A. Eyyûb b Ebî Temîme es-Sahtiyânî’nin Yaşadığı Dönem
2. HADÎS İLMİNDEKİ YERİ
2.3. Hadîs Edâ Yöntemleri
2.3.2. Kısa senedler kullanması ve hadîsi edâda aşırı titiz davranması
Pergunta Agostinho logo no início do diálogo: procedendo o pecado dos seres criados por Deus, como não atribuí-lo a Deus mesmo, se é tão imediata a relação entre Ele e suas criaturas? A ideia de uma vontade livre do homem virá responder à questão da origem do mal: não podendo ser atribuído a Deus, o pecado tem o homem como seu autor, justificando-se, assim, o castigo.
Nessa pesquisa, a primazia pertence à fé, apesar do respeito à inteligência: “Nada é mais recomendável do que crer, até no caso de estar oculta a razão de por que isso é assim e não de outro modo” (LA, I, 1, 5).
Em que consiste proceder mal? Não pode tratar-se de um ato exterior visível, diz Agostinho, introduzindo a noção de intenção: se um homem desejasse cometer adultério, e só não o fizesse por um impedimento físico, nem por isso sua paixão seria menos culpada (LA, I, 3, 8). Em todas as ações más, é a paixão, ou o desejo culpável que domina, enquanto no homem perfeitamente ordenado as paixões se submetem à razão (LA, I, 4, 9). Ademais, a má ação, nem sempre punida pela lei temporal, consiste em violar a lei eterna (LA, I, 5, 3).
Como pode ser a mente dominada pelas paixões? O mal não pode ser ensinado, pois a inteligência é sempre um bem (LA, I, 1, 2). Ninguém pode tampouco ser forçado a agir mal pela influência de outrem: uma mente mais forte não pode viciar uma outra, mais fraca, sem decair de sua justiça; por outro lado, tudo o que é igual ou inferior à mente não teria poder para fazê-lo (LA, I, 10, 21). “Não há nenhuma outra realidade que torne a mente cúmplice da paixão a não ser a própria vontade e o livre arbítrio” (LA, I, 10, 21). O pecado é de autoria do homem que o comete, sendo justa, portanto, a sua punição.
Entretanto, questiona Evódio, é difícil entender como o homem, criado de modo perfeito por Deus, poderia ter abandonado voluntariamente a virtude (LA, I, 11b, 23). É preciso distinguir, entretanto, entre querer ser feliz, desejo comum a todos os homens, e querê-lo com retidão. Não basta desejar a felicidade; é preciso querê-la retamente, mostrando-se digno dela (LA, I, 14, 30). Pecar é perseverar na má vontade, preferindo acima de tudo os bens temporais, que não estão em nosso poder. Sobre a posse destes
bens legisla a lei temporal, que se limita a interditar e a privar deles aqueles a quem pune, por tê-los subtraído injustamente de outro.
É preciso distinguir, porém entre querer ser feliz, desejo comum a todos os homens, e querê-lo com retidão. Não basta desejar a felicidade; é preciso querê-la retamente, mostrando-se digno dela (LA, I, 14, 30). Pecar é perseverar na má vontade, preferindo acima de tudo os bens temporais, que não estão em nosso poder. Sobre a posse destes bens legisla a lei temporal, que se limita a interditar e a privar deles aqueles a quem pune, por tê-los subtraído injustamente de outro. Contudo, apenas a lei eterna pune o pecado do amor excessivo desses bens. Pertence à vontade, portanto, e apenas a ela, escolher quais os bens, eternos ou temporais, há de abraçar _ de tal forma que nada, senão a vontade mesma, poderá afastar a alma do caminho reto (LA, I, 16, 34).
Entretanto, apenas a lei eterna pune o pecado do amor excessivo desses bens. Pertence à vontade, portanto, e apenas a ela, escolher quais os bens, eternos ou temporais, há de abraçar _ de tal forma que nada, senão a vontade mesma, poderá afastar a alma do caminho reto (LA, I, 16, 34).Para respondê-lo, Agostinho define a boa vontade: é “a vontade pela qual desejamos viver com retidão e honestidade, para atingirmos o cume da sabedoria” (LA, I, 12, 25). Sendo ela o maior de todos os bens e a maior felicidade, encontra-se inteiramente em nossas mãos, pois depende de nós gozar ou não desse bem: o que dependeria mais da nossa vontade do que a própria vontade? Enquanto os bens temporais podem ser perdidos a qualquer momento, à nossa revelia, a boa vontade não pode ser arrebatada de alguém sem o seu consentimento (LA, I, 12, 26). “Para aquele que ama a boa vontade, o querer e o possuir serão um só e mesmo ato” (LA, I, 13, 29). Logo, segundo a lei eterna, na vontade reside todo merecimento, resultando em recompensa ou castigo, logo, em beatitude ou desventura (LA, I, 14, 3). Diante da argumentação de Agostinho, Evódio, ao final do livro I, admite que o mal moral tem sua origem no livre arbítrio de nossa vontade (LA, I, 16, 35 a). Mas teria Deus feito bem de nos ter dado este livre arbítrio? Afinal, não pecaríamos se estivéssemos privados dele. Por esse raciocínio, Deus mesmo, em última análise, poderia vir a ser considerado o autor de nossos pecados, porquanto nos concedeu uma vontade que nos permite cometê-los (LA, I, 16, 35b).
A vontade livre, retruca Agostinho, foi dada ao homem para que ele viva retamente, e não para viver retamente ou pecar. Deus castiga o pecador porque este não usou de sua vontade livre para o fim em virtude do qual ela lhe foi concedida. A conduta do homem não seria pecado nem boa ação caso não fosse voluntária, nem seriam justos o castigo e a recompensa de Deus; era necessário, portanto, que Ele desse ao homem a vontade livre (LA, II, 1, 3).
Admitindo que Deus nos concedeu essa vontade, Evódio objeta, porém: se ela nos foi dada para fazermos o bem, não deveríamos poder fazer o mal por seu intermédio. Parece incerto que a vontade livre nos ter sido dada para com ela agirmos bem, já que podemos também pecar; parece também incerto, por conseguinte, se foi um bem ou não este dom (LA, II, 2, 4-5).
Surge então a questão da existência de Deus, até então admitida pela fé e não pelo entendimento. Cabe buscar prová-la racionalmente, sustenta Agostinho: embora se deva primeiramente, crer nas verdades que desejamos compreender, não se pode considerar como encontrado aquilo em que se acredita sem entender (LA, II, 2, 6)26. Nessa busca,
são três as questões que se pretende investigar: primeiramente, provar a existência de Deus; a seguir, verificar se todo bem provém Dele; finalmente, examinar se a vontade livre é um bem (LA, II, 3, 7). Esclarecidas tais questões, ficará também claro se essa vontade foi dada aos homens com justiça.