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ÜRÜN ÖZELLİKLERİ

2.5.4. Kırşehir Kurutma Tesisi

Todos os atores sociais (associações, CM, JF, monitores que dinamizam as atividades, os próprios idosos e toda a população não idosa que integra o banco de voluntariado e a que participa nos workshops “Espaço dos Mestres”) assim como todas as pessoas e instituições envolvidas nas obras de melhoramento e processo de reabilitação irão participar no processo de avaliação e terão toda a liberdade para que sempre que o desejem manifestar a sua opinião relativamente às atividades em que estiveram envolvidos, sugerir melhorias ou até propor outro tipo de atividades. Visa-se a “avaliação participativa” (Guerra, 2000:182).

A avaliação de um projeto social, desde do momento do diagnóstico até a avaliação do impacto social que se dá após o término do mesmo, é uma atividade continua, sujeita a constantes reformulações, reajustamentos ou até mudanças de estratégias.

O projeto já conheceu uma primeira fase de avaliação através do diagnóstico gerontológico, com a denominada “avaliação diagnóstica ou ex-facto” (Guerra, 2000:195), em que se identificaram as problemáticas, áreas prioritárias de intervenção e recursos locais existentes.

Subsequentemente, pretendemos implementar uma avaliação de acompanhamento ou denominada “on going” (Idem, Ibidem:195). O grupo de avaliação é constituído pelo coordenador(a) do projeto (sendo o(a) responsável último/a pela avaliação) e entidades parceiras no projeto (representantes das associações, do CSPJ, da CM e da JF). O grupo reunir-se-á com uma frequência mensal. A reunião será realizada rotativamente na sede de cada entidade parceira e com o propósito de reavaliar os recursos afetos ao projeto e avaliar o grau de adesão dos participantes às atividades. Nesta fase de execução pretende-se num quadro de avaliação sistemática de acompanhamento verificar se as atividades do projeto estão a atingir a população e se estão a assegurar os recursos e serviços programados conforme previsto (Idem, Ibidem:196).

O sucesso do processo de avaliação depende, em larga medida, da capacidade para encontrar indicadores (qualitativos e/ou quantitativos) que meçam o processo e os resultados da avaliação (idem, Ibidem,197).

Os indicadores quantitativos terão como instrumentos de apoio, as folhas de assiduidade que deverão ser assinadas pelos participantes das atividades, no final das mesmas e esta informação relativa à assiduidade será transmitidas na referida reunião.

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O indicador quantitativo – assiduidade, vai-nos dar o número de participantes por atividade.

Mas como nem todos os efeitos de uma intervenção são quantitativamente mensuráveis (Idem, Ibidem, 186). No nosso projeto aplicaremos um tipo de avaliação que recorre a indicadores qualitativos e quantitativos, porquanto uma avaliação eficaz deve combinar os aspetos quantitativos e os qualitativos (Idem, Ibidem:186).

Os indicadores qualitativos estão patentes nas opiniões recolhidas aos idosos e restantes participantes nas atividades que irão dar o seu feedback ao coordenador do projeto: por exemplo, relativamente à eficácia da atividade, ao desempenho do monitor, ou à motivação demonstrado pelo grupo para a mesma. Os monitores ou/e responsáveis pelas atividades de forma idêntica darão o seu parecer relativamente a motivação e desempenhos dos participantes nas atividades, apresentando assim o seu entender e sugestões de melhoria. Ele mesmo irá auscultar a opinião dos idosos relativamente ao seu desempenho e ouvir sugestões dos mesmos no sentido de melhorar a dinâmica de grupo e o grau de satisfação proporcionado pela atividade. As opiniões e sugestões serão um indicador qualitativo para a avaliação do projeto. Os idosos que usufruam do apoio de ações de voluntariado e os voluntários irão manifestar o seu parecer relativamente à eficácia das mesmas, o mesmo sucederá no “espaço dos mestres” e no “espaço cidadania”. Também nas atividades relativas às obras de melhoria a realizar nos domicílios dos idosos, o(a) assistente social fará o acompanhamento, através das visitas domiciliárias e observação no local, auscultará a opinião dos idosos e verificará se as obras estão a ser efetuadas de acordo com as necessidades identificadas e caso estas obras estejam concluídas, serão ouvidos os idosos relativamente à eficácia das mesmas.

Todas estas impressões serão comunicadas aos parceiros presentes na reunião mensal. Os responsáveis pela execução das obras (CM e JF) e os representantes das associações darão o seu feedback, que será tido em conta e caso seja necessário iremos tentar perceber no caso das obras, se as verbas afetas estão adequadas ao levantamento das necessidades previstas no projeto, ou se surgiu a necessidade de fazer reajustamentos, e no caso das atividades promovidas pelas associações e financiadas pela CM também importa perceber se há necessidade de reajustamento nas verbas e/ou atividades.

No final do projeto iremos verificar se os objetivos propostos foram atingidos (avaliação final), se os mesmos produziram as mudanças desejadas e quais os resultados não esperados (benéficos ou perversos). Iremos, também quantificar o número de ações

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realizadas relativamente às obras nos domicílios dos idosos e comparar com o levantamento efetuado e as necessidades identificadas no sentido de verificar se cumpriram os objetivos previstos. Analisaremos cada objetivo e através dos relatórios e registos realizados ao longo do ano, iremos quantificar as ações realizadas e o número de participantes nas mesmas. Este indicador – assiduidade poderá permitir-nos fazer um balanço da pertinência ou não da justificação da continuidade do projeto e sucesso do mesmo. Após esta avaliação, os resultados serão apresentados às entidades parceiras. Caso o projeto seja bem-sucedido será divulgado como exemplo de boas práticas.

Este método de avaliação por objetivos, de acordo com a taxinomia proposta por Guerra (2000), tem a vantagem de ser prática, mas por vezes é frequente a falta de clarificação e precisão dos objetivos. Tem também a vantagem de haver uma discussão constante de objetivos e finalidades com todos os intervenientes.

Benzer Belgeler