• Sonuç bulunamadı

Küresel Vatandaşlığa Ait Öğrenci Görüşlerinin Düzeyine İlişkin Bulgular

4. BULGULAR ve YORUMLAR

4.2. Küresel Vatandaşlığa İlişkin Bulgular

4.2.1. Küresel Vatandaşlığa Ait Öğrenci Görüşlerinin Düzeyine İlişkin Bulgular

Os conceitos de natureza, que contêm a priori o fundamento para todo o conhecimento teórico, assentavam na legislação do entendimento. O conceito de liberdade, que continha a priori o fundamento para todas as prescrições

33

práticas sensivelmente incondicionadas, assentava na legislação da razão. Por isso ambas as faculdades, para além do fato de, segundo a forma lógica, poderem ser aplicadas a princípios, qualquer que possa ser a origem destes, possuem cada uma a sua própria legislação segundo o conteúdo, sobre a qual nenhuma outra (a priori) existe e por isso justifica a divisão da filosofia em teórica e prática. (AA V 176-177).

A passagem acima é da III seção da segunda introdução à terceira Crítica intitulada “Da crítica da faculdade do juízo como meio de ligação das duas partes da Filosofia num todo” (AA V 176), ou seja, o meio de ligação entre as partes da filosofia ou entre os domínios teórico e prático da mesma se dá por meio da terceira Crítica.

As faculdades do entendimento e da razão contêm princípios próprios e fundamentam as partes da filosofia na medida em que podem aplicar esses princípios segundo sua forma lógica. Se para a terceira parte for possível encontrar algum parentesco por analogia com as outras duas partes, será possível fundamentar seu exercício sob princípios que não servem nem ao uso teórico e nem ao uso prático. Por isso, à faculdade do juízo – sendo a terceira faculdade e intermediária entre essas outras duas – deve ser possível, pelo menos, fundamentar seu exercício sob princípios próprios, diferentes do uso teórico e prático da razão, mesmo sem fundamentar um domínio próprio de leis e sem estabelecer uma doutrina. A faculdade do juízo completa o quadro da divisão das faculdades de conhecimentos superiores ao ser o termo médio entre as outras duas faculdades, o entendimento e a razão.

Na família das faculdades de conhecimento superiores existe ainda um termo médio entre o entendimento e a razão. Este é a faculdade do juízo, da qual se tem razões para supor, segundo a analogia, que também poderia precisamente conter em si a priori, se bem que não uma legislação própria, todavia um princípio próprio para procurar leis; em todo caso um princípio simplesmente subjetivo, o qual, mesmo que não lhe convenha um campo de objetos como seu domínio, pode todavia possuir um território próprio e uma certa característica deste, para o que precisamente só este princípio poderia ser válido. (AA V 177).

Na Primeira Introdução, Kant mostra que a representação sistemática de nossas faculdades de conhecimento a priori por conceitos se encontra tripartida: primeiro, há a faculdade do conhecimento do universal, a do conhecimento das regras universais, a qual é regida pelo entendimento; como um termo médio entre essa e a terceira, há a faculdade da subsunção do particular sob o universal, tarefa realizada pelo juízo; e, por último, a faculdade de determinação do particular pelo universal através da derivação de princípios, a razão prática. Assim sendo, Kant pretende estabelecer o princípio a priori

34 da faculdade do juízo que possibilite tais articulações entre as faculdades. Para isso, na seção IV da segunda introdução, “Da faculdade do juízo como uma faculdade legislante a priori” (AA V 179), Kant começa definindo a faculdade do juízo, “A faculdade do juízo em geral é a faculdade de pensar o particular como contido no universal” (AA V 179) e, na Primeira Introdução, a faculdade do juízo “não é meramente uma faculdade de subsumir o particular sob o universal (cujo conceito está dado), mas também, inversamente, de encontrar, para o particular, o universal” (AA XX 209-210). Uma característica importante da faculdade do juízo é, ao contrário do entendimento e da razão, respectivamente, a ausência de conceitos e ideias. O juízo é uma faculdade de conhecimento muito particular que, diferente das outras duas, não tem um domínio próprio, pois recebe conceitos de outra procedência que não ela mesma e apenas subsume tais conceitos. A faculdade do juízo tem a função de subsumir o particular sob o universal e é uma faculdade intermediária entre as outras duas.

Há duas formas de juízo, como faculdade de julgar determinante e como faculdade de julgar reflexiva e o critério de distinção se encontra no modo como o particular e o universal se relacionam entre si. A primeira subordina o particular ao universal, a uma regra, a uma lei ou a um princípio, atua segundo leis do entendimento e ao subsumir o particular sob o universal encontra conceito. A faculdade de juízo determinante, sob leis transcendentais dadas pelo entendimento, não tem necessidade de buscar uma lei pra si mesma, ela somente subsume. “Se só o particular for dado, para o qual ela deve encontrar o universal, então a faculdade do juízo é simplesmente reflexiva” (AA V 179). A segunda não parte de conceitos e deve encontrar o universal quando apenas o particular for dado. Ao realizar essa tarefa, precisa pensar uma lei para si mesma; nisto consiste seu princípio subjetivo. Sendo sua condição não possuir um domínio de leis, seu princípio não é a aplicação de leis, mas o de procurar regras ou leis. Para exercer essa atividade, precisa pensar uma lei para si mesma para que seja sua regra de procedimento.

A faculdade de juízo reflexiva, que tem obrigação de elevar-se do particular na natureza ao universal, necessita por isso de um princípio que ela não pode retirar da experiência, porque este precisamente deve fundamentar a unidade de todos os princípios empíricos sob princípios igualmente empíricos, mas superiores e por isso fundamentar a possibilidade de subordinação sistemática dos mesmos entre si. Por isso só a faculdade de juízo reflexiva pode ser a si mesma um tal princípio como lei e não retirá-lo de outro lugar (porque então seria a faculdade de juízo determinante). (AA V 180).

35