concursados e lotá-los em tais cargos, em face da extinção do Tribunal de Alçada, nos termos da Lei Estadual nº 11.133, de 1998. Houve, na época, a incorporação aos quadros do Tribunal de Justiça de todos os funcionários concursados que integravam o Tribunal de Alçada, e que deveriam ser aproveitados da melhor forma possível.
Por outro lado, as atribuições sintéticas e a escolaridade exigida para esses cargos constam no Anexo IV da Lei Estadual nº 11.291, de 1998, nos seguintes termos:
CARGO EM
COMISSÃO ATRIBUIÇÕES SINTÉTICAS ESCOLARIDADE
6. Assessor de Desembargador
Prestar assessoramento em assuntos relativos ao exame da matéria processual; efetuar estudos e pesquisas objetivando o assessoramento na verificação da matéria controvertida do processo, fazendo levantamento da legislação, jurisprudência e doutrina a respeito; assessorar na elaboração de minutas; manter atualizados os registros sintéticos referentes a temas jurídicos de utilidade para o desempenho da função jurisdicional.
Nível Superior, Cur- so de Ciências Jurí- dicas e Sociais.
17. Secretário de Desembargador
Auxiliar os Desembargadores no desempenho das atividades da respectiva Câmara. Efetuar pesquisa de doutrina e jurisprudência, no Tribunal ou fora dele. Proceder ao processa-mento dos autos, lavrado os respectivos termos e certidões.
Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, 7º Semestre.
Quadro 1: Atribuições sintéticas de cargos do TJRS.
Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Anexo IV da Lei Estadual nº 11.291, de 23 de dezembro de
1998. Disponível em:
<http://www.tj.rs.gov.br/legisla/manual_de_organizacao_consolidado.doc>. Acesso em: 10 dez. 2008.
Assim, é requisito para a ocupação do cargo de assessor ser bacharel em Direito. Quanto ao cargo de secretário, a exigência é estar cursando, ao menos, o sétimo semestre
desse curso superior. Na prática, é fato que também os secretários são bacharéis, dada a grande procura pelo trabalho entre os profissionais desse ramo.
Além disso, os gabinetes contam ainda com a colaboração dos acadêmicos da Faculdade de Direito que auxiliam como estagiários remunerados, atividade já regulamentada nos termos da Lei nº 11.788, de 2008, que deu nova feição à tarefa. Em geral, os gabinetes contam com o apoio de dois estagiários, que auxiliam os secretários e assessores no desempenho de suas atribuições.
Ainda, cumpre o registro acerca da possibilidade de o gabinete contar com até dois colaboradores extras, bacharéis em Direito, que podem prestar serviços voluntários, na forma da Lei Federal nº 9.608, de 18.02.1998 e da Lei Estadual nº 11.732, de 09.01.2002. No âmbito do Tribunal de Justiça, essa atividade está regulamentada pelo Conselho da Magistratura, pela Resolução nº 412/2002-CM37, cujo art. 34, § 1º, assim dispõe:
Na área de Ciências Jurídicas e Sociais, fica limitado o número de vagas a 2 (dois) candidatos por magistrado, podendo optar, na seleção, por uma das vagas a que se refere o convênio com a Escola Superior da Magistratura. Todavia, o total de vagas, já computadas as do convênio, não deverá ultrapassar o limite estabelecido.
Nesses casos, tanto as atividades dos estagiários quanto dos voluntários reclama controle, acompanhamento e supervisão do magistrado, direta ou indiretamente. Há a necessidade de periódicas renovações dos contratos e elaboração de relatórios acerca do desempenho desses colaboradores.
Como se vê, o gabinete conta, em geral, com quatro funcionários e dois estagiários, totalizando seis pessoas que deverão trabalhar em equipe, de modo coordenado e integrando suas competências para atingir os objetivos propostos. Atualmente, é inexpressiva a quantidade de voluntários nos gabinetes dos desembargadores ou dos juízes de direito convocados, cujas ocorrências não serão consideradas no presente estudo, em razão disso.
O ideal é que o magistrado, como líder e gerente dessa unidade judiciária, consiga integrar e estimular as pessoas a fim de que atinjam a sinergia. A esse respeito, bem observa Lara Cristina de Alencar Selem38:
37 RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça. Resolução nº 412/2002-CM, de 16 de outubro de 2002. Disponível em: <http://www.tj.rs.gov.br/legisla/publ_adm_xml/result.php>. Acesso em: 26 fev. 2009. 38 SELEM, Lara Cristina de Alencar. Gestão judiciária estratégica: o Judiciário em busca da eficiência. Natal:
Naturalmente, quando pessoas são colocadas juntas para formar uma equipe, é porque se pretende um resultado sinérgico: que o resultado produzido pela equipe exceda os esforços individuais de seus membros.
Porém, os esforços nessa direção, no caso específico do Judiciário, são parcos e as equipes se vêem abandonadas quando o assunto é treinamento e a forma de conduzir os trabalhos.
É preciso compreender que equipes passam por estágios de desenvolvimento muito previsíveis e devem ser adequadamente gerenciadas à medida que atravessam tais estágios.
Equipes entram em cena quando a organização precisa de um ponto de vista coletivo e abrangente, que certamente pode proporcionar um resultado melhor.
Daí a importância de o magistrado ter, além dos conhecimentos jurídicos e técnicos, a habilidade gerencial para obter os melhores resultados dessa equipe. Aliás, como bem aponta Lara Cristina de Alencar Selem39, “ter os líderes certos faz pouca diferença se eles não tiverem a informação e o treinamento requerido para gerenciar a Unidade. Isso requer um alinhamento da tecnologia, sistemas e processos”.