2.3. İç Kontrol Sisteminin Amaçları
2.3.1. İç Kontrol Sisteminin Genel Amaçları
2.3.1.5. İşletmenin Belirlenmiş Amaçlara ve Hedeflere Ulaşılmasını Sağlamak 41
1892 –1899
Na Constituição Estadual de 1891, encontra-se no artigo 75 o estabelecimento de responsabilidade do município para legislar, sobre o orçamento municipal, a instrução primária e profissional e a desapropriação por utilidade pública.
TITULO II. Dos Municípios. (...)Art. 75. – Uma especial regulará a organização dos municípios, respeitadas as bases seguintes: (...) IV. O orçamento municipal, que será annuo e votado em época prefixada, a polícia local, a divisão districtal, a creação de empregos municipaes, a instrucção primaria e profissional, a desapropriação por necessidade ou útilidade do município e alienação de seus bens, nos casos e pela fórma determinada em lei, são objecto de livre deliberação das câmaras municipaes, sem dependência de aprovação de qualquer outro poder, guardadas as restricções feitas
nesta Constituição.(...).20
O que se espera do município republicano é que, na construção de sua própria legislação, este estabeleça pontos que não divirjam dos princípios norteados pelas legislações estadual e federal, mesmo sendo respaldado pela Constituição o princípio de autonomia. Todavia, tal princípio resguardava que essa construção deveria ater-se aos limites estabelecidos pelas legislações hierarquicamente superiores, não havendo obrigatoriedade em que os ritmos de construção dessa legislação das esferas de poder federal, estadual e municipal fossem os mesmos.
O primeiro momento da profissionalização do professor no contexto da discussão sobre a legislação educacional de Uberabinha, pode ser delimitado entre 1892 e 1899, configurando a fase de construção do perfil do professor municipal sob o modelo republicano de educação.
Neste processo, configura-se a atmosfera da emancipação e de início da autonomia política de Uberabinha, que transcorreu em um curto período, em pouco mais de dois meses. Em 7 de junho de 1888, o Presidente da Província de Minas Gerais sancionou o
Decreto-lei n. 5121 que trata da elevação das Freguesias de São Pedro de Uberabinha e
20 VIANNA, Paulo Domingues. A Constituição Federal e as Constituições dos Estados. 1911, p. 762-765. 21 Conselho de Intendência da Villa de São Pedro de Uberabinha. Sala de reunião no Paço da Intendência
Municipal.Ata da Posse da Intendência Municipal da Instalação da Vila de São Pedro de Uberabinha no dia
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Santa Maria à categoria de Vila. Em 31 de agosto de 1888, o Vice-Presidente da Província
baixou o Decreto-lei n. 4.64322, elevando-as a município de São Pedro de Uberabinha.
O município de São Pedro de Uberabinha, em 31 de janeiro de 1889, recebeu a
nomeação de Conselho de Intendência23 pelo Governador de Minas Gerais, José Cesário de
Faria Alvim. Entretanto, o referido Conselho tomou posse, apenas, em 7 de março de 1891. O presidente do Conselho de Intendência, Alferes Antonio Alves dos Santos e o secretário Antonio Francisco de Paula, conduziram a sessão e registraram no Livro 1, das Atas da Câmara Municipal de Uberabinha, as quarenta e uma reuniões de trabalho que ocorreram entre 7 de março de 1891 e 5 de março de 1892, registrando desde a primeira data, a da reunião de posse até a última, a de extinção do referido Conselho. Antes de ser extinto, os membros do Conselho realizaram no dia 31 de janeiro de 1892, a eleição dos vereadores
que assumiriam a primeira gestão da Câmara Municipal de São Pedro de Uberabinha24.
No dia 7 de março de 1892, o ex-presidente e o ex-secretário do Conselho de Intendência Municipal de Uberabinha, conduziram a reunião, iniciada às 11 horas, na sala de reunião localizada no paço da Câmara Municipal, onde ocorreu a posse do Presidente da Câmara e dos nove vereadores eleitos para a primeira legislatura da Câmara para o triênio
1892–189525.
Passados cerca de trinta dias, a primeira reunião de trabalho da Câmara Municipal de Uberabinha ocorreu, em 7 de abril de 1892, na qual o Presidente da mesma, Augusto César, declarou a necessidade urgente de ser adotado um Código de Posturas para o Município e também a formação de uma comissão para regular os trabalhos. Nesta oportunidade, o vereador Manoel Alves dos Santos propôs a criação de uma comissão com três membros para solucionar a questão. Aprovada a indicação, foram eleitos para esta Comissão os vereadores Manoel Alves dos Santos, Padre Pio Dantas Barbosa e José
22 Cf. TEIXEIRA, Tito. Bandeirantes e Pioneiros do Brasil Central. Uberlândia: Uberlândia Gráfica Ltda,
1970, p. 41. v.I.
23 Cf. Conselho de Intendência da Villa de São Pedro de Uberabinha. Ibidem.
24 Cf. Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço da Intendência Municipal de São Pedro de
Uberabinha. Ata da sessão extraordinária do Conselho de Intendência Municipal de São Pedro de Uberabinha no dia 5 de março de 1892. Uberabinha, 1892. Livro 1. p. 38v-39f.
25 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da Posse dos vereadores da Câmara Municipal da Cidade de Uberabinha para o triênio de 1892-1895 no dia 07 março 1892. Uberabinha. 1892. Livro 1. p. 39f, 39v, 40f. “(...) tomaram, sendo: Presidente e Agente Executivo da Câmara
Municipal: Augusto César Ferreira e Sousa; Vereadores Gerais do Município: José Ignácio Rodrigues, Arlindo Teixeira, Manoel Alves dos Santos, Padre Pio Dantas Barbosa, Antonio Alves Pereira, José Joaquim Coelho, José Theophilo Carneiro; Dois Vereadores Especiais dos Distritos: José de Lelles França e Antonio Maximiano Ferreira Pinto vereadores especiais pelos os Distritos desta Cidade e de Santa Maria”.
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Theóphilo Carneiro. Dois dias após, no dia 09 de abril de 1892, foi apresentada pela Comissão Especial a proposta de Estatuto.
A Câmara Municipal rezolve:
Art.1º. É adoptado por esta Câmara o corpo do código de posturas da municipalidade da Cidade de Sacramento, aprovado pela rezolução n. 3.687 de 1º de setembro de 1888, com excepção de sua tabella de impostos.
Art.2º. É adoptado a tabella de impostos e seos anexos do código de posturas da Cidade de Uberaba.
Art. 3º. Fica criado o imposto da taxa escolar a razão de 3:000 réis, por cada indivíduo maior de vinte um annos, que constitua a economia domestica e independente. Exceptuas-se os mendigos e interdictos.
Art. 4º. Por cada pena de água derivada do rego da servidão publica e municipal annualmente 15:000 réis.
Os serviços da direção e conservação das penas de água, será feita a expenças da municipalidade. Paço da Câmara Municipal, 9 de abril de 1892. Pe. Dantas, Carneiro e
Manoel Alves.26
Este Parecer apresentado pela Comissão Especial contendo quatro artigos, passou
por três sessões, nos dias 11, 12 e 1327 do mesmo mês, sendo aprovado por unanimidade ao
final. Esta demonstração de agilidade legislativa, talvez, manifeste a imediata resposta da Câmara Municipal para assegurar ao município a legalidade dentro da atmosfera norteada pelo Estado Republicano Moderno. Verifica-se após análise, que este projeto do Estatuto do Município, aprovado em 13 de abril de 1892, deveria receber a ordenação de primeira lei municipal, porém, por alguma interpretação equivocada, falha da mesa do Presidente da Câmara ou por outro motivo, que não pode até o momento ser confirmado, outra lei
receberia esta ordenação28.
Nessa atmosfera republicana em que estados e municípios estão sendo cobertos por uma legalidade de textos que legitimem as suas respectivas existências, o nosso olhar volta-se, especificamente, a partir deste momento, para a profissionalização docente na
26 Proposta de Estatuto Municipal de Uberabinha. Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço
Municipal. Ata da 3ª sessão da 1ª Reunião da Câmara Municipal de Uberabinha no dia 9 de abril de 1892. Uberabinha, 1892, Livro n.1, p. 45f.
27 Câmara Municipal de Uberabinha. Ata da 6ª Sessão da 1ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha. 13 de abril de 1892.Livro 1., p. 50f-52f. “O Snr. prezidente declarou que estando esgotada a primeira parte da ordem do dia passava-se a segunda, e anunciou a terceira discussão do parecer da commissão especial sobre o projecto dos estatutos municipais, não havendo quem pedisse a palavra posto a votos o projecto foi por unanimidade de votos aprovados” (p.51f).
28 A Lei n. 1, de 22 de abril de 1892 - dispõe sobre a instrução pública - apresentada em Projeto no dia 19 de
abril e aprovada em três sessões pela Câmara Municipal de Uberabinha e promulgada pelo Presidente da Câmara Municipal de Uberabinha e Agente Executivo Municipal Augusto César Ferreira e Souza no dia 22 de abril de 1892 e foi, assim, após dez dias, aprovado o Estatuto do Município de Uberabinha. Este último projeto, de fato, deveria ter recebido a ordenadção da primeira Lei aprovada pela casa, porém, sem explicação, até o momento, não foi transcrito na Ata e publicado posteriormente somente em 1898.
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legislação educacional elaborada no município de Uberabinha no período a partir de 1892 até 1930.
No governo de Uberabinha, a Câmara Municipal elabora e aprova a primeira lei educacional, a Lei n. 1, de 22 de abril de 1892, que dispõe sobre a instrução pública, no prazo de cinco dias. Aprovada, dez dias após ser sancionado o Estatuto do Município de
Uberabinha, e pouco mais de três meses antes da publicação, pelo Governo Estadual, da
Lei n. 41, de 3 de agosto de 1891, esta primeira lei da legislação educacional da instrução pública do município de Uberabinha se antecipou à reforma promovida pelo poder estadual, e tinha por orientação a legislação da esfera Federal, o Decreto n. 981, de 8 de novembro de 1890, o Regulamento da Instrução Primária e Secundária do Distrito Federal, elaborado por Benjamin Constant.
Gonçalves Neto, sobre esta questão, aborda a relação existente entre legislação federal e estadual, bem como destas duas com a legislação municipal, e afirma que
(...) as leis sobre educação em Minas respaldam-se na legislação federal. Seria de esperar-se, agora, que demonstrássemos a influência da lei mineira sobre o processo legislativo em Uberabinha. Contudo, este trajeto não é possível: a Lei n. 1 de Uberabinha, “Sobre a instrução pública”, foi aprovada pela Câmara Municipal em 22 de abril de 1892, mais de três meses antes da edição da Lei número 41, que organizava a instrução pública em Minas Gerais. Conseqüentemente, elaborada sem a inspiração da lei estadual, pautando-se pelos princípios dos primeiros legisladores municipais e pelo que conheciam do debate sobre a educação nacional Não se pode, no entanto, afirmar que trabalharam absolutamente livres. Se não existia uma lei estadual, existiam os
princípios constitucionais tanto da República quanto do estado.29
A aprovação da Lei n. 1, de 22 de abril de 1892, manifesta que na relação entre legislação estadual e municipal, havia ritmos distintos pertinentes à cada casa legislativa, como esferas de poder que pulsam descompassadamente, uma em relação à outra, mantendo cada qual sua própria dinâmica. O marco inicial, tendo como referência, seria a Proclamação da República no país, o que possibilitaria a convergência de idéias e ações, na construção de uma estrutura que viabilizasse, em algum momento, a existência de um sistema de ensino no país.
Na busca de compreender, em princípio, o processo de elaboração desta lei, verificou-se que a mesma, fundou-se na iniciativa do Coronel da Guarda Nacional Antonio Alves Pereira, vereador da 1ª legislatura, o qual apresentou na quinta sessão da primeira reunião ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, em 12 de abril de 1892, a
29 GONÇALVES NETO, Wenceslau. O Poder Municipal e o Desenvolvimento da Educação em Uberabinha,
MG, 1892-1905. Anais Eletrônicos do XXII Simpósio Nacional de História. João Pessoa-PB, 2003, p. 4. CD- ROM.
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primeira proposta de Regulamento Escolar para o município. Esta proposta não foi transcrita nas páginas da Ata, apenas citada e, registrado o seu trâmite:
(...) Anunciada pelo o Senrº. Prezidente a proposta do Senrº Vereador Alves Pereira, pedindo e obtendo a palavra leu e mandou a meza, o projecto do regulamento escolar. O Senr. Vereador Manoel Alves obtendo a palavra disse, que inspirando na necessidade de criar-se o regulamento escolar se havia animado elle ao Senrº Vereador Alves Pereira, a colaborar em um projecto que acaba de ser lido, e que convencido de sua utilidade aguardava de sua discussão perante seos companheiros de Câmara. O Senrº Presidente disse que em face das normas que regullao nas assembléias deliberativas punha a votos, para ser aprovado o referido projecto. Anunciada a
votação foi aprovado por unanimidade de votos.30
Seguindo o protocolo da casa legislativa, a proposta foi apresentada como projeto, cuja aprovação necessitou de três discussões em sessões distintas, bem como a aprovação da redação final para ser, finalmente, encaminhado para sanção do Agente Executivo do Município. Nas páginas das atas das referidas sessões, foi possível acompanhar o relato das discussões deste Projeto, porém, sem ter o registro do conteúdo de sua proposta original.
A primeira discussão deste Projeto ocorreu na sessão do dia 13 de abril de 189231,
sendo aprovado após observações e considerações dos vereadores José Joaquim Coelho e José Theóphilo Carneiro. Os detalhes das referidas observações e considerações não se encontram registradas na Ata.
Seis dias após, no dia 19 de abril de 1892, ocorre a segunda discussão32 do referido
Projeto da Instrução Pública, em que foram aprovados, por destaque, os artigos de 1º ao 4º. O vereador Vigário João Dantas Barboza apresentou discussão sobre o texto no primeiro artigo, quanto ao número legal da freqüência de alunos. Todavia, após argumentações do vereador Manoel Alves, que havia participado da elaboração da proposta inicial, e do Presidente da Câmara, Augusto César, os quais propuseram uma emenda, este artigo foi aprovado, bem como a respectiva emenda apresentada pelo vereador Vigário Dantas.
O segundo artigo foi aprovado apenas com a exposição do vereador Manoel Alves, o qual argumentou a favor de converter as escolas municipais em escola mista, no caso de não haver número suficiente de alunos do mesmo sexo para manter escolas distintas. O
30 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 5ª sessão da Primeira Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 12 de abril de 1892.Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 48f.
31 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 6ª Sessão da 1ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha. 13 de abril de 1892.Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 50f-52f.
32 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 7ª Sessão da 1ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 19 de abril de 1892.Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 52f-54f .
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terceiro artigo foi aprovado sem discussão, e passou-se em seguida para o quarto artigo e seu parágrafo primeiro, que estabeleceram a posição do poder municipal como norteador e controlador da instrução municipal, incluindo as escolas privadas de instrução primária mantidas por agentes particulares, desde que houvesse acordo entre as partes - poder municipal e agente particular. Esta posição tem origem na emenda apresentada pelo vereador Manoel Alves. Ambos foram aprovados sem discussão.
No segundo parágrafo deste quarto artigo, foi estabelecida a preferência para que professores assumissem as aulas municipais em prédios cedidos por agentes particulares, o que foi aprovado sem discussão. Neste artigo aprovado, verifica-se uma das características que constitui parte do Direito dentro do suporte legal da profissionalização do professor no município de Uberabinha, com a ação positiva de estabelecer preferência para que o professor esteja ministrando aulas nas escolas sob o controle do governo municipal.
Art. 4º (...) § 2º. Nas escolas particulares em que os proprietários offerecem predios gratuitamente para nelles funcionar as aulas municipaes serão de preferencia providas de professores. O modelo de professor municipal aprovado para assumir as escolas municipais de instrução primária, caminha no sentido de ser estabelecido um
profissional, que possa ser diferenciado dos voluntários.33
No dia seguinte, na 8ª sessão da primeira reunião ordinária34, ocorreu a continuação
da segunda discussão do Projeto de Instrução Pública com apreciação dos artigos 4º, 5º e 6º, a partir dos seus parágrafos 1º e 2º do artigo 4º, os quais foram aprovados com considerações e emendas apresentadas pelo Presidente da Câmara, Augusto César e os vereadores Manoel Alves e Antônio Alves Pereira. Não houve registros das referidas emendas no texto dessa Ata.
Na nona sessão da primeira reunião ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha,
ocorrida no dia 21 de abril de 189235, houve a continuação da segunda discussão do Projeto
de Instrução Púbica, a partir do parágrafo 3º do 6º artigo até o artigo 19, e na qual foi citada a proposta de emenda apresentada pelo vereador Manoel Alves dos Santos. O Presidente da Câmara coordenou a discussão do substitutivo, artigo por artigo, que ao final foi aprovado na íntegra por unanimidade. O Projeto de Instrução Pública foi aprovado em
33§ 2º do Art. 4º do Projeto sobre instrução pública. Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no
Paço Municipal. Ata da 7ª Sessão da 1ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 19 de abril
de 1892.Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 54f.
34 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 8ª sessão da Primeira Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 20 de abril de 1892. Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 54f-58f.
35 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 9ª sessão da Primeira Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 21 de abril de 1892. Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 58f-61f.
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bloco na terceira discussão na Câmara Municipal de Uberabinha, na décima sessão da primeira reunião ordinária, realizada no dia 22 de abril de 1892, e se tornou a Lei n. 1,
mesmo não tendo sido a primeira lei do município36.
Nesta décima sessão, ainda, houve outras discussões sobre a instrução municipal, envolvendo o processo de construção da profissionalização do professor em Uberabinha. O Presidente da Câmara, Augusto César, concordando com os argumentos dos vereadores Cel. José Theóphilo Carneiro e Vigário Pio Dantas Barboza, a favor de que fosse elaborado um Projeto de Regulamento Escolar para o município, indicou a constituição de uma comissão com três membros da casa legislativa para que, em breve, apresentassem à Câmara um projeto neste sentido. A partir deste momento, concebe-se a origem da futura Lei n. 2, que resultou em conclusão de trabalhos e aprovação, em 16 de junho de 1892, e não em 18 de junho como até o momento fora divulgado.
O Senr. Vereador Carneiro, leu e mandou a meza uma indicação mostrando a conviniencia da adopção de um regulamento escollar para o município. O Senr. Vereador Vigário Dantas abundou nas mesmas conciderações demonstrando a necessidade do regulamento. O Senr. Prezidente disse que ouvindo a discussão comprehendeu a louvável inteção dos Senres. Vereadores, mas que não havendo ainda nenhum projecto sobre a meza passava a indicar o meio regular pelo qual deve esta discutir tão importante negocio, por isso indicava que fosse eleita uma commissão de três membros, que elaborasse o projecto eo regulamento escollar, e um outro de não menos emportancia como é o regimento interino dos trabalhos da Camara e concluio lendo a seguinte indicação. Endico que esta Camara eleija uma commissão de três membros para confeccionar o regulamento escollar que deve reger o incino que a mesma commissão elabore o projecto do regimento interno da Camara, devendo tais projectos ser aprezentados na sessão que tenha lugar depois da actual. Salla das Sessões, 22 de Abril de 1892. Augusto Cezar. O Senr. Vereador Vigário Dantas declarou apoiar a indicação que deve ser aprovada, posta em discussão e a votos foi
aprovada, por unanimidade.37
A outra questão abordada sobre a área educacional na 10ª sessão da primeira reunião da Câmara Municipal de Uberabinha, ocorreu a partir da fala do vereador José Lelles França, na época apelidado de Zeca Maior, o qual propôs a criação da aula noturna urbana no município, ciente da recente contratação do professor de Instrução Primária Eduardo José Bernardes. O vereador José Theophilo Carneiro, posteriormente apoiado pelo
36De acordo com os registros nas Atas das reuniões da Câmara Municipal de Uberabinha, a Lei n. 1, 22 de
abril de 1892, foi a segunda Lei aprovada pela casa legislativa municipal e o Estatuto do Município de Uberabinha, de 13 de abril de 1892 foi a primeira Lei. A aprovação do Estatuto precedeu a Lei n. 1 em 10 dias no processo de votação. Registra-se também, que a Lei n. 1 tem sido divulgada nos registros localizados no Arquivo Público Municipal com data de aprovação em 21 de abril de 1892. O que tem apontado equívocos em trabalhos anteriores, que não tiveram acesso a essa documentação anteriormente.
37 Câmara Municipal de Uberabinha. Sala de reunião no Paço Municipal. Ata da 10ª sessão da Primeira Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha, 22 de abril de 1892. Uberabinha, 1892. Livro 1, p. 61f –62v.
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vereador Vigário Pio Dantas Barboza, apresentou argumentos da necessidade de se elaborar um Regulamento Escolar do município, que norteasse esta referida contratação.
O Senr. Vereador Lellis França leu e mandou a meza uma proposta criando uma aula