1. PLASTİK ENJEKSİYON KALIBININ İTİCİ PİM DELİKLERİ VE SOĞUTMA
1.4. Enjeksiyon Kalıp Boşluklarının Parlatılması
1.4.3. Kalıp Boşluklarının Parlatılması
A expressão “fato jurídico” comporta diferentes usos e ambiguidades. No entanto, devemos atentar que no discurso jurídico não deve persistir ambiguidades, o que nos induz a manifestar a qual opção faremos uso.
Relativamente ao uso da expressão na doutrina, na legislação e na jurisprudência, “fato jurídico” assume três modos distintos de uso,124 quais sejam:
(i) a descrição hipotética presente nos texto jurídicos;
(ii) a verificação concreta do acontecimento a que se refere tal hipótese; (iii) o relato em linguagem jurídica de tal ocorrência.
Afirmamos, anteriormente, que fato jurídico é a descrição e o relato expedido pela autoridade competente, através da linguagem e do procedimento previsto no ordenamento jurídico. Ressaltamos também que se perfaz de extrema importância o relato linguístico, pois, somente mediante a constituição de uma situação ocorrida no tempo e no espaço em enunciados linguísticos é que haverá a caracterização de fatos, e, na linguagem competente do Direito, de fatos jurídicos.
Desse modo, em conformidade à ambiguidade predominante na doutrina, na legislação e na jurisprudência, atentamos que o significado mais apto a ser dispensado a fato jurídico é
124 Cf. CARVALHO, A. T. de. Curso de teoria geral do direito: o constructivismo lógico-semântico..., 2009. p.
de que expressa um relato em linguagem jurídica de tal ocorrência do evento ocorrido no mundo dos fenômenos e que encontra-se apto a produzir efeitos jurídicos.
Ainda, outra ambigüidade que persiste relativamente à expressão “fato jurídico” é a que subdivide, metodologicamente, fato jurídico em fato jurídico em sentido amplo e fato
jurídico em sentido estrito.
Acerca do tema, Fabiana Del Padre Tomé bem explicita:
Fato jurídico em sentido amplo: i: fato, por relatar acontecimento pretérito; ii) jurídico, por integrar o sistema do direito; e iii) em sentido amplo, por ser
apenas um dos elementos de convicção que, conjugado a outros, propiciará a constituição do fato jurídico em sentido estrito, constante do antecedente da norma individual e concreta veiculada pelo ato de lançamento, de aplicação ou de decisão administrativa ou judicial.(grifos no original)125
Assim sendo, fato jurídico em sentido estrito refere-se ao enunciado denotativo que
refere-se a um evento já ocorrido em conformidade a uma hipótese normativa, passível de ser encontrado no antecedente da norma individual e concreta, e veiculado pelo ato de lançamento, pelo ato de aplicação ou por decisão administrativa ou judicial
De outro modo, fato jurídico em sentido amplo refere-se a um relato de um acontecimento pretérito, integrante do sistema jurídico, e que servirá como elemento de convicção para a constituição do fato jurídico em sentido estrito. Dito por outras palavras, “vem a ser qualquer enunciado jurídico que relate a ocorrência do evento, mas que produza
efeitos no âmbito do direito, não sendo necessária a instituição de deveres correlatos individuais, quer dizer, não se verificando no bojo de estrutura normativa hipotético- condicional”.126
Seguindo esta linha de raciocínio, Aurora Tomazini de Carvalho bem explicita:
125 TOMÉ, F. D. P. A prova no direito tributário..., 2008. p. 71.
126 TOMÉ, G. H. Planejamento Tributário: um estudo pela perspectiva do constructivismo lógico-semântico...,
Caracteriza-se o fato jurídico em sentido estrito, como o enunciado um enunciado denotativo que ocupa posição sintática de antecedente de normas concretas, que se refere a uma ocorrência passada, verificada nos moldes de uma hipótese normativa (ex.: a paternidade constituída numa “sentença declaratória”, o homicídio relatado numa “sentença penal condenatória”; o “ser proprietário de bem imóvel”informado na guia de constituição do IPTU, etc). Já o fato em sentido amplo é qualquer enunciado jurídico que relate a ocorrência de um evento e que produza efeitos na ordem jurídica, mas não necessariamente instituindo direitos e deveres correlatos individualizados (ex: as provas, os fatos alegados em petição inicial ou contestação). A diferença resulta na circunstância de que o fato jurídico em sentido
estrito é mais que o relato em linguagem competente de um acontecimento passado
capaz de produzir efeitos na ordem jurídica, ele é tomado como antecedente de uma norma jurídica concreta, cujo conseqüente institui uma relação jurídica (individualizada) entre dois ou mais sujeitos.127
Relativamente à teoria das provas na constituição do fato jurídico, temos que o fato
jurídico em sentido amplo corresponde ao fato alegado, ou notícia do evento materializado
juridicamente. Ele serve como motivação para a constituição de outro fato jurídico, ou seja, o
fato jurídico em sentido estrito, sendo o motivo do ato de aplicação que obriga o agente
competente a realizar o procedimento previsto pelo sistema jurídico, culminando no ato de aplicação, veiculador do fato jurídico, bem como na correspondente relação instituidora de direitos e deveres correlatos na ordem jurídica. Nesse procedimento, o pressuposto lógico será saber se ocorreu, ou não, o fato alegado, o que é possível mediante o recurso técnico das provas.
De qualquer modo, ressaltamos, novamente, a importância de que o relato do evento esteja contido na linguagem competente do Direito, tal como afirmam em ambos os casos, enfatizando, então, que fato jurídico deve remeter ao relato linguístico, que seja feito pela autoridade competente e mediante linguagem do Direito Positivo, e em conformidade aos preceitos do ordenamento jurídico, enfatizando, assim, a imprescindibilidade do relato do evento em linguagem competente.