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2. MATERYAL VE YÖNTEM

2.1 Kıvılcım Ateşlemeli Motorlar

2.1.2. Kıvılcım Ateşlemeli Motorlarda Alt Sistemler

A instituição de educação pré-escolar onde decorreu a restante parte do estudo fica localizada numa das freguesias mais populosas do concelho a que pertence (zona oeste da Região Autónoma da Madeira).

Segundo o Projecto Educativo da Escola, esta escola fica situada em plena serra madeirense, onde se verifica um inverno muito vigoroso. Por esse motivo, a população vive isolada e os recursos sócio-culturais ficam aquém do restante concelho. Não existe qualquer tipo de festa para as pessoas conviverem, em virtude da ausência de capelas ou igrejas que se localizam no centro da freguesia. As pessoas, principalmente, os homens aglomeram-se no bar e nas duas mercearias existentes na zona. Talvez seja por estes factores, que grande parte dos encarregados de educação tem problemas com o alcoolismo, repercutindo-se em violência doméstica.

É um meio onde os vários agregados familiares possuem fracos recursos económicos e são constituídos por um número elevado de pessoas, que vivem numa

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casa de tamanho reduzido. Vivem, essencialmente da agricultura, sendo grande parte para consumo próprio e não para comércio. A população masculina também se dedica à construção civil. As mulheres colaboram na agricultura e dedicam-se ao tradicional bordado madeirense.

A maioria das pessoas não tem transporte próprio e, por isso, utilizam o autocarro da Rodoeste12 que realiza 5 viagens para este meio com saída do centro do concelho. Existe ainda a possibilidade de utilizarem o táxi. Devido à falta de transportes e recursos económicos, muitas vezes, as pessoas deslocam-se até ao centro da freguesia a pé. Por este motivo, muitas crianças que frequentam a escola utilizam o transporte escolar.

A nível de infra-estruturas são poucas e caracterizam-se pela escola e pelo centro comunitário. Os recursos desportivos e culturais (grupo folclórico e coral e a associação desportiva), assim como, o centro de saúde concentram-se no centro da freguesia que fica distante. É muitas vezes na escola que se realizam torneios de futebol ou outras actividades aos fins-de-semana.

Em relação à estrutura física, a escola C é constituída pelo rés-do-chão e o primeiro andar. No rés-do-chão existe uma cozinha e uma cantina, onde são servidas três refeições por dia: lanche da manhã, almoço e o lanche da tarde. Ainda no rés-do- chão, existem 3 salas: o gabinete da directora, a sala do pré-escolar e 1 sala de actividades de enriquecimento curricular (informática, estudo e OTL). Neste piso existe, também, 1 hall, 3 casas de banho (1 para rapazes, outra para raparigas e 1 para o pessoal) e 2 arrecadações, onde são armazenados os alimentos e materiais de limpeza.

No primeiro andar, encontram-se 4 salas e 1 hall onde estão expostos alguns placares para afixar trabalhos realizados pelos alunos. Duas salas destinam-se às actividades curriculares (salas 6 e 7) do 1º ciclo, 1 para apoio especializado (sala 5), que coincide com a biblioteca e 1 sala para a área de Expressão Musical e Dramática. A sala 8 é para as actividades de enriquecimento curricular.

No exterior existe um polidesportivo onde se realizam as aulas de Educação Física, um parque infantil e dois balneários. Junto à escola tem um pequeno pátio coberto, onde os alunos se abrigam nos dias de chuva para brincar.

A escola começou a funcionar a tempo inteiro a partir do ano lectivo de 1997- 1998. Segundo o Projecto Educativo da Escola, existem ainda, algumas necessidades a

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colmatar, nomeadamente, falta de higiene e de regras sociais por parte dos alunos; desmotivação dos alunos para o estudo; escassez de materiais didáctico-pedagógicos e para as aulas de Educação Física; problemas de afectividade; carência de uma área de recreio coberta; de salas de aula; de espaços para arrumações e de condições nos balneários; reduzidas dimensões da sala 8 e da biblioteca.

A maioria das turmas do ensino básico são pequenas, à excepção da sala da pré, que no momento da investigação tinha 27 crianças. A escola contemplava um universo de 68 alunos, com idades compreendidas entre os 3 e os 11 anos. Eram, na sua maioria, oriundos de agregados familiares de fracos recursos económicos, com poucas habilitações, onde 62% dos alunos usufruíam de Acção Social Escolar. Em todas as turmas, incluindo o pré-escolar verificava-se a existência de crianças com necessidades educativas especiais, predominando as dificuldades de aprendizagem, atraso de desenvolvimento na linguagem, deficit cognitivo e problemas emocionais.

O pessoal docente era composto por 1 directora e 1 subdirectora, que exercia as funções de professora, 4 professoras da componente curricular, 1 professora do ensino especial, 1 do ensino recorrente, 2 professoras e 4 professores das actividades de enriquecimento curricular, 1 educador e 1 educadora.

O pessoal não docente contemplava 1 assistente de administração escolar, 1 cozinheira, 2 auxiliares de acção educativa, 3 auxiliares de apoio e 1 segurança.

O grupo do pré-escolar onde decorreram as observações era constituído por 27 crianças, das quais 10 são do sexo feminino e 17 do sexo masculino. Era um grupo bastante heterogéneo, cujas idades variavam entre os 3 e os 6 anos. A maioria das crianças possuía relações de parentesco entre elas, nomeadamente, irmãos, primos e tios, por viverem num meio bastante fechado e devido às famílias serem numerosas. Grande parte tinha 2 e 3 irmãos.

Através de uma consulta aos processos dos alunos pudemos verificar que as profissões dos pais incidiam, essencialmente, na construção civil. Quanto às mães, na sua maioria, eram domésticas e bordadeiras. Ao nível da formação escolar, não existiam dados que pudéssemos analisar, mas segundo os educadores da sala, um grande número dos progenitores não sabiam ler ou tinham a escolaridade básica. Por esse motivo, alguns frequentavam o ensino recorrente à noite.

Três crianças tinham apoio de uma professora especializada, pois revelavam dificuldades de aprendizagem, alguns casos devido à síndrome fetal alcoólico. Em relação ao restante grupo, eram crianças pouco criativas, cujas brincadeiras reflectiam o

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ambiente familiar, imitavam os pais bêbedos, o patrão a mandar nos empregados, os pais a trabalhar na construção civil, os animais, assim como demonstravam carências afectivas. Eram tímidas e denotavam um grande respeito pela figura masculina, talvez reflexo das vivências familiares. Eram crianças que não estavam habituadas a regras, pois cresceram em liberdade no meio dos animais e dos terrenos. Por outro lado, demonstravam muito interesse pelas actividades e pelos jogos, pois denunciavam uma certa necessidade pelo lúdico.

A sala onde decorreu a investigação do ED3 era ampla e bastante iluminada com janelas grandes para o exterior. Possuía uma secretária com um computador, onde os educadores organizavam trabalhos, e dois armários fechados com materiais. Ao lado da secretária havia uma área de tapete para actividades de grande grupo que, também, era utilizada pelas crianças para brincarem com os carros da garagem e com blocos. Junto a este espaço tinha uma cesta de vimes grande com roupas para adornos que as crianças utilizavam quando brincam ao faz de conta. Na parede, junto a esta área existia um placar onde colocavam os trabalhos das crianças, essencialmente, os trabalhos de inglês e um quadro de registo das presenças. Em seguida, havia uma zona com uma estante com livros acessível às crianças e uma mesa pequena com 4 cadeiras. Ao lado, estava outro armário, onde as crianças colocavam os casacos que não cabiam nos cabides e onde estavam guardadas as capas dos trabalhos. Junto a esta área encontrava-se o cantinho da casinha que estava equipada com uma mesa redonda baixa, bancos, loiças de plástico, comidas de plástico, fogão e outros utensílios para as crianças brincarem.

Logo de seguida havia 3 mesas rectangulares, 2 com computadores onde era frequente o educador colocar músicas para as crianças ouvirem. Por cima existia um quadro preto tapado com papel de cenário e decorado com motivos primaveris e, ao lado, já junto à porta de entrada, tinha os cabides, onde as crianças dependuravam os casacos e outros pertences. Por cima destes, havia um painel de tecido com vários compartimentos, onde as crianças guardavam as escovas e os copos para a escovagem dos dentes. No lado esquerdo da sala, existiam vários armários seguidos com materiais de desgaste e de desperdício, cores, colas, tesouras, pincéis, entre outros. De salientar, que estavam sempre muito bem arrumados, os lápis afiados e tudo muito bem organizado. Por cima dos armários encontravam-se mais dois placares, onde os trabalhos das crianças eram frequentemente substituídos e tornavam a sala mais colorida, assim como os vários móbiles dependurados no tecto proporcionavam um espaço de trabalho mais agradável. Neste sentido, poderemos considerar que a

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organização do contexto poderá reflectir as convicções implícitas ou explicitas dos professores.

Ao centro da sala estavam 5 mesas redondas e cadeiras para as 27 crianças realizarem as suas actividades.

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Benzer Belgeler