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Genel Kadınlar ve Genelevlerin Tabi Olacakları Hükümler ve Fuhuş Yüzünden Bulaşan Zührevi Hastalıklarla

TÜRK HUKUK NORMLARININ DEĞERLENDİRİLMESİ

3. Genel Kadınlar ve Genelevlerin Tabi Olacakları Hükümler ve Fuhuş Yüzünden Bulaşan Zührevi Hastalıklarla

A partir da premissa de que a cognição de um sistema sócio-técnico está distribuída entre os usuários e o próprio ambiente de trabalho, pressupõe-se a necessidade de ver a automação como uma ajuda à realização da atividade humana, no sentido de diminuir o esforço cognitivo do usuário, e não como o centro de onde emana a atividade humana ( Norman, 1990; Thereau; Jeffroy, 1994).

O conceito de uma cognição distribuída foi desenvolvido e formalizado na nova IHC ( Hollan et al, 2001; Hutchins, 1995, 2000), a partir de uma crítica ao modelo de processamento cognitivo humano, baseado na psicologia comportamental, ainda dominante nos manuais de IHC15.

O modelo de raciocínio humano da psicologia comportamental é o de processamento de informações, que parte das analogias com o funcionamento dos computadores e a máquina de Turing . Este modelo se desenvolveu ao longo dos últimos 50 anos e vem se adequando aos achados da neuropsicologia experimental 15 Ver, por exemplo, Dix et al (1997); Helander (1992); Mayhew (1992).

e da neuroimagem. A versão mais aceita do modelo, atualmente, é o de Baddeley (1974), que inclui fatores individuais (experiências anteriores) no processamento da informação (Figura 4).

Figura 4. Modelo de Processamento de Informações da Psicologia Experimental

Cognitiva Baseado em Baddeley, 1974

Como demonstra a Figura 4, o modelo de raciocínio humano da psicologia comportamental está orientado para dentro do ser humano (Hutchins, 2000). O mundo fornece estímulos (visual, verbal e sinestésico) que, quando captados pela atenção humana, são processados na memória de curto prazo e armazenados na memória de longo prazo, em uma cadeia de conceitos co- relacionados. A manipulação desses conceitos originará a resposta ao estímulo que foi apresentado pelo ambiente.

O modelo da cognição distribuída, ao contrário, vê o processo de raciocínio como ocorrendo não só para dentro, mas também para fora do indivíduo. Isto significa que o próprio ambiente de interação entre o indivíduo e o

MEMÓRIA DE LONGO PRAZO

conceitos armazenados (experiência anterior) Controle sinestésico e representação visual Controle Articulatório verbal e memória sensorial

MEMÓRIA DE CURTO PRAZO

ESTÍMULO

SER HUMANO

RESPOSTA

ATENÇÃO

mundo fornece pistas que o auxiliam no processo decisório (Hollan, 2001; Hutchins, 1995,2000). Assim, o principal objetivo dos estudos em cognição distribuída é analisar como os diferentes componentes de um sistema sócio- técnico interagem com o homem para se atingir as metas que permitem a sobrevivência e o desenvolvimento deste sistema.

Hutchins (1995), por exemplo, demonstrou que a operação de sistemas complexos como os cockpits de aeronaves dependiam em grande parte das pistas visuais à disposição dos pilotos na interface de controle para sua tomada de decisão, já que somente o usuário não era capaz de memorizar todas as informações necessárias para a ação. Ao se modificar a interface de controle sem levar em conta analogias que permitissem ao piloto continuar dividindo a carga cognitiva com o equipamento, a automação gerou erros humanos. Na verdade, tais erros refletiram situações de má interpretação entre o operador e a máquina, que precisou ser reprojetada.

A noção de cognição distribuída começou a ser discutida entre psicólogos russos do início do século XX, influenciados pelo materialismo histórico marxista – que segundo o pai da teoria geral dos sistemas é uma das primeiras teorias desenvolvidas sob o paradigma sistêmico (Bertalanffy, 1977:29). A assim chamada psicologia sócio-histórica tem seu precursor na figura de Vygtsky (Nardi, 1996). Para esta abordagem, o conhecimento está relacionado com a construção das interações do homem com o mundo a sua volta. Os artefatos são vistos como um reflexo da consciência de mundo da época de sua concepção; as regras e o comportamento social como reflexos das características da comunidade em que ocorrem. A relação entre o homem e seu ambiente é dialética e reflexiva, tendendo a processos de transformação dos sistemas sócio-técnicos e que levam à evolução tecnológica (Figura 5).

Conseqüentemente, seria possível vislumbrar a consciência humana de determinado período histórico a partir da observação de seus artefatos, pois a cognição está distribuída entre os homens e seu ambiente, e os artefatos são o resultado do desenvolvimento tecnológico e das regras e paradigmas presentes na cultura.

Figura 5. Modelo de atividade sob o paradigma da psicologia sócio-histórica

Baseado em Kuutti, 1996:28

Este conceito repercutiu grande influência entre os ergonomistas por expandir os limites da observação em campo. O ambiente passou a ser visto com muito mais inteligência e intrinsecamente ligado ao ser humano, trazendo novos desafios para as soluções de intervenção, que passam a abordar o contexto (Nardi,1996; Thereau; Jeffroy, 1994).

No entanto, ambos os modelos – comportamental e sócio-histórico – de raciocínio e interação humana no mundo, são ferramentas complementares na análise dos ambientes sócio-técnicos. Os experimentos controlados da psicologia cognitiva contribuíram e continuam a contribuir para responder a questões específicas no que tange a habilidades humanas no trato com os sistemas homem- máquina (ver, por exemplo, Helander, 1990). Portanto, a análise dos processos cognitivos que ocorrem no ambiente sócio-técnico deve considerar os processos para dentro e para fora das fronteiras individuais do operador.

A premissa da cognição compartilhada e situada nos processos de análise de tomada de decisão de um indivíduo, diante de um sistema sócio- técnico, implica a consideração de dois pressupostos: (a) de que os sistemas humanos são complexos e, portanto, são potencialmente indeterminados (Meister,1991), sendo impossível prever seu comportamento sem uma taxa de erro; (b) de que a ação do homem no mundo (sua cognição e seu comportamento) é fortemente cooperativa (Pavard, 1994) e dependente desta cooperação para

Artefato Sujeito Regras Divisão do Trabalho Objeto Resultado processo de transformação Comunidade

manter o fluxo de informações que alimenta seu sistema cognitivo alerta e capaz de gerenciar as ambigüidades causadas pela indeterminância e a tomada de decisão adequadas para a sobrevivência do sistema.

Benzer Belgeler