• Sonuç bulunamadı

Kılavuzluk Hizmetlerinin Amaç ve Sonuçları, Kılavuz Kaptanın Köprüüstündeki Rolü ve Önemi

A crescente preocupação das autoridades governamentais com as externalidades consequentes do modo de produção capitalista - com sua concepção de crescimento econômico e cultura do consumo exacerbada - motivou a promoção de uma série de eventos e debates sobre o crescimento e o desenvolvimento sustentável, a partir da década de 1960 (MITCHAM, 1995; CHRISTOFI, SESAYE, 2012).

Dentre os eventos de maior importância estão a publicação do Relatório Brundtland, intitulado “Nosso Futuro Comum”, sendo referência na área de desenvolvimento

sustentável, e a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada em 1992 na cidade do Rio de Janeiro, sendo conhecida como Eco-92.

Sob um caráter diplomático, o Relatório Brundtland forneceu um diagnóstico sobre o estado do meio ambiente, apresentando causas dos problemas socioeconômicos e ecológicos da sociedade contemporânea, evidenciando ações para a promoção do desenvolvimento sustentável, como a satisfação das necessidades básicas, a preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, consumo de energia racionalizado, entre outros (WCED, 1987). É a partir da publicação que surge o conceito amplamente conhecido de Desenvolvimento Sustentável, sendo este definido como “o desenvolvimento que atende às necessidades da geração presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras atenderem suas próprias necessidades” (WCED, 1987, p. 43).

O Relatório Brundtland serviu de referência para os debates que aconteceram no Eco-92 (CNUMAD), que reuniu representantes de 179 países para discutir os problemas ambientais mundiais, promovendo uma tomada de consciência sobre a forma de crescimento e desenvolvimento sustentável, em harmonia com o meio ambiente. Como resultado dos diversos debates protagonizados na conferência, cinco documentos foram elaborados. Em especial, destaca-se a Agenda 21, um plano de ação global contendo 40 capítulos que determinam ações nas esferas econômica, ambiental e social do desenvolvimento sustentável, relacionados aos mais diversos assuntos, como o combate à pobreza, mudança nos padrões de consumo, proteção e promoção das condições de saúde humana, conservação e gestão dos recursos naturais, entre outros (CNUMAD, 1995).

A partir dos vários acontecimentos e eventos em prol do desenvolvimento sustentável retratados anteriormente, nota-se o surgimento de uma série de posicionamentos sobre o conceito de Desenvolvimento Sustentável, com diferentes perspectivas e correntes científicas expressando seu próprio ponto de vista acerca do assunto. O conceito de sustentabilidade varia, assim, de acordo com o posicionamento ontológico e epistemológico que determinados sujeitos adotam, de forma a enviesar o tratamento dos problemas socioambientais, bem como o processo de decisão de políticas públicas e de negócios empresariais.

No tocante à realidade empresarial, o conceito de sustentabilidade pode ser adaptado como sendo “a adoção de estratégias e atividades de negócios que atende as necessidades atuais da empresa e de seus stakeholders, enquanto que protegendo, sustentando e melhorando os recursos naturais e humanos que serão necessários no futuro” (LABUSCHAGNE, BRENT, VAN ERCK, 2005, p. 373). Para Rahman e Kazmi (2013), esse

conceito deve levar em consideração o modelo triple bottom line introduzido por Elkington (1998), que propõe a integração entre as dimensões ambiental, econômica e social para o alcance da sustentabilidade empresarial. O conceito também considera as partes interessadas pelas ações da empresa (stakeholders), de forma que as atividades econômicas devem procurar preservar os recursos humanos e naturais, e não destruí-los.

Em se tratando das dimensões da sustentabilidade, vários autores (SACHS, 1993; GOODLAND, 1995; PARKIN, SOMMER, UREN, 2003; DAHL, 2007; MUNASINGHE, 2007; PAWLOWSKI, 2008; NASCIMENTO, 2012) mostram que há diferentes esferas de análise do desenvolvimento sustentável, como a ambiental, econômica, social, cultural, legal, técnica, espacial, moral e política. Entretanto, para fins de observação da realidade empresarial, acompanha-se o modelo proposto por Elkington (1998), o triple bottom line, que destaca principalmente as dimensões ambiental, econômica e social.

A dimensão ambiental da sustentabilidade enfatiza as relações do meio ambiente, como provedor de recursos naturais e de meios de subsistência, e a sociedade, bem como nos impactos das atividades humanas no ecossistema, sejam eles originários do cotidiano da população ou das operações empresariais.

A sustentabilidade econômica diz respeito à eficiência na alocação e distribuição dos recursos naturais para o alcance do bem estar dos indivíduos. Assim, a sustentabilidade econômica se estende para além das fronteiras organizacionais, estando intrinsicamente ligada aos elementos sociais e ambientais.

A dimensão social da sustentabilidade preconiza o princípio da equidade social, da chance das pessoas fruírem dos direitos fundamentais e da liberdade, de terem iguais oportunidades de trabalho e acesso à educação, visando o desenvolvimento do potencial humano. Assim, a sustentabilidade da sociedade em si só se torna possível a partir do momento em que os cidadãos consigam viver dignamente, a partir da assimilação de recursos não prejudiciais a outras pessoas.

Ao se analisar a sustentabilidade no contexto do setor industrial da cerâmica vermelha, percebe-se que este, como peça importante para indústria da construção civil, possui grande relevância para a sociedade humana, no momento que fornece insumos para a construção da infraestrutura e da habitação necessária para a subsistência da comunidade.

Para que a indústria de cerâmica vermelha se torne mais sustentável, algumas recomendações são estimuladas (CIB, 1999; GRIGOLETTI, SATTLER, 2003; CIC, 2009): (1) redução do consumo de energia no processo produtivo; (2) eliminação ou redução de emissões aéreas; (3) redução do consumo de recursos naturais e de geração de resíduos; (4)

geração de empregos formais; (5) possibilidade de aperfeiçoamento de pessoal; (6) qualidade do ambiente de trabalho; (7) promoção da economia local; (8) racionalização da logística dos transportes de materiais; (9) recuperação de áreas exploradas; (10) investimento em qualidade e inovação do processo produtivo; entre outros.

De forma a possibilitar a análise e avaliação da sustentabilidade de qualquer entidade, seja ela pública ou privada, ou ainda de políticas públicas, torna-se necessária a utilização de indicadores de desempenho e de modelos de mensuração de sustentabilidade.

Anteriormente foram citados vários modelos, com aplicações em diferentes tipos de indústrias, bem como de avaliação de políticas públicas em diferentes âmbitos, como local, regional, nacional e internacional. Contudo, para fins de análise desta pesquisa, optou-se pela escolha do modelo proposto por Callado (2010), por apresentar uma metodologia simples e de fácil aplicação, no qual trabalha com a interação das três dimensões elencadas pelo modelo triple bottom line, apresenta um grupo de indicadores com pesos individuais, permitindo substituição destes, determina um índice agregado para cada dimensão, e possibilita uma comparação de resultados entre empresas do mesmo setor industrial.

A seguir, apresenta-se os procedimentos metodológicos adotados na presente pesquisa, com seu delineamento, bem como com os critérios elencados para escolha dos casos e sujeitos da pesquisa, os instrumentos e processo de coleta dos dados, e o método de análise dos resultados.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os procedimentos metodológicos são de suma importância para qualquer pesquisa, no momento que é essa etapa que irá proporcionar a avaliação dos tópicos gerais de cientificidade (como validade, confiabilidade e aplicação) (VIEIRA, 2006), identificando “as operações mentais e técnicas que possibilitam sua verificação” (GIL, 2006, p. 26). Assim, a metodologia científica é indispensável para a construção de qualquer estudo com respaldo na racionalidade (GIL, 2006).

Para estruturar uma metodologia é preciso inicialmente considerar as perguntas da pesquisa que identifiquem a especificação da problemática do trabalho. A partir deste ponto, seu design é estabelecido, mostrando como a pesquisa foi executada, proporcionando maior compreensão ao leitor. A operacionalização da pesquisa é necessária para evidenciar e validar a definição constitutiva, retratada na fundamentação teórica (VIEIRA, 2006).

Nessa seção se encontra a definição da natureza e do caráter da pesquisa, bem como os critérios utilizados para escolha dos casos e sujeitos da pesquisa. Ainda, mostra como foi realizado o procedimento da coleta de dados, indicando as etapas e o instrumento de pesquisa e seus detalhamentos. Por fim, caracteriza-se o procedimento de análise dos dados e indicam-se as limitações do estudo.

Benzer Belgeler