BÖLÜM 3. KIYI MEVZUATI VE UYGULAMASI
3.1. Kıyı Mevzuatının Gelişimi
3.1.2. Kıyı alanlarımızla ilgili olan diğer kanun ve yönetmelikler
O modelo assistencial vigente no país e a forma de organização dos serviços adotavam até a criação do SUS (1988) um padrão de intervenção estatal caracterizado pela dicotomia entre a saúde pública e a assistência médica individual (previdenciária, filantrópica ou liberal) (Aguiar e Oliveira, 2003 apud Frias, Mullachery, Giugliani, 2009). Contrapondo a isso, no cenário externo, a partir da década de 70, organizações internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Panamericana de Saúde (OPAS) implementaram debates acerca da universalização do cuidado, apontando a atenção primária como caminho desejável para estruturação de sistemas nacionais de saúde (Declaração de Alma Ata, 1978; Aguiar e Oliveira, 2003 apud Frias, Mullachery, Giugliani, 2009).
O Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC) começou a ser implantado no Brasil a partir de 1984 objetivando enfrentar as adversidades nas condições de saúde vivenciadas pela população infantil, em particular no que se refere à sobrevivência infantil às altas taxas de mortalidade da época (Brasil, 1986). Dentre os objetivos do PAISC destaca-se a promoção da saúde de forma integral, priorizando as crianças de grupos de risco, procurando qualificar a assistência e aumentar a cobertura dos serviços de saúde. As ações deste programa envolviam o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, o incentivo ao aleitamento materno e orientação alimentar para o desmame, o controle das doenças diarréicas e das infecções respiratórias agudas e a imunização (Brasil, 1986). Neste mesmo período, o Ministério da Saúde (MS) divulgou Manuais de Normas Técnicas sobre estes temas específicos, além de definir o primeiro Cartão de Saúde da Criança e realizar capacitações para profissionais de saúde sobre o PAISC em todo o país (Brasil, 1986).
Após a criação do PAISC, outras duas ações foram incorporadas à política de saúde de modo a favorecer a atenção à criança no país: o Programa Saúde da Família (PSF) (1994) e a Estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância (AIDPI) (1996). A idéia norteadora dessas iniciativas foi a promoção de um maior acesso aos cuidados básicos de saúde, tornando mais resolutivo o nível primário de atenção (Samico, 2003). Os objetivos da AIDIPI são resgatar o conceito de integralidade (ações curativas e de prevenção) e de sistematização do atendimento à criança menor de 5 anos no contexto da atenção primária (Samico, 2003).
Em 1996, o MS com apoio da UNICEF lançou um material informativo “A monitorização da saúde da criança em situação de risco e o município”, que menciona pela primeira vez no país quais as características ao nascimento da criança que configuram um quadro de risco para o crescimento e desenvolvimento e como se deve monitorar/acompanhar essas crianças durante a primeira infância (Brasil, 1996).
Em 2000, o MS lançou sua primeira ação direcionada aos recém-nascidos de alto risco, a Norma de Atenção Humanizada do Recém-nascido de Baixo Peso (Método Canguru) (Portaria n°693 de 5/7/2000). Para divulgação dessa nova política pública de humanização do atendimento perinatal, o MS disponibilizou um treinamento padrão para equipes hospitalares multidisciplinares em centros de capacitação.
Em 2001, o MS divulgou o documento “Fundamentos Técnico-Científicos e Orientações Práticas para o Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento: Parte 2 – Desenvolvimento”, reforçando a importância da vigilância do desenvolvimento, especialmente na atenção básica. Este documento apresenta um manual que sistematiza os testes mais comuns da avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, incentivando o uso do Cartão de Saúde da Criança (Brasil, 2001).
Em 2002, o MS publicou um Manual para auxiliar na capacitação dos profissionais envolvidos no atendimento da díade mãe-bebê segundo o Método Mãe Canguru (MMC). Cabe ressaltar que o método consiste em um tipo de assistência neonatal
que implica contato pele a pele precoce entre a mãe e o recém-nascido de baixo peso, de forma crescente e pelo tempo que ambas entendam ser prazeroso e suficiente, permitindo, assim, uma maior participação dos pais no cuidado com seus filhos (Brasil, 2002). O MMC prevê três etapas bem definidas de assistência ao RNBP sendo a terceira etapa referente ao acompanhamento da criança após a alta hospitalar para manter o incentivo à posição canguru pelo maior tempo possível, bem como o aleitamento materno e a imunização, além da avaliação pormenorizada da criança a fim de detectar qualquer motivo que possa levar a sua reinternação (Brasil, 2002). A periodicidade das consultas depende do peso à alta da segunda etapa e preconiza-se que essa criança seja acompanhada até completar 2500 gramas. A partir daí, a criança deve ser encaminhada para continuar o acompanhamento no ambulatório de seguimento do RNAR da maternidade quando presente. Caso contrário, encaminha-se para outro ambulatório especializado no município ou à unidade básica de saúde com uma recomendação especial aos profissionais sobre o acompanhamento dessa criança (Brasil, 2002).
Em 2004, foi apresentada também pelo MS a Agenda de Compromissos com a Saúde Integral da Criança e a Redução da Mortalidade Infantil, com objetivo de apoiar a organização de uma rede única integrada de assistência à criança identificando as principais diretrizes a serem seguidas pelas instâncias estaduais e municipais. As ações desta Agenda estão organizadas em linhas de cuidado abrangendo a criança de forma integral, de modo a garantir a continuidade da atenção (Brasil, 2004). Nesta Agenda o MS se pronunciou, mesmo que de forma incipiente, sobre o cuidado diferenciado que devem receber os bebês que nascem com alguma condição de risco, mencionando a necessidade de um acompanhamento não só na UBS como também por uma equipe multiprofissional em ambulatório especializado.
Constituem-se, portanto como políticas, programas e ações federais no âmbito da saúde da criança: a implantação do Alojamento Conjunto, a Humanização do Pré- natal e Nascimento, o Método Mãe Canguru, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, os Bancos de Leite Humano, as Normas para comercialização de alimentos infantis, a Triagem Neonatal, o Projeto Nascer relacionado à
transmissão vertical da sífilis/HIV, a organização das Unidades de Cuidados Intensivos e Intermediários Neonatais, a Vigilância do Óbito Infantil e Fetal, entre outras (Frias, Mullachery, Giugliani, 2009).
Conclui-se que falta, entretanto uma política clara e institucionalizada de organização do cuidado do RNAR, sendo esse um desafio para melhorar a qualidade de vida dessas crianças.