2.3 Sağlık Sisteminde Öngörülmüş ve Geçilmiş Uygulamalar
2.3.3 Kamu Hastane Birlikleri
A teoria da classificação facetada constitui um tema de pesquisa em Ciência da Informação. A investigação teórica e conceitual sobre os princípios que fundamentam a concepção dos sistemas de classificação facetada é bastante atual, tendo em vista sua utilização nas soluções digitais, carentes de uma estrutura de trabalho que possibilite a representação sistematizada de domínios de conhecimento. Em termos da sistemática entre conceitos, a análise facetada é uma importante técnica de construção de árvores de conceitos, através de decomposição de classes elementares e facetas, formadoras de grupos homogêneos de indivíduos. A classificação facetada constitui-se, então, em instrumento auxiliar de representação de conceitos, também, em hipertextos.
Em relação ao desenvolvimento da teoria da classificação facetada, Tristão (2004) cita duas fontes: o escritor Ranganathan e o Classification Research Group - CRG. O primeiro foi o escritor do Prolegomena to Library Classification que, em 1967, expôs uma teoria complexa de classificação com 46 cânones, 13 postulados e 22 princípios. Já o segundo, CRG, foi criado em 1952, no Reino Unido, com o objetivo de estudar a natureza da classificação facetada e foi um grupo que muito contribuiu para a pesquisa em classificação, no século XX.
Mas o que é a teoria da classificação facetada? O termo análise facetada foi introduzido, primeiramente, nos anos de 1930, em discussões da classificação bibliográfica por Ranganathan, matemático e bibliotecário indiano, para indicar a técnica de separação dos vários elementos de assuntos complexos em relação a um conjunto de conceitos fundamentais e abstratos. Segundo Tristão (2004, p. 04), Ranganathan evidenciou a necessidade de elaboração de esquemas de classificação que pudessem acompanhar as mudanças e evoluções do conhecimento, classificando o mesmo em grandes classes e conceitos básicos, ou elementos, de acordo com certas características. Estes aspectos ou partes constituintes - que são as facetas - utilizam como "categorias fundamentais", noções abstratas, denominadas: Personalidade, Matéria, Energia, Espaço, Tempo, originando o conhecido acrônimo PMEST. Personalidade é a característica que distingue o assunto; Matéria é o material físico do qual um assunto pode ser composto; Energia é uma ação que ocorre com respeito ao assunto; Espaço é o componente geográfico da localização de um assunto; Tempo é o período associado a um assunto. A ordem de citação do PMEST baseia-se na idéia de concretividade (TRISTÃO, 2004, p. 40-41).
50 Segundo Lima (2002; 2004), para se elaborar uma classificação facetada é preciso, primeiro, examinar a literatura sobre o assunto para, então, identificar conceitos e termos. Após esta etapa, é necessário estabelecer suas características e, dentre estas, suas facetas. A faceta é um conjunto de termos que apresentam relacionamentos igualitários com o assunto global, ela deve refletir um princípio básico de divisão. Dentro de cada faceta encontram-se novos agrupamentos pela aplicação de outras características divisionais, dando origens às subfacetas. Os termos dentro das subfacetas são exclusivos, não podem se sobrepor. Dois aspectos importantes da criação de classificações facetadas são: a ordem de citação em que são apresentadas as facetas e subfacetas, e a ordem de todos os elementos em ordem de arquivamento, o que permite colocar um assunto geral antes de um específico.
Campos (2001 a), ao tratar de classificação facetada, fala sobre a necessidade de se estabelecerem unidades classificatórias de um sistema, as quais serão as bases para o estabelecimento de conceitos e relações entre os mesmos. A unidade classificatória é o assunto básico e a idéia isolada. Assim, toda classificação deverá estabelecer uma ordem para organização dos itens que compõem uma determinada unidade classificatória.
Lima (2002) cita alguns trabalhos que confirmam a aplicabilidade da teoria da classificação facetada ao desenvolvimento de hipertextos. Um dos trabalhos citados é o de DUCAN 8 (1989 apud LIMA, 2002, p. 191-192), que apresenta a aplicação direta da classificação facetada ao design de hipertextos. A autora sugere que esta teoria tem pontos em comum com a Lingüística, entendendo que uma combinação entre facetas com bases semânticas pode servir de base para o desenvolvimento de hipertextos.
Outro trabalho que merece destaque é o da autora Aimme Glassel (1998) que, em seu artigo intitulado Was Ranganathan a Yahoo?, compara os estudos de Ranganathan com os esquemas de organização de assuntos do domínio yahoo.com. Para a autora, os sites do diretório Yahoo estão acessíveis através de uma hierarquia de categorias e subcategorias, formando uma hierarquia de vários níveis. Deve-se salientar a possibilidade de combinação entre diferentes assuntos que este diretório possui. Esta característica muito se assemelha aos princípios da classificação facetada, já que a combinação de palavras determina o significado das mesmas dentro de um determinado contexto.
Assim como a teoria do conceito, a teoria da classificação facetada movimenta-se rumo a estabelecer relacionamentos entre conceitos com base em suas características. Para isto, é preciso raciocinar no sentido de compreender categorias. Para Araújo (2006), a teoria
8 DUNCAN, Elizabeth B. A faceted approach to hypertext? In: McALEESE, Ray. Hypertext: theory into
51 da classificação permite que uma categoria possa ser usada, simultaneamente, como princípio de classificação para diversos isolados. A citação abaixo exemplifica o dito acima.
Assim, se for tomado como exemplo um conjunto de cadeiras, pode-se pensar em agrupá-las de diferentes formas. Usando a categoria quantidade, seriam separadas as grandes das médias e das pequenas. Usando a categoria qualidade, pensada aqui como a cor, separar-se-iam as brancas das azuis e verdes. Ou, ainda, usando a categoria sofrimento de ação, separar-se-iam as produzidas manualmente das produzidas industrialmente. Num sistema hierárquico, contudo, não podem ser utilizados esses três princípios ao mesmo tempo, mas apenas um. (ARAÚJO, 2006, p. 126)
Araújo (2006) fala das etapas para a elaboração de um sistema de classificação facetado. Para Foskett9 (1996 apud ARAÚJO, 2006), deve-se fazer um estudo detalhado sobre a literatura tratada no sistema, determinar suas facetas, determinar os focos que compõem as mesmas, determinar a ordem de citação, que é aplicada quando se faz a síntese para assuntos compostos e o estudo da disposição das facetas dentro do sistema, que mostrará onde um assunto poderá ser encontrado.
Não é nosso objetivo discorrer, amplamente, sobre a teoria da classificação facetada, entretanto, no escopo desta pesquisa, torna-se fundamental a inserção deste subitem para compreender as técnicas e teorias que podem balizar a organização da informação em hipertextos. Especificamente, a teoria da classificação facetada serviu de insumo teórico para a compreensão da forma de organização da informação do universo de estudo desta pesquisa.
No subitem posterior será apresentado o segundo tópico que permeia o problema desta pesquisa: hipertexto.