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Kalibrasyon Sertifikası Hazırlama

4. EKG’DE KALİBRASYON DALGASI

4.3. Kalibrasyon Sertifikası Hazırlama

BRASIL. Ministério da Educação. 2004. Presos do DF têm acesso à educação. Texto disponível na Internet: http://www.mec.gov.br/acs/asp/noticias/noticias.asp. COYLE, Andrew. 2004. Administração penitenciária: Uma abordagem de Direitos

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ANEXOS

RELATÓRIOS DE OBSERVAÇÃO DE CAMPO45

(Arlindo da Silva Lourenço) I - Penitenciária 1 – Grande São Paulo.

18 de Agosto de 2003.

1044 prisioneiros em maio de 2003.

Localização: Saída da Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro. Há placas indicando a localização de um outro Presídio, “Desembargador Adriano Marrey”, uma saída à frente - hoje, o município de Guarulhos conta com cinco unidades prisionais – a Penitenciária 1; o Presídio Desembargador Adriano Marrey; o Anexo Semi-Aberto de Guarulhos e os Centros de Detenção Provisória I e II, todos bastante próximos uns dos outros, compondo o que é conhecido como “Complexo Penitenciário de Guarulhos”.

Uma pequena estrada asfaltada leva-nos até a Penitenciária, passando antes por uma grande transportadora de cargas de São Paulo, onde enormes carretas realizam suas manobras visando ao recebimento ou a troca de mercadorias. Distante três quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos o entorno da Penitenciária lembra uma região rural, embora não seja. Muitas árvores e capim rasteiro compõem a vista. Não é incomum encontrar cavalos e bois pastando próximos à instituição. Suas muralhas são avistadas tão logo transpomos o terminal de cargas. Do lado direito de uma sub-portaria, estão localizadas as residências de alguns dos diretores da penitenciária. Nessa primeira portaria, não encontramos qualquer funcionário neste dia. A entrada está livre. Algumas pessoas se encontram junto a guichês localizados ao lado da portaria principal da penitenciária. Ali são deixados alimentos, roupas, produtos de higiene, TVs, rádios e outros objetos que são “depositados” para algum familiar, amigo, namorado ou esposo prisioneiro naquele estabelecimento e que deverão ser

45As notas seguintes compõem a sistematização do material de campo obtido após observações

dos processos educacionais levados à cabo em duas instituições prisionais do Estado de São Paulo pelo pesquisador e são partes integrantes da Dissertação intitulada “As regularidades e as singularidades dos processos educacionais no interior de duas instituições prisionais e suas repercussões na escolarização de prisioneiros: um contraponto à noção de sistema penitenciário”, apresentada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, em fevereiro de 2005.

posteriormente encaminhados ao destinatário. Esse “depósito” é conhecido, na linguagem corrente da prisão, como “Jumbo”.

Após identificação visual pelo funcionário de plantão à portaria através de um pequeno visor gradeado e, conseqüentemente, a permissão de entrada na penitenciária, passamos, primeiro por uma revista manual de apalpação e, depois, por uma porta detectora de metais que aciona um bip a partir da presença de relógios, moedas, cintos e outros objetos de metal. Devemos retirar esses objetos e deposita-los num balcão e, assim, realizar nova travessia pela porta até que o bip não seja mais ouvido. Só após esse ritual que visa coibir a entrada de objetos não permitidos no interior do presídio, podemos seguir adiante. Ao menos três ou quatro funcionários - homens e mulheres - são responsáveis por toda a movimentação nesse setor, quer seja de pessoas que irão adentrar ao recinto ou mesmo de veículos que chegam e saem da penitenciária constantemente.

Alguns prisioneiros, vestindo calças na cor cáqui, estão trabalhando na reforma de um local próximo à portaria e que se destinará a abrigar alguns setores administrativos da penitenciária, entre eles a própria diretoria geral. Estes sujeitos trabalham sob o olhar vigilante de alguns funcionários que vestem calças na cor azul. Antes do terceiro portão de ferro, conhecido como P-3, à direita desse, vemos uma espécie de tanque, hoje sem água, com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que nos induz a uma prece. À esquerda desse mesmo portão encontram-se vários “boxes” que servem de local de revista minuciosa em visitantes de prisioneiros, geralmente utilizados aos domingos que é o dia oficial de visitas de parentes, amigos e conhecidos nesta unidade prisional. Na condição de funcionário da instituição, o acesso ao seu interior é facilitado.

Não é necessário ser acompanhado por qualquer funcionário. Sabendo da localização precisa da escola da penitenciária, ultrapassamos mais quatro portões, todos vigiados por, ao menos, um funcionário e chegamos ao nosso destino. Como em outras escolas de presídios, não vemos na parte externa do recinto escolar, qualquer indicação do tipo de atividade que ali é desenvolvido. Há um portão que separa o corredor principal da penitenciária e a escola que é encontrado aberto no momento de nossa chegada. Uma mesa e uma cadeira – bastante deterioradas – nos sinalizam para a presença de algum funcionário, ora ausente do local. Chegamos em pleno período de aulas. Poucas pessoas circulam pelo corredor escolar.

Arquitetonicamente idêntica a outras penitenciárias inauguradas no ano de 1989, para os prisioneiros do Pavilhão I, localizado do lado oposto à escola e antes desta para quem chega à instituição, há quatro portões de ferro a ultrapassar, contando o portão de suas celas. Os demais pavilhões (II e III) estão localizados ao “fundo” da penitenciária e após o recinto escolar para quem chega - um do lado direito e o outro do lado esquerdo.

No interior da escola, avistamos, na seqüência, uma biblioteca; uma sala contendo produtos de higiene e limpeza; um sanitário utilizado pelos alunos; uma sala dos professores e que também funciona como secretaria escolar e atendimento geral; cinco salas de aula e um mini-escritório montado em divisórias, onde funciona quase que ininterruptamente, uma impressora matricial, muito barulhenta. O corredor de acesso às salas tem excelente iluminação. Suas paredes foram recentemente pintadas e estão bastante limpas. Vemos vários cartazes com temas educativos pendurados nas paredes (O que é Hanseníase, dengue, DTS-AIDS, Hipertensão, Tuberculose). Há muitos troféus pendurados em estantes localizadas em espaços do teto, oriundos, talvez, dos diversos campeonatos de futebol e música que ali são promovidos. Encontramos ainda um cartaz com mensagem de Paulo Freire, denominado “A Escola” e cartazes com o nome e a série de todos os alunos ali matriculados (não há o número de matrícula46 dos mesmos).

A biblioteca da Penitenciária possui um acervo razoável de livros e revistas – mais de 5.000 títulos. Várias estantes de ferro e algumas de madeira estão dispostas na sala e todas elas repletas de livros e/ou revistas, devidamente catalogados. Alguns prisioneiros trabalham neste setor e são responsáveis pelo andamento dos trabalhos dali. Mostram-se sorridentes e parecem felizes em mostrar o trabalho que realizam. Contam- nos a rotina de distribuição de livros no interior da instituição. O espaço da biblioteca também apresenta boa iluminação e ventilação adequada.

Em todas as salas de aula encontramos alunos hoje. É possível se ter uma idéia das atividades realizadas no interior das salas porque todas elas possuem um visor de dimensões 1,15 metros de comprimento por 45 centímetros de altura, que permite a qualquer um que transite no corredor, ver o que se passa no interior das salas. Apesar

46 Número de matrícula é o número que identifica os prisioneiros no interior da rede de presídios da SAP – Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. Diferentemente de outros setores, onde os prisioneiros são chamados pelo número de matrícula ao invés de pelo nome, na escola ocorreu o inverso, o que é digno de nota.

dos vidros que recobrem os visores é possível também ouvir o que se passa, mesmo que num tom mais baixo. Os prisioneiros demonstram importar-se um pouco com a nossa presença naquele lugar. Conversam entre si, alguns cochicham e riem. Quanto aos professores, todos prisioneiros como os seus alunos, parecem importar-se menos com a movimentação externa. Não vemos funcionários (Agentes de Segurança Penitenciária) circulando pelos corredores da escola, ao menos, por enquanto. O portão de acesso a ela permanece aberto e a mesa e a cadeira encontradas à entrada da escola continuam vazias.

Ouve-se então, um sinal sonoro indicando o final das aulas daquele período. Haverá um intervalo de meia hora até que outra turma de alunos venha para a escola. Há, agora, uma grande movimentação de alunos no corredor escolar. Alguns saem abraçados, permitindo-nos imaginar que persista, apesar da reclusão, a possibilidade de demonstração de afeto entre colegas de cárcere. Outros saem rindo ou entoando hinos religiosos e alguns saem desconfiados da nossa presença, estranha naquele dia. Alguns desses resolvem conversar conosco e nos questionam acerca das atividades que realizamos naquele ambiente. Explicamos rapidamente e sem entrar muito em detalhes e se mostram simpáticos à idéia de um estudo acerca das escolas em presídios. Outro prisioneiro nos interpela sobre a dificuldade de se conseguir uma audiência com os advogados da FUNAP, responsáveis pela defesa dos prisioneiros junto à justiça penal.

Todos os prisioneiros estão de calça cumprida, de cor cáqui. O estilo do vestuário muda de homem para homem. Alguns deles vestem calças mais bem alinhadas enquanto outros vestem roupas bastante simples. Alguns trazem calçados tênis de marca reconhecida enquanto outros vestem sapatos “surrados” ou ainda chinelos, tipo havaianas. A maioria da população de estudantes é jovem, entretanto, observo pessoas de idade mais avançada. A expressão geral contida nos rostos dos alunos é de alegria e de felicidade, talvez de alívio pelos poucos momentos passados num outro ambiente da prisão que não o pavilhão onde residem. Alguns homens trazem debaixo do braço e dentro de sacos plásticos, seu material escolar (lápis, borracha e caderno e, às vezes, um livro). Outros trazem mochilas ou pastas plásticas e outros ainda, acondicionam o material enrolado na própria mão.

As salas de aula, de uma forma geral são amplas, arejadas, limpas e bem iluminadas. Todas elas têm carteiras e cadeiras para os alunos. As lousas (pintadas nas paredes) estão em bom estado de conservação. Numa das salas, um dos prisioneiros

responsáveis pela faxina do espaço escolar está apagando algumas lições deixadas pelo professor. Numa das salas de aula não vimos mesa para o professor. As portas das salas não contem trancas. São portas comuns, destas que vemos em escolas normais. Encontramos caixas de madeiras, feitas pelos próprios prisioneiros, que servem de lixeiras. Há giz e apagador em todas as salas de aula. Alguns poucos vidros faltam nas janelas gradeadas. Encontramos algumas carteiras feitas especialmente para pessoas que escrevem com a mão esquerda. Numa das salas, a palavra VIDA (em maiúsculo) sobrevive ao que de resto foi apagado.

Apesar de limpo, o corredor é novamente varrido pelos prisioneiros responsáveis pela faxina do local. Outros colegas seus vão chegando aos poucos na escola e se concentrando no corredor. Já no corredor central da penitenciária há um grande fluxo de prisioneiros, pois este horário (16h) coincide com o término das atividades nas oficinas de trabalho. A grande maioria dos homens que por ali transitam mostram-se gentis e cumprimentam os que encontram pelo caminho. Muitos dos alunos que chegam à escola parecem que não se vêem a tempos. Lentamente vão entrando nas suas respectivas salas de aula quando soa o apito sonoro indicando o seu início. Não há qualquer impedimento para o ingresso do prisioneiro no portão da escola, onde não encontramos funcionário. Um telefone, localizado na mesa à entrada da escola, toca até a exaustão e ninguém aparece para atende-lo.

Visitando novamente as salas, assistimos, pelo visor de vidro, a uma aula de alfabetização onde o professor ensina a letra F: fa, fé, fi, fo, fu, Fa, Fé, Fi, Fo, Fu, F- A- C- A. Em outra sala, o professor, também prisioneiro, segurando a mão de um aluno, ensina-lhe a grafia correta. Este mesmo professor congratula-se com um outro aluno que atingiu o objetivo proposto, abraçando-o e lhe dando um leve tapa nas costas. Fumar cigarros em sala de aula parece permitido. Vemos alguns prisioneiros compartilhando o único cigarro que têm. O professor não se importa. A aula prossegue, com alguns alunos demonstrando-se completamente alheios ao que se passa na sala de aula.

Ao final das aulas, novamente após o som de um apito sonoro, os vários alunos que ali estudaram vão retornando sem muita pressa para os seus respectivos pavilhões, após passarem pelo portão de acesso aos mesmos, estes sim, vigiados por, ao menos, dois funcionários.

Dados da realidade escolar da Penitenciária: Coletados a partir dos cartazes afixados no corredor da escola:

• Eram 12 as turmas de alunos previstas na penitenciária;

• Eram disponibilizados aos prisioneiros três horários de aula: das 08h às 11h30; das 14h às 16h e da 16h às 18h, de segunda a sexta-feira;

• A sala com maior número de alunos matriculados era a de ensino médio (das 14h às 16h), com 42 alunos e a menor turma tinha 10 alunos (ALFA I – ensino de primeiro e segundo anos, das 8h30 às 10h30). Outras duas turmas tinham 40 e 41 alunos em sua sala, respectivamente;

• Três turmas tinham aulas no período da manhã. Quatro turmas tinham aulas logo após o almoço e cinco turmas completavam o período letivo, com aulas no período da tarde.

• Quatro professores, todos prisioneiros, compõem o quadro de docentes da Penitenciária. Esses professores são conhecidos como monitores presos. Não há, atualmente, nenhum professor de “fora” da instituição;

• A Penitenciária de Guarulhos conta com uma supervisora de educação, a Senhora J. (concursada pela FUNAP), que nos deixou bastante à vontade para a realização desta tarefa inicial.

Observações Gerais: Como funcionário da instituição já de longa data é praticamente impossível não conhecer algum prisioneiro que ali se encontra. Num presídio, mesmo que não sejamos conhecidos visíveis deste ou daquele prisioneiro, o simples fato de exercer uma atividade considerada essencial para os encarcerados, acaba por tornar-nos conhecidos do restante da população reclusa, pois um sujeito passará para o outro qual foi o psicólogo ou assistente social que o atendeu. Assim, realizar a observação no interior dessa penitenciária, ao mesmo tempo em que favoreceu o nosso ingresso em seu interior, também nos tornou mais vulneráveis à influências externas, no sentido de que as pessoas, tanto prisioneiros quanto funcionários, se mostravam surpresas com a nossa presença num local que não freqüentamos cotidianamente e, a partir de suas surpresas, nos questionavam acerca de nosso objetivo naquele recinto. Apesar disso, pudemos observar coisas que não imaginávamos encontrar, como por exemplo, o acesso dos prisioneiros à escola quase que sem qualquer interferência de funcionários. O funcionamento dessa escola lembrou-nos das nossas escolas da infância e da

adolescência, nas quais conversávamos, ríamos e brincávamos, além de abraçarmos aqueles a quem sentíamos algum carinho ou afeto especial. A não ser pelos visores das salas, aquela era uma “escola normal”.

II – Penitenciária 2 – Interior do Estado 21 de Agosto de 2003.

763 prisioneiros em 20 de Agosto de 2003.

Localização: A Penitenciária 2 é uma das mais antigas unidades prisionais do Estado. Fundada em 05 de Dezembro de 1961, dista dois quilômetros do centro do município de mesmo nome e cinco quilômetros e meio da Rodovia Raposo Tavares, sentido Mato Grosso do Sul. Distante 619 quilômetros do trevo de São Paulo é conhecida no meio carcerário como “Presidente Wenceslonge”, dada a sua distância da metrópole. Foi utilizada muitos anos como unidade de castigo para os prisioneiros já que, sendo transferido para tão longe de seus familiares, imaginava-se que este repensaria seus atos de indisciplina cometidos no interior de outra unidade prisional. A idéia implícita era penalizá-lo perante aquilo que o prisioneiro tinha de mais sagrado: seus familiares.

A Penitenciária 2 se localiza bem próxima de um bairro constituído de residências elegantes, imaginando-se tratar de vizinhos de poder aquisitivo elevado. Uma sub-portaria, vigiada por dois funcionários avisa-nos que chegamos à mesma. Um dos funcionários solicita-nos a identificação, bem como o motivo de nossa visita. Após esse procedimento habitual, os portões de acesso à penitenciária são abertos e é permitido o nosso prosseguimento.

Distante do centro do município, o bairro onde se localiza a penitenciária parece bastante sossegado. Vemos pouquíssimas pessoas transitando pelas imediações. Há um local para estacionamento de automóveis e á esquerda é possível avistar uma construção sendo erguida, ao que parece com mão de obra de prisioneiros. Mais além, também à esquerda avistamos uma vila de residências que parece abrigar alguns dos diretores da instituição. Sabemos que o Coordenador de Presídios da Região Oeste também ali reside.

O modelo arquitetônico desta Penitenciária é bastante diferente das novas instalações prisionais. Seu layout nos pareceu menos agressivo que o das atuais prisões recentemente construídas. Para entrar na penitenciária, um grande portão de madeira

maciça precisa ser transposto. Apresentamo-nos novamente neste portão através de um visor gradeado e nossa entrada é autorizada pelo funcionário que nos recebeu. Observam que o Diretor de Educação já nos espera e somos então convidados a encontrá-lo logo adiante, além de mais dois portões, também de madeira.

O Senhor L. C. nos convida à sua sala e depois de perguntar sobre as nossas pretensões, passa a nos explicar o funcionamento da instituição escolar naquela instituição. Segundo ele, a Penitenciária 2 foi inicialmente planejada para abrigar prisioneiros em celas individualizadas. Com o passar dos anos, o aumento vertiginoso do número de sujeitos prisioneiros e como a necessidade de se conseguir mais vagas no sistema prisional paulista, foi adaptada para receber dois prisioneiros em cada cela dos seus quatro pavilhões.

Depois do evento conhecido como “mega-rebelião”, em fevereiro de 2001, uma norma administrativa partida da direção da Unidade prisional, autorizava a liberação de apenas dois pavilhões para as atividades cotidianas. Isso quer dizer que no dia-a-dia da instituição, prisioneiros de pavilhões “superiores” jamais cruzam com os prisioneiros habitantes de pavilhões “inferiores” e vice-versa. Para as atividades escolares isso não é diferente. Há horários escolares sempre distintos para prisioneiros dos pavilhões superiores e para aqueles dos pavilhões inferiores. Explica-nos ainda que, por ser um presídio antigo, a escola da unidade sofreu algumas modificações em termos de localização, com o passar dos anos. Há alguns anos atrás, a unidade escolar se localizava próxima às oficinas de trabalho e assim, possuía uma acústica muito deficitária. Atualmente, a unidade escolar se localiza onde anteriormente, se localizava o cinema da instituição.

Tendo nos passado essas explicações iniciais, o Diretor de Educação nos convidou, sempre solícito, a conhecer o espaço escolar da Unidade prisional. Localizada à esquerda de quem entra na instituição, passados mais alguns portões, todos eles vigiados por funcionários, a escola do presídio é, igualmente, bastante vigiada. Dois portões, desta vez de ferro, separam o corredor da escola das “celas” de aula. “Celas” porque todas as salas de aula são fechadas com grades. Nos dirigimos a sala dos professores, onde funciona também a biblioteca da instituição. Dois prisioneiros desenvolvem atividades nesse setor. Os professores que iniciarão suas aulas também ali já estão. Nesse local avistamos um sanitário utilizado pelos docentes. A sala é bastante

Benzer Belgeler