2.1. Japonya’da Modern Terörün Haritalandırılması
2.1.1. Kızıl Ordu (JKO)
A questão das drogas ganhou prioridade na agenda governamental, na década de 1990, resultando na elaboração da Política Nacional sobre Drogas (Brasil, 2008). O documento arte do entendimento de que um dos aspectos importantes para prevenir o uso excessivo de substâncias químicas é a valorização das relações familiares, bem como a participação da família em ações de caráter preventivo.
A seguir, são apresentados alguns artigos e tópicos importantes dessa política.
Orientação Geral
1.1.3 As ações preventivas devem ser pautadas em princípios éticos e pluralidade cultural, orientando-se para a promoção de valores voltados à saúde física e mental, individual e coletiva, ao bem-estar, à integração socioeconômica e a valorização das relações familiares, considerando seus diferentes modelos.
1.1.4 As ações preventivas devem ser planejadas e direcionadas ao desenvolvimento humano, o incentivo à educação para a vida saudável, acesso aos bens culturais, incluindo a prática de esportes, cultura, lazer, a socialização do conhecimento sobre drogas, com embasamento científico, o fomento do protagonismo juvenil, da participação da família, da escola e da sociedade na multiplicação dessas ações.
1.2 Diretrizes
1.2.8 Priorizar ações interdisciplinares e contínuas, de caráter preventivo e educativo na elaboração de programas de saúde para o trabalhador e seus
familiares, oportunizando a prevenção do uso indevido de drogas no
ambiente de trabalho em todos os turnos, visando à melhoria da qualidade de vida, baseadas no processo da responsabilidade compartilhada, tanto do empregado como do empregador.
II - DA INFORMAÇÃO E PROTEÇÃO DA POPULAÇÃO QUANTO AO CONSUMO DO ÁLCOOL
3. Compete ao Governo, com a colaboração da sociedade, a proteção dos segmentos populacionais vulneráveis ao consumo prejudicial e ao desenvolvimento de hábito e dependência de álcool.
4. Compete ao Governo, com a colaboração da sociedade, a adoção de medidas discutidas democraticamente que atenuem e previnam os danos resultantes do consumo de álcool em situações específicas como transportes, ambientes de trabalho, eventos de massa e em contextos de maior vulnerabilidade. (SENAD. Política Nacional sobre Drogas, 2008. Grifos nossos).
O papel da família é ressaltado, na política, que, ao mesmo tempo, dá destaque para a importância da intervenção do Estado e da sociedade civil, na atenção e no cuidado aos usuários de álcool e drogas, e de seus familiares.
Orientação Geral : Tratamento Recuperação e Reinserção Social
2.1.1 O Estado deve estimular, garantir e promover ações para que a sociedade (incluindo os usuários, dependentes, familiares e populações específicas), possa assumir, com responsabilidade ética, o tratamento, a recuperação e a reinserção social, apoiada técnica e financeiramente, de forma descentralizada, pelos órgãos governamentais, nos níveis municipal,estadual e federal, pelas organizações não governamentais e entidades privadas.
2.1.2 O acesso às diferentes modalidades de tratamento e recuperação, reinserção social e ocupacional deve ser identificado, qualificado e garantido como um processo contínuo de esforços disponibilizados, de forma permanente, para os usuários dependentes e seus familiares, com investimento técnico e financeiro de forma descentralizada.
2.1.4 Na etapa da recuperação, deve-se destacar e promover ações de
reinserção familiar, social e ocupacional, em razão de sua constituição
como instrumento capaz de romper o ciclo consumo/tratamento, para grande parte dos envolvidos, por meio de parcerias e convênios com órgãos governamentais e organizações não governamentais, assegurando a distribuição descentralizada de recursos técnicos e financeiros.
2.1.6 A capacitação continuada, avaliada e atualizada de todos os setores governamentais e não governamentais envolvidos com tratamento,
recuperação, redução de danos, reinserção social e ocupacional dos usuários, dependentes e seus familiares deve ser garantida, inclusive com recursos financeiros, para multiplicar os conhecimentos na área. (Legislação e Política Pública sobre Drogas no Brasil, 2008, p. 19, 20 e 21. Grifos nossos).
1.2.1 Atenção às famílias dos dependentes
A família aparece como destinatária da atenção do Estado e fica clara, na Política Nacional sobre Drogas, a necessidade de se desenvolver programas e ações nas esferas governamentais e civis, que garantam, aos familiares dos dependentes químicos, acesso a diferentes modalidades de tratamento, recuperação e reinserção social.
Há orientações sobre a criação e efetivação de estratégias que visam à redução dos danos causados às famílias, em decorrência do uso abusivo do álcool e outras drogas. Dispõe sobre as medidas para reduzir o uso indevido de álcool e sua associação com a violência e criminalidade, entre outras providências. Aponta, em seus princípios fundamentais, para a manutenção de estratégias de enfrentamento coletivo dos problemas relacionados ao consumo abusivo de álcool.
Na proposta da política, a família ora aparece como parte da sociedade, ora como parceira no processo de prevenção e tratamento dos usuários e dependentes de álcool, ora como destinatária das ações de proteção.
As contradições da sociedade capitalista atingem os grupos familiares, que, em meio aos processos de concentração de renda que demarcam a desigualdade social, aumentam a vulnerabilidade social. E no caso específico das famílias que convivem com o uso abusivo do álcool, esse processo torna-se mais complexo.
Isso faz com que seus membros busquem novas estratégias para garantir o suprimento de suas necessidades básicas, porém, a condição de cuidar ou não dos seus, dependerá da qualidade e quantidade de proteção que receberão do Estado, ou seja, da possibilidade de as famílias participarem do processo de prevenção, tratamento e reinserção social dos usuários e dependentes de álcool: o que só poderá ocorrer se, antes, as famílias forem elas próprias protegidas pela ação do Estado, em colaboração com a sociedade civil.
1.2.2 Alcoolismo e padrões de consumo
A definição de alcoolismo nem sempre foi estabelecida pelos critérios de diagnóstico da síndrome. Esses critérios foram sendo formulados no decorrer dos anos, pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual de Diagnóstico Estatístico, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria.
O alcoolismo passou a ser compreendido como doença crônica, cuja dependência pode acometer homens e mulheres de todas as classes sociais e de todas as raças.
A expressão “alcoólatra” foi utilizada por muito tempo para identificar os indivíduos que bebiam de forma abusiva e acabavam apresentando outros sintomas decorrentes desse hábito. Alguns estudos vêm mostrando que o termo é inadequado, pois relaciona o dependente com a idolatria ao álcool, ou seja, como se o bebedor escolhesse continuar bebendo, independentemente dos problemas que tal prática possa lhe acarretar, bem como aos familiares.
O termo ‘alcoólatra’, portanto, estigmatiza e rotula o bebedor como alguém que está fadado a uma condição de depreciação, fraqueza, e falta de escolhas, pois privilegia o álcool acima de todas as coisas. Essa condição não é verdadeira, porque, quando a dependência está instalada, em muitas ocasiões, o indivíduo bebe para minimizar os efeitos da abstinência e não para ter prazer. (SILVEIRA, 2012, p.153).
Por sua vez, a expressão “alcoolista”, foi proposta por alguns pesquisadores, como uma forma menos rotuladora e estigmatizaste, uma vez que o termo coloca o bebedor como alguém que apresenta uma afinidade pelo álcool.
O termo alcoolista foi utilizado em substituição ao termo ‘alcoólatra’ a fim de não responsabilizar unicamente o bebedor pelos problemas decorrentes do uso do álcool, mas sim reconhecer que o álcool é uma substância lícita, socialmente aceita e disponível, mas quando utilizado em grandes quantidades e frequências expõem o bebedor a muitos riscos. (SILVEIRA, 2012, p.153).
O alcoolismo não é identificado apenas pelo consumo abusivo, ou excessivo, de bebida alcoólica, mas, também, pelos sintomas físicos desencadeados pela falta de álcool no organismo, assim, o termo mais adequado para se referir ao indivíduo bebedor, é “dependente de álcool”.
A dependência do álcool é uma condição clinica que ao ser identificada são conferidos ao indivíduo, um diagnóstico e um tratamento a fim de que ele possa se recuperar e voltar a ter uma vida dentro de um contexto social considerado normal. (SILVEIRA, 2012, p. 154).
1.2.2.1 Padrões de Consumo do Álcool
Os principais padrões de consumo de álcool, mencionados na literatura científica, são o uso moderado, beber pesado (BP), e beber pesado episódico (BPE).
O uso moderado de bebidas alcoólicas é um conceito de difícil definição, uma vez que é interpretado de maneiras diferentes, conforme a percepção de cada indivíduo. Comumente, essa definição é confundida com beber socialmente. No entanto, frequentemente a moderação é vista de maneira errônea, como uma forma adversa ao consumidor. (HECKMANN; SILVEIRA, 2009, p. 72).
A maioria das pessoas que bebe diz que o faz de forma moderada, porém, percebe-se que o BP é frequente, tanto entre os homens como entre as mulheres, por isso, é cada vez mais comum o aparecimento de problemas provenientes desse padrão de consumo, o que pode resultar em inúmeras complicações, com abrangência física, jurídica, profissional, social e familiar.
O National Instituteon Alcoholism12 define o BP como duas doses de bebida alcoólica por dia para homens e de até uma dose por dia para mulheres, padrão que
12 O Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo (NIAAA) é um dos 27 institutos e centros que compõem o National Institutes of Health (NIH). O NIAAA apoia e realiza pesquisas sobre o impacto do uso de álcool sobre a saúde humana e o bem-estar. É o maior financiador de pesquisa de álcool no mundo. Disponível em: <http://www.niaaa.nih.gov/about-niaaa>).
excede o uso moderado ou socialmente aceito. E define também como BPE13, o consumo de cinco ou mais doses de bebidas alcoólicas por homens, e em uma única ocasião, e quatro por mulheres.